.
APROVEITANDO O EMBALO DE UMA POLÊMICA PRA ESCREVER UM POEMINHA PLANEJADO HÁ VINTE ANOS (ainda sujeito a revisões, e na verdade um tanto impróprio para - realisticamente - menores de treze)
Ralf Rickli • Curitiba 18.05.2011
Não é querendo lhe ofender,
Dr. Normoso Gramaticulino,
mas essa senhora,
que lhe acompanha em terninhos discretos
nas soníferas cerimônias
a que o senhor a arrasta com suas gravatas francesas...
... essa senhora, da qual nunca extrais,
mais que uns inexpressivos aiais,
eu bem que conheço ela
um tantinho outra,
nas madrugadas.
Sim, pois quando a gente se tromba
pelos butecos e becos, e se encoxa
no elevador pras estrelas
de um quartinho apertado...
ah, como ela se contorce
sob os meus dedos, minha língua,
que num minuto inventam dez regras
pra abolir no instante seguinte
trocadas por outras dez
– tampouco feitas pra durar mais
que até a próxima explosão
de prazer
E como uiva delícias,
sua senhora Dona Língua Portuguesa
nessas noites em que nos entredevoramos
com tesão
– e amor! Ah,
eu confesso:
até tenho dó
do senhor, que nem desconfia
do que essa mulher é capaz!
Coitado... se soubesse mexer as cadeiras
pra além desse um-dois, um-dois
que o pau
do jesuíta e do general
lhe ensinaram...
Mas faz cem anos que o convidam pra folia,
e o senhor, nada de relaxar!
Pois fique, então, com a sua pose...
mas alforrie essa exposa gostosa
– que ao seu lado ela já nem pousa
mas na minha boca ela goza.
.
18 Maio 2011
A esposa do Doutor Gramaticulino... e este que vos fala
Postado por
Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!
às
23:43
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário