Acredite nos que buscam a verdade... Duvide dos que encontraram! (A.Gide)

13 outubro 2008

Ressonâncias em torno do filme Zeitgeit e DA NATUREZA DO DINHEIRO (corrigido)

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Amig@s
 
Como vcs sabem, ontem na Trópis assistimos o filme Zeitgeist e depois conversamos até mais de meia-noite. Compartilho aqui algumas informações & idéias adicionais em torno da temática do filme, sem me restringir ao que emergiu ontem. Vai primeiro uma dica sobre a Parte II do filme, mas minha ênfase aqui é o tema da Parte III (economia, ou mais precisamente finanças). 
 
11 de Setembro como "novo Pearl Harbour" / terrorismo de estado
O grupo que colocou Bush no poder publicou em 1997 o PNAC (Project for a New American Century - "projeto para um novo século americano"). Embora haja pouca coisa em português sobre isso, há um artigo do historiador e cientista político Moniz Bandeira, acima da média de qualidade do próprio material em inglês: http://www.espacoacademico.com.br/023/23bandeira.htm .
 
Há também alguma coisa no CMI, em http://brazil.indymedia.org/pt/blue/2003/04/253537.shtml . Em inglês há informações básicas na Wikipedia, em http://en.wikipedia.org/wiki/Project_for_the_New_American_Century .
 
Uma informação que não encontrei em nenhuma dessas fontes: embora publicado um ano antes do PNAC (em 1996), o livro O Choque das Civilizações, de Samuel Huntington, já seria parte do projeto de poder desse grupo. Ouvi essa informação traduzindo palestra de Christopher Schaefer, que antes de virar consultor organizacional de linha antroposófica foi aluno e professor de Ciência Política no MIT (Massachussets Institute of Technology), onde foi aluno de ninguém menos que Henry Kissinger (o 'Condoleeza Rice' de Richard Nixon e provavelmente o principal responsável pela Guerra do Vietnã).
Natureza do dinheiro
Embora permeeie toda a nossa vida, apreender a natureza do dinheiro é dos maiores desafios com que a mente humana se defronta. Não sou economista, mas meu conhecimento alcança para me dar a certeza de que nenhuma das caracterizações existentes dá conta desse assunto sozinha. P.ex., as concepções de Marx são fundamentais, mas de nenhum modo enecerram o assunto - nem creio que Marx acreditasse que pudessem encerrá-lo.
 
Aqui, como nos demais campos, considero que nada é mais enriquecedor que tentar desenvolver conceitos a partir da observação e análise mental próprias, como se ninguém tivesse escrito sobre o assunto antes - e depois comparar os resultados com as idéias já consagradas por aí. (Essa é uma das razões por que eu gostaria tanto que pessoas com formação em economia viessem participar dos nossos debates: para contribuírem com esse esforço de comparação!)
 
Quanto às idéias que andam por aí:
Coincidiu que, enquanto discutíamos ontem, sem nem saber disso o amigo Thomas Ufer enviou link para uma animação de 47 minutos realizada pelo canadense Paul Grignon, chamada Money as Debt ('dinheiro como dívida'), disponível na net em inglês (infelizmente sem legendas). Encontra-se em http://video.google.com/videoplay?docid=-9050474362583451279 . Até agora só pude dar uma olhada por cima, mas percebi que cita muitos fatos, personagens e falas também presentes na Parte III do Zeitgeist.
O título "Dinheiro como dívida" me lembrou das diversas palestras que o economista inglês Christopher Houghton Budd deu no Brasil entre 1998 a 2004, das quais fui o tradutor. O Christopher dizia que começamos a entender que dinheiro é crédito: = um valor que emerge do que ainda não existe mas está como que sendo gestado = que vem como do futuro. Aí tenho que me perguntar se dívida e crédito se referem à mesma coisa, vista por um lado ou pelo outro - ou se há implicações mais complexas na escolha dessas diferentes palavras.
 
Mencionei essa dúvida ao Thomas Ufer, e a primeira impressão dele foi a seguinte: "diria que é a mesma coisa sim, só que a palavra 'crédito' põe um olhar mais "maquiado" na história. Parece que a descrição que você trouxe tenta mascarar o fato que o dinheiro não existe, com o fato de que ele possa vir a existir. :-) " Curioso que de todas aquelas palestras (e de uma considerável correspondência pessoal em que ele sempre se esquivou de responder minhas colocações e perguntas de frente), foi justamente essa a impressão que me ficou do Christopher Budd: um maquiador.

