<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136</id><updated>2012-01-15T13:23:46.987-02:00</updated><category term='Esporte'/><category term='homofobia'/><category term='religião'/><category term='joao bonetti'/><category term='FICTIO'/><category term='psicanálise'/><category term='potências emergentes'/><category term='Israel'/><category term='crises econômicas'/><category term='Nietzsche'/><category term='Lula'/><category term='Fórum Social Mundial'/><category term='Liberdade EXPRESSÃO x IMPRENSA'/><category term='Gunnar Vargas'/><category term='AMERINDIA'/><category term='Valdo Valente'/><category term='LGBT'/><category term='PAIDÉIA (educação)'/><category term='EROS+PSYKHÉ homoEros'/><category term='humor'/><category term='fábrica'/><category term='Paulo Freire'/><category term='facebook'/><category term='Zé'/><category term='eleições 2010'/><category term='cristianismo e crítica'/><category term='tao'/><category term='cosmologia'/><category term='R.Steiner'/><category term='CULTURA - crítica'/><category term='POLITEIA MUNDI'/><category term='Neurociência'/><category term='Palestina'/><category term='Latuff'/><category term='THEOLOGHÍA'/><category term='fábulas'/><category term='gramática'/><category term='honoris causa'/><category term='forças armadas e democracia'/><category term='cornologia'/><category term='Viomundo'/><category term='Edgar Morin'/><category term='Curitiba'/><category term='Natal'/><category term='Lupasco'/><category term='Estrella'/><category term='Norman Finkelstein'/><category term='corujas'/><category term='ETHIKÉ'/><category term='conversas com o leitor'/><category term='bombas nucleares'/><category term='POLITEIA theoria'/><category term='EUA'/><category term='Iraq'/><category term='Irã'/><category term='jazz'/><category term='Ferenczi'/><category term='São Paulo'/><category term='lugares'/><category term='Brasil'/><category term='MÚSICA'/><category term='língua'/><category term='AFRO'/><category term='POLITEIA BRASILIS'/><category term='EROS+PSYKHÉ'/><category term='Jung'/><category term='pluralismo'/><category term='Lievegoed'/><category term='Rudolf Steiner'/><category term='ANTHROPOLOGHÍA'/><category term='repressão sexual'/><category term='zen'/><category term='borderline'/><category term='guerra'/><category term='CULTURA Brasil'/><category term='Obama'/><category term='filosofia'/><category term='tratado nuclear'/><category term='Winnicott'/><category term='BOIEQ'/><category term='casa'/><category term='Counterpunch'/><category term='programas'/><category term='CONVIVIAL - Filosofia'/><category term='ameaças à paz'/><category term='viagens'/><category term='infância'/><category term='português correto'/><category term='teatro'/><category term='Turquia'/><category term='Gaza'/><category term='Vygotsky'/><category term='samba'/><category term='Hillary Clinton'/><category term='Baudelaire'/><category term='Vinicius I'/><category term='POESIA'/><category term='LIBERDADE'/><title type='text'>blog do Ralf &amp; do pluralismo radical</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>333</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-7651488262201709414</id><published>2011-12-10T10:19:00.001-02:00</published><updated>2011-12-11T19:37:28.916-02:00</updated><title type='text'>Belo Monte desastre ambiental? CONTA OUTRA!</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Não sou um especialista em ecologia, mas também não totalmente sem noção: passei dos meus 22 aos 25 anos na Inglaterra estudando Agricultura Biodinâmica e sua aplicação no desenvolvimento rural de áreas tropicais. Nos anos 80 dei perto de 50 palestras e cursos sobre temas agronômicos e/ou ecológicos em 28 cidades de oito estados brasileiros, mais Venezuela. É óbvio que isso não me capacita a dar palavra final sobre nenhum assunto, mas acredito que não deixe de ajudar na hora de avaliar a consistência das falas de outros sobre o campo ambiental, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na década seguinte optei por trabalhar com jovens de periferias metropolitanas foi por perceber que as questões ecológicas mais decisivas eram as intraespecíficas da espécie humana, vulgarmente conhecidas por "sociais", "políticas" e "econômicas" - e neste ponto me sinto tentado a enveredar para diversas discussões filosóficas... mas no momento o urgente é compartilhar informações objetivas que ajudem a desfazer a cortina de desinformação andou sendo lançada - o que inclusive dará mais concretude a qualquer reflexão filosófica posterior. Baste lembrar, por enquanto, que&amp;nbsp;não existe &lt;i&gt;nada &lt;/i&gt;sem impacto, a mera existência já representa impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que nós humanos&amp;nbsp;precisamos aprender a administrar os nossos impactos, tanto porque pelo tamanho da população humana eles se tornaram de fato relevantes para o planeta, quanto por termos capacidade consciente para tal, e a contraparte da capacidade consciente é a responsabilidade. Mas impacto &lt;i&gt;zero&lt;/i&gt; só teremos se deixarmos de existir - e por que teríamos menos direito a existir que qualquer outra espécie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que&amp;nbsp;há uma forma de ambientalismo que é uma espécie de metamorfose pretensamente científica da religiosidade judaico-cristã da culpa, sempre à espera de catástrofes castigadoras. Com isso, não poucas vezes vi antigos colegas preverem pequenos a médios apocalipses que, como os dos religiosos assumidos, acabaram não vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por exemplo: quando se anunciou a construção do túnel sob o Parque Ibirapuera, em São Paulo, &lt;i&gt;especialistas &lt;/i&gt;clamaram que era garantido que as árvores do parque iriam morrer devido ao rebaixamento do lençol freático. Talvez o túnel tenha sido um erro por outras razões, mas esse efeito "garantido" não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80 construiu-se a uns 200 Km de Manaus o que é provavelmente a hidrelétrica de mais baixa eficiência do mundo: Balbina. Sua área inundada é 4 vezes e meia a que será por Belo Monte, para produzir &amp;nbsp;45 vezes menos energia do que esta. Um desastre &lt;i&gt;técnico &lt;/i&gt;total. E ambientalmente? Meus colegas diziam que a decomposição orgânica produziria um lago pútrido e fétido, sem vida dentro nem ao redor - porem amigos amazonenses me dizem que, malgrado a baixa eficiência energética, tornou-se um lugar lindo e agradável, cheio de peixes e inclusive (dizem eles) bastante apreciado pelos índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o mistério? Os ecorreligiosos adoram mencionar um livro que não leram, "Gaia", de James Lovelock. Ao contrário do que pensam, esse livro diz justamente que é muito maior do que pensávamos a capacidade do organismo-Terra de absorver modificações e criar novos equilíbrios dinâmicos - tanto que, na época em que saiu, nós que &lt;i&gt;lemos &lt;/i&gt;o livro ficamos revoltados e acusamos o autor de ser financiado pela indústria - no que não deixava de existir alguma verdade, mas não que chegasse a anular as evidências propriamente científicas que apresentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Passo a&amp;nbsp;alguns dados sobre Belo Monte e outras hidrelétricas &lt;/b&gt;que eu ainda não havia visto, precisei pesquisar.&amp;nbsp;Pra começar, passei décadas acreditando que Itaipu era o maior lago artificial do mundo... quando era apenas a hidrelétrica de maior capacidade de produção, no que só foi superada há pouco por Três Gargantas, na China. Em área alagada Itaipu está em sétimo lugar só no Brasil, e nem faz sentido fazer a conta em nível mundial - pois Sobradinho, que dá 3,12 lagos de Itaipu e os sites oficiais da Bahia insistem em dizer que é o maior lago artificial do mundo, está na verdade em 11º ou 12º lugar quando se olham os números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer então de Belo Monte? - que em área alagada terá apenas 38% de Itaipu e 12% de Sobradinho - isso para conseguir o 3º maior potencial de produção hidrelétrica do mundo (80% de Itaipu e 1070% - sim, mil e setenta por cento, ou 10,7 vezes, o potencial máximo de Sobradinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lago artificial de maior área é atualmente o Volta, em Ghana: com 8482 Km² = 2 Sobradinhos = 3,6 Balbinas = 6,3 Itaipus = 16,4 Belo Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Estado de São Paulo, só as 8 represas do Rio Paranapanema inundam 3,5 vezes a área de Belo Monte, &amp;nbsp;para produzir, em conjunto, 20% da energia. Note-se que SP tem ainda dezenas de outras usinas, e &lt;i&gt;praticamente toda &lt;/i&gt;a área inundada também era originalmente florestal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda a propósito de áreas inundadas, veja os Km² usados por cada usina para cada MW que é capaz de produzir: &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Balbina ................. 9,440 Km²&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sobradinho ........... 4,000 Km²&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Rio Paranapanema .. 0,800 Km²&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Itaipu ................... 0,096 Km²&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Três Gargantas ...... 0,059 Km²&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Belo Monte ............ 0,046 Km²&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Além desses números que falam por si, é preciso saber que Belo Monte inundará 0,26% da área total dos 5 municípios que atingirá, e deve deslocar cerca de 20 mil pessoas. Três Gargantas deslocou 60 vezes isso (1 milhão e 200 mil pessoas), submergindo 160 cidades e vilas, além de sítios arqueológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbárie? Os chineses sabem é que jamais manterão sua independência, no mundo bárbaro em que estamos, sem energia abundante &lt;b&gt;&lt;i&gt;já.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Quê privilégio temos, no Brasil, de podermos obter quase tanto com tão menor sacrifício social e ambiental!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem diz que toda e qualquer mudança no modo de vida de uma população local é sempre negativa? Eu conheci, em criança, o estado de miséria, ignorância e violência endêmica em que viviam as populações do Vale do Iguaçu na faixa que foi afetada pelas cinco grandes hidrelétricas construídas nesse rio. Não fiz nenhum estudo a respeito, mas juro que me custa crer que essa população possa estar pior que o que eu conheci! E, mais uma vez, a área e a população afetadas por Belo Monte serão muito menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente: é óbvio que se podem e devem desenvolver energias alternativas, que se deve pedir ao governo que não descuide disso, mas para isso não é preciso deixar de aproveitar Belo Monte, que está aí de imediato, já estudada e projetada, e representa uma barbada tamanha que é preciso ser otário para não aproveitar! Inclusive porque&amp;nbsp;quem diz que o impacto das fontes alternativas é sempre menor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei na internet um site mostrando em números que a área inundada de Itaipu poderia produzir o dobro da energia se fosse ocupada por captadores solares. Mas, gente... Itaipu não é uma área morta! Essa e outras represas são lagos vivos, que propiciam ou podem propiciar navegação, pesca, irrigação, administração das cheias e secas do rio, abastecimento de água, lazer... Quando os lagos de hidrelétricas não propiciam isso, não é porque não possam, e sim porque não pressionamos pelo seu melhor uso possível. Em vez de enfrentar as pulgas preferimos sacrificar o cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem, em contraste, o que seria uma área como a do lago de Itaipu usada em captação de energia solar: seria sequestrada tanto da ordem natural quanto do uso humano de modo muito mais dramático, seria uma monstruosidade tecnológica sinistra, muito mais que o lago que temos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar por hoje: alguém sabe me explicar por que é que o ambiente amazônico seria incapaz de tolerar esse acréscimo de uns 300 Km² de área inundada (pois cerca de 220 dos 516 já são leito inundado hoje) se&amp;nbsp;a própria variação da área inundada da Amazônia conforme as épocas do ano é alguns milhares de vezes maior do que isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS1 (acrescentado em 11/12): A Amazônia legal brasileira tem aproximadamente 5.500.000 Km². O conjunto amazônico, distrubuído entre Brasil, Peru e mais 7 países, é estimado em 7.000.000 Km². Os ~300 Km adicionais que serão inundados representam portanto 0,0043% dessa área. Isso será ocupado de uma vez por todas. Já o desmatamento para formação de pastagem e finalidades afins tem sido da ordem de 7.000 Km² ao ano, ou seja, 23 vezes a área que será alagada, e isso repetidamente. Se alguém está realmente interessado em defender a Amazônia, onde está o verdadeiro problema a enfrentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Há, evidentemente muitas outras questões envolvidas - p.ex., sobre os índios. Eu venho compartilhando material alheio sobre muitas delas, voltarei a compartilhar e voltarei a escrever. Obviamente não cabe tudo numa postagem só!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/44/Anavilhanas1.jpg/800px-Anavilhanas1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/44/Anavilhanas1.jpg/800px-Anavilhanas1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Arquipélago das Anavilhanas, no Rio Negro, AM&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-7651488262201709414?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/7651488262201709414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/12/belo-monte-desastre-ambiental-conta.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/7651488262201709414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/7651488262201709414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/12/belo-monte-desastre-ambiental-conta.html' title='Belo Monte desastre ambiental? CONTA OUTRA!'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-8527496309163076027</id><published>2011-11-19T23:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-19T23:35:56.574-02:00</updated><title type='text'>QUAL ABOMINAÇÃO É PIOR: SER GAY OU COMER MOLUSCOS? A melhor resposta que já vi ...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O material a seguir percorre ainternet há vários anos. Não sabemos quem foi o autor do original em inglês,nem da tradução (na qual fiz leves intervenções de estilo), mas não importa: éum material extremamente inteligente, além de bem humorado, e merece serreproduzido e divulgado constantemente, até que não reste no mundo um únicopreconceituoso que busque se escudar na letra de escrituras sagradas. (Ralf.R) Em tempo: &lt;b&gt;o título &lt;/b&gt;como aparece aqui e o texto base foram extraídos desta vez do blog &lt;b&gt;Escreva, Lola, Escreva&lt;/b&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/10/qual-maior-abominacao-homossexualidade.html" style="text-align: -webkit-auto;"&gt;http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/10/qual-maior-abominacao-homossexualidade.html&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;QUAL ABOMINAÇÃO É PIOR: SER GAY OU COMER MOLUSCOS?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A melhor resposta que já vi paraquem procura base para interdições (à&amp;nbsp;homossexualidade e outras) na letrada Bíblia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um ouvinte da apresentadoraestadunidense Laura Schlessinger, cristã fundamentalista, lhe mandou a seguintecarta pedindo esclarecimentos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Cara Dra. Laura, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Obrigadopor estar fazendo tanto para educar as pessoas a respeito da Lei de Deus. Eutenho aprendido muito com o seu programa, e tento compartilhar o conhecimentocom tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender ohomossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mas eupreciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leisespecíficas e como segui-las: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 11.35pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;a. Quando eu queimo um touro noaltar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor(Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não éagradável para eles. Devo matá-los por heresia? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;b. Eu gostaria de vender minhafilha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual vocêacha que seria um preço justo por ela? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;c. Eu sei que não é permitidoter nenhum contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impurezamenstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenhotentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;d. Levítico 25:44 afirma que euposso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem compradosde nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não acanadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;e. Eu tenho um vizinho queinsiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 afirma claramente que ele deve sermorto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo mesmo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;f. Um amigo meu acha que mesmoque comer moluscos seja uma abominação (Levítico 11:10), é uma abominação menorque a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;g. Levítico 21:20 afirma que eunão posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Euadmito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, oupode-se dar um jeitinho? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;h. A maioria dos meus amigoshomens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso sejaexpressamente proibido em Levítico 19:27. Como eles devem morrer? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;i. Eu sei que tocar a pele de umporco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebolamericano se usar luvas? (A senhora sabe, as bolas de futebol americano sãofeitas com pele de porco). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;j. Meu tio tem uma fazenda. Eleviola Levítico 19:19 plantando dois tipos diferentes de plantas no mesmo campo.Sua esposa também viola Levítico 19:19 porque usa roupas feitas de dois tiposdiferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também costuma xingar eblasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade paraapedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los emuma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relaçõessexuais com seus sogros (Levítico 20:14)? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Eu sei que a senhora estudouessas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigadonovamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável. Seudiscípulo e fã ardoroso, ***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-8527496309163076027?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/8527496309163076027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/11/qual-abominacao-e-pior-ser-gay-ou-comer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/8527496309163076027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/8527496309163076027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/11/qual-abominacao-e-pior-ser-gay-ou-comer.html' title='QUAL ABOMINAÇÃO É PIOR: SER GAY OU COMER MOLUSCOS? A melhor resposta que já vi ...'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-9078172535272672678</id><published>2011-10-15T10:09:00.001-03:00</published><updated>2011-10-15T10:22:27.764-03:00</updated><title type='text'>Pelos poderes de Adoniram Barbosa: o dia em que a lembrança de Sampa me fez chorar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R6AKSHA6tlM/TpmEIWFyDqI/AAAAAAAAC_U/jA49-gKjq9A/s1600/S7300156b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-R6AKSHA6tlM/TpmEIWFyDqI/AAAAAAAAC_U/jA49-gKjq9A/s400/S7300156b.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dgy-ZWUPCGQ/TpmEeFB79MI/AAAAAAAAC_s/ly3ovyLLK_g/s1600/S7300095b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://3.bp.blogspot.com/-dgy-ZWUPCGQ/TpmEeFB79MI/AAAAAAAAC_s/ly3ovyLLK_g/s400/S7300095b.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não, gente, desculpem, mas não tenho nenhuma saudade do cotidiano paulistano que vivenciei por 16 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não tenho saudade de ser imprensado feito sardinha cada vez que precisava me deslocar a mais de 2 Km de casa, não tenho saudades do sol fosco que (ao contrário da poeira) nem assusta os olhos, nem tenho saudade da "música" das avenidas que me roubou parte considerável da audição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muito menos tenho saudade daquela fração da população paulista que fantasia&amp;nbsp;que seu modo de pensar, se vestir, comer, se divertir, existir, represente algum padrão de excelência frente ao resto do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas ontem - eu confesso - saudade de São Paulo me fez chorar. Como nunca imaginei que faria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estava no caixa do supermercado (ia dizer "na fila", mas não, não tinha fila!) e o som ambiente começou a tocar "Trem das Onze". E a graciosa capixaba que me atendia começou a cantarolar junto discretamente, perdida em seus pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E aí não deu. De repente era uma conexão com uma outra São Paulo - uma São Paulo que antes de mais nada não se opõe ao Brasil - nem o explora! - mas é a continuação do resto do Brasil - do qual também faz parte a capixabinha do caixa - pelas colinas e várzeas de Piratininga e Jurubatuba. Do Tietê, do Ipiranga, do Tamanduateí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ou, dizendo melhor: não mera "continuação": é a parte do Brasil-Brasil que repousa ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Repousa? Eu disse &lt;i&gt;"repousa"?! &amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Perdão: que se esfalfa, sofre, ama, chora, canta, faz tudo ali - menos repousar -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;... e que nunca vai deixar de se estender também pelo meu coração adentro - esse meu (como disse aquele outro cantor de São Paulo nascido na Bahia) coração vagabundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;[que] quer guardar o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3WbGsbTUwCY/TpmEaZnWGoI/AAAAAAAAC_c/RXhtmtRqQgc/s1600/110928_ave1.2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-3WbGsbTUwCY/TpmEaZnWGoI/AAAAAAAAC_c/RXhtmtRqQgc/s400/110928_ave1.2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oGqLiGWUok0/TpmEcRHv2hI/AAAAAAAAC_k/a0OSZqayiok/s1600/DSCN9895b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://4.bp.blogspot.com/-oGqLiGWUok0/TpmEcRHv2hI/AAAAAAAAC_k/a0OSZqayiok/s400/DSCN9895b.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-9078172535272672678?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/9078172535272672678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/10/pelos-poderes-de-adoniram-barbosa-o-dia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/9078172535272672678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/9078172535272672678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/10/pelos-poderes-de-adoniram-barbosa-o-dia.html' title='Pelos poderes de Adoniram Barbosa: o dia em que a lembrança de Sampa me fez chorar'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-R6AKSHA6tlM/TpmEIWFyDqI/AAAAAAAAC_U/jA49-gKjq9A/s72-c/S7300156b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-5297705037081527064</id><published>2011-10-12T11:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-12T11:31:54.956-03:00</updated><title type='text'>As palavras do filósofo Zizek aos manifestantes em Nova York, agora em tradução BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Transcrição da fala do filósofo e professor esloveno &lt;b&gt;Slavoj Zizek&lt;/b&gt; a manifestantes do movimento Occupy Wall Street no Parque Zuccotti, em Nova York, em 09.10.2011. &lt;b&gt;Tradução brasileira &lt;/b&gt;de Ralf Rickli, 12.10.2011 (nós brasileiros perdemos muito com tradução portuguesa de Luís Leiria, publicada dia 11 no Esquerda.net e na Carta Maior). Note-se que se trata de uma contribuição informal, não uma aula sistemática. Também fica claro que Zizek não tem mais soluções ou rumos a apontar que nós - mas mesmo assim levanta muitos pontos que merecem leitura e reflexão. Bom proveito!