Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

16 setembro 2010

Encontros de Refocalização da Educação, Formal ou Não-Formal na perspectiva convivial

Ralf Rickli • arte em educação, palavras & ideias <br>http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506 • São Paulo

ERE inFORM  2010-2011 
Encontros de Refocalização da Educação, Formal ou Não-Formal

Palestras, Cursos,  Grupos de Conversação Orientados
na perspectiva da Educação e Filosofia Conviviais

focos temáticos 2010-2011

Todos os temas são oferecidos em duas formas

(1) palestra ou apresentação única, ou introdutória - tempo mínimo 2 horas, sempre incluindo diálogo (2) cursos ou grupos de conversação com duração e características projetadas para as peculiaridades de cada caso

Onde? Onde quer que um grupo ou instituição convide, oferecendo o espaço e responsabilizando-se pela organização local e promoção geral do evento  

PARA APRESENTAÇÃO MAIS DETALHADA,
CLIQUE AQUI 

Uma chave: O BOM, o BELO e o VERDADEIRO

como apontado por uma de nossas fontes de inspiração - a Pedagogia Waldorf - estes 3 valores fundamentais na existência humana só podem ser apreendidos e desenvolvidos a partir de amostras convincentes da sua existência recebidas nas seguintes idades:

Zero a sete anos: o mundo pode ser bom

Sete anos à puberdade: o mundo pode ser belo

Puberdade a início da idade adulta: o mundo pode ser verdadeiro

Campo 1 - A CHAVE INVISÍVEL:
o trato com as crianças pequenas 
e suas consequências no mundo

Não aprendemos a fazer o que nos dizem: aprendemos a fazer o que nos fazem.
Prof.Dr. Marcos Ferreira Santos 

A hora da Bondade em Educação
alvo principal: profissionais em Educação Infantil

A chave invisível dos problemas do mundo:
conexões sociais, políticas e ecológicas 
da educação infantil e parental

alvo principal: administradores e planejadores, educadores sociais, políticos, ativistas - sem excluir demais interessados

Para quem não quer filhos-problema
Conversações com familiares, sobretudo pais e/ou mães  

   
Alunos da Associação Trópis aprendem cuidando de filhos de colegas (2002-03)
Ex-aluna com sua própria filha (2009)

Campo 2 - A HORA DA VERDADE: 
a educação em face dos adolescentes e jovens

A juventude está sozinha: não tem ninguém para ajudar
a entender por que é que o mundo é esse desastre que aí está.
Renato Russo

Você espera alguma coisa da sua vida? Falando de chaves e de pistas falsas com sinceridade - ATIVIDADES DIRETAS COM JOVENS

Fundamentos realistas para a comunicação pedagógica com adolescentes & jovens - com referências à experiência Trópis em Educação Convivial - grupos de conversação com educadores formais e/ou extra-escolares e outros profissionais correlatos  

Associação Trópis: encontro de jovens participantes em 1999 (São Paulo)

Campo 3 - DONA DIDÁTICA EM HORA DE FÊNIX?
Reencontrando sentidos & relevância no conceito 'Arte de Ensinar'

Em busca da integridade perdida

Por que sem a integração das vias analítica e estética da cognição não acontece aprendizado - nem ética

Professor: uma profissão esgotada?

Conversações sobre a epidemia mundial de burn-out, seu caráter histórico, e possíveis rumos de superação

Mestres humanos ou crias de Frankenstein?

Identificando as condições indispensáveis para uma formação eficaz de profissionais de educação

• A Palavra, a Galinha e a Idéia - ou:
'onde a educação enrosca entre a letra e a realidade'

Por que saber nomes não é saber & ensinar nomes não é ensinar - e outras questões correlatas

Pedagogia Waldorf, saber acadêmico & Educação Pública:
perspectivas para a viabilização de um diálogo frutificante

O caminho único e múltiplo para paz real

O fenômeno do Convívio, das dimensões psicológica e cosmológica à social e à ecológica - e a Pedagogia que propomos onde ele é método e meta  

Campo 4 - VIAGENS NA HISTÓRIA:
aventura estético-intelectual & aprendizado eficaz

ÁFRICA - continente selvagem ou Mãe da Civilização?

Apresentações audiovisuais e conversas com para professores, alunos, interessados em geral, com base no livro e peça O dia em que Túlio descobriu a África, inspirado pela obra do historiador e cientista senegalês Cheikh Anta Diop - no sentido das leis 10.639/2003 e 11.645/2008

Mil anos de Música: paisagens e picos

Uma familiarização com estilos, compositores e peças marcantes de 1000 a 2000 d.C., com mais música que palavras  


Alto: divulgação das apresentações sobre África. Claudio Monteverdi, focalizado em Mil Anos de Música
Embaixo: da montagem da peça pela Companhia de Teatro de Heliópolis, 2009, com apoio da Petrobrás

CUSTOS: abordagem sociopedagógica

Temos que SER a mudança que queremos ver no mundo. Gandhi

Sociedade saudável não trata trabalho humano como mercadoria. Pretendendo ser ações de construção de uma sociedade saudável, nossos serviços não podem ter preço: trabalhamos exclusivamente com acordos de viabilização conforme as possibilidades de todas as partes envolvidas.

Da nossa parte, damos sempre nosso máximo em conteúdo e qualidade. Como contrapartida, pedimos que cada instituição ou grupo interessado ofereça o máximo de que seu orçamento permite dispor para fins desta natureza, com base no que já pagaram ou se disporiam a pagar a qualquer outro profissional por serviços comparáveis. Não há limites mínimos nem máximos. Havendo real interesse, nenhuma proposta é desconsiderada, desde que honestamente compatível com as possibilidades orçamentárias dos solicitantes.

PARA APRESENTAÇÃO COM MAIORES DETALHES
CLIQUE AQUI

07 setembro 2010

sobre a nova montagem de Orfeu da Conceição de Vinicius de Moraes


Bom, como diz a matéria transcrita abaixo, a dramaturgia do Vinicius de Moraes não deixa de deixar a desejar... rsrs (como, aliás, a maior parte das peças, musicais etc., criados por gente da MPB).

Ainda assim, é um marco, por várias razões.  Entre outras, porque rendeu o também esquisito mas ainda assim fascinante filme do Marcel Camus (Orfeu Negro, de 1959) que foi Oscar de melhor filme estrangeiro -

... e mais tarde o do Cacá Diegues que é uma espécie de exploração de como o primeiro poderia ficar 40 anos depois (1999) - e além do mais contado com um olhar mais de dentro. Muitos fizeram pouco do Orfeu do Cacá Diegues, eu não: respeitei profundamente esse filme. Contém uma daquelas cenas que não consigo narrar ao vivo porque a comoção o embarga: quando, diante da tragédia, o pai de Orfeu, encarnado pelo Milton Gonçalves, supera sua degradação ao papel de pastor pentecostal e retoma sua identidade identidade cultural.

Além disso, o filme do Marcel Camus talvez tenha sido o maior dos veículos da música brasileira em ascenção na época, a Bossa Nova, na sua efetiva conquista do mundo. Podemos saber que não é a mais importante das manifestações culturais brasileiras, mas permance até hoje a que teve maior impacto mundial.

E não por último, a peça, mais uma vez via filme, parece ser pelo menos em parte responsável por, bem ou mal, haver um afrodescendente na presidência dos EUA agora: o Obama relata que quando ele tinha uns 10 anos sua mãe o levou pra ver um filme que ela adorava desde antes de conhecer o pai dele, e chorou o tempo todo no filme: o Orfeu Negro, rsrs.

Também os afro-sambas de Vinicius e Baden estão numa fase de revalorização (vocês vão ler bastante mais sobre isso aqui em 2011). Quem sabe esteja na hora de o Brasil lembrar do lado Vinicius de Moraes da sua alma, pra não se endurecer demais nesta nova fase de modernização...

Abraços gerais,
Ralf




07/09/2010 - 09h48
"Orfeu" é atualizado em montagem de Aderbal Freire-Filho
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/794945-orfeu-e-atualizado-em-montagem-de-aderbal-freire-filho.shtml


MARCELO BORTOLOTI, DO RIO

Pela primeira vez a peça "Orfeu da Conceição" será exibida no circuito comercial em seis capitais do país.

A nova montagem, que estreia nesta quinta no Rio, custou R$ 2,2 milhões (sendo R$ 1,6 milhão captado via Lei Rouanet), foi idealizada por Gil Lopes e tem direção de Aderbal Freire-Filho.

Pouca gente viu encenado o texto original de Vinicius de Moraes, que transporta para os morros cariocas o mito grego de Orfeu, e esta novidade poderia bastar para atrair o público. Ou não.

Freire-Filho optou por uma versão mais palatável. Inventou um personagem-poeta, referência ao próprio Vinicius, uma espécie de narrador que atravessa o espetáculo ao lado de cinco amigos, ajudando a explicar passagens truncadas e suavizando as mudanças de cena.

"Orfeu" tem reconhecida importância histórica. A peça marcou o início da parceria entre Vinicius e Tom Jobim e ajudou a romper a hegemonia branca nos palcos brasileiros dos anos 1950, ao escalar apenas atores negros.

Além disso, já trazia os traços e curvas que mais tarde notabilizariam o arquiteto Oscar Niemeyer, responsável pelo cenário. Como texto dramático, no entanto, suas qualidades são discutíveis.

Faltam conflitos além da trama central. As passagens entre os atos são bruscas e, por vezes, o destino de determinado personagem carece de melhor explicação.

Freire-Filho não fala a respeito disso com facilidade: "A peça é incrível. Minha interferência foi apenas para transportá-la para os dias de hoje e dar uma maior comunicabilidade", afirma.

Aos poucos, e tão cheio de dedos quanto possível para tratar de algo praticamente sagrado no meio artístico, o diretor vai se abrindo. "Vinicius escreveu um ato na década de 1940 e outro, dez anos depois, o que pode ter contribuído para essas passagens bruscas", disse.

MUDANÇAS NECESSÁRIAS

As mudanças promovidas no texto não foram cosméticas. Era impossível fugir de uma referência às favelas de hoje, e o diretor incluiu três bandidos que assaltam o personagem-poeta, além de um funk em meio à trilha sonora.

Mas o tráfico não aparece e até os ladrões acabam convertidos em personagens da trama original. Ao lado dos diretores musicais Jaques Morelenbaum e Jaime Alem, ele escolheu uma série de canções feitas posteriormente por Tom e Vinicius.

De fato, as músicas compostas para a peça, numa época em que Tom Jobim não passava de um obscuro pianista da noite carioca, não são o que a parceria produziu de melhor, ainda que incluam boas canções como "Se Todos Fossem Iguais a Você".

No novo espetáculo, aparecem outras obras-primas da dupla: "Este Seu Olhar", "A Felicidade" e "Chega de Saudade".

Em cena estarão 16 atores negros ou mulatos, todos na faixa dos 30 anos e sem grande carreira pregressa.

Orfeu é interpretado por Érico Brás, que participou do filme "Quincas Berro D'água". É uma aposta. Também será negro o personagem que simboliza Vinicius de Moraes. Uma caracterização justa para o poeta-diplomata que se dizia o "branco mais preto do Brasil".

ORFEU
AUTOR Vinicius de Moraes
DIREÇÃO Aderbal Freire-Filho
QUANDO estreia 9/9 no Rio de Janeiro e 23/9 em São Paulo
ONDE Canecão e HSBC Brasil (SP)
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

22 agosto 2010

Carta aos colegas educadores, de um pedagogo que o é porque fugiu da escola

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Caros colegas: haverá professores felizes com o que vivem na escola hoje? Deve haver mas... sejamos sinceros: creio que ninguém de nós pensa que sejam muitos! E se considerarmos que a maioria dos alunos também preferia estar em outro lugar, será que não é hora de nos perguntarmos: ainda existe sentido no que estamos fazendo?
  
Alguns podem argumentar que alguém tem que fazer o sacrifício para não deixar os jovens sem educação, mas... será que os efeitos educacionais que temos conseguido correspondem de fato ao tamanho dos custos - não só em verbas mas principalmente em alegria de vida, deles e nossa? Ou alguém dirá que essa dimensão não tem importância?
 
Permitam relatar algumas coisas da minha trajetória de aprendizado - que, antes de mais nada, não espero ver encerrada enquanto eu tiver alguma consciência - pois me parece ter prefigurado um tanto, desde há meio século, o que cada vez mais crianças e jovens vivem hoje.

Eu tinha uns cinco anos quando meus pais se surpreenderam ao me ver alfabetizado. Eles apenas haviam deixado um pequeno quadro-negro e giz à disposição, havia impressos abundantes pelo ambiente, e haviam respondido minhas perguntas.
 
Me disseram que logo eu iria pra escola, e que lá sim eu ia aprender bastante - mas não foi verdade: em meio a imobilidade e incomunicabilidade forçadas, alguém com evidente cara de má-vontade tentava impor aos gritos alguma atenção a atividades que não interessavam nem ensinavam. Socialização? As relações entre os alunos eram praticamente um bullying generalizado e constante, ignorado pelos professores como ‘coisa de criança’ até que surgisse algum ferimento físico.

Continuei aprendendo mais em casa, onde dois pais ex-professores respondiam perguntas, chamavam atenção para fatos interessantes e deixavam livros e discos à disposição.

Capital cultural, privilégio de poucos - diria Pierre Bourdieu.
 
Perfeito. Só que nos últimos anos a sociedade toda se vê cada dia mais imersa numa espécie de ‘caldo de informação’ propiciado pelas tecnologias de comunicação - primeiro em massa mas agora, muito melhor, em rede de mão dupla. Para mais e mais crianças e jovens, permanecer ignorante começa a ser mais custoso que aprender algo. Ao se comunicarem no MSN, por exemplo, adolescentes das periferias estão atingindo uma velocidade de expressão escrita que jamais teríamos sonhado solicitar deles!

E a escola, estará sabendo se relacionar com isso? Vejo colegas se manifestarem sarcasticamente sobre o quanto es-ses adolescentes ‘escrevem errado’ - quando se deixados só aos nossos cuidados sequer estariam escrevendo!

Comecei a lecionar um ano depois de entrar numa primeira faculdade - e logo percebi que, tanto quanto aos conteúdos quanto às formas do trabalho docente, eu continuava encontrando mais ajuda fora do que dentro da instituição. E nesse momento um jovem europeu de postura entre hippie tardio e punk precoce, porém muito lido, me desafiou: ‘Professores são seres insuportáveis, e o são porque não têm idéia de como é a vida fora da escola: cresceram nela, nela se formaram, nela passaram a trabalhar de imediato. Como vão ser úteis a um mundo que nem conhecem?’

Ainda estávamos no embalo de 1968 e parecia garantido que as instituições vigentes pudessem ser substituídas relativamente rápido por alternativas de um ou de outro tipo - e no nosso mundo novo valeria o saber demonstrado na prática, não os títulos de papel. Foi com essa confiança que abandonei a busca do diploma e saí catando conhecimentos que julgava relevantes para a construção desse novo mundo, onde quer que os encontrasse.

Assim, entre trabalhos e aprendizados os mais diversos, aos 40 eu havia cursado seis anos em nível superior em três países - porém sem grau, pois haviam sido semestres avulsos e ‘cursos livres’. Tinha investido ainda milhares de horas em cursos de extensão e em leituras em cinco idiomas, escrito centenas de páginas, dado palestras e cursos em nove estados... 
 
... quando de repente ficou claro que, em lugar de desabar, as velhas instituições haviam se tornado mais fortes que nunca, e imposto uma ‘nova ordem’ sua: uma na qual eu - que já havia palestrado, assumidamente sem título, em faculdades do prestígio de uma ESALQ e um IP-USP - estava restituído ao meu valor dos 17 anos: ‘Ensino Médio’.

Foi aí que decidi que, se tinha que me graduar e especializar, seria justamente em Estudos da Educação – entre outras coisas porque vinha ensinando a jovens em espaço não-formal, e a honestidade vinha me forçando a dizer-lhes: ‘NÃO tomem minha história como modelo: por mais que lhes doa, cumpram a carreira escolar até o fim - mesmo se em pleno século 21 a maior parte das escolas sequer realizou as conquistas pedagógicas de 1920, e é fato que lá vocês perdem tempo e ainda vão ter que conquistar por fora talvez o mais importante dos seus aprendizados.’

Mas... não é melancólico ter que dizer isso a jovens - para não dizer trágico? Quanto desperdício de vida humana - sem nem falar no de recursos públicos! Por que nós - professores, orientadores, administradores - não encaramos o DESAFIO MORAL de fazer da escola um espaço de educação realmente significativo - entendida a realidade do século 21?

É óbvio que isso não pode ser meramente mais um remendo no modelo escolar histórico! Precisamos entender de vez que estamos atravessando a revolução cultural mais radical da história da humanidade e, de modo condizente, ousarmos repensar tudo.

Pois nosso esgotamento vem justamente de passarmos os dias tentando empurrar um ancião moribundo - se não já um cadáver - na velocidade dos jovens!

É nesse sentido que tenho convidado colegas educadores de todos os tipos a sentar, trocar experiências e perplexidades e sonhar juntos - na qualidade de um educador que, quando jovem, se viu compelido a fugir da escola de tanta vontade de aprender - inclusive de aprender a conseguir compartilhar eficazmente o que aprendia.
São Paulo, agosto de 2010
Ralf Rickli

19 agosto 2010

Novas palestras, cursos, grupos de conversação pelo prisma da Pedagogia do Convívio: formação de Pais ; de Jovens ; de educadores formais & não-formais - e mais


 
PALESTRAS, CURSOS e GRUPOS DE CONVERSAÇÃO
NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO CONVIVIAL
focos temáticos 2010-2011
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Todos os temas são oferecidos em duas formas
• palestra ou apresentação única, ou introdutória - sempre incluindo diálogo (tempo mínimo 2 horas)
• cursos ou grupos de conversação com duração e características projetadas para as peculiaridades de cada caso 
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Destinam-se a:  educadores na ativa ou em formação • planejadores, políticos, administradores • pais & mães e outras pessoas que convivem com crianças • adolescentes e jovens • outros interessados 
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Onde? por solicitação de grupos ou instituições que se responsabilizem pelo espaço e demais aspectos operacionais 
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• em português, espanhol ou inglês

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Uma chave: O BOM, o BELO e o VERDADEIRO
Como apontado por uma de nossas fontes de inspiração - a Pedagogia Waldorf - estes 3 valores fundamentais na existência humana só podem ser apreendidos e desenvolvidos a partir de amostras convincentes da sua existência recebidas nas seguintes idades: 
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Zero a sete anos: o mundo pode ser bom 
Sete anos à puberdade: o mundo pode ser belo 
Puberdade a início da idade adulta: o mundo pode ser verdadeiro
*  *  *
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Campo 1 - A CHAVE INVISÍVEL: o trato com as crianças pequenas e suas consequências no mundo
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Não aprendemos a fazer o que nos dizem: aprendemos a fazer o que nos fazem.
Prof.Dr. Marcos Ferreira Santos
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A hora da Bondade em Educação
alvo principal: profissionais em Educação Infantil 
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A chave invisível dos problemas do mundo: conexões sociais, políticas e ecológicas da educação infantil e parental
alvo principal: administradores e planejadores, educadores sociais, políticos, ativistas - sem excluir demais interessados 
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• Para quem não quer filhos-problema
Conversações com familiares, sobretudo pais e/ou mães 
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Campo 2 - A HORA DA VERDADE: adolescentes e jovens e educação
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Você espera alguma coisa da sua vida? Falando de chaves e de pistas falsas com sinceridade - ATIVIDADES DIRETAS COM JOVENS
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Fundamentos realistas para a comunicação pedagógica com adolescentes & jovens - com referências à experiência Trópis em Educação Convivial - grupos de conversação com educadores formais e/ou extra-escolares e outros profissionais correlatos 
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Campo 3 - A HORA DA FÊNIX: reencontrando sentidos & relevância no conceito ‘Arte de Ensinar’ 
.
Em busca da integridade perdida
Por que sem a integração das vias analítica e estética da cognição não acontece aprendizado - nem ética 
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Professor: uma profissão esgotada?
Conversações sobre a epidemia mundial de burn-out, seu caráter histórico, e possíveis rumos de superação
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Mestres humanos ou crias de Frankenstein?
Identificando as condições indispensáveis para uma formação eficaz de profissionais de educação
.
A Palavra, a Galinha e a Idéia - ou: ‘onde a educação enrosca entre a letra e a realidade’ - Por que saber nomes não é saber & ensinar nomes não é ensinar - e outras questões correlatas 
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Pedagogia Waldorf, saber acadêmico & Educação Pública:
perspectivas para a viabilização de um diálogo frutificante 
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O caminho único e múltiplo para paz real
O fenômeno do Convívio, das dimensões psicológica e cosmológica à social e à ecológica - e a Pedagogia que propomos (não única!) onde ele é método e meta
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Campo 4 - VIAGENS NA HISTÓRIA:
aventura estético-intelectual & aprendizado eficaz
.
ÁFRICA - continente selvagem ou Mãe da Civilização?
Apresentações audiovisuais e conversas com para professores, alunos, interessados em geral
Com base no livro e peça O dia em que Túlio descobriu a África, inspirado na obra do historiador e cientista senegalês Cheikh Anta Diop -
No sentido das leis 10.639/2003 e 11.645/2008
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Mil anos de Música: paisagens e picos
Uma familiarização com estilos, compositores e peças marcantes de 1000 a 2000 d.C., com mais música que palavras 
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MAIS SOBRE OS CAMPOS LOGO ADIANTE
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Currículo resumido
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Ralf Rickli, pedagogo e escritor, ministrou até 2009 palestras e cursos em 48 cidades de 9 estados brasileiros, Venezuela, Inglaterra e Alemanha.
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Sua atuação, embora sempre diversificada, teve em cada década uma ênfase principal: 
.70 - formação humana através do aprendizado musical
.80 - conscientização ecológica geral e na agricultura
.90 - identidade cultural brasileira, mirando sobretudo a auto-estima e cidadania em grupos marginalizados
.00 - renovação das formas da educação e da formação de educadores, incluindo a conscientização parental
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Foi co-fundador, docente, editor e membro do conselho executivo do então Instituto Biodinâmico (Botucatu, 82-90); colaborador da Associação Monte Azul (São Paulo, 93-94); fundador e coordenador da Trópis iniciativas sócio-culturais (S.Paulo e Baixada Santista, 92-98-07), dentro de cujas atividades desenvolveu a Pedagogia e Filosofia do Convívio. Entre suas experiências complementares, gosta de destacar as de administrador de sítio, redator de publicidade, instrutor de idiomas in company, aprendiz em fábrica de pianos, tradutor e editor.
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A graduação em Pedagogia quando já ensinava há 31 anos (USP, 2006 - v. Rickli 2010b) foi antecedida de, entre outros, estudos de Piano e Educação Musical na Escola de Música e Belas Artes do Paraná; Desenvolvimento Rural e Agricultura Biodinâmica no Emerson College (Inglaterra, 79-81); Ano de Estudos em Língua Alemã no Institut Annener Berg (Alemanha, 90-91) e Artes Cênicas na Educação (ECA-USP, 94). Em 08-09 cursou a especialização ‘Pedagogia da Arte da Paz’ (Educação Infantil pelo prisma Waldorf - UNISA/Institu­to Sophia). Atualmente prepara um projeto de comparação, por um olhar contemporâneo, entre as concepções, propostas e práticas Waldorf e as de Henri Wallon.
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Sua produção escrita abrange ensaios e artigos jornalísticos impressos e na internet, traduções de diversos idio­mas (inclusive seis volumes integrais de Rudolf Steiner), poesia, teatro e ficção juvenil, inclusive o primeiro livro paradidático brasileiro sobre História das Civilizações Africanas (O dia em Túlio descobriu a África, 232 pp., 1997, teatralizado em 2009).
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Currículo acadêmico Lattes:
Curriculum Vitae e bibliografia completos: <http://ralf.r.tropis.org
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CUSTOS: abordagem sócio-pedagógica
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Temos que SER a mudança que queremos ver no mundo. Gandhi
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Sociedade saudável não trata trabalho como mercadoria. Pretendendo ser ações de construção de uma sociedade saudável, nossos serviços não podem ter preço: trabalhamos exclusivamente com acordos de viabilização conforme as possibilidades de todas as partes envolvidas.
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Da nossa parte, damos sempre nosso máximo em conteúdo e qualidade. Como contrapartida, pedimos que cada instituição ou grupo interessado ofereça o máximo de que seu orçamento permite dispor para fins desta natureza, com base no que já pagaram ou se disporiam a pagar a qualquer outro profissional por serviços comparáveis. Não há limites mínimos nem máximos. Havendo real interesse, nenhuma proposta é desconsiderada, desde que honestamente compatível com as possibilidades orçamentárias dos solicitantes.
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Algumas palavras sobre a abordagem
e os campos temáticos
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A perspectiva convivial
O Convívio como método e como meta
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As expressões Educação Convivial e Pedagogia do Convívio foram cunhadas por Ralf Rickli ao longo do caminho de pensamento-ação realizado junto com jovens das periferias de São Paulo e Baixada Santista na Associação Trópis, de 1993 a 2006.
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Trata-se de repensar os caminhos da educação partindo da sua forma mais básica e espontânea: o compartilhar de saberes no convívio cotidiano natural dos seres humanos. Reconhecendo ao mesmo tempo que a maior parte dos problemas da humanidade está ligado às dificuldades do convívio, formula-se então como educação no convívio, através do convívio e para o convívio. Embora desenvolvida inicialmente no trabalho extra-escolar com jovens, suas concepções têm a contribuir também para o trabalho em espaço escolar e com todas as faixas de idade.
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A Educação Convivial é ainda face prática de uma perspectiva filosófica desenvolvida ao longo de quatro décadas, centrada em um pluralismo absoluto que identifica o convívio na diferença como única forma possível de unidade, condição da própria existência no sentido da física, e da saúde ou bem nas dimensões ecológica, social e psicológica.
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Tomamos a palavra ‘convivial’ emprestada, em 1996, de Ivan Illich, que a introduziu em 1973. Não sabíamos, então, que um ano antes os Profs. Hoefel e Stahel também falavam de ‘Educação Convivial’, partindo de Illich, na Universidade S. Francisco (Bragança Paulista). Posteriormente diversos grupos usaram palavras idênticas ou aparentadas, como ‘convivencialidade’. São caminhos com histórias diferentes e com maior ou menor medida de métodos e de objetivos em comum – e que, coerentemente, podem e devem conviver.
Bibliografia específica: Rickli 2008, _ 2010a, 2.
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Campo 1
A chave invisível: o trato com as crianças pequenas e suas consequências no mundo
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Não aprendemos a fazer o que nos dizem: aprendemos a fazer o que nos fazem.
Prof.Dr. Marcos Ferreira Santos (FE-USP) 
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Seja em psicanalistas como Winnicott e Ferenczi, seja na pedagogia e psicologia inspiradas por Rudolf Steiner, seja em Vygotsky e Luria ou na Neurociência recente, está mais que demonstrado que a qualidade da atuação de um ser humano por toda a sua vida é determinada pelos sentimentos e modelos inspirados na primeira infância pela forma de agir dos pais e outros cuidadores e educadores (ou seja: não pelo conteúdo de suas palavras). 
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Isso é especialmente sério no período de formação das estruturas psíquicas fundamentais: da concepção aos três anos. É aí que, sem percebê-lo, cada geração tem depositado na seguinte o que pode ser chamado, sem exagero, de a semente do mal: feridas psíquicas que dão origem às tendências antissociais presentes em todo ser humano, inclusive a compulsão de repassar a mesma ferida à próxima geração – mais uma vez sem percebê-lo.
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Justiça, fraternidade e paz jamais serão construídas, portanto, sem enfrentarmos coletivamente esta que surge como a questão mais decisiva para a humanidade: como conscientizar e mobilizar os pais, educadores e outros ‘mais velhos’ no sentido de reverem seu modo de lidar com a criança pequena. Mas como começar? Bibliografia específica: Rickli 2010a. 
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Campo 2
A hora da Verdade: a atividade educativa com adolescentes e jovens
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A juventude está sozinha: não tem ninguém para ajudar / a entender por que é que o mundo é esse desastre que aí está. Renato Russo
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Nós demos a vocês 20 anos para nos fazerem fortes – fortes no amor, fortes em querer o bem - mas vocês nos fizeram fortes no mal. Porque são fracos no bem. Vocês não nos mostraram nenhum caminho que tivesse sentido, porque vocês mesmos não conhecem um tal caminho – e nem trataram de procurar. Porque são fracos.   
De um jovem sentenciado alemão, 1950-60
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A maior dificuldade atual da educação pós-puberdade (final do Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA e inclusive a Graduação superior) é provavelmente a impressão de falta de verdade nas palavras e atuação dos professores. Pedimos que se dediquem a temas aos quais nós mesmos não dedicamos interesse, que usem linguagens e posturas que nós mesmos não nos usamos na vida real, que almejem metas nas quais nós mesmos não pomos fé – sem falar que se espera que ministremos ‘educação sexual’ sem ninguém ter nos ajudado a resolver nossos próprios desconfortos com o assunto. Não é à toa que a maior parte do nosso discurso não cola, que os jovens via de regra não só não reconhecem em nós os modelos de que ainda precisam (segundo a Neurociência até os 25 anos!) como falam de nós com franco desprezo quando conversam entre si. 
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E no entanto esse é o nosso ofício... Existe saída desse impasse? E, afinal, sabemos o que é que os jovens realmente precisam receber de nós? – V. Rickli 2006, 1, 3, 4, 8, 11.3-4.  _ 2010, 1.6-10; 1.12
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Campo 3
A hora da fênix: reencontrando sentidos & relevância no conceito ‘Arte de Ensinar’
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Dona Didática já foi rainha e senhora na formação de educadores. Disseram que tinha ficado chata e mandona, e pior: pré-científica em seu generalismo. Que tinha mais é que morrer junto com a velha Escola Normal. Dona Didática deixou uma sósia no lugar que lhe tinham reservado a contragosto na faculdade... e se suicidou.
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Mas agora alguns começam a suspeitar que ninguém sabe fazer certas coisas que, bem ou mal, era ela quem fazia. Que talvez fosse preciso restaurar o lugar de uma Didática Geral. 
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Mas... Dona Didática está morta! Uma Inês de Castro na cátedra só traria mais problemas, não soluções!
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Ou seria Dona Didática uma fênix, capaz de surgir vigorosa, flexível, bela e cheia de novos poderes, justamente por ter tido coragem de destruir sua forma velha? 
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E, se for esse o caso, como saberemos que é ela mesma, e não outra qualquer de olho no seu lugar?
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Nossa aposta: pela definição que ela gostava de usar para si em sua juventude anterior: Arte de Ensinar.Este campo reúne questões variadas, porém todas com esse grande tema ao fundo. 
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Um pouco mais sobre a perspectiva na Carta aos colegas educadores em www.tropis.org/biblioteca (Rickli 2010b). Outras referências: Rickli 2006, 8; 10; 11.  _ 2010a.  _ 2010c.
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Campo 4
Viagens na História:
aventura estético-intelectual & aprendizado eficaz
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Poucas coisas estimulam tanto um jovem a assumir responsabilidade por si mesmo e sua coletividade quanto a percepção de que sua própria vida faz parte do tecido dos eventos históricos. Isso, porém, sequer é possível quando não se dispõe de uma representação interior da história suficientemente ampla e vívida – para o que não bastam nomes e datas e tampouco análises exclusivamente no sentido das relações econômicas. 
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Assim como só enxergamos a corporeidade das coisas usando dois olhos, nosso conhecimento só tem consistência suficiente para ser útil quando é convergência das vias analítica e estética da cognição (Rickli 2006,8). Trabalhar com isso requer, no entanto, uma mobilidade transdisciplinar que só obtemos indo bem além das exigências oficiais da nossa formação.
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Dos roteiros aqui propostos, o de familiarização com a música na história foi desenvolvido e aplicado por Ralf Rickli já em 1978. 
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O referente às civilizações da África e suas realizações culturais vem de 1992 – 11 anos antes da primeira lei federal a respeito. Sua aplicação desde então tem mostrado que, para jovens afrodescendentes e mesmo de outras etnias não-dominantes, o impacto motivador desta abordagem afirmativa é incomparavelmente superior ao de mera repetição da denúncia dos processos de opressão. (Rickli 1997; _ 1998; _ 2006, 4, 8)
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Bibliografia dos temas disponível na net
Em www.tropis.org/biblioteca encontram-se disponíveis, entre outros, os seguintes trabalhos relacionados com os temas oferecidos e a abordagem empregada : 
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RICKLI, R. (2010a). AOS QUE PODEM SALVAR O MUNDO: a Filosofia e Pedagogia do Convívio e seu apelo por uma nova consciência & arte dos Pais. 239 pp