Quanto às minhas reflexões próprias:
Lamento não ter conhecimento operacional de matemática avançada para poder demonstrar uma coisa de que 'o olho da mente' vem suspeitando já há um bom tempo, auxiliado pelo 'espírito geral' da estatística e de coisas como as Leis dos Grandes Números, cuja natureza sou capaz de apreender embora não saiba operar com elas: se cada pessoa produzisse o que pode e entregasse aos outros sem pedir no ato nenhuma compensação nem promessa de compensação, mas ao mesmo tempo também pudesse pegar tudo de que precisa (ou solicitar a execução de serviços de que precisa) sem ter que dar no ato nenhuma compensação nem promessa de compensação, no conjunto da sociedade terminaria tudo 'elas por elas': todos teriam o que precisam sem que fosse preciso empregar nenhum meio de contabilização e de compensação de débitos e créditos (que é alegadamente para que o dinheiro serve).
Me pergunto antes de mais nada se isso corresponde à visão que Marx tinha de um comunismo já plenamente realizado - e noto que alguns amigos que estudam a área já me disseram que não sabiam responder!
 
Segundo, noto que isso só funcionaria se ninguém pegasse mais do que precisa - e então (mais uma vez alegadamente) o dinheiro (= contabilização) teria uma missão distributiva - e menos de distribuir os bens do que de distribuir as faltas, as insuficiências que existam dentro do sistema.
 
Acontece que o dinheiro não discrimina suficientemente o que é que ele está contabilizando - talvez justamente porque as regras de contabilização não tenham sido concebidas e estabelecidas por todos em conjunto, mas concebidas por uma parte da humanidade e imposta a outra parte sem que esta última sequer chegasse a entendâ-las. E, com isso, seu uso acaba permitindo precisamente o oposto da distribuição das insuficiências inevitáveis: acaba permitindo a geração, em acréscimo, de insuficiências artificiais (reverso da concentração, em algumas mãos, de bens que na realidade não estão em falta no sistema como um todo).

Pró-capitalistas alegarão que a concentração surge como resultado de mérito - mas, olhando bem, o único 'mérito' que permite a concentração é a esperteza, enquanto que qualquer coisa que merecesse o nome de mérito num sentido ético levaria o sujeito que acumula a não acumular apesar de ter nas mãos a possibilidade de fazê-lo.

O que o dinheiro acaba sendo na prática, hoje, independe totalmente de ele haver sido projetado para isto ou para aquilo, e independe inclusive do fato de ele ter alguma existência real ou ser puramente imaginário: ele terminou sendo precisamente uma quantificação da diferença. Diferença de quê? Diferença de poder. Poder de quê? De impor a própria vontade a outros, neutralizando as vontades próprias desses outros.
 
É mais sutil do que parece: não estou dizendo que o dinheiro gera a diferença, mas que seu valor advém todo do fato de existir a diferença - diferença que só veio a existir por ser imposta pela força e/ou pela exploração da ignorância do outro.
 
Não está claro? É o seguinte: se todos tivessem a mesma quantidade de dinheiro, o dinheiro não valeria NADA, pois não compraria nada de ninguém. Ninguém entregaria nada se não por vontade própria.
 
E o mais problemático: ninguém recolheria o lixo nem lavaria privadas dos outros... se não por vontade própria!
 
Isso me leva de volta a uma idéia com que me bato desde 1980: dinheiro é uma tentativa de lidar com o que a filosofia da Índia (não a religião) chama de carma: as conseqüências das ações. Mas sobretudo as conseqüências indesejáveis das ações: os 'rabos' chatos das ações, que ninguém gosta de fazer: lavar a louça, dar um jeito no lixo ou na bosta. Ou seja: o dinheiro está menos ligado a processos de criação e/ou produção que a tentativas de se livrar do trabalho não-criativo e não obstante necessário: os trabalhos de manutenção, recuperação, descarte final, etc. -
 
... mas também das partes mais desagradáveis dos processos criativos (atividade repetitiva, fisicamente pesada etc). É uma forma de fazer com que alguém faça os trabalhos que ninguém quer fazer - ou, em suma: uma forma de escravizar.
 
Resumo da ópera:
 
1) Não me parece exato dizer que dinheiro não existe: ele é apenas a documentação de desigualidades de poder que existem, e instrumento para a mantuenção e reforço dessas desigualdades, embora não lhes seja causa. Podemos abolir o dinheiro como conhecemos hoje, mas, enquanto deixarmos que existam desigualdade de poder, a essência do dinheiro continuará em existência, e mais cedo ou mais tarde encontrará novas formas de expressão sistematizada.
 