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão dizendo que todos nós somos uns perdedores, mas os verdadeiros perdedores estão ali em Wall Street. Eles foram socorridos por bilhões do nosso dinheiro. Nos chamam de socialistas - mas aqui sempre tem socialismo para os ricos. Dizem que nós não respeitamos a propriedade privada, mas no colapso financeiro de 2008 foi destruído mais de propriedade privada conquistada com sacrifício do que se todos nós aqui nos dedicássemos a destruir dia e noite por semanas. Eles dizem que somos sonhadores. Sonhadores mesmo são os que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente do jeito que estão. Nós não somos sonhadores: nós somos o despertar de um sonho que está virando pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos destruindo nada. Estamos apenas testemunhando como o sistema está se destruindo. Todo mundo conhece a clássica cena de desenho animado: o gato chega a um precipício mas continua andando, ignorando o fato de que não há nada embaixo servindo de chão. Ele só cai quando olha para baixo e percebe isso. E é isso o que nós estamos fazendo aqui: estamos dizendo pros caras lá em Wall Street: "Ei, olhem pra baixo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de abril de 2011, o governo chinês proibiu qualquer história que apresente realidades alternativas ou viagens no tempo, seja na tevê, cinema ou livro. Isso é um bom sinal quanto à China: as pessoas ainda sonham com alternativas, então você tem que proibir esse sonho. Aqui [nos Estados Unidos] não é preciso proibir, pois o sistema no poder oprimiu até a nossa capacidade de sonhar. Vejam os filmes que a gente vê o tempo todo. É fácil imaginar o fim do mundo, um asteróide destruir toda a vida e assim por diante. Mas não se consegue imaginar o fim do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que nós estamos fazendo aqui? Me deixem contar uma velha piada dos tempos comunistas, que é ótima. O sujeito foi mandado da Alemanha Oriental pra trabalhar na Sibéria. Ele sabia que a sua correspondência seria lidas por censores, então ele disse aos amigos: "Vamos combinar um código. Quando vocês receberem uma carta minha, se for escrita em azul, o que eu estou dizendo é verdade. Se for escrita em vermelho, é falso". Um mês depois, seus amigos recebem a primeira carta. Toda em azul. A carta diz: "Tudo está maravilhoso aqui. As lojas estão cheias de comida boa, os cinemas apresentam bons filmes do ocidente, os apartamentos são grandes e luxuosos. A única coisa que não se acha é caneta vermelha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que nós vivemos. Temos todas as liberdades que queremos. O que nos falta é tinta vermelha: uma linguagem em que seja possível articular a nossa desliberdade. O modo de falar de liberdade que nos ensinam - guerra ao terror e coisas assim - falsifica a liberdade. E é isso que vocês estão fazendo aqui: vocês estão fornecendo tinta vermelha a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um perigo. Não se apaixonem por si mesmos. Desfrutem estes momentos aqui, mas se lembrem: fazer carnaval é fácil. O que importa é o dia seguinte, quando vamos ter que voltar às nossas vidas normais. Terá havido alguma mudança, então? Eu não quero que vocês se lembrem destes dias como, vocês sabem: "Ah, nós éramos jovens, aquillo foi lindo". Lembrem que a nossa mensagem básica é: "Nós temos o direito de pensar em alternativas". Nós não vivemos no melhor dos mundos possíveis quando as regras são quebradas; há um longo caminho pela frente. Existem questões realmente difíceis que nos confrontam. Nós sabemos o que não queremos. Mas o que é que nós queremos? Que forma de organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes nós queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem-se: o problema não é a corrupção ou a ganância. O problema é o sistema. Esse sistema força você a ser corrupto. Cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que já estão trabalhando para diluir este processo. Do mesmo modo que você tem café sem cafeína, cerveja sem álcool, sorvete de creme sem gordura, eles vão tentar fazer disto um protesto moral inofensivo. Um processo descafeinado. Mas a razão de estarmos aqui é que já estamos fartos de um mundo em que basta reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para entidades sociais, ou comprar um cappuccino da Starbucks do qual 1% vai para crianças morrendo de fome no terceiro mundo, para nos sentirmos bem. Depois da terceirização do trabalho e da tortura, depois que agências de casamento vem terceirizando nossa vida amorosa, podemos ver que temos permitido desde há muito que também a nossa participação política seja terceirizada - e nós a queremos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se comunismo significa aquele sistema que desmoronou em 1990, nós não somos comunistas. Lembrem-se que aqueles comunistas são hoje os capitalistas mais eficientes e impiedosos. Na China de hoje temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico que o seu capitalismo americano, mas não requer democracia. Quer dizer: quando você criticar o capitalismo, não se deixe chantagear com a acusação de que você é contra a democracia. O casamento entre democracia e capitalismo acabou. Está sendo possível mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que percebemos hoje como possível? Deem uma olhada na mídia. Por um lado, na tecnologia e na sexualidade, tudo parece ser possível. Dá pra viajar para a lua, dá pra se tornar imortal pela biogenética, dá pra fazer sexo com animais ou o que for - mas olhem o campo da sociedade e da economia: aí quase tudo é considerado impossível.Você quer aumentar os impostos dos ricos um pouquinho... eles dizem que é impossível: iríamos perder competitividade. Você quer mais dinheiro para o sistema de saúde, eles dizem: "impossível, isso significa estado totalitário". Tem algo de errado num mundo que promete tornar você imortal, mas não pode gastar um pouquinho mais com o sistema de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe a gente deva definir as nossas prioridades justo por aqui: não queremos um padrão de vida mais alto; queremos um padrão de vida melhor. E o único sentido em que somos comunistas é que nos preocupamos com os bens tidos em comum &lt;i&gt;(the commons).&lt;/i&gt; Os bens comuns da natureza. Os bens comuns que são privatizados pela propriedade intelectual. O bens comuns da biogenética. É por isso, e só por isso, que deveríamos lutar. O comunismo teve um fracasso absoluto, mas os problemas dos bens comuns continuam aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão dizendo que nós aqui não somos "americanos". Mas é preciso recordar uma coisa aos conservadores fundamentalistas que alegam ser "americanos de verdade": o que é o cristianismo? É o Espírito Santo. O que é o Espírito Santo? É uma comunidade igualitária de pessoam que creem, ligadas pelo amor de umas pelas outras, e que para realizá-lo dependem somente de sua própria liberdade e responsabilidade. Neste sentido, o Espírito Santo está aqui agora. E lá em Wall Street o que há são pagãos adorando ídolos blasfemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tudo o que precisamos é de paciência [Nota do tradutor: parece mais provável que Zizek tenha dito ou pretendesse dizer "persistência"]. A única coisa de que eu tenho medo é de daqui a uns dias a gente simplesmente vá para casa e depois se encontre uma vez por ano para beber cerveja relembrando nostalgicamente: "que momento gostoso nós tivemos ali". Prometam a si mesmos que este não será o caso. Sabemos que muitas vezes as pessoas têm desejo por alguma coisa mas não a querem de fato. Não tenham medo de querer de verdade aquilo que vocês desejam. Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Fonte do texto inglês utilizado: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imposemagazine.com/bytes/slavoj-zizek-at-occupy-wall-street-transcript"&gt;http://www.imposemagazine.com/bytes/slavoj-zizek-at-occupy-wall-street-transcript&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-5297705037081527064?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/5297705037081527064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/10/as-palavras-do-filosofo-zizek-aos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5297705037081527064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5297705037081527064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/10/as-palavras-do-filosofo-zizek-aos.html' title='As palavras do filósofo Zizek aos manifestantes em Nova York, agora em tradução BRASILEIRA'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-3280278494576603256</id><published>2011-09-16T12:39:00.003-03:00</published><updated>2011-09-16T12:40:03.587-03:00</updated><title type='text'>Tantas vidas numa só... Acho que está começando a QUINTA!</title><content type='html'>&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desde as 12:45 de anteontem &lt;/b&gt;(14.09.2011) &lt;b&gt;este que vos escreve se encontra na cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q633JoK8e88/TnNjkPeKASI/AAAAAAAAC80/iclkyXGPIt0/s1600/avix04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q633JoK8e88/TnNjkPeKASI/AAAAAAAAC80/iclkyXGPIt0/s320/avix04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bom, isso não chega a ser novidade: desde 1985, esta é a quinta vez que ponho os pés neste chão. Só que desta vez - salvo imprevistos incontroláveis que aposto que não virão - é pra ficar. Por no mínimo 7 anos (há razões não exatamente cabalísticas para isso), talvez por mais. Talvez pelo resto da vida - quem pode dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1957 pousei neste planeta em Curitiba porque meus pais - ambos do interior do Paraná - haviam se conhecido por lá, mas com por volta de um mês já estava morando em Guarapuava - na época, apesar de seus 140 anos, não mais que um pequeno núcleo imerso em poeira ou em lama (dependendo de chover ou bater sol), situada em campos nativos&amp;nbsp;belíssimos porém&amp;nbsp;a 1.100 metros de altitude - quer dizer: varridos quase o tempo todo por um vento gelado cortante - e com uma cultura local não menos cortante, quando não contundente ou perfurante: faca, porrada ou bala, o mais típico far-west. Viver nesse lugar numa casa onde havia livros, Beethoven e Bach - apesar de não pouca porrada também dos pais - foi uma espécie de exercício precoce em dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O8qdIPTrfYc/TnNkq3GnFaI/AAAAAAAAC84/-5q7EdWRulU/s1600/600000-galinhas0-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" src="http://2.bp.blogspot.com/-O8qdIPTrfYc/TnNkq3GnFaI/AAAAAAAAC84/-5q7EdWRulU/s200/600000-galinhas0-1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DX2nGj-DGmw/TnNluzccXHI/AAAAAAAAC88/9P0-RnRcSEY/s1600/650800-neve2-0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://4.bp.blogspot.com/-DX2nGj-DGmw/TnNluzccXHI/AAAAAAAAC88/9P0-RnRcSEY/s200/650800-neve2-0.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vivi em Guarapuava até uns dois meses antes de completar 15 anos, e aí me instalei em Curitiba, em casa de tia &amp;amp; vó, pra tentar achar meus caminhos no mundo civilizado... E, não, não foi uma continuação, uma metamorfose ou desenvolvimento do anterior: foi outra vida. Verdade que houve um fio condutor: uma das duas únicas coisas bonitas que eu havia conhecido até então: música (a outra era a natureza). Na dúvida entre Filosofia, Psicologia e Jornalismo, fiquei mesmo só com o estudo de música, que dois meses antes dos 18 virou &lt;i&gt;ensino &lt;/i&gt;de música: meu primeiro emprego, em carteira, professor de música em Santa Catarina (!) (eu ia uma vez por semana, a divisa dos estados é a menos de 100 Km de Curitiba). Eu pensava sinceramente que lidaria com isso pelo resto dos meus dias, frequentava congressos e cursos de&amp;nbsp;Buenos Aires a&amp;nbsp;São João del Rei -&amp;nbsp;mas entre os 21 e 22 essa segunda vida teve um fim. Desmoronou por si mesma, pela incapacidade de equacionar sozinho uma porção de tensões internas, e falta de quem ajudasse a equacionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9wbxl0Chk50/TnNnGyWJiSI/AAAAAAAAC9A/lEAzbfct1sk/s1600/720000-piano-c1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" src="http://2.bp.blogspot.com/-9wbxl0Chk50/TnNnGyWJiSI/AAAAAAAAC9A/lEAzbfct1sk/s200/720000-piano-c1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xLUoYd9aEpY/TnNnYefgPeI/AAAAAAAAC9E/2ESUXYRLlvk/s1600/780000-pi%25C3%25A7arras2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-xLUoYd9aEpY/TnNnYefgPeI/AAAAAAAAC9E/2ESUXYRLlvk/s200/780000-pi%25C3%25A7arras2.jpg" width="116" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aí cruzei o pessoal da antroposofia, que me pareceu detentor de possibilidades de síntese entre as diferentes coisas que minha(s) vida(s) já me havia(m) dado a conhecer: natureza &amp;amp; vida no interior, arte &amp;amp; cultura em geral, e um campo entre o filosófico &amp;amp; o místico fazendo a costura entre os dois