Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

12 setembro 2009

africano de fala portuguesa disputa vaga no parlamento russo

Toda sorte pro mano Joaquim nessa briga braba na Rússia! Triste saber que lá também está tendo xenofobia racista.
 
"Que lhe valha a alma" do negríssimo eritreu ou talvez camerunês Abraham Hanníbal (1686-1781)...
engenheiro que no tempo do czar Pedro o Grande projetou os canais entre Moscou e S.Petersburgo - que só Stálin viria a contruir! - e COMANDANTE-EM-CHEFE DO EXÉRCITO RUSSO no tempo da czarina Elizabeth.
(Zé Ralf)


12/09/2009 - 07h00

"Obama russo" fala português e enfrenta o racismo na disputa por uma vaga no Parlamento

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo
  • http://n.i.uol.com.br/ultnot/0909/11crimab.jpg

    Cartaz de campanha de Joaquim Crima, que adota o nome russo de Vassili Crima e, neste cartaz, tem como slogan "O novo poder da região"

Ele é biólogo de formação, planta melões e melancias, fala português e, o que o torna uma exceção no país, é um político negro. Com sotaque de quem nasceu na Guiné-Bissau, Joaquim Crima, 37, está em campanha. Daqui a menos de mês, estará ansioso esperando a contagem dos votos da eleição que ocorre no dia 11 de outubro, na Rússia.

Crima, de 37 anos, está inscrito na disputa por uma vaga na Duma, o Parlamento russo, e, ao mesmo tempo, o posto de administrador de Srednyaya Akhtuba, um distrito da região de Volvogrado. É uma região pobre, de população majoritariamente rural.

Há pouco mais de um mês, tornou-se um caso para a imprensa internacional, que, guardadas as devidas proporções, o viu como o "Obama russo" ou "Obama de Volvogrado". Volvogrado é o novo nome para a antiga Stalingrado, palco de uma das mais violentas batalhas da 2ª Guerra Mundial.

"Existe a questão racial. Há leis que as pessoas devem cumprir. Acredito que com meu esforço, esse problema há de ser atenuado", afirmou Crima ao UOL Notícias, assumindo o papel simbólico que sua candidatura adquiriu. Casado com uma armênia, ele concorre como candidato independente, embora esteja filiado ao Partido da Rússia Unida, o mesmo do primeiro-ministro Vladimir Putin. Em russo, adota o nome Vassili Crima.
Segundo diz, é o único candidato de origem africana na região e um dos raros no país. Em reportagem publicada recentemente, a BBC usou o caso de Crima, que anda acompanhado por guarda-costas, para tratar dos ataques frequentes de neonazistas a imigrantes na Rússia. Um estudo publicado recentemente aponta que 60% dos imigrantes africanos que vivem em Moscou foram atacados fisicamente devido a questões raciais. Segundo a BBC, há pouquíssimas chances de que Crima seja o primeiro negro eleito para um cargo público na Rússia.

"A questão começou a andar de uma forma que eu não esperava", disse. "E já estão a andar para melhor. É tentar desenvolver esta questão." O slogan usado por Crima, que pode ser traduzido como "Vou trabalhar como um negro pela Rússia", é, por si só, revelador do racismo no país.
Crima chegou à Rússia como estudante num ano, digamos, tumultuado: 1989 - ano em que caiu o Muro de Berlim e teve início o desmonte do império soviético. Passou pela atual República da Moldávia, na época uma república da União Soviética, antes de se mudar para a região de Volvogrado, onde está há 12 anos.

Em 2000, tentou fazer pós-graduação, mas acabou desistindo, por não contar com meios para manter-se estudando. Foi quando se tornou um agricultor.

Brasil
Embora seja candidato na Rússia, Crima continua bastante preocupado com seu país de origem.

"Gostaria de ser ouvido no Brasil, gostaria de dar umas ideias", disse. Crima acha que o presidente Lula deveria fortalecer a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, integrada pela Guiné-Bissau.

Ele também acha que a CPLP deveria discutir a criação de uma força militar capaz de intervir em países que enfrentam instabilidades, como é o caso do seu país de origem.

E, finalmente, diz que gostaria de "fazer um apelo especial ao sr. Pelé" para que ele organize fundos de investimento nos países africanos. "Deveríamos ter relações especiais com o Brasil, porque a história nos uniu", disse.

Questionado se falava da Rússia ou da Guiné-Bissau, Crima riu. "Estou aqui, mas não devo perder minhas raízes. Por que não fazer um comércio triangular? A região onde vivo, a África e o Brasil?"

Planos de governo
Para sua região, Crima tem algumas prioridades: estimular a agricultura, criar pequenas indústrias que transformem os produtos locais, e ativar a construção civil por meio de um esquema de construção de habitações com apoio estatal.

Para Crima, embora a "Rússia seja uma potência", os problemas que a região enfrenta são parecidos com o de outros países do Terceiro Mundo.
 

OBAMA POR CRIMA

Como indivíduo, gosto muito dele. Toda gente sabe a condição da economia quando ele assumiu. Ele conseguiu realizar o sonho de Martin Luther King

LULA POR CRIMA

O Brasil tem muitos quadros que poderiam ser enviados para os países lusófonos da África, para estimular a economia desses países. Lula podia fortificar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

PUTIN POR CRIMA

Gosto muito dele. Na década de 1990, ficávamos o tempo todo na bicha (na fila) à espera de produtos alimentícios. Com Putin, mudou-se a curto prazo. É um líder democrático, só que a democracia em cada país se pratica de uma forma
diferente.

MANDELA POR CRIMA

Ele conseguiu fazer o que se julgava impossível. A situação da África do Sul mudou-se completamente. Adoro muito ele.

 
 
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Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
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