09 dezembro 2008
esclarecimento: SOBRE A BELEZA DE CERTAS FEIÚRAS E A FEIÚRA DE CERTAS BELEZAS
mais sobre Caroline Piveta - LIBERDADE JÁ !!!
09/12/2008 - 07h01
Mãe faz maratona judicial para libertar a pichadora da Bienal
Do UOL Notícias
Em São Paulo
CENAS DA VIDA
Rosemari (esq.) posa com a filha em foto feita em agosto último
Na casa em Alvorada (RS), Caroline posa ao lado de girassol
Retrato de Caroline quando tinha um ano, segurando boneca
É justamente um habeas corpus que Rosemari busca para sua filha voltar para a rua após 45 dias atrás das grades, a maioria deles na cela 265 da Penitenciária Feminina Sant´Ana, na zona norte da cidade.
Há dez dias em São Paulo, a mãe só conseguiu ver a filha uma vez. "Eu me emocionei muito, e ela também. Nossa relação sempre foi de muito contato físico e acho que ficamos abraçadas muitos minutos, chorando, depois olhar nos olhos dela, acariciar seu rosto para só então falarmos", contou para a reportagem do UOL sobre sua visita da última quinta-feira.
Caroline faz 24 anos na próxima sexta-feira, e a mãe já imagina comemorá-los com a filha respondendo em liberdade. "Sou extremamente otimista. Meu sonho agora é passar o aniversário com ela", afirma.
Com o lema "Em Contato Vivo", a Bienal de Artes de São Paulo de 2008 foi marcada pelo andar vazio, lugar de intervenções que causaram polêmicas. Das oficiais, chamou a atenção o performer Maurício Ianês, que ficou nu para receber doações dos visitantes em uma ação intitulada "A Bondade de Estranhos". Das extra-oficiais, a invasão do grupo de 40 pichadores que grafitaram as paredes brancas do local acabou com corre-corre, confronto de seguranças e manifestantes e Caroline, como única detida - Rafael Martins foi preso já na delegacia quando foi levar os documentos de Caroline e acabou reconhecido pelos presentes, ficando oito dias confinado.
É esperando a bondade dos outros que Rosemari transita pelos corredores jurídicos. "Eu me locomovo de metrô e ônibus, sempre com um caderno à mão para anotar dados, indicações, telefones. Apesar de infrutíferas idas-e-vindas, fui atendida com muita presteza, educação", relata sobre uma burocracia cordial, mas que não resolve seu problema. Por esse mesmo motivo que nesta terça-feira ela deve trocar de advogado.
A organização da Bienal soltou uma declaração oficial no dia seguinte do incidente classificando de atitude dos jovens de "autoritária" - essa palavra deriva de autoridade, que, no caso, está do lado oficial, com a Bienal prestando queixa, a polícia prendendo e da Justiça mantendo detida uma garota cujo crime foi pintar uma parede branca dentro de uma mostra de arte. De lá para cá, os curadores e responsáveis pela Bienal não quiseram mais abordar o tema.
Rosemari compreende a situação em que a filha se meteu e se surpreende quando a ajuda vem do lado que menos espera. "Amor de mãe é incondicional. Não significa que uma mãe queira isentar seu filho de suas responsabilidades, mas não peça a uma para deixar que seu filho se vire. Mas eu a vi bem fisicamente na penitenciária, todos são atenciosos e sorridentes com ela, pois ela sabe cativar", lembra.
Trabalhando como artesã, Rosemari criou sozinha a filha. As duas trocaram o sul por Diadema, na Grande São Paulo, onde Caroline viveu de um ano de idade até os 16. Uma nova mudança as levou para Alvorada, município limítrofe com a capital gaúcha. Com a maioridade, Caroline quis voltar a conviver com os amigos que deixara em São Paulo. Em abril último, voltou para a região e abraçou a causa da pichação, indo parar na delegacia várias vezes. Em uma delas, foi por grafitar um prédio pertencente ao Exército.
No ataque (jargão do universo do "pixo") feito na Bienal , Caroline adotou uma postura militante e, enquanto a maioria escapava (uns quebraram até um vidro do prédio na debandada), ela gritava "eu sou pichadora" e "viva a pichação" sendo levado à viatura policial.
Espírita, Rosemari encontra na religião forças para tirá-la da cadeia. "Quando sabemos que Deus nunca dá um fardo além de nossas forças, que nada é por acaso, que ninguém pode sofrer as nossas dores mas que podem nos ajudar a suportá-las, nossas forças centuplicam. Quando saí do Rio Grande do Sul, saí sabendo que não seria fácil, mas não imaginava encontrar o que encontrei."
O irônico é que Caroline tem a palavra "liberdade" tatuada no peito, mas ela não experimentou a liberdade de expressão na Bienal e hoje vivencia a total falta dela na penitenciária.
