Compartilhando com quem não gosta de estar por fora da situação do seu país no contexto do mundo atual:
artigo de capa da edição de maio (2010) da revista inglesa Monocle:
"A ascensão de Brasília: afiando a política internacional do Brasil". A chamada principal no site da revista diz: "por quê verde e amarelo são os novos vermelho, branco e azul da diplomacia internacional".
Link para o artigo O Ministério do Sol (!) no site da revista (em inglês): http://www.monocle.com/sections/affairs/Magazine-Articles/Global/
Resenha em português:
material selecionado e compartilhado por Pobre do país que não reconhece os valores que tem! |
Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)
26 abril 2010
exemplo da nossa imagem atual na imprensa inglesa
23 abril 2010
22 abril 2010
Fw: resposta a um amigo: DEBATE X DIALÉTICA
paralelo Dilma / Marta: texto incômodo fundamental E URGENTE de Mauro Carrara
O paralelo entre Dilma e Marta
Teimosia, arrogância e indolência na campanha de 2010
Mauro Carrara
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mauro-carrara-o-paralelo-entre-dilma-e-marta.html
Meu Deus! Chega de "mimimi", garotada. Quem não sabia? Quem foi pego de surpresa pela operação Tempestade no Cerrado? Quem imaginava céu de brigadeiro na voo de Dilma ao Planalto?
Há décadas, o roteiro de destruição de reputações é o mesmo. E a reação da cúpula de comunicação do PT, o partido sem mídia, é sempre a mesma. Mistura teimosia, arrogância e indolência. Invariavelmente, dá com os burros n'água.
Erudina, por exemplo, fez excelente trabalho na prefeitura de São Paulo, mas foi duramente fustigada pelos jornalões.
O Estadão, por exemplo, pagava um repórter para buscar, durante 24 horas, informações que a prejudicassem.
Alberto Luchetti Neto, sujeito de cultura e talentos limitados, aproveitou a oportunidade e virou peixe grande na imprensa. Fez amigos poderosos.
Pouco depois, virou diretor executivo da Rádio Bandeirantes. Mais tarde, dirigiu o programa do Faustão, na Globo.
Os fatos oferecem uma ideia de como a direita brasileira valoriza o trabalho tático de destruição de imagens. Erundina não fez seu sucessor, e os barões paulistas consideraram ter contraído uma dívida eterna com Luchetti.
Anos depois, Marta Suplicy realizou belas obras à frente da prefeitura paulistana, mas também sofreu pesadíssimo bombardeio da imprensa elito-fascista da Capital.
Em 2008, havia uma memória popular residual dos benefícios obtidos durante a gestão da petista. E, assim, a loura ocupou, de cara, o topo das pesquisas de opinião por meses e meses.
Bastou o primeiro lugar temporário para que os teimosos, arrogantes e indolentes desenhassem a trilha de mais um fracasso eleitoral.
Negligentes, não foram capazes de erigir uma barreira midiática de proteção à candidata. E, assim, todos os rótulos negativos foram novamente (e facilmente) colados à petista, pintada na Internet como "perua", "vagabunda", "ladra", "adúltera" e "incompetente".
O sandeu Kassab pôde então nadar de braçada, e ganhou de goleada, até mesmo na periferia, tradicional reduto vermelho.
Há várias semanas, denunciamos a deflagração da operação "Tempestade no Cerrado", logo após o encontro dos barões da imprensa no Instituto Millenium.
Afinal, tudo vazou de imediato nas redações. Os editores foram obrigados a adestrar cada repórter para a ação destrutiva em curso.
Também avisamos sobre a fábrica de "hoaxes" graeffista. E, de lá para cá, dezenas e dezenas de pessoas foram arregimentadas para divulgar peças difamatórias na Internet.
O rapaz do "xerox", aqui perto de casa, no Brás, já recebeu uma dessas bombas virtuais.
Até a mulher da quitanda já leu. Ela não tem Internet, mas uma sobrinha tratou de imprimir o texto que aponta Dilma como "assaltante de bancos" e "prostituta de guerrilheiros".
Paralelamente, até os entes minerais já sabiam que a grande imprensa mandaria às favas qualquer escrúpulo, antecipando a campanha serrista. E está aí, na propaganda institucional da Globo (suspensa) e na capa escandalosa de "Veja".
E, dessa forma, sem qualquer oposição organizada, as forças reacionárias vão colando tudo que há de ruim à imagem de Dilma Rousseff. Vai virando outra Marta…
Há um padrão repetitivo de erros nas ações estratégicas de comunicação do PT e de seus aliados. E são cinco:
- No poder há 7 anos, a esquerda não foi capaz de criar um jornal eclético, multitemático, dirigido às massas ou à classe média leitora. Até os confusos comunistas italianos têm; aqui, não temos nada.
- Tampouco há um portal de Internet, também eclético e multitemático, capaz de difundir a versão correta dos fatos políticos e divulgar as conquistas do governo Lula. A juventude de classe média, por exemplo, é altamente conectada, mas tem a pior visão possível da esquerda.
- 90% dos conteúdos da chamada "blogosfera lulista" circulam dentro dos próprios redutos da esquerda. As denúncias, correções e defesas raramente chegam ao povo votante. Temos de valorizar esses guerreiros midiáticos, mas os resultados, em termos midiáticos, são extremamente modestos.
- Não existe uma ação planejada e efetiva de caça aos difusores de calúnias na Internet. Aparentemente, a esquerda não tem advogados, desconhece a lei e considera inevitável a ação dos criminosos virtuais.
