Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

16 abril 2009

de olho (feliz) na História Acontencendo: racionalidade no poder + descentralização

O blog de Sérgio Dávila reproduz hoje algumas declarações de Obama sobre as relação EUA - América Latina, e na verdade EUA - mundo em geral. (Ou seja: ao contrário do que o título sugere, o foco da nota não é nem de longe o Lula).
 
Pra começar, ufa!  Parece que temos o privilégio histórico de estar vivenciando em nosso tempo de vida essa coisa quase inédita que é ter alguém razoável no poder - e ainda mais no poder nos Estados Unidos!  (E falo de racionalidade verdadeira, que inclui o coração, e não daqueles sistemas de 'racionalização' a serviço da dominação de uns por outros, que usam para si a palavra 'razão' indevidamente, como usurpadores).
 
Mas para a mente atenta existe aí ainda mais que o gosto por ver racionalidade no poder: é  o impulso histórico de a humanidade tentar evoluir para além dos conceitos de poder concentrado e/ou de liderança na direção das estruturas de rede sem centro, ou de círculo onde "a periferia é o centro", pois todos sem exceção estão na periferia, e no centro não temos nenhuma pessoa e/ou instituição, e sim a resultante virtual do todo. 
 
(E para quem gosta de pensar as coisas nestes termos, vale lembrar o que Rudolf Steiner sugere sobre isso: que nesse tipo de situação - e apenas nesse - estará no centro, em cada região, o que ele chama "espírito do povo", e na Terra como um todo o "verdadeiro espírito da Terra", que seria hoje na verdade o mesmo "espírito do Sol"...)
 
Bom, por aqui paro! Abraços a tod@s ....  Ralf
 

 
Para Obama, Lula continua sendo o cara

Para Barack Obama, Lula continua sendo "o cara" --ou "meu chapa", "meu amigo", "meu camaradinha", como quiserem traduzir o "My man" dito pelo norte-americano no G20. Em entrevista agora à noite para a CNN em espanhol, o presidente democrata diz que "os tempos mudaram" em relação à América Latina. Dá como exemplo: "Minha relação com o presidente Lula é entre dois líderes de dois grandes países que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para seus povos e que deveriam ser parceiros." Nessa relação entre iguais, diz, "não há parceiro júnior ou parceiro sênior".

Na entrevista, Obama se recusa a criticar o venezuelano Hugo Chávez --na verdade, se recusa a criticar qualquer líder latino-americano. "Eu acho que é importante para os Estados Unidos não dizer a outros países como estruturar suas práticas democráticas e o que deveria constar de suas Constituições. Os povos desses países que devem tomar uma decisão sobre como querem estruturar seus assuntos." Especificamente sobre Chávez, ele diz que "ele é o líder de seu país e será um de vários líderes com quem me encontrarei".

Por fim, acenou com mais medidas que relaxem a relação entre EUA e Cuba, desde que o regime dos Castro se movimente. "O que esperamos é algum sinal de que vai haver mudança em como Cuba opera, [mudanças] que garantam que os prisioneiros políticos sejam soltos, que as pessoas sejam livres para se expressar, que possam viajar, escrever e ir à igreja e fazer coisas que outras pessoas do continente fazem".

Resumo da ópera: diferentemente de Bush, Obama começa sua primeira visita à América Latina sem pedras nas mãos. 

 
 
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Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
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