Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

25 novembro 2009

novas relações Brasil-FMI

manchete escondidinha em 25.11.09:
 
 Brasil aumenta aporte ao FMI e ganha poder de veto.
 
por hoje é só isso,
hora dessas vou escrever a respeito no meu blog.

(em tempo: tô sabendo que esse poder não é sobre a totalidade dos programas do FMI, só sobre o em que o Brasil participa)

17 novembro 2009

lançamento "IMPACTO DOS MEIOS ELETRÔNICOS NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE"

Olhaí, pessoal, tenho diferenças consideráveis com o prof. Setzer, mas já vi uns trechos do Impacto dos meios eletrônicos na criança e no adolescente, e está um trabalho NOTÁVEL, não sei se existe outra compilação de informações semelhante em nível mundial.  Creio que realmente merece ser visto e circular!
 
( Afinal, este é ou não é um espaço de defesa do PLURALISMO ACIMA DE TUDO?  :-D .....  Ralf ) 

----- Original Message -----  From: Livraria Antroposófica 
 
Lançamento

DVD - ENTREVISTAS E PALESTRAS - Valdemar W. Setzer

Divulgamos o lançamento pela Editora Antroposófica do DVD com entrevistas e palestras feitas com o Professor Valdemar Setzer, cujos direitos de reprodução foram cedidos por instituições como o Fórum Permanente da Criança e do Adolescente da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, TV Espiritualista e Jovem Pan Online.

Valdemar Setzer é professor Titular aposentado do Depto. de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, mas continua a dar aulas e orientar teses. Ele é membro da Sociedade Antroposófica desde 1971 e tem sido convidado por várias instituições para tratar de temas educacionais e filosóficos como, por exemplo, o impacto dos meios eletrônicos em crianças e adolescentes, ciência e espiritualidade, o que é Antroposofia, etc.

Esperamos assim poder proporcionar ao público em geral mais uma forma de acesso, além dos livros, a questões importantes de nossa época à luz da Antroposofia. Este DVD contém uma extensa palestra sua sobre meios eletrônicos e educação, e entrevista sobre esse assunto, como também o que é a Antroposofia e como desenvolver a criatividade.

     
+ detalhes
por R$35,00
Para mudar a opção de recebimento deste e-mail, por favor, visite nosso site www.antroposofica.com.br/excluir_email.asp

Livraria virtual da Editora Antroposófica
Livros para o Autoconhecimento e a Ampliação Cultural

15 novembro 2009

Belezas peruanas em prol da associação Monte Azul

Pessoalmente não sou muito chegado nem em Natal, nem em shoppings, nem em organizações que usam a palavra "senhoras", mas há pelo menos 2 boas razões para estar passando adiante esta mensagem: 
1) É em prol da Associação MonteAzul, companheiros velhos de guerra, e eles merecem!
2) Como não babar diante da beleza da arte popular peruana? Confiram!    ......................  (Zé Ralf)
 

 
http://www.tropis.org/imagext/091100-natalperuano.jpg
Fonte original da imagem: http://www.monteazul.org.br/montenet/convite_feira_peruana2009.jpg
Versão nesta mensagem ligeiramente editada (margens brancas recortadas), hospedada no site tropis

14 novembro 2009

Produtores do Circo Voador testam preconceito em agências bancárias

 

Produtores do Circo Voador testam preconceito em agências bancárias
Enviado por Felipe Sáles - 13.11.2009 | 6h00m

Confira o vídeo que o Núcleo Audiovisual do Circo Voador fez sobre os critérios para lá de subjetivos que os seguranças de agências bancárias adotam na hora de permitir ou barrar clientes. A turma do Circo foi até uma agência do banco Itaú na Glória. Primeiro, entrou o produtor cultural Louzada, que é branco e não teve problemas. Em seguida, foi o MC Shackal, que é negro e... bem, confira você mesmo os procedimentos dos seguranças. Foi criado até um abaixo-assinado (clique aqui) para ser enviado à Federação Nacional de Bancos e ao Congresso.