._ (2010b). Carta aos colegas educadores, de um pedagogo que o é porque fugiu da escola. 2 pp.

_ (2010c). O desafio do relacionamento acadêmico com a obra de Rudolf Steiner (para a discussão da Pedagogia Waldorf). 10 pp.

_ (2008). LIBERDADE SOCIALMENTE SUSTENTÁVEL: uma intro­dução à Filosofia do Convívio e a algumas das suas aplicações. 35 pp.

_ (2006). PEDAGOGIA DO CONVÍVIO: na invenção de um viver humano. Coletânea de ensaios, 248 pp., dis­po­níveis também em separado. No caso especialmente: 

A proposta de uma Educação Convivial e a nossa Oficina de Conhecimento & Artes. 6 pp.  
4  Insuficiências da Educação, violência e juventude no Brasil. 13 pp.  
8  Em busca da integridade perdida. 20 pp.
10 Uma aula para Lili (sobre a perspectiva Waldorf em alfabetização). 2 pp. 
11 Mestres humanos ou crias de Frankenstein? - para a criação holográfica do par interdependente ‘democracia viável’ e ‘formação profissional conseqüente em educação’. 63 pp.

_ (2003). Relacionando-se com a Antroposofia como discurso religioso ou discurso científico. 8 pp. Em ‘Trópis e antroposofia em diálogo’.

_ (1998). O Túnel da História e o indivíduo como chave do social. 3 pp.

_ (1997). O DIA EM QUE TÚLIO DESCOBRIU A ÁFRICA. Ficção paradidática, 232 pp. Alguns capítulos disponíveis em www.tropis.org/afro; versão teatral (2009) a publicar em breve. Complementado por: África: um roteiro cultural e histórico, seleção de fotos e mapas em apoio visual ao roteiro do livro e peça, em http://bit.ly/ct0mWd  e  http://bit.ly/bo9aNO
 

05 agosto 2010

GUNNAR VARGAS HOJE NO BAR DO BINHO

 
HOJE, NO
BAR DO BINHO
, ÀS 2O:3O

 
GUNNAR VARGAS
E SEU
VIOLÃO

MÚSICA DE EXCELENTE QUALIDADE: 
... CHICO
BUARQUE,
... ITAMAR
ASSUMPÇÃO
... JOÃO
BOSCO
 
... E O MELHOR:
SUAS PRÓPRIAS MÚSICAS
 
O BAR DO BINHO É NA RUA AVELINO LEMOS JR. 60 • PRÓXIMO À UNIBAN CAMPO LIMPO
SAMPA ZONA SUL • 11 5844-6521

 
Obs: hoje também tem o Sarau da Vila Fundão com participação especial do Grupo Candearte

26 julho 2010

O inacreditável vazamento de VERDADE na Folha de hoje

 
O Brasil-em-campanha parece ter amanhecido sob o impacto de a Folha de S.Paulo ter-se permitido publicar em sua página 3 (um dos espaços de maior destaque automático em qualquer jornal impresso) um inacreditável pacote de descrições-de-fatos verdadeiras com efeito de avaliações positivas sobre o governo Lula.
 
É preciso admitir que não é a primeira vez que um texto de Fernando Barros e Silva brilha como exceção honrosa num jornal em que a manipulação desonrosa se tornou a regra - e a bem da verdade mesmo, há hoje mais dois textos excelentes quase na seqüência, os quais também quero comentar aqui em outro momento.
 
Mas ainda antes de passarmos ao texto de Barros e Silva, observo que andava pensando há uns dias que ultimamente tem se usado pouco a palavra “centro” no debate político. Pois é justamente nela que o artigo em questão vai terminar - e como de costume é com certa ironia que a palavra é usada. Isso me provoca a escrever em breve sobre os diferentes sentidos usuais e/ou possíveis de “centro” em política, entre eles “Centro como pseudônimo de certa Direita”, “centro estático” e “centro dinâmico”. Só espero encontrar tempo, pois já nem sei o que faço com tamanha lista de artigos semi-escritos na cabeça!


Fernando Barros e Silva
DIREITA, ESQUERDA, CENTRO

Folha de S.Paulo, 26.07.2010
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2607201003.htm
 
Há no Brasil uma direita escandalosa e disposta a se escandalizar com tudo. Sua representação é mais midiática do que propriamente política. E o lulismo tem a ver com uma coisa e outra.
 
Ao mesmo tempo em que o êxito do governo (e, em particular, de Lula) inibiu a emergência de uma opção de direita puro-sangue à sua sucessão, também desinibiu, pela mesma razão, o ressentimento ou às vezes o ódio de setores que se julgam ameaçados pela nova ordem.
 
A base social dessa direita, para quem o mundo virou de ponta-cabeça, não são exatamente os detentores da riqueza extrema, que vão muito bem e talvez daqui a pouco tenham saudade. Nem, é claro, a massa pobre, que já esteve em situação pior e sentirá a falta de Lula.
 
A direita estridente, cínica ou raivosa, fala a (e por) setores de uma certa alta classe média, que teve seus sonhos ou pretensões de exclusivismo azedados pela emergência da "nova classe média".
 
Em termos políticos, a figura um tanto folclórica de Indio da Costa é um sintoma do que restou à direita, imobilizada diante de um presidente que parece ter apresentado o país a si mesmo. Lula, afinal, faz um governo de comunhão nacional.
 
Se a direita grita sua impotência, a esquerda nunca pareceu tão satisfeita. O lulismo anestesiou a intelligentsia, cooptando boa parte dela. Inverteram-se os papéis clássicos: temos hoje uma direita apocalíptica e uma esquerda integrada.
 