- O PT e seus aliados continuam com medo da imprensa monopolista. Não a denunciam, não a desmascaram. Vergonhosamente ajoelhados, reagem com vagas lamúrias, dirigidas aos próprios algozes. São incapazes de se comunicar diretamente com a população, de modo a desmascarar os barões midiáticos.
Vale lembrar ainda que pouquíssimos militantes têm feito a lição de casa. Entre os comentaristas dos sites dos grandes jornais, a malta reacionária está sempre em vantagem.
Em média, para cada comentário favorável a Dilma Rousseff e Lula, há 10 contrários.
Prova que não temos um Graeff do bem. E que nossos batalhões também são indisciplinados e, muitas vezes, preguiçosos.
Se o destino de Dilma pode ainda ser diferente daquele de Marta, há que se produzir uma mudança no curso das ações de comunicação e propaganda.
Se a candidata não pode ser estigmatizada, é preciso que essa operação de iluminação informativa comece agora, e já.
E esse trabalho de defesa estratégica precisa urgentemente gerar saber político extensivo. Precisa impactar o sujeito do xerox e a senhora da quitanda.
E chega de "mimimi"!
19 abril 2010
21 lições indígenas do Norte e do Sul: um pequeno tributo
Estes textos foram selecionados para o meu trabalho Três Raízes, Dez Mil Flores, de 1992, esgotado. Hesito em republicá-lo pois tenho a impressão de que a maior parte das idéias que expressei lá está superada ou no mínimo datada. Os textos indígenas não. Deixo portanto que falem por si...
FONTES
13 abril 2010
frase FANTÁSTICA do orkut de uma amiga
que os verdadeiros amigos nunca pedem,
li no orkut da minha amiga Débora!
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Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506 • S.Paulo
12 abril 2010
a ignorância de Lula e a educação de Bush
PS ao post anterior
mensagem enviada ao ombudsman do UOL sobre manchete facciosa
11 abril 2010
debate s Pedagogia Waldorf no Luis Nassif + novo texto meu disponível s o tema
em www.tropis.org/biblioteca/steiner-academia.pdf ,
e de certa forma faz par com outro publicado antes (elaborado junto mas não incluído na monografia)
Escola Nova, Teosofia, UNESCO e Pedagogia Waldorf: um enredo novelesco e suas possíveis lições,
Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506 • S.Paulo
"Não aprendemos a fazer o que nos dizem:
aprendemos a fazer o que nos fazem."
(formulação de Marcos Ferreira Santos
para a chave de toda educação)
08 abril 2010
a importância de compreender as crianças: uma dentro da Rosely Sayão
Compaixão pelas crianças
Rosely Sayão
Muitas crianças sofrem quando se descontrolam, quando fazem o que não poderiam nem deveriam fazer, quando expressam explosivamente seus caprichos, quando se debatem com uma tarefa difícil que precisam cumprir e se perdem no abismo do "eu não vou conseguir, eu não sou capaz", quando transgridem um princípio conhecido e sabem que a consequência de seu ato prejudica alguém.
O sofrimento delas fica estampado com tanta clareza que é difícil um adulto não perceber o que ocorre nesse momento.Mesmo assim, a reação de muitos deles tem sido insensível. Já faz um tempo que adotamos a postura de reclamar de comportamentos das crianças, de nos sentirmos vítimas de suas atitudes, de nos fazermos impotentes frente a elas.
"Eu não aguento mais esse menino!", "Eu já fiz de tudo para ensinar a ela que não pode fazer isso", "Ela não tem jeito", "Essa criança precisa de um castigo muito sério" são frases que ouço pais e professores dizerem com frequência. Pois elas expressam a falta de compaixão e de empatia dos adultos para com as crianças, o que talvez seja uma marca importante de nosso tempo.
É preciso buscar novos caminhos para reagir às crianças que experimentam as situações acima, já que, mais do que acusações e reclamações, elas precisam é de nossa ajuda, de nossa intervenção educativa.
Em primeiro lugar, é bom lembrar que, como nos ensinou Françoise Dolto -psicanalista que se dedicou a compreender a infância e a adolescência-, quando uma criança reage com violência a uma pessoa ou a uma situação, é porque ela tem lá suas razões, mesmo que não seja possível perceber os motivos que a levaram a se comportar dessa forma.
Isso não significa, é claro, que pais e professores não tenham que fazer com que ela arque com as consequências de seus atos e que não a levem a reparar o que fez. Mas ter essa compreensão é fundamental para que seja possível manter a calma e o equilíbrio a fim de não se relacionar com a criança de modo simétrico e, desse modo, perder o lugar de educador.
Reclamar de, acusar, julgar e condenar são atos que, em geral, praticamos com quem ocupa posição simétrica à nossa. Fazer isso com crianças mostra que, diante delas, deixamos vago o lugar de adultos.
É possível ensinar às crianças o respeito às normas importantes para a convivência sem que isso signifique formar um batalhão de obedientes. Igualmente, podemos ensinar a elas que podem e devem sentir orgulho de si mesmas por conseguir ter controle sobre seus atos.
As crianças sofrem quando não conseguem dominar seus impulsos violentos e de momento. Para que tenham êxito no árduo aprendizado do autocontrole, precisam de nós, adultos, agindo como tal. Elas também sofrem quando se afogam no mar da insegurança que as impede de se esforçarem para aprender. Também nesse momento precisam de nosso apoio e encorajamento.
As crianças precisam contar conosco para transformar em ato seu potencial.