Fiquei completamente tonto ao ler os comentários desta notícia com posições completamente equivocadas em diversos aspectos. Arte é antagônica ao conservadorismo. O andar vazio chegou aos meus ouvidos como um protesto do próprio curador da exposição pela falta de exposições na Bienal. A atitude da grafiteira foi uma continuidade ao protesto do curador. Quais são os mecanismos para que ela seja considerada ou não arte? Os circuitos e panelas artísticas! Existem muitos artistas que não são reconhecidos e nem serão porque não participam dessas panelas. Os grafiteiros do Brasil são extremamente criativos. Muitos são contratados para grafitar no exterior e muito bem remunerados. Não estou aqui defendendo que a pixação de Caroline seja arte, pois não a vi (nem deu tempo), apenas entendendo sua atitude como agregadora à exposição e às intenções do curador. A prisão, é uma coisa muito séria. Quem dos senhores já foi preso? Sabe o que é estar preso? Liberdade à Caroline Piveta JÁ!
É compreensível que pessoas sem nenhuma informação sobre o que é o mundo da arte desde o século XX deixem aqui mensagens dizendo que que Caroline da Mota deve permanecer presa porque "pixação não é arte". Inadmissível a direção da Bienal que conhece um Beuyis, um Duchamp, um Andy Warhol, um Basquiat... Inadmissível essa mesma classe de "senhores da arte" que há poucos anos louvavam a "corajosa transgressão" (quer dizer, a FAZEÇÃO DE GÊNERO) da filhinha de papai Jac Leirner com suas instalações de objetos furtados de aviões. (Alguém me replicou que ela PEDIA os objetos das companhias aéreas; se foi assim é pior porque enganou a opinião pública na ocasião, afirmando claramente que os roubava). O "crime" de Caroline Mota não é ter pixado uma parede QUE EXISTE PARA MANIFESTAÇÕES: é não ter família rica e/ou influente, nem pertencer à comunidade que hoje dita as regras do que seja "arte" com o único fim de manter para si e para os seus, sob esse nome, um mercado encantadoramente lucrativo.
04 dezembro 2008
Re: mulher presa há 40 dias por intevenção na Bienal / COMENTÁRIOS
É compreensível que pessoas sem nenhuma informação sobre o que é o mundo da arte desde o século XX deixem aqui mensagens dizendo que que Caroline da Mota deve permanecer presa porque "pixação não é arte". Inadmissível a direção da Bienal que conhece um Beuyis, um Duchamp, um Andy Warhol, um Basquiat... Inadmissível essa mesma classe de "senhores da arte" que há poucos anos louvavam a "corajosa transgressão" (quer dizer, a FAZEÇÃO DE GÊNERO) da filhinha de papai Jac Leirner com suas instalações de objetos furtados de aviões. (Alguém me replicou que ela PEDIA os objetos das companhias aéreas; se foi assim é pior porque enganou a opinião pública na ocasião, afirmando claramente que os roubava). O "crime" de Caroline Mota não é ter pixado uma parede QUE EXISTE PARA MANIFESTAÇÕES: é não ter família rica e/ou influente, nem pertencer à comunidade que hoje dita as regras do que seja "arte" com o único fim de manter para si e para os seus, sob esse nome, um mercado encantadoramente lucrativo.
Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506
----- Original Message -----From: Gunnar VargasSent: Thursday, December 04, 2008 12:50 PMSubject: Re: mulher presa há 40 dias por 'INTERVENÇÃO' verdadeira na Bienal !!!deixei um recado lá rsrs
2008/12/4 Ralf Rickli / Tropis <rrtrop@gmail.com>
GENTE, ISTO É INACREDITÁVEL!!!QUANTA HIPOCRISIA
DA DONA BURGUESIA!! (Ralf)04/12/2008 - 07h01
Artistas cobram iniciativa da Bienal para liberar pichadora presa há 40 dias
Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo (SP)Caroline Piveta da Mota, 23, entrou no prédio da Bienal de São Paulo, pintou com spray uma parede e está presa há 40 dias. Levada ao 36º Distrito Policial , na rua Tutóia, três dias depois foi aprisionada na Penitenciária Feminina Sant´Ana, no Carandiru.
As últimas palavras a caminho da viatura foram: "Eu sou pichadora" e "Viva a pichação". Isso aconteceu no primeiro dia do evento, que termina no próximo sábado marcado por esse caso policial.PICHAÇÃO E DETENÇÃO
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Segurança da Bienal avista Caroline escrevendo o nome...
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...da gangue Sustos nas paredes do segundo andar (planta vazia) ...
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...e acaba detida por PM que foi chamado pela organização
A ação no segundo andar do prédio (a "planta do vazio") foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial de uma Bienal que tinha como lema "Em Contato Vivo" e prometia refletir sobre a arte contemporânea e o circuito artístico.
"Isso é uma hipocrisia absurda. Quem devia ser preso são os organizadores. O andar vazio era um convite à manifestação, à contravenção. O mínimo que a Bienal pode fazer é colocar seu advogado para liberar a moça", afirmou o artista José Roberto Aguilar.
Fora a declaração em 27 de outubro, a curadoria da mostra não quis se manifestar sobre o assunto. Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen foram procurados pela reportagem do UOL desde a semana passada, sempre alegando por meio da assessoria de imprensa que não tinham espaço em suas agendas.