A seguir a nota inclui o vídeo do youtube linkado abaixo, que mostra inequivocamente que HÁ PRECONCEITO RACIAL no controle da entrada de pessoas em bancos.  Só que quando se vai assinar a petição em http://www.petitiononline.com/porta/petition.html ... o texto dela é o seguinte:
 
To:  Usuários do serviço bancário do Brasil

Se VOCÊ se sentiu alguma vez agredido ou desrespeitado ao tentar entrar na SUA agência bancária para movimentar a SUA conta, ou seja, SEU dinheiro, assine o MANIFESTO PORTA NA CARA pedindo a mudança da porta de segurança das agências para um sistema de RAIO X ou um equipamento de segurança que realmente mostre os pertences que estão sendo conduzidos pelo cliente. As atuais portas são travadas até por uma moeda e você depende da boa vontade do vigilante para destravar a porta e permitir sua entrada no banco. Vamos mudar essa situação e pedir aos bancos que renovem seus equipamentos. Eles podem investir num equipamento de segurança melhor, que implique em menos constrangimento aos seus próprios clientes e usuários.
O Circo Voador acredita que as pessoas devam ser tratadas com dignidade. Agora queremos saber a SUA opinião.

Ou seja: NENHUMA menção à questão racial, que aparece com destaque no vídeo - e um apelo num tom que parece especial para agradar muito mais à classe média branca. Assinei a petição, mas não pude deixar de acrescentar o seguinte comentário:
 
Apesar de, como branco, também já ter passado constrangimento (p.ex. tirar cinto e entrar segurando as calças) não acho certo que este manifesto ignore a questão racial. A diferença que ela faz é estatisticamente significativa sim.
 
E exigir o treinamento/educação adequado dos seguranças é mais pertinente que pedir instalação de equipamentos, que sairão do nosso bolso e gerarão mais desemprego em lugar de educação.
 

12 novembro 2009

ARTE BRASILEIRA: exposição GRÁTIS até 10/12, acho q das imperdíveis

De 1992 a 2000 vi em Sampa grandes exposições organizadas de tal forma que me ajudaram demais a pensar o Brasil. Faz um tempo que não vejo notícias de exposições onde eu "fareje" o mesmo. Desconfio que esta aqui pode ser. 
 
Abraços ....  Zé
 

11/11/2009 - 22h01

Memorial monta exposição com grandes nomes das artes brasileiras

da Folha Online

Divulgação
http://f.i.uol.com.br/guia/exposicoes/images/09313390.jpeg
Tela "Fausto e Margarida", de
Pedro Américo, pode ser vista em SP

Di Cavalcanti, Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Flávio Shiró... A lista de nomes que integram a exposição no Memorial da América Latina (região oeste da cidade de São Paulo) é grande.

A eles, se alinham Brecheret --cujas obras já estão em dois espaços culturais na cidade de São Paulo--, Benedito Calixto, Almeida Jr., Ismael Néri, Antonio Dias, Livio Abramo e Sérvulo Esmeraldo.

Ao todo, são 45 artistas de várias gerações, cujas obras surgiram nas últimas décadas do século 19 até a primeira metade do século 20.

O lado pitoresco é que as telas e as peças escolhidas costumam ficar expostas em outros lugares, como a Pinacoteca do Estado, o MAC (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e os palácios do governo.

"São quadros que dificilmente saem dos museus", conta o curador João Spinelli. "Tivemos que insistir bastante."

A exposição, que faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil, fica aberta até 10 de dezembro.

Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.

Memorial da América Latina - Galeria Marta Traba - av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3823-4600. Até 10/12. Grátis. Classificação etária: livre.

http://guia.uol.com.br/exposicoes/ult10048u650020.shtml
As informações estão atualizadas até a data acima (11/11). Sugerimos contatar o local para confirmar as informações.

09 novembro 2009

89% querem que governo INTERVENHA MAIS no sentido de DISTRIBUIR :-D

09/11/2009 - 06h48

No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia


A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.

Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.

A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de "impressionante" os resultados do país.

"Não é que as pessoas digam, sem pensar, 'sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas'. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso", disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.

O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo "tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico" (35%) foi maior que a média mundial (23%).