2) Acabamos de dizer que dinheiro sempre significará opressão - já que no momento em que não houver opressão o dinheiro já não terá valor, automaticamente. Mas ao mesmo tempo admitimos que sem o dinheiro/opressão a civilização entrará em colapso... a menos que se invente um jeito efetivamente não-opressivo de lidar com os trabalhos indesejados porém indispensáveis à existência de civilização.
 
3) Esperar que as pessoas assumam voluntariamente suas cotas de trabalhos indesejados - isso é de fato, como tantos dizem, contar com que sejamos anjos, e não meros humanos... Então é óbvio que não tenho 'soluções garantidas' a propor. Mas aposto que o ponto-raiz dos problemas inter-humanos está suficientemente identificado. Tentar localizá-lo em outras frentes é sempre desconversar...
 
4) Restam portanto apenas o resignar-se ou compactuar com que a existência seja sinônimo de opressão, ou de outro lado a aposta no 'potencial angélico' do ser humano - ou melhor: no seu potencial de ser propriamente humano por primeira vez, o que significa "evoluir para sentir-se responsável por um 'nós' que inclui a todos, e não apenas por 'eu' ou por um 'nós' que deixe alguém de fora."
 
E, enfim, não tem sido outro o tema, desde sempre, do que gosto de chamar de Filosofia e Pedagogia do Convívio...
Link do filme Zeigeist (repetindo)
O site oficial do filme (e de sua seqüência Zeitgeist: Adendum, que ainda não assisti) é http://www.zeitgeistmovie.com/ .  Para ir direto ao filme com legendas em português (de Portugal), é http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906 – isso para assistir.
Para download, há um outro link no site, é só procurar.
 
Uma curiosidade sobre como o filme veio parar nas nossas mãos: o pessoal nosso que participou da campanha da Mari Almeida, com o lema "Outra Política", entregou o "cyber-panfleto" (DVD) a uma pessoa no centro de São Paulo, e essa pessoa disse: "legal, vou retribuir com outro DVD" - e entregou o Zeitgeist. Pra que melhor?? :-D
Abraços a tod@s,
Ralf
 
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dias 15 a 19 de outubro: TRÓPIS RECOMENDA




Lançamento do CD

Encontro de Compositores

na Galeria Olido, dia 19 de outubro

Compositores têm idade média de 25 anos


Dia 19 de outubro de 2008, domingo, às 16h, na galeria Olido, em São Paulo, será lançado o CD Encontro de Compositores. Esse CD é o resultado de um encontro promovido pela Secretaria Municipal de Cultura em 2007, no projeto VAI, em que vários compositores se juntaram para trocar arranjos, partituras e idéias. A trupe de artistas tem idade que varia dos 18 aos 38 anos, vindos de escolas/projetos de músicas como ULM Tom Jobim, Guri, Pão de Açúcar, Casa do Zezinho, todos sediados na Zona Sul da cidade de São Paulo.

Dessa junção de artistas nasceu o CD Encontro de Compositores, produzido pelo artista Gunnar Vargas, da banda Os mamelucO. O CD é composto por nove músicas, de autores diferentes e "dividido" em dois estilos: um urbano e outro mais regional. Vargas fez a direção musical da banda Umojá, é compositor da música Poupe Minhas Lágrimas gravada pela banda Núcleo e tem inúmeras participações em trilhas sonoras para teatro, dança e cinema.

Do experimental instrumental ao rap, o CD tem faixas como "Erro Fatal", um rap do MC Codnome Shill, com uma base de funk e jazz; "Sr. Ventanista", um dub reggae do Dan!, multiartista que compõe, canta, é baixista e baterista. "Huguêra's Groove" é um groove pesado com forte influência no rock do contrabaixista Cláudio Lopes; "Alone" é um blues lento e carregado de sentimentos, de Huguêra, acompanhado pela gaita do artista Peu. "Vestido Preto", um samba de Gunnar Vargas, tem um peculiar solo de flauta transversal, e leva o espectador (e o ouvinte) a ouvir o samba feito com um pé no passado glorioso do gênero musical.