Quem falou foi Rafael Vieira Camargo Martins, 26, o amigo de Caroline que foi preso ao levar os documentos da garota no DP. Ele foi reconhecido pelos presentes na delegacia e acabou detido por oito dias. "Fui à Bienal porque vi as mensagens pela Internet falando da invasão. Mas não pichei nada. Fui só ver. Eles não conseguiram provar e me liberaram", contou em conversa telefônica.
Taxista na região do Ipiranga, ele afirmou que perdeu dias de trabalho e a auto-estima com a prisão. "Com que cara eu fico diante de meus passageiros, sabendo que eu estive na cadeia? Os policiais me zoaram, mas os companheiros de cela me ajudaram", conta Rafael, que participará nos próximos dias de uma manifestação pedindo a libertação da amiga.
Ele deve visitar a amiga na penitenciária no próximo domingo. Ambos estão sendo processados por destruição do patrimônio público e podem pegar uma pena de três anos de reclusão. Aponta-se envolvimento em outras duas ações anteriores, em junho no Centro Universitário de Belas Artes (Vila Mariana) e na galeria Choque Cultural (Vila Madalena). As três iniciativas teriam como mentor Rafael Guedes Augustaitiz, conhecido no meio como Pixobomb, e foram registradas em vídeos ou fotos.
A primeira foi proposta como trabalho de conclusão de curso (TCC). Pixobomb foi reprovado, expulso da faculdade, fichado na delegacia com mais cinco amigos e processado por danos. A segunda ação queria atacar "uma bosta de galeria" que "abriga artistas do underground, então, é tudo nosso", nas palavras da carta de convocação. Esse protesto rachou em discussões e ameaças os pichadores e os grafiteiros que estão levando seus trabalhos para circuito.Dê a sua opinião
A ação de pichadores no segundo andar do prédio da Bienal foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial da Bienal
A turma de Pixobomb se intitula "PiXação: Arte Ataque Protesto" é formada por dezenas de jovens entre 15 e 30 anos da Grande São Paulo que se conheceram nas ruas. A garota presa é uma exceção: a gaúcha Caroline conheceu o grupo pela Internet.
Outras intervenções clandestinas na mais tradicional exposição de São Paulo não tiveram desfecho tão drástico. O grupo Arac, por exemplo, colou adesivos nas pilastras e paredes do prédio e publicaram em blog um Manual para a Invasão da Bienal. Já estudantes de publicidade promoveram um flash-mob (expressão inglesa que significa multidão instantânea) com suas camisetas formando a pergunta: "Sem idéia?", filmando tudo para passar o vídeo na Web.
A invasão da pichação inspirou o artista Eli Sudbrack a fazer uma série de peças de neon usando o grafismo exposto na galeria Casa Triângulo, que está instruída a não chamar a polícia caso os pichadores passarem para lá.A ARTE COMO CRIME
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Caroline Piveta é conduzida à viatura, à delegacia e à prisão
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Segurança tenta impedir pichador na inauguração da Bienal
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Os grafismos na Bienal inspiraram obra do artista Eli Sudbrack
"Achei a ação dos pichadores fantástica, de uma coragem inacreditável. Não sei como os curadores não abraçaram o conceito. Deve haver alguma razão política. Só porque a garota não é do mesmo estrato social da elite artística", questiona Sudbrack, que pede uma ação dos artistas para liberar Caroline. "Se a Bienal não tirar ela de lá, temos que fazer algo. Eu mesmo já colei stickers em exposições importantes nos EUA. É um absurdo o que está acontecendo. Ela não é uma criminosa", critica o artista.
Na blogosfera também o apoio foi maior que a recriminação. Vitor Ângelo, que mantém o blog Dus Infernus, relatou o caso do ponto de vista de alguém que estava naquele domingo 26 de outubro às 19h30. "Me deparo com a curadora Ana Cohen descabelada, chamando-gritando pelos seguranças, polícia. Vejo uma manada de jovens em uma coreografia que lembrava os animais livres da savana correndo e gritando por liberdade de expressão. Não resisti, aplaudi forte como muitas outras pessoas", escreveu Ângelo, para logo teorizar.
"A Bienal ao apagar os pixos assim como a grande maioria dos senhores envolvidos com a tal arte contemporânea estão situados e sitiados no terreno da cultura, já os pichadores, eles estão no terreno da arte", completou, citando frase do cineasta francês Jean-Luc Godard ("Cultura é regra, arte é exceção").
A organização afirmou antes da abertura da Bienal que sabia da ação dos pichadores, mas só reforçou o policiamento, com revista de bolsas, após o incidente no primeiro dia da exposição. Na hora da confusão, os seguranças tentaram conter os protestantes até a chegada da polícia. A maioria escapou após quebrar um dos vidros do prédio..........................................................
Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
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mulher presa há 40 dias por 'INTERVENÇÃO' verdadeira na Bienal !!!
DA DONA BURGUESIA!! (Ralf)
04/12/2008 - 07h01
Artistas cobram iniciativa da Bienal para liberar pichadora presa há 40 dias
Do UOL Notícias
Em São Paulo (SP)
PICHAÇÃO E DETENÇÃO
Segurança da Bienal avista Caroline escrevendo o nome...