Enquanto isso, apenas 8% dos brasileiros opinaram que o sistema "funciona bem e mais regulação o tornaria menos eficiente", contra 11% na média mundial.
 
[ Reparem só: 
 

 

Capitalismo
funciona
bem

 

Precisamos
de outro
sistema

Média outros 26 países

11 %

x

23 %

Brasil

8 %

x

35 %

 
Estão vendo o que isso quer dizer? Se democracia algo fosse levado realmente a sério,
o capitalismo já teria que estar banido!  (Mas não estou dizendo que fazer isso é simples...) Zé Ralf ]
 
Para outros 43% dos entrevistados brasileiros, o livre mercado "tem alguns problemas, que podem ser resolvidos através de mais regulação ou controle". A média mundial foi de 51%.

"É uma expressão de grande insatisfação com o sistema e uma falta de confiança de que possa ser corrigido", disse Kull.

"Ao mesmo tempo, não devemos entender que 35% dos brasileiros querem algum tipo de socialismo, esta pergunta não foi incluída. Mas os brasileiros estão tão insatisfeitos com o capitalismo que estão interessados em procurar alternativas."
A pesquisa ouviu 835 entrevistados entre os dias 2 e 4 de julho, nas ruas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Globalização
O levantamento é divulgado em um momento em que o país discute a questão da presença estatal na economia.

Definir para que caixa vai a receita levantada com a exploração de recursos naturais importantes, como o petróleo da camada pré-sal, divide opiniões entre os que defendem mais e menos presença do governo no setor econômico.

Steven Kull avaliou que esta discussão não é apenas brasileira, mas latino-americana. Para ele, o continente está "mais à esquerda" em relação a outras regiões do mundo.

A pesquisa reflete o "giro para a esquerda" que o continente experimentou no fim da década de 1990, quando o modelo de abertura de mercado que se seguiu à queda do muro de Berlim e à dissolução da antiga União Soviética dava sinais de esgotamento.

Começando com a eleição de líderes como Hugo Chávez, na Venezuela, em 1998, o continente viu outros presidentes de esquerda chegarem ao poder, como o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).

Mas Kull disse não crer que o ceticismo dos brasileiros na pesquisa "seja necessariamente uma rejeição do processo de abertura dos anos 1990".

"Vimos em pesquisas anteriores que os brasileiros não são os mais entusiasmados com a globalização", disse.

"Eles ainda são bastante negativos em relação à globalização, e o que vemos aqui (nesta pesquisa) é mais o desejo de que o governo faça mais para mitigar os efeitos negativos dela, melhorar a distribuição de renda e colocar mais restrições à atividade das empresas."

Mas ele ressalvou: "Lembre-se de que a resposta dominante aqui é que o capitalismo tem problemas, mas pode ser melhorado com reformas. A rejeição ao atual sistema econômico e à abertura econômica não é dominante, é que há um desejo maior de contrabalancear os efeitos disto".

06 novembro 2009

e há quem duvide de que a sociedade enlouqueceu!

Ao assistir o filme Brazil, de Terry Gilliam (1985 - e que não trata do Brasil...) ou o recente A Idade das Trevas do canadense Denys Arcand (L'Age des Tenebres, 2007; foi distribuído no Brasil sob o absurdo nome A Era da Inocência!!) a gente poderia imaginar que a organização como terror é mero delírio da cabeça de artistas.
 
Infelizmente não é.  Dêem só uma olhada na matéria abaixo. E depois alguns acham que é "romantismo" quando eu falo da importância política e do caráter revolucionário do esforço para manter a humanidade da vida humana!
 
Abraços  . . . . . .   Ralf
 

 
 
06/11/2009 - 07:51

A máquina de suicídios da France Telecom

Por Sérgio Troncoso

Olha as teses de reengenharia total e competição interna sem sentido, levandos trabalhadores a doença e morte. Só na cabeça de empresários sem um pingo de sensibilidade para o que é o ser humano, para achar que essa loucura no trabalho seja uma condição "natural" para alguem.

