Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

06 julho 2009

um pouco de senso INcomum

1) Por favor, NÃO DEIXE COMENTÁRIOS COMO ANÔNIMO. Só com nome e endereço de retorno. NÃO É LEAL colocar uma palavra na mesa sem dar ao outro a chance de responder.

2) Entenderam mal o post abaixo: acho Ricardo Gondim quente porque é inteligente, não porque tenha nada a ver com NENHUM tipo de religião. Depois de muitos anos de busca sobre o assunto, hoje tenho certeza que TODO tipo de religião é superada; que não há nada a o que retornar, pois a resposta para o futuro nunca pode estar contida no passado, nós temos que CONSTRUÍ-LA a partir da nossa inteligência e liberdade. - Se você quiser defender um posição religiosa (QUALQUER que seja), sugiro que crie seu blog, e depois me convide a visitar. Desculpem, mas não é muito elegante usar a sala da casa de outro para pregar idéias que nada tem a ver com as do dono da casa.
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Ricardo Gondim é uma espécie de Rubem Alves que consegue o milagre de continuar sendo pastor evangélico (como Rubem Alves foi um dia) apesar de sua inteligência sensível & inquieta estar entre as melhores do Brasil no momento. Ou seja: está na posição desconfortabilíssima de merecer a desconfiança dos inteligentes por ser evangélico e a dos evangélicos por ser inteligente...

Sugiro que prestem atenção na última frase do primeiro texto: poderia passar batida, mas pros íntimos atende pelo nome de Revolução...


Conselhos existenciais aos meus (poucos) amigos
Ricardo Gondim

Nunca ofereça um aperto de mão frouxo.

Nunca converse com o olhar disperso.

Nunca discuta com quem argumenta a partir de premissas diferentes das suas.

Nunca magoe os pontos nevrálgicos das pessoas, também chamados de "feridas narcísicas".

Nunca atrase o relógio para não se atrasar.

Nunca minta para seu médico ou advogado.

Nunca pergunte caso não esteja disposto a ouvir.

Nunca responda antes da pergunta ser feita.

Nunca reclame de um presente.

Nunca cobre que lhe respeitem.

Nunca agradeça por uma bênção que não foi distribuída universalmente.


http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&sg=0&id=2214


Cavernas
Ricardo Gondim


Vez por outra preciso achar alguma caverna onde possa me esconder. Não, nesses momentos não quero fugir de Deus, que seria inútil. Também não procuro isolar-me dos outros, que seria tontice. Necessito de silêncio, de calma, de espaço para a alma. Assim, mapeei os lugares onde sei que posso me recolher – vivo em uma cidade entupida de gente.

Catedrais católicas, nos intervalos das missas. O ambiente é amplo, as velas bruxuleantes lembram a brevidade da existência e nunca ninguém interrompe a meditação. Nessas igrejas, as pessoas andam com cautela. Existe reverência diante do sagrado.

Livrarias e sebos, nas segundas-feiras. Quanto mais entulhadas de livros, melhor. As prateleiras absorvem sons, e é possível ficar "perdido" por horas sem ser reconhecido. Nada melhor do que ler orelhas, contracapas, prefácios, para depois voltar para casa refeito; com o coração acelerado para devorar o que se petiscou.

Parques com trilhas, cedo de manhã. Em dias frios, quando poucas pessoas se aventuram a sair da cama, é delicioso sentir o sol se agigantando no horizonte. Para os que correm, regenera perceber a camisa encharcando de suor. Bom mesmo é subir e descer por trilhas estreitas e perigosas para que a mente não se concentre em outras coisas; não cair vira prioridade e isso é saudável.

Cemitérios antigos, entre cinco e seis horas da tarde. Ao contrário do que se pensa, não é fúnebre andar por suas alamedas. Os cemitérios são preciosos para entrar em contato com a dor humana. Ler os epitáfios e constatar a saudade centenária de quem já chorou a partida dos amados, humaniza. Faz bem ao coração reconhecer que devemos cuidar dos que amamos enquanto vivem. Logo, logo, nos despediremos deles – ou eles, de nós.

Confeitarias com aroma de café, em qualquer hora do dia. As mesas pequenas no fundo das confeitarias são excelentes para se pedir um café – pode vir acompanhado de pão com manteiga em dias nublados – e ler um livro despretensioso por no máximo uma hora. Livros despretensiosos são os contos, as novelas, os romances, com menos de 200 páginas. Desfrutar do livro com pequenos goles de café e deixar o pensamento voar até as pessoas mais queridas.


2 comentários:

  1. Ricardo Gondim, um profeta em tempos atuais, pouco percebido, quando abra a boca para falar, diz aquilo que precisamos ouvir, com amor e irreverencia, só não houve aquele em que a religiao está enraizada na alma, sem deixar espaço para que Deus reine. Sim um profeta que poucos ouvem, mas sentirão falta quando se calar.

    Sérgio Franco

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  2. Veleu, Sérgio! Pena que vc não deixou pistas pra eu te responder diretamente... mas deixo anotado aqui para o caso de você passar de novo.

    Um dia eu vi uma discussão numa comunidade, se o Ricardo Gondim seguia esta ou aquela corrente teológica... e aí pensei: esse pessoal ainda não está entendendo. Primeiro, que ele não SEGUE. Segundo, pra mim a corrente teológica do Ricardo Gondim se chama BOM SENSO. O que, ao contrário do que alguns pensam, não é nada COMUM... (por isso o título da postagem".

    Abraço forte!

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