...da gangue Sustos nas paredes do segundo andar (planta vazia) ...
...e acaba detida por PM que foi chamado pela organização
A ação no segundo andar do prédio (a "planta do vazio") foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial de uma Bienal que tinha como lema "Em Contato Vivo" e prometia refletir sobre a arte contemporânea e o circuito artístico.
"Isso é uma hipocrisia absurda. Quem devia ser preso são os organizadores. O andar vazio era um convite à manifestação, à contravenção. O mínimo que a Bienal pode fazer é colocar seu advogado para liberar a moça", afirmou o artista José Roberto Aguilar.
Fora a declaração em 27 de outubro, a curadoria da mostra não quis se manifestar sobre o assunto. Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen foram procurados pela reportagem do UOL desde a semana passada, sempre alegando por meio da assessoria de imprensa que não tinham espaço em suas agendas.
Quem falou foi Rafael Vieira Camargo Martins, 26, o amigo de Caroline que foi preso ao levar os documentos da garota no DP. Ele foi reconhecido pelos presentes na delegacia e acabou detido por oito dias. "Fui à Bienal porque vi as mensagens pela Internet falando da invasão. Mas não pichei nada. Fui só ver. Eles não conseguiram provar e me liberaram", contou em conversa telefônica.
Taxista na região do Ipiranga, ele afirmou que perdeu dias de trabalho e a auto-estima com a prisão. "Com que cara eu fico diante de meus passageiros, sabendo que eu estive na cadeia? Os policiais me zoaram, mas os companheiros de cela me ajudaram", conta Rafael, que participará nos próximos dias de uma manifestação pedindo a libertação da amiga.
Ele deve visitar a amiga na penitenciária no próximo domingo. Ambos estão sendo processados por destruição do patrimônio público e podem pegar uma pena de três anos de reclusão. Aponta-se envolvimento em outras duas ações anteriores, em junho no Centro Universitário de Belas Artes (Vila Mariana) e na galeria Choque Cultural (Vila Madalena). As três iniciativas teriam como mentor Rafael Guedes Augustaitiz, conhecido no meio como Pixobomb, e foram registradas em vídeos ou fotos.
Dê a sua opinião
A ação de pichadores no segundo andar do prédio da Bienal foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial da Bienal
A turma de Pixobomb se intitula "PiXação: Arte Ataque Protesto" é formada por dezenas de jovens entre 15 e 30 anos da Grande São Paulo que se conheceram nas ruas. A garota presa é uma exceção: a gaúcha Caroline conheceu o grupo pela Internet.
Outras intervenções clandestinas na mais tradicional exposição de São Paulo não tiveram desfecho tão drástico. O grupo Arac, por exemplo, colou adesivos nas pilastras e paredes do prédio e publicaram em blog um Manual para a Invasão da Bienal. Já estudantes de publicidade promoveram um flash-mob (expressão inglesa que significa multidão instantânea) com suas camisetas formando a pergunta: "Sem idéia?", filmando tudo para passar o vídeo na Web.
A ARTE COMO CRIME
Caroline Piveta é conduzida à viatura, à delegacia e à prisão
Segurança tenta impedir pichador na inauguração da Bienal
Os grafismos na Bienal inspiraram obra do artista Eli Sudbrack
"Achei a ação dos pichadores fantástica, de uma coragem inacreditável. Não sei como os curadores não abraçaram o conceito. Deve haver alguma razão política. Só porque a garota não é do mesmo estrato social da elite artística", questiona Sudbrack, que pede uma ação dos artistas para liberar Caroline. "Se a Bienal não tirar ela de lá, temos que fazer algo. Eu mesmo já colei stickers em exposições importantes nos EUA. É um absurdo o que está acontecendo. Ela não é uma criminosa", critica o artista.
Na blogosfera também o apoio foi maior que a recriminação. Vitor Ângelo, que mantém o blog Dus Infernus, relatou o caso do ponto de vista de alguém que estava naquele domingo 26 de outubro às 19h30. "Me deparo com a curadora Ana Cohen descabelada, chamando-gritando pelos seguranças, polícia. Vejo uma manada de jovens em uma coreografia que lembrava os animais livres da savana correndo e gritando por liberdade de expressão. Não resisti, aplaudi forte como muitas outras pessoas", escreveu Ângelo, para logo teorizar.
"A Bienal ao apagar os pixos assim como a grande maioria dos senhores envolvidos com a tal arte contemporânea estão situados e sitiados no terreno da cultura, já os pichadores, eles estão no terreno da arte", completou, citando frase do cineasta francês Jean-Luc Godard ("Cultura é regra, arte é exceção").
A organização afirmou antes da abertura da Bienal que sabia da ação dos pichadores, mas só reforçou o policiamento, com revista de bolsas, após o incidente no primeiro dia da exposição. Na hora da confusão, os seguranças tentaram conter os protestantes até a chegada da polícia. A maioria escapou após quebrar um dos vidros do prédio.