Lançamento do CD Encontro de Compositores

Galeria Olido – Domingo - 19 de outubro - 16h - Vitrine da Dança
Av. São João, nº 473, tel (11) 3331-8399 e 3397-0171

Próximo das estações República, Anhangabaú e São Bento do metrô

Entrada Franca - Indicação: livre

Lotação: 150 lugares
Acesso a deficientes

Roteiro do show:
Shil com a banda No Fronte, Cláudio Lopes, Serginho Poeta, Júnior Santos, Buneka,
Sandro Lima e Dêssa Souza, Huguêra e Gunnar Vargas com a banda Os mamelucO.

http://clubecaiubi.ning.com/profile/EncontrodeCompositores

O CD será vendido apenas pelo email vargas.gunnar@gmail e no show de lançamento do CD,
ou pelo tel (11) 9224-2399. O valor será de cinco reais + postagem. 

Informações para a imprensa
Canal Aberto – 11 3798 9510/ 2914 0770 / 9126 0425 – Márcia Marques
www.canalaberto.com.br

Amigos, estamos no Overmundo, quem estiver por lá, em 2 cliques vota!
 
Ouça Os mamelucO

abraços

Gunnar Vargas (11) 9224-2399
 


domingo 19 de Outubro
ainda na ressaca & embalo das eleições

          Como seria uma vida política que realmente nos servisse?

               Já pensando nas eleições de 2010 e 2012 - e não apenas em eleições!!

19 h       roda de conversa  aberta à participação de todos
convidada especial: a economista Mari Almeida, que conquistou 3 mil votos para vereadora com o lema
"queremos outra vida - precisamos de outra política"


aproveite também nas
quartas 15, 22 e 29 de Outubro

13:30    TARDES DE CONHECIMENTOS GERAIS
COM JORGIM DUPORQUÊ E PROF. DITU DUMPOKO  
aulas-conversa altamente informais a partir de perguntas dos participantes
história • línguas & letras • cultura...  (até aprox. 16:30)


B I B L I O T E C A   T R Ó P I S
Aberta no horário dos eventos ou com hora marcada pelo e-mail tropis@tropis.org ou celular 11 8552-4506

atrás do Colégio Renato BragaÔnibus do Term. João Dias (metrô Giovanni Gronchi l.lilás): Jardim Capelinha


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05 outubro 2008

FILOSOFIA DE SENZALA

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Filosofar mas não a custa de escravos, como parecia justo ao ARISTO-teles...
FILOSOFIA DE SENZALA, a nossa - mirando para o QUILOMBO!
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(Mais sobre esse papo de quilombo nos próximos dias!)
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02 outubro 2008

ENVIO ÚNICO: pq quero o Prof. Nabil Bonduki na câmara de novo

Amigos - como é a 1.ª vez que estou apoiando ativamente um candidato a vereador, peço licença de compartilhar com vocês por quê.  (Ralf Rickli, Ralf da Trópis, Zé Ralf)
 
Em 2004 o prof.dr. Nabil Bonduki não se reelegeu porque o trabalho não lhe deixou tempo de fazer campanha:
estava mergulhado na tarefa de dotar São Paulo de um Plano Diretor capaz de combater o inchaço caótico, reverter a decadência das áreas centrais, facilitar a moradia perto do trabalho.
 
Mas não foi só em Planejamento Urbano o legado da vereança desse arquiteto doutor em urbanismo, autor de 10 livros: suas iniciativas relevantes no campo da Cultura foram mais de 10 - entre elas o Programa VAI, que vem propiciando uma renovação inédita na cena cultural paulistana ao apoiar centenas de projetos culturais de jovens, com prioridade aos de baixa renda.
 
Quer dizer: o VAI tem sido ponte efetiva justo para jovens como os meus alunos na hora de enfrentarem o desafio que meu trabalho pedagógico deixa com eles: TORNA-TE O QUE TU ÉS (recuperando o ideal pedagógico grego).
 
Conheço vários outr@s candidat@s excelentes, alguns muito próximos - mas, sinceramente, acho que não podemos correr o risco de deixar fora da câmara, desta vez, uma pessoa com a qualidade e também a experiência do professor Nabil Bonduki - n.º 13633.
 
 

01 outubro 2008

Fotos da maniFesta de Aniversário atrasadas

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Nossa!  Não sei o que aconteceu que as fotos da maniFesta de 07/09 não entraram no blog!  Tenho que verificar. Vai aqui rápido uma amostra - e depois tem mais!! 