anteriores. Fui pra Inglaterra estudar agricultura biodinâmica e desenvolvimento rural em perspectiva antroposófica - dois anos no Emerson College - não porque tivesse talentos de agricultor, mas porque entendia que nenhuma cultura seria sustentável sem uma relação saudável com a natureza nesse alicerce da civilização que é a produção dos alimentos. Mas meu objetivo não era ficar no alicerce: a ideia era criar possibilidades de crescimento cultural, de desenvolvimento humano pleno sem precisar abandonar o interior. Ao voltar da Inglaterra passei mais algum tempo em Guarapuava e em Curitiba, temperado com alguns meses de São Paulo, e me instalei em Botucatu, cidade do interior de São Paulo em situação geográfica análoga à de Guarapuava no Paraná - na verdade a 12 Km da cidade, no conjunto de iniciativas de inspiração antroposófica que começava a vicejar em torno da pioneira fazenda Demétria. Também pensava que esta terceira vida seria definitiva, e que a ida para um ano de Alemanha entre os 33 e os 34 anos seria apenas um detalhe da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kJY6-URjNV0/TnNpSUYwFnI/AAAAAAAAC9I/-A0LjptmkiQ/s1600/840000-stefan3-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://4.bp.blogspot.com/-kJY6-URjNV0/TnNpSUYwFnI/AAAAAAAAC9I/-A0LjptmkiQ/s320/840000-stefan3-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que eu não esperava é que a tentativa de estudar a realidade histórica e social brasileira com o instrumental disponibilizado pela antroposofia terminasse me revelando inconsistências estruturais profundas no corpo dessa proposta de cultura nascida no espaço cultural alemão, que tem uma pretensão de universalidade que é ao mesmo tempo o seu charme e sua fraqueza, pois se mostra insustentável frente a um entendimento efetivamente antropológico das coisas. Enfim, concretamente, aos 35 me vi em São Paulo - a antítese total do interior em que eu havia imaginado trabalhar - trabalhando com cultura no oceano dos jovens da periferia - que é, afinal, onde o povo original do interior já havia ido parar. E essa veio a ser uma quarta vida; a passagem pelas periferias urbanas da Região Metropolitana da Baixada Santista (2002-2007) não foi nenhuma interrupção, mas apenas uma variação dentro do mesmo processo. E foi nessa situação que realizei o que me parece ser &lt;i&gt;um &lt;/i&gt;fruto significativo - se há outros não sei, mas esse eu ouso apostar que é: o desenvolvimento das bases e diretrizes de uma Filosofia e Pedagogia do Convívio (sobre as quais já há pelo menos 600 páginas disponíveis em &lt;a href="http://www.tropis.org/biblioteca"&gt;www.tropis.org/biblioteca&lt;/a&gt; - embora ainda falte muito para o quadro estar suficientemente completo e organizado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "detalhe avassalador" dessa quarta vida foi: sendo atividade prospectiva, experimental, pioneira, nunca encontrei quem estivesse disposto a bancá-la a não ser por períodos curtos. Na maior parte do tempo eu mesmo tive que financiar o trabalho mais importante da minha vida fazendo coisas que julgo de importância menor, como aulas de idiomas e traduções. Uma ou outra vez, é verdade, consegui aprovação de projetos relativos à própria Pedagogia do Convívio, e aí tive que administrá-los - mas administrar &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; é o mesmo que estar na &amp;nbsp;execução direta da pesquisa-ação. Desse modo, se os 18 anos de 1992 a 2010 foram os interiormente mais enriquecedores da minha vida, exteriormente seu resultado foi o mais completo empobrecimento: aulas, traduções e projetos não deram conta de bancar o custo desses tempos experimentais: também as propriedades que eu havia herdado (não muitas, mas houve) foram vendidas e comidas até o último centavo - em uma mesa onde raramente estavam sentados menos de cinco pessoas, muitas vezes dez ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GyVDEFHIZxo/TnNp6HZtSFI/AAAAAAAAC9M/qIZq-SJwcUM/s1600/990000-evento1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://3.bp.blogspot.com/-GyVDEFHIZxo/TnNp6HZtSFI/AAAAAAAAC9M/qIZq-SJwcUM/s320/990000-evento1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bonita que tenha sido, também essa quarta vida chegou a um limite por si - e o trabalho de parto de uma quinta parece ter começado em outubro de 2010, quando enfiei minhas coisas em duas mochilas - entre elas dois projetos de mestrado - e tentei me mudar para Salvador. Depois de 40 dias, inesquecíveis mas que não trouxeram o ingresso no mestrado desejado, voltei a Curitiba, onde nasci, para encontrar minha mãe, aos 88, numa situação quase tão frágil quanto a minha 53 anos antes. Ficou evidente que precisava ficar lá cuidando daquela situação, mas ainda em dezembro topei assim como que casualmente com o edital de um concurso do governo do Espírito Santo - terra do amigaço que tem sido o companheiro mais presente &amp;amp; leal nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: nove meses depois de encontrar o edital (acreditem: nove!) estou nomeado e empossado como um &lt;b&gt;Especialista em Desenvolvimento Humano e Social &lt;/b&gt;do Estado do Espírito Santo - um título que tem tanto a ver com tudo o que veio antes que espero que tenha a oportunidade de se realizar de fato, não ficando meramente no nível dos rótulos burocráticos. Como isso se dará no cotidiano concreto, ainda não sei: ainda está para começar. Mas o contraste já por definição com os 20 anos anteriores, de batalhas muitas sem respaldo institucional nenhum, é suficiente para sugerir que começa uma 5.ª vida, nesta 15.ª cidade onde já morei ou trabalhei (bom, pode ser apenas a 12.ª, se contar as 4 da Baixada Santista como uma só...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que até posso pedir aos amigos que me desejem força, luz &amp;amp; sorte nesse momento, né? &lt;b&gt;;)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4EUCRH_1JoQ/TnNr2AWnIdI/AAAAAAAAC9U/NZkfAf8gxI4/s1600/avix05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-4EUCRH_1JoQ/TnNr2AWnIdI/AAAAAAAAC9U/NZkfAf8gxI4/s200/avix05.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-x0Gyo-O_RAo/TnNq60_KHFI/AAAAAAAAC9Q/-P8mTNM3cyI/s1600/DSCN9410.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-x0Gyo-O_RAo/TnNq60_KHFI/AAAAAAAAC9Q/-P8mTNM3cyI/s200/DSCN9410.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-itM6c5SOC_A/TnNsPfhA6HI/AAAAAAAAC9Y/y5OT8wcTWWA/s1600/DSCN9421.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-itM6c5SOC_A/TnNsPfhA6HI/AAAAAAAAC9Y/y5OT8wcTWWA/s200/DSCN9421.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-3280278494576603256?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/3280278494576603256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/09/tantas-vidas-numa-so-acho-que-esta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3280278494576603256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3280278494576603256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/09/tantas-vidas-numa-so-acho-que-esta.html' title='Tantas vidas numa só... Acho que está começando a QUINTA!'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q633JoK8e88/TnNjkPeKASI/AAAAAAAAC80/iclkyXGPIt0/s72-c/avix04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-5246575908072581781</id><published>2011-09-03T00:53:00.001-03:00</published><updated>2011-09-03T00:54:15.356-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA BRASILIS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Colaborando: Nota do COMANDO DE GREVE dos servidores municipais de São Paulo - JUSTÍSSIMO!</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;POUCAS VEZES VI UMA GREVE TÃO JUSTIFICADA QUANTO ESTA, e no entanto... cadê vocês, amigos paulistanos de esquerda? Usar os serviços públicos de Sampa e não apoiar essa greve é ser conivente com essa bárbara exploração! No momento estou a 400 Km daí, mas sei bem de quê realidade se trata, e tentarei colaborar NO MÍNIMO ajudando a circular a nota abaixo! &amp;nbsp;(Ralf)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;============================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;O SINDSEP – SINDICATO DOS TRABALHADORES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AUTARQUIAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO informa à população da Cidade de São Paulo que:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;1) Os servidores municipais entraram em seu quarto dia de greve e paralisam vários serviços no município.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;2) Nossa greve é fruto da intransigência do governo municipal em negociar nossa pauta de reivindicações, entregue no dia 18/02/11.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;3) O governo mente quando diz que deu um reajuste de 15%. Na verdade aumentou o chamado “piso mínimo”, que é a soma do padrão e de todas as gratificações, ou seja, se algum servidor ainda receber menos que R$ 630,00, será feito um complemento (abono) para chegar neste valor. Essa medida atingiu apenas 10.000 trabalhadores aposentados.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;4) O governo mente quando diz que o SINDSEP recusou 11,23%. A verdade é que essa proposta beneficiaria exclusivamente o Quadro da Saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem) e mesmo assim, só a partir de janeiro de 2012.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;5) O próprio TCM (Tribunal de Contas do Município) publicou no DOC (08/07/2011, pgs 79 a 92) seu parecer das contas da Prefeitura relativas ao ano de 2010, que diz: “Os dispêndios com pessoal, no exercício atingiram a ordem de 29% da Receita Total Consolidada, menor que em 2009 quando o total da despesa representou 32%” e conclui “ a revisão anual acumulada dos vencimentos nos últimos seis exercícios foi de apenas 0,33%. As revisões salariais concedidas com base no disposto no artigo 1º da Lei Municipal no. 13.303/02, desde o exercício de 2005 foram de:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2005 – 0,10%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2006 – 0,10%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2007 – 0,10%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2008 – 0,01%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2009 - 0,01%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 2010 – 0,01%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre os reajustes quadrimestrais: em apenas dois dos dezoito últimos quadrimestres houve concessão de reajustes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 1,17% em novembro de 2005 e&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- 0,97% em novembro de 2006.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;Perfazendo um reajuste acumulado de 2,15%, em relação 30,96% do incide do IPC-FIPE acumulado no período”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;6) A política salarial adotada pelo prefeito é de divisionismo e exclusões, pois gratificação não é salário.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;7) Com isso nosso salário padrão(inicial) para servidores de 40 horas é de:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- nível básico - R$ 440,39&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- nível médio - R$ 645,74&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;- nível superior - R$ 1.838,47, conforme Diário Oficial de 04 de junho de 2011.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;8) O Prefeito, em junho deste ano reajustou seu salário em 95% (noventa e cinco por cento), em 294% (duzentos e noventa e quatro por cento) o do Vice-Prefeito e em 251% (duzentos e cinqüenta e um por cento) o dos secretário municipais. O restante do funcionalismo, neste ano de 2011, recebeu 0,01%!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;9) A greve é o último recurso dos servidores para exigirem seus direitos, nossas perdas de 39,79%(janeiro 2004 a dezembro de 2010), são fruto de uma lei salarial que arrocha nossos salários.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Diante disso propomos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;• MANUTENÇÃO DA GREVE DO FUNCIONALISMO COM NOVA ASSEMBLÉIA DIA 05 DE SETEMBRO ÀS 10 HORAS EM FRENTE AO GABINETE DO PREFEITO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;• SUSPENSÃO DA GREVE NO SERVIÇO FUNERÁRIO POR CONTA DA DECISÃO JUDICIAL, QUE É UM ATAQUE AO EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;• ABERTURA IMEDIATA DAS NEGOCIAÇÕES, FIM DAS RETALIAÇÕES E DE PERSEGUIÇÕES POR CONTA DA GREVE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;• PAGAMENTO DOS DIAS PARADOS SEM LANÇAMENTO DE FALTAS&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;strong&gt;SEM FUNCIONÁRIO PUBLICO A CIDADE PARA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-5246575908072581781?