Ralf Rickli arte em idéias, palavras & educação
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30 novembro 2008
diálogo econômico-filosófico entre Adam Smith e Katrl Marx
Adam Smith e Marx dialogam sobre o desmonte do capitalismo financeiro
"O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos", diz Adam Smith a Karl Marx", num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
Antoni Domènech - revista Sin Permiso
O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.
Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?
Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos.
Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta...
Adam Smith: Não me venhas agora com vaidades acadêmicas mesquinhas post mortem, Carlinhos, já que em vida jamais te abandonaste a esse tipo de coisa. Eu falo num sentido mais fundamental, mais político. Nenhum dos dois pode estar contente e, te repito, tu menos ainda que eu.
Karl Marx: Sim, e aí?
Adam Smith: O "socialismo real" que se construiu em teu nome e não tinha nada a ver contigo. Pelo menos tu, sim, te identificaste como "socialista". Eu, por outro lado, nem sequer jamais chamei a mim mesmo de "liberal"! Isso de "liberalismo" é uma coisa do século XIX (a palavra, como tu sabes, foi inventada pelos espanhóis em 1812), e vão e a atribuem a mim, um cara que morreu oportunamente em 1793. É ridículo!Como isso foi me acontecer?
Karl Marx: Já vejo por onde estás indo. Queres dizer que nem a queda do Muro de Berlim nem o colapso do capitalismo financeiro em 2008 têm muito a ver nem contigo nem comigo, mas que, ainda assim, nos jogam as responsabilidades?
Adam Smith: Exatamente. Mas em teu caso é pior, Carlos. Porque tu, sim, te disseste socialista. A mim pouco importa o "liberalismo", qualquer liberalismo. Não há o que explicar a ti, precisamente um de meus discípulos mais inteligentes, que nem minha teoria econômica nem minha filosofia moral tinham nada a ver com o tipo de ciência econômica, positiva e normativa, que começou a impor-se nos teus últimos anos de vida, isso a que tu ainda chegaste a chamar "economia vulgar" e que tanto agradou aos liberais de tipo decimonônico.
Karl Marx: Claro, tu e eu ainda fomos clássicos. Depois veio essa caterva vulgar de neoclássicos, incapazes de distinguir qualquer coisa.
Adam Smith: Por exemplo, entre atividades produtivas e improdutivas, entre atividades que geram valor e riqueza tangível e atividades econômicas que se limitam a obter rendas não resultantes de trabalho (rendas derivadas da propriedade de bens imóveis, rendas derivadas dos patrimônios financeiros, rendas resultantes de operações em mercados não-livres, monopólicos ou oligopólicos). Nunca deixou de me impressionar a agudeza com que elaboraste criticamente algumas dessas minhas distinções, por exemplo, nas teorias da mais-valia.
Karl Marx: É evidente. Tu falaste repetidas vezes da necessidade imperiosa de intervir publicamente em favor da atividade econômica produtiva. Isso é o que para ti significava "mercado livre"; nada a ver com o imperativo de paralisia pública dos liberais e dos economistas vulgares, incapazes de distinguir entre atividade econômica geradora de riqueza e atividade parasitária visando ao lucro.
Adam Smith: Em meu mercado livre os lucros das empresas verdadeiramente competitivas e produtivas e os salários dos trabalhadores dessas empresas nem sequer teriam que ser tributados. Em troca, para manter um mercado livre no sentido em que defendo, os governos deveriam matar de impostos os lucros imobiliários, financeiros e todas as rendas monopólicas...
Karl Marx: Quer dizer, a tudo o que, depois de terem dado a mim por morto, e em teu nome, Adam, em teu nome!, se fez com que deixassem de pagar impostos nos últimos 25 anos. Haja saco!
Adam Smith: Haja saco, Carlos! Porque o que eu disse é que uma economia verdadeiramente livre, na medida em que estimulasse a riqueza tangível podia gerar - graças, entre outras coisas, a um tratamento fiscal agressivo do parasitismo rentista e da pseudo-riqueza intangível - amplos recursos públicos que poderiam ser destinados a serviços sociais, à promoção da arte e da ciência básica que é, como a arte, incompatível com o lucro privado -, a estabelecer uma renda básica universal e incondicional de cidadania, como queria meu conterrâneo Tom Paine, etc. Vês, já, Carlos: eu, que não passei de um modesto republicano whig (1) de meu tempo, agora, se quatro preguiçosos, ainda que ignorantes, professorzinhos não me falseassem, e se lessem com conhecimento histórico de causa, até poderia passar por um perigosíssimo socialista dos teus. E te direi, e há de ficar entre nós, que, considerando o que temos visto, a tua companhia resulta bastante grata a mim...
Karl Marx: Na realidade, todo o teu conhecimento, como o de tantos republicanos atlânticos de tua geração, foi posto a serviço do princípio enunciado pelo grande florentino mal-afamado, a saber: que a liberdade republicana não pode florescer em nenhum povo que consinta com a aparição de magnatas e senhores [gentilhuomini], capazes de desafiar a república. E só assim se vê como a falsificação, em teu caso, é pior que no meu: o "socialismo real" abusou aberrantemente da palavra "socialismo", dando cabimento ao regozijo de meus inimigos; mas tu nem chegaste a te inteirar sobre o que era esse tal de "liberalismo"!