  

  
fotos Ana Estrella Vargas http://picasaweb.google.com/aestrella13
 
 

A maior parte do pessoal da Trópis apóia algum dos seguintes candidatos nas eleições de 05/10

divulgar aquilo que apostamos ser o melhor para a coletividade é um ato de cidadania

câmara de vereadores

prefeitura

Mari Almeida
50999 • PSOL
www.marialmeida50999.can.br

Nabil Bonduki
13633 • PT
www.nabil.org.br

Soninha
23 • PPS
www.soninha23.can.br

Marta Suplicy
13 • PT
www.marta13.can.br

25 setembro 2008

de Sexo a Eleições: programa BIBLIOTECA TRÓPIS 28 Set / 05 Out

 venha para o convívio cultural & humano do DOMINGO-FERA da Biblioteca Trópis • Rua Manoel Bragança 114 • Vila das Belezas / Jd. Monte Azul

domingo 28 de Setembro

      jSexo b??!? k

               Se sexo não fosse a coisa mais natural do mundo, nenhum de nós estaria aqui... Mas apesar da APARENTE liberdade dos nossos tempos, ainda é difícil falar de sexo - e entendê-lo sem medo nem preconceitos, em todas as suas variantes naturais.

               O filme Kinsey: vamos falar de sexo (2005) mostra as idéias e a comovente história do cientista que mais fez para libertar a humanidade da ignorância e opressão em matéria de sexo.
Com Liam Neeson, Laura Linney e Peter Saarsgard 

14:30    exibição do filme dublado em português

16:30    exibição do filme com áudio original (mais legendas em português)

18:30    O FILME KINSEY E NÓS: ALGUMA COISA A VER?
bate-papo aberto (com Metodologia de Diálogo Trópis)


quarta 1.º de Outubro

13:30    TARDES DE CONHECIMENTOS GERAIS
COM JORGIM DUPORQUÊ E PROF. DITU DUMPOKO
 
aulas-conversa altamente informais a partir de perguntas dos participantes
história • línguas & letras • cultura...  (até aprox. 16:30)


domingo 5 de Outubro

               Eleições Municipais • descanso da casa: DOMINGO DE SER FERA NAS URNAS!

( possível encontro informal de amigos a partir das 17 h: confirme por telefone no dia )

 

A maior parte do pessoal da Trópis apóia algum dos seguintes candidatos nas eleições de 05/10

divulgar aquilo que apostamos ser o melhor para a coletividade é um ato de cidadania

câmara de vereadores

prefeitura

Mari Almeida
50999 • PSOL
www.marialmeida50999.can.br

Nabil Bonduki
13633 • PT
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Soninha
23 • PPS
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Marta Suplicy
13 • PT
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18 setembro 2008

Fw: DOMINGOS-FERA na Biblioteca TRÓPIS . 21 Set a 05 Out

 venha para o convívio cultural & humano do DOMINGO-FERA da Biblioteca Trópis • Rua Manoel Bragança 114 • Vila das Belezas / Jd. Monte Azul

domingo 21 de Setembro
véspera do Equinócio da Primavera

17 h         ENSAIO ABERTO com TORÓ DE PARPITE
uma mistura de sarau com aula-de-todos-para-todos: compartilhe suas experiências ou tentativas em artes (inclusive humor!) e troque idéias e sugestões com todo mundo sobre as apresentações de todo mundo!

18:30       bate-papos com o Prof. Ditu Dumpoko

               O RESSURGIMENTO DE UMA RELIGIOSIDADE LIGADA À NATUREZA EM NOSSOS TEMPOS - o que você acha disso? - ressoando a presença em São Paulo da escritora Dorothy Maclean, co-fundadora da famosa Comunidade de Findhorn (Escócia) e autora dos livros A comunicação com os anjos e devas e O chamado das árvores  (ver www.ummilhaodearvores.org.br )


domingo 28 de Setembro

            A REVOLUÇÃO SEXUAL DO SÉCULO XX e sua importância para todos nós
precedido do filme Kinsey: vamos falar de sexo -
a tocante  história do cientista que mais fez para libertar a humanidade da ignorância e opressão em matéria de sexo. Com Liam Neeson, Laura Linney e Peter Saarsgard

14:30      exibição do filme dublado em português

16:30      exibição do filme com áudio original (mais legendas em português)

18:30      Jorgim Duporquê entrevista o Prof. Ditu Dumpoko
aula-conversa sobre o tema acima
com jorge lucas maia, ralf rickli e participação aberta a todos os presentes 


domingo 5 de Outubro

Eleições Municipais • DOMINGO-FERA em recesso
possível encontro-de-amigos informal a partir das 17 h (confirme por telefone no dia)


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compartilhar saber • construir convívio • semear reencantamento
 
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12 setembro 2008

meu lamento pelo 11 de Setembro - de 1973 !