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/5246575908072581781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/09/colaborando-nota-do-comando-de-greve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5246575908072581781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5246575908072581781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/09/colaborando-nota-do-comando-de-greve.html' title='Colaborando: Nota do COMANDO DE GREVE dos servidores municipais de São Paulo - JUSTÍSSIMO!'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-5335244754256982155</id><published>2011-08-27T00:43:00.011-03:00</published><updated>2011-08-27T10:16:48.913-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PAIDÉIA (educação)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA BRASILIS'/><title type='text'>A Defesa da Educação entre os "Movimentos que São o que Dizem" e a "Legião dos Inocentes Úteis a Causas Nocivas"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;Ralf Rickli • julho-agosto de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;EXISTEM MOVIMENTOS E LUTAS QUE SÃO O QUE DIZEM -&lt;/b&gt; e existem os     que alegam objetivos que parecem inquestionáveis com a finalidade de camuflar     intenções para lá de questionáveis. Pra facilitar, vou chamar aqui de     MOVISSÃO (MOVimentoS que SÃO o que dizem) e de MOVINÃO (espero que     não precise explicar...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Não é que todo mundo nos MOVINÃO seja mal intencionado! Pelo     contrário, a camuflagem visa especialmente a atrair as multidões     afetadas pela Síndrome de BOIEQ (BOas Intenções EQuivocadas), multidões que     também poderíamos chamar de LIUCAN (Legião dos Inocentes Úteis a     CAusas Nocivas), ou seja: a parte passiva no vasto campo das     instituições humanas onde quem não está enganando está enganado, e     vice-versa.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Também não é que todo mundo nos MOVISSÃO seja o que diz:     provavelmente nunca houve ajuntamento humano sem quintas-colunas e     caroneiros com intenções privadas - problema que não é simples e tem     que ficar pra outro dia: o que é preciso agora é distinguir os     MOVSÃO dos MOVNÃO pra ver em seguida como isso se aplica a um campo     específico que está na ordem do dia.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Talvez não haja pratos mais cheios para o MOVINÃO usar de isca para     a Legião dos Inocente Úteis que as palavras      &lt;i&gt;Educação, Liberdade de Expressão &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Paz, &lt;/i&gt;além de motes como &lt;i&gt;Chega de Corrupção&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Não &lt;/i&gt;     estou dizendo que todo mundo que usa essas palavras seja mal     intencionado! É óbvio que elas apontam para causas boas, objetivos     justificadamente desejáveis - e é por isso que servem tão bem como &lt;i&gt;disfarce... &lt;/i&gt;e por isso que cada uso seu deve acordar nosso olho vivo, nossa     atividade &lt;i&gt;crítica &lt;/i&gt;- palavra que no sério não significa 'atacar' e     sim 'passar por um crivo' (isto é, 'peneira').&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; E talvez a primeira pista de se alguém pretende-mesmo-o-que-diz seja     a objetividade ao se manifestar, o dar nome aos bois.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Exemplo:     &lt;b&gt; &lt;i&gt;gritar "basta de corrupção":&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;é     preciso especificar &lt;i&gt;de quê pessoas ou instituições específicas &lt;/i&gt;estou     reivindicando que executem os atos concretos de investigar, afastar,     punir, restabelecer um funcionamento correto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; E isso também envolve     &lt;i&gt;dar apoio &lt;/i&gt;a essas pessoas ou instituições para a execução     das tarefas que reivindiquei, inclusive com o reconhecimento do que     já tenham realizado de positivo - pois, se devem executar,     precisam ter força para executar, de modo que atacá-las e     enfraquecê-las não ajuda, e sim dificulta a obtenção dos objetivos.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; E se eu achar que as pessoas encarregadas não são competentes os     idôneas? Então me cabe mostrar isso &lt;i&gt;com dados concretos, &lt;/i&gt;sem      omissões que falseiem a imagem de conjunto, e dizer o que proponho     no lugar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Além disso, é claro que devo nomear especificamente cada     caso do qual tenho pistas consistentes, com todos os envolvidos,     tanto os vendedores quanto os compradores das vantagens ilícitas. - A  propósito, não é esquisito que no caso do mensalão só se costume     acusar os supostos corruptores (compradores), e nos casos da compra     de favores por agentes privados, só os vendedores? Mas hora dessas     volto a isso. No momento a atenção é requerida com mais urgência     pelo seguinte:&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; AS LUTAS PELA EDUCAÇÃO no MOVISSÃO e no MOVINÃO. &lt;/b&gt;     Não faz     muito tempo, causou furor na internet o vídeo em que a     professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, aparece "passando um     sabão" nas autoridades do seu estado, cara a cara com elas numa     audiência pública sobre a educação.&amp;nbsp;(&lt;i&gt;Ainda não viu?&lt;/i&gt; Basta buscar no YouTube com o nome dela)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Interessante que a fala da profª Amanda teve um foco único: a     questão salarial. Para ela, antes de uma melhoria nesse sentido nem     adianta discutir qualquer outro aspecto da questão "qualidade da     educação". E, como vamos detalhar mais adiante, sua reivindicação     ali não é outra senão a dos professores atualmente em greve em quase     metade dos estados brasileiros.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; E por falar nessa greve... onde está agora a multidão que compartilhou o vídeo da profª     Amanda na net com rasgados elogios? Está dando continuidade à mesma     luta com apoio à greve, claro e inequívoco? Eu, pelo menos, não     estou vendo; tenho visto uns chamamentos genéricos a manifestações     "pela educação" que sequer mencionam a greve e seu motivo     específico. Será que quem compartilhou estava mesmo interessado nos     objetivos da luta da profª Amanda, ou estava apenas curtindo um     prazerzinho de desforra por ver alguém peitando autoridades, "aqueles     que têm poder enquanto eu não tenho"?     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Neste ponto é preciso advertir depressa: eu mesmo      &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;acho que a     luta pela qualidade da educação se restrinja à questão salarial.     Neste momento ela é essencial sim (já veremos por quê) e não pode     deixar de ser mencionada, mas também existe uma infinidade de     problemas decorrentes da insistência em atrelar os processos     educativos a formatos ineficientes e superados, e da preparação     quase sempre absolutamente inadequada que os professores recebem nos     seus cursos de formação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Com os dois campos acima mais o salarial, já temos três campos      &lt;i&gt;específicos &lt;/i&gt;aos quais dirigirmos manifestações pela educação -     embora ainda seja preciso detalhar &lt;i&gt;a favor do quê &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;contra o quê     &lt;/i&gt;estamos nos posicionando em cada um desses campos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; No entanto a maior parte dos convites que vemos na net é para     manifestações genéricas, inespecíficas - p.ex. um certo "Protesto a     favor da educação". Ué... mas existe      &lt;i&gt;alguém &lt;/i&gt;que seja contra a     educação? &lt;i&gt;De verdade?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Neste ponto podem me responder os protestos não são a favor da mera     existência, e sim da      &lt;i&gt;qualidade.&lt;/i&gt; Ótimo, acima eu também falei de     questões de qualidade que me preocupam - e então pergunto: em &lt;i&gt;qual &lt;/i&gt;qualidade  os organizadores estão pensando? Pois há concepções     absolutamente diversas do que sejam os objetivos da educação, e     qualidade tem a ver com eficiência no cumprimento de objetivos. Quer  dizer: uma escola de altíssima qualidade para quem acredita no     objetivo X pode parecer de péssima qualidade para quem acredita no     objetivo Y.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; No momento não pretendo me estender sobre esta frente que dá pano     pra manga, e a deixo amarrada no seguinte poste: quem viu esta     notícia? "SOBRAM 76 MIL VAGAS EM CURSO DO MEC PARA FORMAÇÃO     CONTINUADA DE PROFESSORES" (ver link 1 no final). Ou seja: o     governo federal criou e ofereceu canais gratuitos de aperfeiçoamento     de professores, e só houve procura para 11% das vagas. Isso indica     falhas no projeto, ou problemas na autoconsciência dos professores?     Garanto que incorrerá em maniqueísmo falseador quem marcar apenas     uma dessas duas respostas! Mas o que quero mesmo destacar é que essa  informação foi divulgada na mesma época do vídeo da profª     Amanda Gurgel e do chamamento ao "Protesto a favor da educação".     Por que não vi ninguém comentando esse dado na net?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Enfim, a palavra "protesto" não faz sentido se não for      &lt;i&gt;contra algo &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;contra alguém&lt;/i&gt;: se for só "a favor" é manifestação, mas não cabe a     palavra protesto - e os organizadores não devem ignorar essa     característica da palavra. Por que então lançaram com o nome de     protesto esse movimento cujo "a favor" tem tudo para conquistar     legiões de bem intencionados, porém deixaram em branco o lugar do     "contra quem"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Verdade que o "contra quem" está em branco no título e nos materiais     de apresentações principais, mas em inúmeros comentários e materiais     secundários aparecem expressões como "o descaso do governo com a     educação". E aí só posso olhar e perguntar: governo?      &lt;i&gt;Qual?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;RESPONSABILIZAR O GOVERNO. MAS QUAL? &lt;/b&gt;A Federação brasileira     (ou União) é governada por três poderes independentes, não poucas     vezes contraditórios (fora um monte de instâncias que não se     encaixam claramente nesse esquema básico). Além desses 3 temos     os 27 executivos, 27 legislativos e 27 judiciários dos estados mais     DF... sem falar dos 5565 executivos e 5565 legislativos municipais.     &lt;i&gt;Do descaso de quais dessas 11.214 instâncias de poder vocês estão       falando, meus senhores?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Não, não estou estando cínico: está aí a luta pra lá de séria dos     professores em greve,      &lt;i&gt;que decorre precisamente das contradições       entre essas diferentes instâncias de poder &lt;/i&gt;- e também era   &lt;i&gt;isso &lt;/i&gt;o que estava por trás do discurso da profª Amanda, que tantos     reproduziram sem nem conhecer os fatos a que se referia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Acontece que já faz três anos que o governo federal instituiu um     piso mínimo para a remuneração de professores no Brasil, através da     lei 11.738 de 16/07/2008. Entre outras coisas, a lei afirma que nenhum     professor brasileiro poderá trabalhar mais que 40 horas semanais, e     que por um tal trabalho de 40 horas semanais nenhum poderá receber     menos que (em valores atualizados para 2011 nos termos da lei) R$     1.187. (Links 2, 3 e 4).    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Pouco por 40 horas de tão tremendo trabalho? Verdade - mas já um     começo de melhora...      &lt;i&gt;que grande parte dos governos estaduais e     municipais vem se recusando a cumprir. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Os senhores estão entendendo &lt;i&gt;isso? &lt;/i&gt;Que a normalidade institucional do país está sendo afrontada     pela insistência &lt;i&gt;dos estados &lt;/i&gt;em &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;melhorarem as condições dos     professores nem nesse mínimo ordenado pelo governo federal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Não é evidente que num tal momento todos que de fato querem o bem da     educação deveriam      &lt;i&gt;apoiar a autoridade do governo federal nesse       embate? &lt;/i&gt;E que quando se dá a entender que "o governo" é     omisso e relapso em relação à educação, sem especificar qual ou     quais governos, está se tentando subrepticiamente transferir a     culpa, na opinião pública, dos verdadeiros culpados justamente para     a instância que mais está a favor da educação nessa história, o governo federal? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Ou seja: é evidente que não se trata na verdade de nenhuma luta pela     educação e sim de arregimentação de inocentes úteis para enfraquecer     um governo cuja grande "falha" é apenas não estar nas mãos dos     grupos de poder tradicionais no país - justamente os que mais vêm     resistindo a cumprir até mesmo essa "lei do passo insuficiente a     frente, mas ainda assim um passo".     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O TAMANHO DO "PEQUENO PASSO". &lt;/b&gt;     Acabo de dizer que a lei     federal do piso salarial ainda é um passo insuficiente, e muitos     poderiam dizer: então por que esse governo interessado na educação     não avança de vez até os R$ 1.597,87 reivindicados como piso pela     Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação? (Link 5). Afinal, o     que são R$ 410 a mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Pois está aí um ótimo exemplo de que para participar da política     precisamos também de um "piso de responsabilidade", se de fato     queremos que nossa ação seja benéfica - e esse mínimo indispensável     de responsabilidade consiste em      &lt;i&gt;buscar se informar consistemente       da realidade do assunto &lt;/i&gt;antes de sair expressando qualquer     opinião: alguém aqui tem noção de &lt;i&gt;por quantos professores &lt;/i&gt;o     número acima teria que ser multiplicado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Eu mesmo não tenho      &lt;i&gt;esse &lt;/i&gt;número, mas tenho alguns outros que     dão uma noção suficiente da ordem de grandeza em questão: em GATTI     &amp;amp; BARRETO (link 6) podemos ler que professores e profissionais de saúde     representam &lt;i&gt;a principal carga orçamentária &lt;/i&gt;dos estados     nacionais. Em 2006 o cargo de professor respondeu por não menos que     8,4% dos empregos existentes no Brasil, somente abaixo dos     escriturários (15,2%) e dos trabalhadores dos serviços (14,9%), e     muito acima do conjunto da indústria extrativa e da construção civil     que, apesar de serem geralmente usadas como principal indicador das     variações da oferta de empregos, não respondem por mais de 4% destes     - menos que metade dos empregos como professor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Em números absolutos, nesse mesmo 2006 a RAIS registrou 2.803.761     empregos como professor no Brasil, sendo 77% na educação básica     (ensinos infantil+fundamental+médio), ou seja: 2.159.269.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Vamos supor (o que não é real mas dá uma ideia dos números) que     esses 2.159.269 professores ganhassem os mesmos 930 reais que a     profª Amanda Gurgel contou serem o seu salário: com seus encargos,     isso significaria uma folha de pagamentos de mais de R$     3.230.000.000 (três bilhões e duzentos e trinta milhões de reais)      &lt;i&gt;    por mês.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; O aumento do salário de cada um desses professores até o piso já determinado pelo governo     federal e contestado pelos estados significaria (com encargos) um     acréscimo      &lt;i&gt;mensal &lt;/i&gt;da ordem 870 milhões de reais, ou     aproximadamente mais 10 bilhões e meio de reais investidos por ano     apenas nessa aspecto (dos muitos da educação) que é a remuneração     dos professores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; No conjunto de todas as necessidades de um país, quê governo pode     modificar com leviandade números dessa ordem em seu orçamento?     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Com isso não estou dizendo que acho irresponsáveis os professores     que já começam a pedir o piso de R$ 1.597,87! De jeito nenhum: é a     parte que lhes cabe jogar no jogo! Mas quanto aos demais cidadãos     interessados em lutar pela educação, já não é um grande passo que     passem a declarar seu apoio ao governo federal na imposição do piso     de R$ 1.187, a que tantos estados e municípios resistem?     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; E quanto a quem vier falar do "descaso do governo com a educação", vou     pedir que explicite de qual governo está falando.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Se não souber dizer, vou sugerir que tenha a responsabilidade de se     informar antes de abrir a boca, para não acabar dando tiro no pé.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt; Mas se me disser que fala do governo federal, vou simplesmente     mandar pastar: não tenho tempo a perder com esse segundo e muito grave nível de     irresponsabilidade - no caso dos inocentes úteis -,     e menos ainda com a nauseante perfídia de seus falsíssimos     arregimentadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;FONTES REFERIDAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(acesso em 26 jun. 2011)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(1)&amp;nbsp;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/27/sobram-76-mil-vagas-em-curso-do-mec-para-formacao-de-professores.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/27/sobram-76-mil-vagas-em-curso-do-mec-para-formacao-de-professores.jhtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(2)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11738.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11738.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(3)&amp;nbsp;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/08/16/professores-de-escolas-publicas-fazem-paralisacao-nacional-para-cobrar-cumprimento-da-lei-do-piso.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/08/16/professores-de-escolas-publicas-fazem-paralisacao-nacional-para-cobrar-cumprimento-da-lei-do-piso.jhtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(4)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18290"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18290&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(5)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.mundosindical.com.br/sindicalismo/noticias/noticia.asp?id=6916"&gt;http://www.mundosindical.com.br/sindicalismo/noticias/noticia.asp?id=6916&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;(6) GATTI, Bernadete Angelina (coord.) &amp;amp; BARRETO, Elba     Siqueira de Sá. &lt;b&gt;Professores do Brasil: impasses e desafios. &lt;/b&gt;Brasília:            UNESCO, 2009. Disponível em &lt;a href="http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001846/184682por.pdf" moz-do-not-send="true"&gt;http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001846/184682por.pdf&lt;/a&gt;     . Acesso em 26 jun. 2011.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="375" src="http://i959.photobucket.com/albums/ae78/ranulfus/campanha_piso_profs.jpg" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;-- &lt;/span&gt;     &lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="moz-signature"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt;Ralf Rickli • arte em palavras, ideias e educação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ralf.r.tropis.org/" moz-do-not-send="true"&gt;http://ralf.r.tropis.org&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;       &lt;span style="font-family: Verdana;"&gt; •       (11) 8552-4506 ou (41) 9860-1662&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-5335244754256982155?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/5335244754256982155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/defesa-da-educacao-entre-os-movimentos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5335244754256982155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5335244754256982155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/defesa-da-educacao-entre-os-movimentos.html' title='A Defesa da Educação entre os &quot;Movimentos que São o que Dizem&quot; e a &quot;Legião dos Inocentes Úteis a Causas Nocivas&quot;'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-6327807934472739929</id><published>2011-08-21T01:06:00.004-03:00</published><updated>2011-08-21T02:03:08.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crises econômicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA MUNDI'/><title type='text'>Zizek e H.Villela: 2 textos ótimos sobre o momento histórico mundial (deu no Azenha)</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Não tenham preguiça de ler o texto um pouco longo de Slavoj Zizek: é &lt;b&gt;a primeira análise profunda e abrangente que encontro do conjunto de diferentes levantes de 2011&lt;/b&gt;; a primeira que faz jus à complexidade da realidade. (O quanto  eu gostaria que tudo fosse mais simples!, mas o fato é que não é: &lt;b&gt;quem fala de qualquer coisa real como se não fosse complexa, ou está enganado ou está enganando!&lt;/b&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O breve artigo de Heloísa Villela faz um excelente contraponto ao de Zizek por trazer uma imagem da situação estadunidense, enquanto este trata basicamente da Europa e espaço islâmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo claro que &lt;b&gt;não acho que as populações do mundo estejam acordando com seu levante enquanto a do Brasil continua passiva e adormecida&lt;/b&gt;; primeiro porque, como mostra Zizek, esses levantes são justificadíssimos porém definitivamente lhes falta consciência (dos seus próprios contextos - tanto o próximo quanto o mais amplo - bem como de si mesmos); segundo, porque repetir aqui o mesmo tipo de levante seria uma inconsciência ainda maior: é claro que há milhares de questões graves a enfrentar no Brasil - mas na maior parte do resto do mundo há dezenas de milhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a secretária-geral da CSI - maior central sindical do mundo - vem ao Brasil "pedir ajuda a Dilma para defender os pontos de vista trabalhistas" num mundo que se tornou hoje "um lugar muito perigoso para os trabalhadores", pois acredita que "o Brasil e sua presidenta colocam as pessoas no centro das políticas nacionais” e "possuem liderança global" (*), fica ainda mais evidente o quanto &lt;b&gt;aqui e agora é um tiro no pé qualquer protesto que não identifique com a maior clareza, objetividade e detalhamento quais são suas metas concretas e quem são seus inimigos, e que não veja nosso executivo federal atual como um aliado a quem fortalecer com sugestões e reivindicações, mas jamais a combater e enfraquecer.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: em nenhum lugar do mundo hoje o momento é tão &lt;i&gt;outro &lt;/i&gt;quanto no Brasil, e querer transferir para cá atitudes geradas por outro tipo de contexto seria mais uma vez um exemplo de "ideias fora do lugar", ou seja: d&lt;b&gt;a subserviência mental do complexo de vira-lata que fantasia que o mundo de verdade é lá fora e somos sempre nós que estamos atrasados ou atravessando o passo, enquanto que neste momento o mundo inteiro olha para nós justamente como os que estão com o passo menos inadequado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18274"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18274&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: TODO CRÉDITO AO LUIZ CARLOS AZENHA, E AO COLETIVO DA VILA VUDU QUE TRADUZIU O TEXTO DE ZIZEK, E AINDA À AGÊNCIA CARTA MAIOR, POR COLOCAREM ESTES MATERIAIS EM CIRCULAÇÃO NO BRASIL. Estou aqui apenas ajudando a ecoar, reproduzindo no meu próprio blog apenas para possibilitar uma determinada recombinação desses materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_kOJKjOl5YU/TlCBsXhCeTI/AAAAAAAAC8Y/_4dzZ-3f2OQ/s1600/slavoj_zizek-b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://4.bp.blogspot.com/-_kOJKjOl5YU/TlCBsXhCeTI/AAAAAAAAC8Y/_4dzZ-3f2OQ/s200/slavoj_zizek-b.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSALTANTES DE LOJINHAS DO MUNDO, UNI-VOS...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/8/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Slavoj Zižek, London Review of Books, vol. 33, n, 16&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/assaltantes-de-lojinhas-do-mundo-uni-vos.