Adam Smith: Quem não se consola é porque não quer, Carlos. O certo é que o que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos. Olha esses pobres espanhóis, inventores do termo "liberalismo". A ti e a mim importava sobretudo a distribuição funcional do produto social (isso a que agora tratam como PIB): pois bem, a proporção da massa salarial em relação ao PIB não parou de baixar, na Espanha, e seguiu baixando inclusive depois que o partido até há muito pouco tempo se dizia marxista voltou a assumir o governo em 2004...
Karl Marx: Sim, sim, um horror...Mas é que quando esses meninos supostamente me abandonaram por ti e passaram a se chamar "social-liberais" no começo dos anos 80, o que fizeram foi uma coisa que também teria te deixado de cabelo em pé. Observa que não só retrocedeu a proporção da massa salarial em relação ao PIB, senão que, na Espanha do pelotazo (2) e do enrichisez-vous (3) de Felipe González, o mesmo que na Argentina da "pizza e do champanhe" de Menem e em quase todo o mundo, os lucros empresariais propriamente ditos também começaram a retroceder também em relação aos rendimentos imobiliários, financeiros e as rendas monopólicas, no PIB...
Adam Smith: Como nos arrebentaram, Carlos!
Karl Marx: Não te desesperes, Adam. A história é caprichosa e, quem sabe seja melhor, agora, que comecem a nos levar a sério. Observa que acabaram de dar o Prêmio Nobel a um menino bem danado, que há anos estuda a competição monopólica e resgata Chamberlain e Keynes, esses caras que ao menos se esforçaram para nos entender, a ti e a mim, nos anos 30 do século XX, e que queriam promover a "eutanásia do rentista"...
Adam Smith: - Eu fui um republicano whig bastante cético, Carlos. Não vivi o movimento dos trabalhadores dos séculos XIX e XX e a epopéia de sua luta pela democracia. Não posso entregar-me tão facilmente ao Princípio Esperança (4) daquele famoso discípulo teu, agora, certamente, quase esquecido.
Tradução: Katarina Peixoto
Notas
(1) O Whig Party era o partido que reunia as tendências liberais no Reino Unido e se contrapunha ao Tory Party, dos conservadores. Whig (ou Whigs) é uma expressão de origem popular que se tornou termo corrente na designação do partido liberal no Reino Unido. Esta corrente contribuiu para a formação do atual Partido Democrata Liberal Liberal Democrats. Também está presente em algumas vertentes do Partido Trabalhista inglês-Labour Party. É profundamente relacionado ao protestantismo calvinista, na sua forma presbiteriana, das sociedades escocesa inglesa. Tem origem nas forças políticas escocesas e inglesas que lutaram a favor de um regime parlamentar protestante: o Whig Party.
O Whig Party foi um dos partidos mais influentes no sistema parlamentar britânico até o fim da Primeira Guerra Mundial, alternando com os Tories na formação do governo britânico. Depois da Primeira Guerra, o partido perdeu importância e foi praticamente substituído pelo partido trabalhista (Labour Party) na alternância do poder político no Reino Unido com os Tories.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Whig_(Reino_Unido) N.deT.
(2) A cultura do pelotazo, na Espanha, refere-se ao enriquecimento rápido e sem esforço.
(3) Expressão atribuída historicamente a uma suposta afirmação do historiador e político francês François Guizot (1787-1874). Num contexto de restauração de forças conservadoras no poder francês, teria Guizot, segundo consta na tradição do anedotário político, expressado seu entendimento da agenda revolucionária de 1789. Consta que, logo após ter assumido a chefia efetiva do governo, por volta de 1840, ele pronunciou: "Esclareçam-se, enriqueçam, melhorem a condição moral e material da nossa França". Para outros, Guizot disse isto: "Enriqueçam para o trabalho e para a indulgência e serão eleitores", respondendo aos detratores do voto censitário. A expressão passou então a ser usada como descrição de um comportamento cínico e privatista, como parece ser o caso nesse diálogo. N.deT.
(4) O Princípio Esperança (editado no Brasil pela Contraponto) é o trabalho mais famoso de Ernst Bloch, de 1959. Sobre Bloch, são dignas de reprodução as seguintes considerações de Michael Löwy: "Teólogo da revolução" e filósofo da esperança, amigo de juventude de Lukács e Walter Benjamin, Ernst Bloch designa a si próprio como um pensador romântico revolucionário. Nascido na cidade industrial de Ludwigschafen, sede da IG Farben (Importante Empresa Química), olhava com espanto e admiração a cidade vizinha, Manheim, velho centro cultural e religioso; como dirá mais tarde numa entrevista autobiográfica, esse contraste entre "a aparência feia, despida e sem delicadeza do capitalismo tardio" - símbolo do "caráter-de-estação-de-trens" (Bahnfof-shaftigkeit) de nossa vida moderna e a antiga cidade do outro lado do Reno, símbolo da "mais radiante história medieval" e do "Santo Império Romano Germânico", deixou uma profunda marca em seu espírito.