Nesse ambiente, o campo de discussão crítica ficou estreito e está contaminado pelo sectarismo de uma polarização algo artificial.
 
Direita e esquerda ganham lastro na vida real quando vêm acompanhadas do prefixo "centro". Centro-direita, centro-esquerda -é por aí, distante das extremidades, que a política entre nós caminha (ou patina). Discute-se a "ampliação" do Bolsa Família, a "revisão" da política cambial etc. As brigas intelectuais, por isso, podem soar ridículas. Como se, sem perceber, todos ali fossem só "radicais de centro".
 

17 julho 2010

Os anos-sem-lembrança da infância como porta invisível do Outro Mundo Possível

 
Os sete pontos a seguir, desdobrados em 31 sub-pontos, delineiam o que pode ser chamado a tese principal da nossa monografia Aos que podem salvar o mundo.
 
Sua leitura não chega a ser extremamente difícil, mas também não se pode dizer que seja fácil. Ainda assim, convido todos os meus amigos a conhecerem, pois se houver algo de importante no que eu produzi até hoje, este texto e a Minuta para um Estatuto Fundamental da Humanidade são sem dúvida o mais importante de tudo.
  
Para facilitar o contato inicial, apresento-o aqui sem notas de rodapé nem referências bibliográficas. Para quem quiser conhecer este texto no contexto da monografia original (onde ele é a seção 0.3), ela está disponível na íntegra em www.tropis.org/biblioteca (onde se encontra também o Estatuto Fundamental da Humanidade). 
 
Aviso, porém, que considero toda essa monografia ainda um mero tatear na direção indicada por estes pontos: a superação do que alguns autores já chamaram de o batismo do mal (explicado sobretudo no ponto 5 e seus sub-pontos), sem a qual o ser humano continuará não implementando as soluções possíveis para os seus problemas maiores, muitas das quais já encontradas, simplesmente porque tal "batismo" o torna psicologicamente incapaz de ser solidário na medida necessária.



*   *   *

1. Na formação do ser humano a experiência se torna estrutura: aquilo pelo que eu passo, isso passa a me constituir.
 

1.1 Tanto efeitos diretos da experiência podem se fixar em nós, e usualmente se fixam, quanto reações do nosso organismo físico e/ou psíquico a esses efeitos.
 

1.1.1 Na linguagem da ciência atual, tudo isso pode ser expresso em termos de informação: “informar”, “entrada de informação”, “registro da informação”, “conteúdo informacional armazenado” etc.
 

1.2 Embora essas duas dimensões estejam tão intimamente relacionadas que dificilmente se pode falar de uma sem encontrar implicações na outra, ainda assim se pode falar de informações cujo efeito é primordialmente físico, e de outras cujo conteúdo mais relevante é de natureza psíquica. As duas são significativas para a vida psíquica (p.ex., o efeito físico de substâncias tóxicas recebidas durante a gestação pode ter efeitos limitantes na vida psíquica futura), mas as presentes considerações serão centradas no que causa impressões sobre a vida psíquica (sendo portanto capaz de provocar respostas como, por exemplo, medo, confiança, alegria, tristeza etc).
 

1.2.1 Ainda assim, será conveniente recordar sempre que a dimensão física não está excluída destas considerações; apenas não é por ela que segue o seu fio condutor.
 

1.3 Quanto a sua origem, as informações recebidas podem serem tanto casuais quanto sistemáticas, caso em que podem proceder de fonte ambiental, de fonte humana individual (p.ex. a mãe), da dimensão micro-cultural (os procedimentos usuais de um grupo, p.ex. a família), da macro-cultural (os costumes de todo um país) etc.
 

2. Os efeitos estruturantes da experiência são máximos justamente no período da amnésia infantil (os anos iniciais de que temos pouquíssima ou nenhuma lembrança).
 

2.1 Há diversas hipóteses e provavelmente diversas causas simultâneas para a amnésia infantil: nosso interesse aqui é por uma delas em especial, cuja realidade parece mais que suficientemente atestada (sem que isso diga nada em contra nem em favor de outras possíveis causas): a experiência dos anos iniciais é inteiramente “devorada” pela constituição de estrutura. Usando como analogia a linguagem dos computadores, seu conjunto de dados passa a atuar como um programa, e deixa de ser acessível como documento.
 

2.1.1 As experiências provavelmente só passam a ser disponíveis como lembranças na medida em que sejam redundantes; isto é: que a estrutura que iriam constituir já estiver formada.
 

2.1.2 Mesmo nesse caso, as experiências provavelmente não deixam de interagir com as estruturas com que têm afinidade, quer reforçando-as, quer de algum outro modo.
 

2.2 Embora haja diferenças, também são de grande importância – e igualmente não recordadas – as experiências do ser humano em gestação, razão pela qual, salvo indicação explícita em contrário, neste trabalho considera-se o período de gestação sempre incluído nas referências ao período da amnésia infantil.
 

3. O ser humano adulto deve enorme parte de seu modo usual de ser e agir à forma como foi estruturado pelas experiências vivenciadas na época da amnésia infantil.
 

3.1 De todos os aspectos do ser humano, estes são evidentemente os mais difíceis de modificar, assim como seria extremamente difícil intervir nas fundações enterradas de um edifício.
 

4. O próprio fato de não ter lembranças da fase da amnésia infantil faz com que a maior parte dos adultos mostre escassa ou nenhuma compreensão frente aos sentimentos e outras vivências das crianças que estão atravessando essa fase.
 

4.1 Essa usual incompreensão dos adultos pelo que as crianças sentem inclui a incompreensão dos efeitos que seus atos têm ou podem ter nessas crianças.
 

4.1.1 Na verdade a incompreensão parece ser especialmente forte diante disso, sugerindo que haja outros componentes envolvidos além da incapacidade biológica de lembrar – mas não é preciso deter-se nisso para os presentes fins.
 

4.2 Como visto nos pontos 1 e 2, as crianças em questão serão inevitavelmente marcadas por esses atos realizados sem compreensão pelos adultos, e marcadas em suas estruturas psíquicas mais profundas e perenes; e como visto no ponto 3, essas marcas se expressarão no modo predominante de ser e agir dos novos adultos que essas crianças se tornarão.
 

