Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

09 janeiro 2009

agonia de ser pequeno e impotente diante do mal

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09.01.2009 - Segundo a ONU, 42% das cerca de 760 vítimas dos 14 dias da ofensiva militar israelense em Gaza são crianças e mulheres. Soldados israelenses mortos somam o espantoso número de 10 (dez).
 
Não entendo como é que todos os outros assuntos do mundo não param até que se detenha de uma vez essa barbaridade!
 
Alguém acharia aceitável se o povo tupi-guarani quisesse dominar sozinho todos os brasileiros, oprimindo barbaramente a todos os não tupis-guaranis que habitam áreas que um dia foram de seu domínio?
 
Pois é o mesmo que os judeus pretendem fazer por haverem dominado aquela área por pouco mais de mil anos, até o ano 70 dC. Com a diferença de que no Brasil os tupis-guaranis haviam conquistado territórios praticamente vazios, e quando os judeus conquistaram Canaã, essa terra já era intensamente povoada por outros povos há dezenas de milhares de anos.
 
Quando os judeus quiseram sair do Egito, consideraram legítimo lançar sete pragas contra o povo desse país, inclusive ferindo de morte todos as crianças primogênitas. Por detestável que seja toda violência, com certeza os foguetes do Hamas são café pequeno diante da violência dessas pragas que o mundo ocidental está acostumado a considerar legítimas, até comoventes, porque foram a favor de Israel...
 
Se os perpetradores da atual chacina fossem de qualquer tradição cultural que não a judaico-cristã, e as vítimas fossem judaico-cristãs, com certeza a indignação do mundo seria tal que se estaria preparando uma nova cruzada para derrubar o governo criminoso. Haveria intenção de intervenção da ONU, mas como as discussões para isso estariam demorando muito os Estados Unidos tomariam a iniciativa de invadir... Mas em se tratando de Israel, todas as hipóteses são pensáveis menos esbarrar nessas santíssimas pessoas que trucidam e oprimem em nome de um direito que teria sido dado por Deus aos seus ancestrais há 3600 anos.
 
Se islâmicos matam em nome de Deus, são exemplo de obscurantismo e superstição. Se judeus o fazem (mesmo sem mencionar Deus, mas escudados única e exclusivamente no mito da promessa de Deus a Abraão), há no máximo "profunda perplexidade e mal-estar". Mas chamá-los de bárbaros obscurantistas ninguém chama. Inclusive por receio de ser acusado de cúmplice dos fornos crematórios daquele outro doido, o senhor Hitler.
 
Será que só nos resta escolha entre a loucura e a insanidade, meu Deus??
 
Dor atroz de não ter poder para fazer nada numa hora dessas!!
 
DOR
ATROZ.
 
Citando um pastor evangélico cuja inteligência e sentimento ético o vêm distanciando cada vez mais das idéias preconceituosas predominantes na sua tradição (em um texto escrito com tal indignação que atropelou inclusive as regras gramaticais que - pelo que conheço do restante do seu trabalho - esse pastor domina magistralmente):
 
"Se existe alguma lógica religiosa que legitima o que vem acontecendo na Faixa de Gaza, eu não quero ter nenhuma parte com ela. Se existe um deus que está no controle do massacre palestino, eu não quero ele. Prometo lutar contra tal divindade."
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