Leitor entusiasta de Schelling desde a adolescência, aluno do sociólogo neo-romântico (judeu) Georg Simmel, em Berlim, Bloch irá participar durante alguns anos (com Lukács) do Círculo Max Weber de Heidelberg, um dos principais núcleos do romantismo anticapitalista nos meios universitários alemães. Testemunhos da época o descrevem como um "judeu apocalíptico catolicizante", ou como "um novo filósofo judeu..." que se acreditava, com toda evidência, precursor de um novo Messias./ Por essa época (1910-17), havia uma profunda comunhão espiritual entre Bloch e Lukács, de que é possível acompanhar os vestígios em seus primeiros escritos. Segundo Bloch (na entrevista que me concedeu em 1974), "éramos como vasos comunicantes; a água encontrava-se sempre à mesma altura nas duas colunas". Foi graças a Lukács que ele se iniciou no universo religioso de Mestre Eckhart, Kierkegaard e Dostoiévski três fontes decisivas para sua evolução espirital. "In: Redenção e Utopia: o judaísmo libertário na Europa central (Um estudo de afinidade eletiva)". Trad. Paulo Neves, São Paulo, SP, Companhia das Letras, 1989, p. 120). N. de T.
Ralf Rickli arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org (11) 8552-4506
28 novembro 2008
Re: para refletir e se possível AJUDAR (Santa Catarina e +)
muito obrigado por compartilhar os slides. Estou no momento em Itapecerica, facilitando um processo de aprendizado chamado "Laboratório de Mudança" e o estudo de caso que escolhemos é justamente mudança climática.
Também achei as fotos muito fortes, e o que passa pela minha cabeça no momento é: quanto mais vamos precisar sentir na própria pele? A mudança climática é um problema tão complexo, que é difícil relacionar causa e efeito no nosso dia a dia, mas acho catástrofes como essa mostram que não temos mais desculpa. E não basta olhar para a alteração do clima como um sintoma isolado, ela é apenas uma das consequencias dos modelos mentais da nossa sociedade de crescimento industrial. Cada um de nós tem que avaliar quais são os nosso valores, e qual a nova ética que precisamos para pder sobreviver a esses tempo, como espécie, e talvez como planeta.
Um Abraço,
Thomas
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Thomas Ufer
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Amigos:recebi uma apresentação PPS que não estou re-enviando no e-mail, mas envio um link por onde vocês podem baixá-la se optarem por isso.São 80 (oitenta) fotos da calamidade em Santa Catarina. Em tamanho inteiro na tela e muito mais dramáticas que qualquer uma que eu tenha visto nos noticiários. Incluo apenas 1 dessas 80 mais adiante, para comentar.Quando recebi, fiquei na dúvida se abria. Pois quem conhece bem a natureza humana sabe que, no fundo, todos nós sentimos um certo prazer ao vermos imagens assim: não um prazer em que alguém esteja sofrendo, mas o mero prazer de estar vendo, mais o prazer de estar sentindo sentimentos intensos. (Quem diz que não tem nada disso ainda não se conhece a fundo!)Então fiquei com dúvidas se seria ético me permitir emocionar-me com essas fotos, quando não posso fazer praticamente nada para ajudar. Acabei vendo as imagens e acho que fiz bem, por duas razões:Primeira, que me mobilizou a compartilhar aqui os números de contas bancárias para contribuição com a Defesa Civil de SC. Colocar ainda que 5 ou 10 reais no pires não é insignificante numa hora dessas, não. Trabalho de formiguinha FAZ diferença.A segunda, que me fez refletir duas coisas que compartilho logo abaixo, depois do link e dos número de contas.
O link para baixar a apresentação: http://www.tropis.org/imagext/calamidade-sc.pps
Obs.: o arquivo é grande e pode levar mais de 7 minutos para baixar, mesmo em banda larga.As contas : Bradesco ag. 0348-4 cc. 160.000-1 • Banco do Brasil ag. 3582-3, cc. 80.000-7 • BESC ag. 068-0 cc. 80.000-0.