 
É preciso relembrar SEMPRE o trágico dia 11 de setembro...  de 1973,
 
em que o governo democraticamente eleito de Salvador Allende foi deposto com o bombardeio do palácio do governo pelas forças armadas do Chile, com o apoio semi-secreto dos EUA.
 
Para entender o significado desse trágico momento, recomendo a todos, ENFATICAMENTE, o maravilhoso-doloroso filme MACHUCA (Chile-Espanha-Inglaterra 2004, dirigido por Andrés Wood), que o relata a partir da tentativa real de educação conjunta de pré-adolescentes de uma favela e da alta elite chilena, no Colégio St.Patrick, dirigido por padres ingleses vinculados às perpectivas da Teologia da Libertação.
 
Quanto ao outro 11 de Setembro, o de 2001, não tenho nada a dizer. Um evento histórico menor, de pouca importância - a não ser a de ter sido pretexto para o terrível ataque dos sistemas de poder contra as liberdades civis (ver filme O Suspeito [Rendition], EUA 2007, sem perder os extras).
 
Nada de comparável aos bombardeios de Nagasaki, Hiroshima, Dresden etc etc, à invasão do Iraq, aos sangrentos golpes antidemocráticos bancados pelos EUA séxulo XX afora (não desconsiderando em nenhum momento as barbaridades cometidas também por outros países e vieses políticos - as quais não anulam as dos EUA nem vice-versa).
 
Abraços intensos & comprometidos com o destino do mundo,
 
'Zé Ralf'
 
................................................
Ralf Rickli • arte em idéias, palavras & educação
http://ralf.r.tropis.org • (11) 8552-4506

11 setembro 2008

DOMINGOS-FERA na Biblioteca TRÓPIS . 14, 21 e 28 de SETEMBRO

venha para o convívio cultural & humano do DOMINGO-FERA da Biblioteca Trópis • Rua Manoel Bragança 114 • Vila das Belezas / Jd. Monte Azul

domingo 14 de Setembro

            RESSURREIÇÃO (Down in the Delta): as muitas lições de um bom filme

               A consagrada poetisa e historiadora negra Maya Angelou estreou como diretora aos 70 anos
com este notável filme em que uma mãe alcoólatra e desempregada da periferia de Chicago
encontra sentido e caminho na vida ao resgatar a história dos seus ancestrais no Mississipi.

               O filme conta ainda com uma verdadeira aula de interpretação da atriz Alfre Woodard, além de
Wesley Snipes, Al Freeman Jr, Mary Alice e do então garoto Mpho Koaho - entre outros.

14:30    exibição do filme dublado em português

16:30    exibição do filme com áudio original (mais legendas em português)

18:30    Jorgim Duporquê entrevista o Prof. Ditu Dumpoko

               Identificando lições do filme RESSUREIÇÃO
em História, Sociologia, Antropologia, Psicologia & Arte

               com destaque para: • as origens da miséria econômica e psicológica nas metrópoles  • a importância do sentido de vinculação comunitária  • o papel da simbolização na luta contra a coisificação do ser humano

               com jorge lucas maia, ralf rickli e participação aberta a todos os presentes 


domingo 21 de Setembro

17 h       ENSAIO ABERTO com TORÓ DE PARPITE
uma mistura de sarau com aula-de-todos-para-todos: compartilhe suas experiências ou tentativas em artes (inclusive humor!) e troque idéias e sugestões com todo mundo sobre as apresentações de todo mundo!

18:30    bate-papos com o Prof. Ditu Dumpoko

               O RESSURGIMENTO DE UMA RELIGIOSIDADE LIGADA À NATUREZA EM NOSSOS TEMPOS - o que você acha disso? - ressoando a presença em São Paulo da escritora Dorothy Maclean, co-fundadora da famosa Comunidade de Findhorn (Escócia) e autora dos livros A comunicação com os anjos e devas e O chamado das árvores  •  refletindo ainda a passagem do Equinócio de Primavera (dia 22 às 12:33)


domingo  28 de Setembro

            A REVOLUÇÃO SEXUAL do Século XX e sua importância para todos nós 

               precedido do filme Kinsey: vamos falar de sexo  a tocante  história do cientista que mais fez para libertar a  humanidade da ignorância e opressão em matéria de sexo. Com Liam Neeson, Laura Linney e Peter Saarsgard.