A fábrica de suicídios

Um edifício antissuicídios, um local de trabalho com janelas fechadas e parapeitos altos, como se bastassem poucos aparatos técnicos para pôr fim a um desastre social com poucos precedentes. À primeira vista, a notícia de que a France Télécom ocupará a partir de janeiro aquele imóvel poderia parecer uma farsa, se não se inserisse em um contexto trágico: 24 suicídios em apenas 18 meses, dezenas de milhares de funcionários em estado de choque, um administrador sob acusação por ter transformado uma empresa gloriosa em uma fábrica de depressivos comandados com mão de ferro. A esquerda pede a demissão do presidente e do administrador delegado, Didier Lombard, mas o Estado, primeiro acionista da sociedade, talvez se limitará a pedir a cabeça do seu vice.

A reportagem é de Giampiero Martinotti, publicada no jornal La Repubblica, 01-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O edifício de Saint-Denis, às portas da capital, onde 200 mil funcionários da operadora telefônica irão trabalhar a partir de janeiro, tornou-se assim um símbolo de uma empresa aterrorizada: janelas fechadas, terraços e passarelas inacessíveis, parapeitos elevados. O medo paralisa um pouco todos: nos últimos tempos, pôde-se ver um dirigente apunhalar-se diante de seus colegas durante uma reunião, uma jovem mulher se jogou da janela do seu escritório do quarto andar. E aqueles que, entre os suicidas, deixou alguma explicação acusou implacavelmente a France Télécom, os seus dirigentes e os seus métodos brutais.

A mensagem enviada por e-mail por Stéphanie, 32 anos, ao pai é terrível: "O meu chefe não sabe, obviamente, mas serei a 23ª funcionária a se suicidar. Não aceito a nova reorganização do serviço. Vou mudar de chefe e, para passar por aquilo que eu vou passar, prefiro morrer. Deixo no escritório a bolsa com as chaves e o celular. Levo comigo a minha carta de doadora de órgãos, nunca se sabe. Não gostaria que tu recebesse uma mensagem desse gênero, mas estou mais do que perdida. Quero-te bem, papai". Poucos minutos depois, a jovem se jogou da janela do seu escritório.

Na segunda-feira, 28, em Annecy, um outro funcionário se jogou de cima de um viaduto. Na carta à mulher, disse-se desesperado por causa das condições de trabalho. Lombard, ao assumir o posto, teve que enfrentar a cólera de 300 funcionários.

A France Télécom decidiu impedir a mobilidade interna dos funcionários, considerada uma das raízes do estresse. Mas trata-se só de um elemento. Um livro recém publicado ("Orange stressé", de Ivan du Roy, que se refere à marca comercial da sociedade e brinca com a sonoridade de laranja espremida) aponta o dedo contra os métodos que têm um só objetivo: amedrontar as pessoas para estimulá-las a ir embora. Nesta quarta-feira, Louis-Pierre Wenes, o número dois do grupo, o homem encarregado de cortar os custos, estava sob fogo cruzado: "Uma vez ele nos disse: submissão ou demissão", conta um sindicalista.

Porém, o mal-estar vai além dos métodos de um homem. A France Télécom passou do mundo protegido de uma sociedade pública monopolista à de uma empresa obrigada a enfrentar um dos setores de maior concorrência hoje. A transição era objetivamente difícil, e nenhum dos dirigentes dos últimos 12 anos soube olhar para além do vermelho e do preto das contas. Os resultados estão debaixo dos olhos de todos, com o medo de que a longa lista dos suicídios possa aumentar ainda mais.

02 novembro 2009

Eu sei do que ele está falando! :-D

Jogando água sobre pedras eu vi brotar o jardim que resgatou a minha inocência. E irradiou uma nova primavera. E o que antes eram feras viraram rosas - com espinhos - capazes de exalar um perfume de revolta, amor, palavras e carinhos que olhando nos meus olhos dizem: não só a literatura é possível, professor. Nóis também.
 
De RODRIGO CIRÍACO, professor na periferia de São Paulo,
no livro de contos Te pego lá fora (S.Paulo: Edições Toró, 2008), p. 87.