Além disso a empresa TECNOBLU estaria recebendo itens de doação em São Paulo
na Rua Maestro Cardim 407, cj.608, Bela Vista (ou Paraíso)
As reflexões:(1) Honestamente, creio que não é ruim a gente ser relembrado de tempos em tempos sobre a fragilidade das nossas vidas e das seguranças, mesmo que pequenas, em que nos agarramos. Tomar alguns minutos pra pensar: "como eu agiria se acontecesse comigo, se acontecesse com os meus". Se um dia acontecer, não se ver desprevenido: "mas eu nunca imaginei que uma coisa dessas pudesse acontecer comigo".Mas por quê? Acho que no mínimo porque aí temos mais chance de ficarmos do lado da solução e não do problema (p.ex.: ser uma das pessoas que ajudam outras, e não das pessoas que desabam).Sinto que nessas horas é que a gente entende o verdadeiro sentido, nem um pouco careta, de algumas expressões das antigas religiões, como p.ex. "Senhor, ensina-nos a recordar que temos que morrer para que alcancemos um coração sábio" - em algum ponto da Bíblia que no momento não me lembro (provavelmente Salmos ou Eclesiastes ou Provérbios). Isso não tinha nada a ver com "escapar do inferno", ou algo assim, e sim com estar pronto para a vida, com todos os seus diferentes lados.(2) Juro que as ondas gigantescas de filmes apelativos como Depois do dia seguinte (não confundir com o brilhante O dia seguinte, sobre os efeitos de uma guerra nuclear) não me assustaram tanto como a seguinte foto:Porque, por absurdo que seja, só neste instante eu relacionei o problema das mudanças climáticas com um fato que eu já conhecia: que quando o mar sobe ele força o nível dos rios a se elevar, represando-os. E então mesmo que o mar não nos invada com água salgada, as regiões litorâneas correm o risco de submergir na água doce que vem de cima (das chuvas e dos rios das serras).Tenho pensado em que há um aspecto em que o governo Lula me desgosta - ao lado de alguns em que meramente me desagrada, e muitos em que me entusiasma fortemente. Não vou falar destes últimos agora. O que me desgosta é a falta de investimento em energias realmente alternativas - não combustíveis.Assistam o filme Zeitgeist: Addendum (tem em http://www.zeitgeistmovie.com com legendas em português) e vocês verão: 2 horas de sol do meio-dia transmitem à Terra tanta ou mais energia do que a humanidade consome em um ano inteiro. As energias solar, eólica, das ondas e das marés já dariam conta de sobra para todas as necessidades humanas atuais, e juntando-se a isso a geotermal as reservas são praticamente infinitas. Mas no lugar disso, estamos conquistando galhardamente uma posição elevada... justamente num tipo de tecnologia que está condenada (ou que está nos condenando).(Mas não, não estou dizendo que preferia outra pessoa no lugar do Lula lá. Tomando os diversos fatores em conjunto, não acredito que haja no momento outro brasileiro nem de longe tão capacitado como ele. O que dá vontade é rezar e começar a acender velas - ou melhor: espelhos ao sol... - pra ver se ele acorda, e logo, para esse aspecto das coisas!)Abraços a tod@s!.........................................................
Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506
Re: para refletir e se possível AJUDAR (Santa Catarina e +)
Amigos:recebi uma apresentação PPS que não estou re-enviando no e-mail, mas envio um link por onde vocês podem baixá-la se optarem por isso.São 80 (oitenta) fotos da calamidade em Santa Catarina. Em tamanho inteiro na tela e muito mais dramáticas que qualquer uma que eu tenha visto nos noticiários. Incluo apenas 1 dessas 80 mais adiante, para comentar.Quando recebi, fiquei na dúvida se abria. Pois quem conhece bem a natureza humana sabe que, no fundo, todos nós sentimos um certo prazer ao vermos imagens assim: não um prazer em que alguém esteja sofrendo, mas o mero prazer de estar vendo, mais o prazer de estar sentindo sentimentos intensos. (Quem diz que não tem nada disso ainda não se conhece a fundo!)Então fiquei com dúvidas se seria ético me permitir emocionar-me com essas fotos, quando não posso fazer praticamente nada para ajudar. Acabei vendo as imagens e acho que fiz bem, por duas razões:Primeira, que me mobilizou a compartilhar aqui os números de contas bancárias para contribuição com a Defesa Civil de SC. Colocar ainda que 5 ou 10 reais no pires não é insignificante numa hora dessas, não. Trabalho de formiguinha FAZ diferença.A segunda, que me fez refletir duas coisas que compartilho logo abaixo, depois do link e dos número de contas.
O link para baixar a apresentação: http://www.tropis.org/imagext/calamidade-sc.pps
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Josef David Yaari - 55 - 11 - 8963-5649
Presidente do Instituto ProLíbera
(www.prolibera.com.br)
Muitos são chamados
Poucos se escolhem!.
Quem busca novos caminhos,
não merece um lugar comum!
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27 novembro 2008
bush e o terrorismo: a imagem certa...

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23 novembro 2008
Brasil começa a assumir sua cor + nossa participação na História
(e infelizmente sem pista de nome dos antepassados indígenas)
17 novembro 2008
ecos do 2.º filme ZEITGEIST na Trópis
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12 novembro 2008
Re: Sr Thomas Sixel
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----- Original Message ----- From: Biodinamica ---- Sent: Wednesday, November 12, 2008 11:44 AMPrezados(as) Senhores(as),Notificamos o falecimento do Sr. Bernardo Thomas Sixel, amigo e mais antigo membro da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, ocorrido hoje, 12/11/2008, no início da manhã.O Velório ocorrerá na Comunidade dos Cristãos, no Bairro Demétria, a partir das 13:00hr.
05 novembro 2008
05/11/2008: consciente mas ainda assim emocionado...
nem têm como mudar lá muito
com uma mera troca de presidente - cargo cujo poder
é muito menor do que as pessoas imaginam, seja lá onde for -
não tem como não estar emocionado até a raiz dos cabelos.
no período de vida de cada um de nós que está vivo no momento.


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01 novembro 2008
. . . [cansaço]
A tal crise e mais quase tudo é FARSA, mas parece que GOSTAM de ser enganados,
ai! 