14:30    exibição do filme dublado em português

16:30    exibição do filme com áudio original (mais legendas em português)

18:30    Jorgim Duporquê entrevista o Prof. Ditu Dumpoko
Identificando lições do filme KINSEY

               com jorge lucas maia, ralf rickli e participação aberta a todos os presentes 


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06 setembro 2008

maniFesta aniversário Trópis domingo 07/09 + Manifesto do Pluralismo Radical

Trópis: 16 anos de Movimento • 10 anos de Associação
maniFesta de aniversário
neste domingo 7 de setembro

 
16 h     abertura com participação do grupo Zunidos do Monte Azul
          
   convívio • comidinhas • foto-história da Trópis (projeções)

16:30  a proposta e experiência da Trópis
na caminhada revolucionária da re-humanização

            bate-papo aberto com os fundadores do movimento

            • lançamento do Manifesto do Pluralismo Radical (ver adiante)
 
e do livro Liberdade socialmente sustentável -
  uma introdução à Filosofia do Convívio (Ralf Rickli, 68 pp.)
  
...  1.º da nova série Filosofia de Cordel ...

            • re-lançamento do Manifesto do Reencantamento do Mundo (2001)
  e do livro Pedagogia do Convívio: na invenção de um viver humano (2006)

18:30  mais convívio • comidinhas • foto-história

19 h     show da banda Os mamelucO
 Huguêra
e Gunnar Vargas violão e voz; Peu Pereira gaita;
 Jessica Silva flauta; Cláudio Oliveira baixo; Vinícius Mazza percussão

             seguido de possível 'sessão de canjas'
 ( músicos amigos! que tal virem preparados pra participar? )


BIBLIOTECA TRÓPIS • Rua Manoel Bragança 114 • Vila das Belezas / Jd. Monte Azul • 05841-170 São Paulo SP
Aberta no horário dos eventos ou com hora marcada pelo e-mail
tropis@tropis.org ou celular 11 8552-4506

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Manifesto do Pluralismo Radical
Piratininga, 07.09.2008 •
Ralf Rickli escreveu

Quem espera que união e entendimento mútuo tragam a felicidade ao mundo,
esse pode desesperar sentado.

Mas a felicidade está sim ao nosso alcance: através do respeito mútuo incondicional,
independente de entendimento e de união.

Só a multiplicidade nos une,
e é só por sermos todos diferentes que somos todos iguais.

As Ciências da Vida já nos mostraram
que a principal condição para a saúde dos sistemas vivos
é o convívio entre diferentes sem a eliminação de suas diferenças,
e a Física vem mostrando que essa é a condição primeira para a própria existência:
monocultura é desastre ecológico, indiferenciação entre células é câncer,
a supressão das diferenças entre partículas e forças
levaria apenas à impotência do Nada.

Por que seria de outro modo justamente na humanidade, constituída pelos seres
com maior potencial de inovação e diferenciação no universo conhecido?
As variações possíveis no jeito de ser boi são bem poucas. Ser humano é, justamente,
ter o potencial de ser imprevisível no seu jeito-de-ser, esteja-se fazendo uso disso ou não.

Cada um poder pensar e fazer as coisas do seu jeito – se e quando quiser.
Cada um construir seu caminho decidindo individualmente cada passo que vai dar –
inclusive quando escolhe dar o passo junto com outros e construir um caminho coletivo.

Coletividade: só um coletivo de indivíduos autônomos faz jus ao potencial do ser humano!
Cultura homogênea é desastre em qualquer campo!
Biodiversidade - noodiversidade -  ideodiversidade - pluralidade irrestrita:
eis a marca das situações biológicas, sociais, culturais e políticas saudáveis!

Só a multiplicidade nos une!
Só por sermos todos diferentes é que somos todos iguais!

Atenção: qualquer ser humano que se encontre, por forças humanas externas a si,
impedido de escolher seu rumo e de dar seus passos no rumo que escolheu,
encontra-se em estado de opressão.

Ter que ser de um jeito que não se é
para conseguir respeito – isso é sofrer opressão.

Ser excluído a contragosto, seja lá do que for,
é estar sendo oprimido.

Ser incluído a contragosto, seja lá no que for,
também
é estar sendo oprimido.

Ter que entregar a bolsa ou a vida a contragosto
é sofrer opressão.

Ter que entregar sua força de trabalho sob condições insatisfatórias
para não entregar os seus à penúria também é sofrer opressão.

Não poder decidir ou nem participar das decisões
quanto à destinação dos valores que se criou com seu trabalho –
isso é sofrer a mãe das opressões.