5 À parte outras marcas possíveis, o que uma criança nessa fase vê fazerem diante dela, ouve fazerem perto dela e, sobretudo, sente fazerem a ela, tudo isso permanece inscrito em sua estrutura não como uma informação qualquer, e sim como modelo ou receita de como se deve agir em situações semelhantes. Esse modelo não atua apenas como uma aparência exterior vaga, mas é incorporado como um conjunto de instruções de procedimento detalhadas.
 

5.1 É evidente, portanto, que os atos nocivos cometidos por um pai ou mãe no trato com seus filhos, sobretudo os de até cerca de três anos de idade, têm alta probabilidade de serem repetidos por esses filhos quando adultos, no trato com seus próprios filhos – e igualmente evidente que isso tende a se repetir em não só uma nova geração, e sim ao longo de muitas gerações, tornando-se forma-padrão de agir de vastas redes familiares, quiçá de todo um povo.
 

5.2 É compreensível, portanto, que grande parte das formas de agir humanas tenha caráter nocivo mas resista às tentativas de modificá-la a partir da análise racional – até mesmo das tentativas empreendidas voluntariamente pelo próprio indivíduo – pois é expressão de erros cometidos em tempos imemoriais que vêm se reproduzindo como que automaticamente de geração em geração.
 

6 Apesar disso, é possível modificar o próprio modo de ser e agir mediante um empenho intensivo e continuado da consciência.
 

6.1 Por outro lado, não é possível a alguém modificar o comportamento de outros indivíduos já constituídos como sujeitos sem que isso constitua um ato de violência. O que é possível é sugerir ao outro que modifique seu comportamento, sugestão essa que ele tem o direito de aceitar e implementar, ou de rejeitar.
 

6.1.1 Isso significa que, haja ou não outros fatores em questão, no mínimo devido à resistência das configurações estruturais de cada indivíduo as coletividades humanas só podem apresentar enorme resistência à mudança dos comportamentos que predominam nelas – pois a mudança num sentido consciente depende de: (a) a opção inicial de cada indivíduo entre querer ou não querer conscientizar-se de que seria interessante mudar; (b) sua disposição de, em conseqüência da primeira opção, ingressar em um período de aprendizado sobre a mudança desejável; (c) uma vez relativamente avançado nesse aprendizado, enfrentar processos muitas vezes difíceis e dolorosos de enfrentamento dos traços nocivos preservados na sua configuração estrutural; (d) a vitória nesse enfrentamento não é garantida.
 

6.1.2 É possível induzir pessoas e grupos a mudanças de comportamento sem esse processo de conscientização e enfrentamento estrutural individual, porém isso significa manipulação, e tanto é moralmente indefensável quanto termina sendo inefetivo no médio e longo prazos, pois a regência das estruturas profundas tende a retornar. Baste como exemplo (ainda que se encontrem dezenas de outros) a intensidade com que a xenofobia e outros comportamentos anti-sociais têm emergido nos lugares que haviam antes sido tornados “justos e fraternos por decreto” pelos regimes ditos comunistas.
 


6.2 Em conseqüência de tudo o que foi visto, revela-se a lei de que mudanças de comportamento conquistadas por um indivíduo permanecem lábeis se não forem transmitidas para a geração seguinte. Em outras palavras, não se generalizam como conquista grupal pelo menos relativamente estável na mesma geração do indivíduo, mas somente se chegarem a ser transmitidas para pelo menos mais uma geração.
 

6.2.1 Naturalmente, esse efeito se dá com a máxima intensidade se a mudança conquistada pelo indivíduo envolve o trato desse indivíduo com seus filhos na primeira infância, influindo assim na configuração estrutural profunda do psiquismo desses filhos.
 

6.2.2 Isso não significa que na geração seguinte a mudança se expresse necessariamente em forma idêntica à conquistada pelo pai: se o trato com os filhos se aproximou do adequado, esses deixarão de ser vítimas de estruturas aprisionantes ou paralisadoras, e terão reconquistado a mutabilidade, flexibilidade e disponibilidade para a evolução que temos razões de considerar próprias do ser humano saudável.
 

6.2.3 Esse ato significa, portanto, abrir mão da prepotência doentia que é considerar a si mesmo um modelo suficientemente acabado para que seja desejável tê-lo reproduzido geração após geração.
 

6.3 Por meras razões matemáticas, mudanças de comportamento conscientes só podem chegar a ser significativas na escala coletiva (ou dimensão social) se chegar a haver uma certa massa crítica de pais e mães dispostos a reconfigurar seu modo de agir com os filhos.
 

6.3.1 Atualmente é corriqueiro o discurso sobre massa crítica na mudança de comportamento coletiva, mas essa perspectiva será sempre ilusória caso não envolva a atuação sobre o ponto nodal de maior alcance que há na humanidade, que é a constituição do sujeito entre a concepção e aproximadamente os três anos de idade.
 

7. Esta tese é ao mesmo tempo justificativa de um programa de Educação para a Paternidade e o conteúdo central, organizador dos demais, a ser ensinado num tal programa.

*   *   *

[Tendo sido elimindadas as referências bibliográficas, não quero deixar  de mencionar que esta 'tese' deve bastante aos psicanalistas Ferenczi e Winnicott, a alguns psicólogos que trabalham a partir de idéias de Rudolf Steiner (como Henriette Dekkers) e à recente descoberta dos neurônios-espelho por Giacomo Rizzolatti. Além disso, mesmo sem ter partido dessa escola, apresenta alguma afinidade com idéias da Gestalt. Não deve passar despecebido, ainda, que a expressão "Outro Mundo Possível" deriva do lema do Fórum Social Mundial.]

01 julho 2010

'A mão que afaga...' ou: típico de ratos abandonando navio

 
Chamada no UOL e título no blog Josias de Souza: 'Não tenho a menor ideia de nada', afima vice Índio.
 
Ao checar o contexto, não deu pra não fazer o seguinte comentário - que duvido muito que seja liberado por lá:

Pessoalmente sou totalmente anti-Serra e anti-DEM, mas tenho que reconhecer: a frase é parte da resposta a uma pergunta sobre o que deveria mudar na campanha do Serra [resposta que se conclui assim]: "O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir. Mas é muito cedo para tudo, faz três horas que eu fui indicado, não tenho a menor ideia de nada."

Extrair essa frase do seu contexto é jogo baixo. Os anti-Serra e anti-DEM de qualidade não precisam desse tipo de jogo - que, sinceramente, parece típico de rato abandonando navio que afunda e em campanha para ser aceito em outro.

Sei que é provável que este comentário não passe pela sua 'moderação', por isso já está também no meu próprio blog. Com um poético título extraído de Augusto dos Anjos: 'A mão que afaga é a mesma que apedreja'...