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/assaltantes-de-lojinhas-do-mundo-uni-vos.html &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tradução do Coletivo da Vila Vudu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repetição, segundo Hegel, tem papel crucial na história: se alguma coisa acontece uma única vez, pode ser descartada como acidente, algo que poderia ter sido evitado se a situação tivesse sido conduzida de modo diferente; mas quando um mesmo evento repete-se, é sinal de que está em curso um processo histórico mais profundo. Quando Napoleão foi derrotado em Leipzig em 1813, pareceu má sorte; quando foi derrotado outra vez em Waterloo, ficou claro que seu tempo acabara. Vale o mesmo para a continuada crise financeira. Setembro de 2008 foi apresentado como anomalia que podia ser corrigida com melhores regulações e controles; hoje se acumulam sinais de quebradeira nas finanças e já é evidente que estamos lidando com fenômeno estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem e repetem e repetem que atravessamos uma crise da dívida e que todos temos de partilhar a carga e apertar os cintos. Todos, exceto os (muito) ricos. Aumentar impostos sobre muito ricos é tabu: se se fizer isso, diz o mesmo argumento, os ricos não terão incentivo para investir, haverá menos empregos e todos sofreremos mais. A única salvação, nesses tempos duros, é os pobres ficarem cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. O que devem fazer os pobres? O que podem fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os tumultos de rua na Grã-Bretanha tenham sido desencadeados pela morte de Mark Duggan, todos concordam que manifestam mal-estar mais profundo – mas que tipo de mal-estar? Como quando se queimaram carros nos subúrbios de Paris em 2005, os agitadores de rua na Grã-Bretanha não tinham mensagem alguma a comunicar. (Há aí claro contraste com as manifestações massivas de estudantes em novembro de 2010, que também geraram violência. Os estudantes deixaram bem claro que rejeitavam as propostas de reformas na educação superior.) Por isso é difícil pensar sobre os agitadores de rua britânicos em termos marxistas, como uma instância da emergência do sujeito revolucionário; encaixam-se muito mais facilmente na noção hegeliana de “ralé”, “escória” [orig. ‘rabble’], espaços marginais organizados, que manifestam o próprio descontentamento mediante explosões ‘irracionais’ de violência destrutiva – que Hegel chamava de “negatividade abstrata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma velha história sobre um operário suspeito de roubo: todas as tardes, ao sair da fábrica, o carrinho-de-mão que ele empurra é cuidadosamente revistado. Os guardas nada encontram; o carrinho está sempre limpo. Até que a ficha cai: o operário roubava um carrinho-de-mão por dia. Os guardas não viam a mais visível verdade, exatamente como os jornalistas e especialistas e autoridades que comentaram os tumultos de rua. Dizem-nos que a desintegração dos regimes comunistas no início dos anos 1990s marcaram o fim da ideologia: o tempo dos projetos ideológicos em grande escala que culminaram em catástrofe totalitária está acabado; teríamos entrado numa nova era de política racional, pragmática. Se o lugar-comum de que vivemos numa era pós-ideológica é correto em algum sentido, pode-se ver nas recentes explosões de violência. Foi protesto de grau-zero, ação violenta sem demandas. Em sua tentativa desesperada para encontrar algum sentido nos tumultos, sociólogos e jornalistas deixaram passar sem qualquer registro o enigma que os tumultos nos impuseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que protestavam, oprimidos e socialmente excluídos de facto, não vivem risco de morrer de fome. Gente que sobrevive em condições materiais muito piores, sem falar das condições de opressão física e ideológica, têm conseguido organizar-se em forças políticas com agendas políticas claras. O fato de os agitadores não terem programa é, portanto, ele mesmo, fato que exige interpretação: diz muito sobre nossa pregação político-ideológica e sobre o tipo de sociedade em que vivemos – uma sociedade que celebra a escolha, mas na qual a única escolha possível é um consenso democrático obrigatório praticado como repetição sem pensamento [ing. a blind acting out].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma oposição ao sistema consegue articular-se como alternativa realista, sequer como projeto utópico, e só consegue assumir a forma de explosão sem meta ou significado. O que significaria nossa tão celebrada liberdade para escolher, se a única escolha possível é jogar pelas regras ou a violência (auto)destrutiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Badiou argumentou que vivemos num espaço social que cada dia mais é experienciado como “sem mundo” [orig, ‘worldless’]: nesse espaço, a única forma que o protesto pode assumir é a violência sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez aí esteja um dos principais perigos do capitalismo: embora, porque é global, o capitalismo inclua todo o mundo, ele mantém uma constelação ideológica “sem mundo”, na qual as pessoas são privadas dos meios conhecidos para localizar o significado. A lição principal da globalização é que o capitalismo pode acomodar-se a todas as civilizações, cristã, hindu ou budista, do Ocidente e do Oriente: não há qualquer ‘visão de mundo capitalista’, nenhuma ‘civilização capitalista’ propriamente dita. A dimensão global do capitalismo manifesta a verdade sem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira conclusão a ser extraída dos tumultos de rua, portanto, é que nenhuma das reações aos tumultos, seja a conservadora seja a liberal, é adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação conservadora era previsível: não há o que justifique tal vandalismo; é preciso usar os meios necessários para restaurar a ordem; para evitar que explosões como aquelas se repitam no futuro, precisamos, não de mais tolerância e ajuda social, mas de mais disciplina, mais trabalho duro e senso de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de errado nessa narrativa não é só que ela ignora a situação social de desespero que empurra os jovens para explosões de violência mas, e talvez mais importanre, que ela ignora o modo como essas explosões são eco das próprias premissas ocultas da ideologia conservadora. Quando, nos anos 1990s, os Conservadores lançaram sua campanha de “de volta ao básico”, o complemento obseno que aí havia foi bem claramente revelado por Norman Tebbitt: “O homem não é só animal social, também é animal territorial; é indispensável incluir em nossa agenda a necessidade de satisfazer esses instintos humanos básicos de tribalismo e de territorialidade.” Porque aquela “volta ao básico” tratava, realmente, disso: de soltar os bárbaros que vegetam por baixo de nossa sociedade burguesa aparentemente civilizada, satisfazendo os “instintos básicos” dos bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1960s, Herbert Marcuse introduziu o conceito de “dessublimação repressiva”, para explicar a “revolução sexual”: os impulsos humanos podem ser dessublimados, ganhar rédea solta, e, mesmo assim, permanecer submetidos aos controle capitalista – vide a indústria pornográfica [e as novelas e programas humorísticos da televisão brasileira (NTs)]. Nas ruas britânicas, durante os tumultos, o que se viu não foram homens reduzidos a ‘bestas’, mas a forma nua da ‘besta’ produzida pela ideologia capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, os liberais de esquerda, não menos previsíveis, agarraram-se ao seu mantra sobre programas sociais e iniciativas de integração, as quais, negligenciadas, teriam privado a segunda e terceira gerações dos imigrantes de suas possibilidades econômicas e sociais: explosões de violência seriam o único meio que ainda têm para articular a insatisfação. Em vez de nos permitir embarcar indulgentemente em fantasias de vingança, devemos nos esforçar para entender as causas profundas dos atos de violência. Saberíamos nós o que significa ser jovem em área pobre racialmente ‘complexa’, ser considerado suspeito a priori nas batidas policiais, sempre agredidos por policiais, não só desempregado mas, muitas vezes, inimpregável, sem esperanças de futuro? A implicação é que as próprias condições em que essas pessoas encontram-se tornariam inevitável que tomassem as ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dessa narrativa é que só lista as condições objetivas dos tumultos. ‘Agitar’, ‘tumultuar’ seria fazer uma declaração subjetiva, declarar implicitamente como alguém se relaciona com as próprias condições objetivas de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos tempos cínicos. Não é difícil imaginar um agitador que, apanhado quando saqueava e incendiava uma loja e interrogado sobre suas razões, responda usando a linguagem dos sociólogos e assistentes sociais: que fale de menor mobilidade social, insegurança crescente, desintegração da autoridade paterna, carência de atenção materna na infância. Ele sabe portanto o que faz, mas mesmo assim faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perda de tempo ponderar qual dessas duas reações, a conservadora ou a liberal, é a pior: como Stálin diria, as duas são piores, e isso inclui o alerta que os dois lados dão, de que o real perigo dessas explosões está na previsível reação racista da “maioria silenciosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das formas que essa reação assumiu em Londres foi a atividade ‘tribal’ de comunidades locais (turcos, caribenhos, sikhs), que rapidamente organizaram unidades por ‘tribos’ para vigiar suas propriedades. Os donos de lojas seriam uma pequena burguesia que defende sua propriedade contra um genuíno, embora violento, protesto contra o sistema? Ou seriam representantes da classe trabalhadora combatendo contra forças da desintegração social? Também nesse caso, deve-se rejeitar a ordem para escolher um dos lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o conflito aconteceu entre dois pólos de oprimidos: os que tiveram sucesso e conseguiram operar dentro do sistema versus os frustrados demais para continuar tentando. A violência dos agitadores foi dirigida quase exclusivamente contra seus respectivos grupos. Os carros queimados e as lojas saqueadas não foram queimados e saqueadas em bairros ricos, mas nos próprios bairros onde vivem os incendiadores e saqueadores. Não há conflito entre diferentes partes da sociedade; o conflito é, no seu aspecto mais radical, entre sociedade e sociedade, entre os que têm tudo e os que nada têm, a perder; os que nada apostaram na própria comunidade e os que fizeram as mais altas apostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zygmunt Bauman caracterizou os tumultos como “atos de consumidores defeituosos e não qualificados”: sobretudo, foram manifestação de um desejo consumista atuado [orig. enacted] quando incapaz de realizar-se do modo ‘certo’ – mediante um ato de compra. Nessa medida, os tumultos também contêm um momento de protesto genuíno, sob a forma de resposta irônica à ideologia do consumo: “Vocês nos convocam para consumir e, simultaneamente, nos negam os meios para consumir do jeito ‘certo’. – Estamos consumido, do único modo possível para nós!