Oprimir é expropriar de outro ser humano sua própria condição de humano:
o poder de decidir por si.
Oprimir é sempre tentativa de desumanizar.
Fazer o outro de animal ou de coisa
para poder atuar sobre ele com a superioridade de um deus –
quando na verdade um e outro têm a mesma natureza:
a natureza do escolhedor.

Por sua natureza, todo ser humano é capaz
de escolher fazer qualquer coisa, inclusive oprimir.

Acontece, porém, que o ato de oprimir deflagra inevitavelmente
uma reação-em-cadeia de infelicidades em todas as direções –
desgraças que assumem depressa mil faces tão diferentes
que logo ninguém mais percebe de onde vêm.

Fora uma pequena parcela
decorrente de causas puramente naturais ou acidentais,
a infelicidade humana decorre toda de atos de opressão perpetrados
por seres humanos, e portanto evitáveis já no nascedouro –
pois seres humanos podem escolher não oprimir.

Que a capacidade de oprimir é parte da liberdade humana, isso não há como negar –
mas só haverá chance de felicidade em nosso horizonte quando a humanidade decidir
que respeitará todas as liberdades de todos os seus membros –
exceto a liberdade de oprimir.

Quando a humanidade combinar que vale tudo, menos oprimir –
em qualquer das formas já mencionadas ou em qualquer outra imaginável.

Combinar que nada pode ser imposto...
a não ser isso mesmo: que não seja imposto nada além de que nada seja imposto.

Que não seja imposto por ninguém a ninguém
nada além de que não seja imposto nada
por ninguém a ninguém
:
eis o anel virtuoso capaz de garantir
a dignidade e a liberdade de todo ser humano (que são uma coisa só).

Respeito. Respeito de todos por todos.
O mais radical e absoluto respeito pela pluralidade e diversidade
das vontades e jeitos-de-ser humanos:
sem isso não há chance nenhuma de que a infelicidade humana diminua,
ou de que a felicidade cresça. 
Outras condições também podem ajudar – mas a única sine qua non é esta.

Todas as leis e demais instituições da humanidade podem
e devem ser repensadas a partir desse núcleo gerador único,
e substituídas por leis e instituições derivadas dele.
Todo o direito, toda a política, todas as relações humanas,
quer dois a dois, quer bilhões a bilhões.

Essa é a mais completa e definitiva das revoluções possíveis para a humanidade –
fato que depende tanto das nossas opiniões quanto o de 3x4 ser o mesmo que 4x3.
Quer dizer: não se trata de ideologia, mas está implícito
na própria lógica fundamental da existência.

Mas não precisamos temer nos sentirmos oprimidos por essa única imposição:
sendo precisamente a supressão da opressão,
representará o estado de maior liberdade possível à humanidade de modo duradouro:
CONVÍVIO – o estado em que os diferentes vivem lado a lado e em paz
sem jamais tentarem suprimir as diferenças um do outro.

Só a multiplicidade nos une,
e só por sermos todos diferentes é que somos todos iguais.

Revolução da idéia de Revolução até o seu limite,
caminho mais curto para a maior felicidade possível para todos –
eis o PLURALISMO RADICAL. É só pegar e usar.
 

Pluralismo Radical: a revolução da revolução

02 setembro 2008

comemoração Biblioteca Trópis domingo 07/09

Trópis: 16 anos de Movimento • 10 anos de Associação

Evento especial neste domingo 7 de setembro

16 h     abertura da casa
convívio • comidinhas • foto-história (projeção)

16:30  a proposta e experiência da Trópis
na caminhada revolucionária da 
re-humanização

            • bate-papo aberto com os fundadores do movimento
• apresentação dos Manifestos do Reencantamento do Mundo (2001)
   e do Pluralismo Radical (2008)
• mais convívio - comidinhas - foto-história

19 h     maracatu Arrastão do Bloco (Jardim Ibirapuera)
banda Os mamelucO
possível jam session

Novos detalhes serão divulgados durante a semana!


BIBLIOTECA TRÓPIS • Rua Manoel Bragança 114 • Vila das Belezas / Jd. Monte Azul • 05841-170 São Paulo SP
Aberta no horário dos eventos ou com hora marcada pelo e-mail
tropis@tropis.org ou celular 11 8552-4506

atrás do Colégio Renato Braga • Ônibus do Term. João Dias (metrô Giovanni Gronchi l.lilás): Jardim Capelinha


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