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tumultos são demonstração da força material da ideologia – excessiva, talvez, em tempos de ‘sociedade pós-ideológica’. De um ponto de vista ideológico, o problema dos tumultos não está na violência como tal, mas no fato de que a violência não é verdadeiramente autoafirmativa. É raiva e desespero impotentes mascarados como exibição de força: é inveja travestida de carnaval triunfante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tumultos devem ser situados também em relação a outro tipo de violência que a maioria liberal percebe hoje como ameaça ao nosso modo de vida: os ataques terroristas e os suicidas-bomba. Nas duas instâncias, violência e contraviolência são apanhadas num círculo vicioso, as duas gerando as mesmas forças que tentam derrotar. Nos dois casos, estamos lidando com passages à l’acte [fr. no original] cegas, nas quais a violência é admissão implícita de impotência. A diferença é que, ao contrário dos tumultos na Grã-Bretanha ou em Paris, os ataques terroristas são postos a serviço de um significado – o Significado absoluto que a religião assegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os levantes árabes não foram ato coletivo de resistência que rejeitaram a falsa alternativa entre violência autodestrutiva e fundamentalismo religioso? Infelizmente, o verão egípcio de 2011 será lembrado como o fim da revolução, quando seu potencial emancipatório foi sufocado. Os coveiros são o exército e os islâmicos. Os contornos do pacto entre o exército (que é o exército de Mubarak) e os islâmicos (que foram marginalizados durante os primeiros meses do levante, mas agora estão ganhando terreno) são cada dia mais claros: os islâmicos tolerarão os privilégios materiais do exército e, em troca, garantirão a hegemonia ideológica. Os perdedores serão os liberais pró-ocidente, fracos demais – apesar do dinheiro da CIA – para ‘promover a democracia’; e os verdadeiros agentes dos levantes da primavera, uma emergente esquerda secular que tentava montar uma rede de organizações da sociedade civil, a partir dos sindicatos e das feministas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação econômica em rápida deterioração, logo, mais cedo ou mais tarde, levará os pobres, grandes ausentes dos levantes da primavera árabe, às ruas. É bem provável que haja nova explosão, e a pergunta difícil para os sujeitos políticos egípcios é: quem dirigirá, com sucesso, a ira dos pobres? Quem traduzirá essa ira em termos de programa político: a nova esquerda secular ou os islâmicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação predominante na opinião pública ocidental ao pacto entre islâmicos e o exército no Egito será, sem dúvida, um show de cinismo: nos dirão que, como o caso do Irã (não árabe) mostrou claramente, levantes populares em países árabes sempre terminam em islamismo militante. Mubarak aparecerá como diabo muito menos perigoso – melhor ficar com diabo conhecido que lidar com forças de emancipação. Contra tal cinismo, é preciso permanecer incondicionalmente aliado ao núcleo radical-emancipatório do levante egípcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso evitar também o narcisismo da causa perdida: é muito fácil admirar a beleza sublime dos levantes condenados ao fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a esquerda enfrenta o problema da ‘negação determinada’ [orig. ‘determinate negation’]: que nova ordem deve substituir a velha ordem, depois do levante, quando houver passado o sublime entusiasmo do primeiro momento? Nesse contexto, o manifesto dos Indignados da Espanha, lançado depois das manifestações em maio, é revelador. O primeiro traço que chama a atenção é o decidido tom apolítico: “Uns de nós consideram-se progressistas, outros conservadores. Uns são religiosos crentes, outros não. Uns têm ideologias claramente definidas, outros são apolíticos, mas todos estamos preocupados e zangados com o quadro político, econômico e social que vemos à nossa volta: corrupção de políticos, empresários, banqueiros, que nos deixam indefesos, sem voz.” Protestam em nome de “verdades inalienáveis que não vemos respeitadas em nossa sociedade: o direito a moradia, emprego, cultura, saúde, participação política, livre desenvolvimento pessoal, direitos do consumidor e a uma vida saudável e feliz”. Rejeitando a violência, clamam por uma “revolução ética. Em vez de pôr o dinheiro acima dos seres humanos, devemos pô-lo a nosso serviço. Somos pessoas, não produtos. Não sou o que compro, porque compro ou de quem compro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem serão os agentes dessa revolução? Os Indignados espanhóis descartam todos os políticos, a esquerda e a direita, como corruptos e controlados pela ganância e pela sede de poder. Mesmo assim, o manifesto apresenta várias demandas, mas… dirigidas a quem? Não a eles mesmos: os Indignados (ainda) não declaram que ninguém mais fará por eles, que eles mesmo têm de ser a mudança que querem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está a fragilidade fatal dos recentes protestos: manifestam uma raiva autêncica que não consegue transformar-se em programa de ação positiva para mudança sociopolítica. Manifestam um espírito de revolta, sem revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação na Grécia parece mais promissora, provavelmente devido a uma tradição mais persistente de auto-organização progressista (que desapareceu na Espanha depois da queda do regime de Franco). Mas mesmo na Grécia o movimento de protesto padece das limitações da auto-organização: os que protestam estão mantendo um espaço de liberdade igualitária sem autoridade central, um espaço público no qual todos têm o mesmo tempo para falar etc. Quando os manifestantes começaram a discutir o passo seguinte, como avançar além dos simples protestos, a maioria concluiu que não se precisava de novo partido e que não era o caso de tentar tomar o poder do estado; que o movimento faria pressão sobre os partidos políticos. Evidentemente, é muito pouco para forçar uma reorganização de toda a vida social. Para chegar lá, é indispensável um corpo forte, competente para tomar decisões rápidas e implementá-las com todo o rigor necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A SOCIEDADE [ESTADUNIDENSE] PARECE ANESTESIADA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Heloisa Villela, de Washington - 09/08/2001&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heloisa-villela-a-sociedade-parece-anestesiada.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heloisa-villela-a-sociedade-parece-anestesiada.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a pergunta que não me sai da cabeça. Existe um ponto a partir do qual tudo vai pelos ares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo toma as ruas, grita, cobra… Londres está pegando fogo. Em Israel, muita gente partiu para o acampamento nas ruas e praças do pais. E aqui nos Estados Unidos, para uma parcela cada vez maior da população, motivo também não falta para exigir mudança. Mas as ruas continuam silenciosas. Verdadeiros túmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o computador e a primeira notícia que aparece, aqui no meu bairro: psiquiatra mata o filho e se mata em seguida. No bilhete que deixou prá trás, a mulher diz que não aguentava mais tentar driblar as dívidas e o preço da mensalidade escolar já que o filho, portador de uma doença mental, não acompanhava o ritmo da escola pública. Foi um ato de desespero. Dar cabo da própria vida seria cruel com o menino, que dependia dela para tantas coisas. Ela preferiu acabar com tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que existem alguns casos dramáticos pelo país afora. Não deveria me surpreender já que a situação de tantas pessoas é mesmo desesperadora e a rede de amparo social é cada vez menor. E vai diminuir ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui nos Estados Unidos, a classe média, base da economia do país, está cada vez mais pobre. E os afro-americanos e latinos, então, mais pobres ainda. Segundo a Pew Reseach Center, a distância entre as minorias e os brancos bateu recorde histórico. Entre 2005 e 2009, a renda média das famílias hispânicas, nos Estados Unidos, caiu 66%. A renda das famílias afro-americanas sofreu uma queda de 53%  enquanto a renda média das famílias brancas caiu 16%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho da segurança do teto próprio se desfaz. As dívidas aumentam. Os empregos somem. Um índice de desemprego de 9,1% não é exatamente o fim do mundo. Mas todo mundo sabe que esse índice é uma piada. Uma ginástica estatística aperfeiçoada no governo Bill Clinton, que exclui da pesquisa as pessoas que passaram bom tempo procurando emprego e, por falta de resultado, simplesmente desistiram de tentar achar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma Secretaria do Trabalho que divulga este número desprovido de significado real também publica, discretamente, o índice de pessoas em idade produtiva que estão trabalhando em empregos de horário integral. Ou seja, nada de juntar aqui os que têm um bico de meio expediente ou de algumas horas por semana. Esse índice mostra que apenas 58,1% da mão de obra empregável do país está na ativa. E os outros 42%, estão fazendo o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da minha casa, é comum, hoje, ver pessoas homens e mulheres de todo tipo, cor e credo pedindo ajuda com cartazes. Andando entre os carros quando o sinal fecha. Isso não existia. Em visita recente a Nova York, passei pela Tompkins Square, uma praça no lado leste da cidade. Deparei-me com uma fila que dava volta no quarteirão. “É a sopa”, me refrescou a memória uma amiga que morou naquele lugar durante anos. E o que mais chamou nossa atenção: não eram apenas drogados, bêbados, mendigos, como antigamente. Vi famílias inteiras, com carrinho de bebê, criança pequena pela mão, esperando a hora de receber a comida de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí me volta a pergunta: até quando essa gente aguenta tudo calada? Ficou muito óbvio, na recente discussão do teto da dívida americana, que nem um partido nem outro tem compromisso com causa alguma. Roderick Harrison, economista e professor da Universidade Howard, aqui em Washington, me disse que está preocupado. Os próximos meses serão ainda mais difíceis, com mais demissões e consumidores assustados, sem dinheiro prá comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tentou responder a minha pergunta. Ou melhor, explicar o atual estado de coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Faz tempo que estamos caminhando para a ingovernabilidade…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior, diz ele, é a falta de organização da sociedade civil. Os partidos, afirmou, já não representam diferentes camadas da população. E a guinada para a direita é visível. Segundo o professor, somente o povo organizado, na rua, cobrando, vai empurrar o partido democrata, e o governo do presidente Barraca Obama, na direção de soluções para os problemas centrais dos país: desemprego e moradia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sociedade parece anestesiada. Os únicos que ainda se mexem e vão prá rua são os seguidores do Tea Party, a ala mais radical e direitista do Partido Republicano. Cadê a raiva, a revolta, a indignação?&lt;br /&gt;Por enquanto, vi isso vir à tona somente neste comentário do jornalista Keith Olbermann, que hoje trabalha na Current TV, do ex-vice-presidente Al Gore. Cáustico e sem meias palavras, ele diz o que eu imaginaria que muitos americanos poderiam estar gritando por aí, se soubessem gritar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.huffingtonpost.com/2011/08/02/olbermann-debt-ceiling-special-comment-protests-obama_n_915957.html&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-6327807934472739929?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/6327807934472739929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/zizek-e-hvillela-2-textos-otimos-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/6327807934472739929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/6327807934472739929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/zizek-e-hvillela-2-textos-otimos-sobre.html' title='Zizek e H.Villela: 2 textos ótimos sobre o momento histórico mundial (deu no Azenha)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_kOJKjOl5YU/TlCBsXhCeTI/AAAAAAAAC8Y/_4dzZ-3f2OQ/s72-c/slavoj_zizek-b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-590695568893081188</id><published>2011-08-16T20:21:00.008-03:00</published><updated>2011-08-16T23:09:00.096-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neurociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='borderline'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rudolf Steiner'/><title type='text'>Transtorno Borderline em abordagem antroposófica : Ralf R. comenta o lançamento da sua tradução</title><content type='html'>&lt;big&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;Caros amigos, há poucas semanas a Editora Antroposófica lançou       o livro &lt;i&gt;&lt;b&gt;Transtorno Borderline&lt;/b&gt;,&lt;/i&gt; em tradução do       alemão que fiz em 2007, quando estava morando em Santos, a pedido       do Instituto Rudolf Steiner de Curitiba. Faço alguns comentário       abaixo, depois do anúncio da Editora.&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: verdana, arial; font-size: x-small;"&gt;Caso não                     visualize as imagens abaixo,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana, arial; font-size: x-small;"&gt;                     &lt;a href="http://campaign.r20.constantcontact.com/render?llr=d5nx7gdab&amp;amp;v=001hTNOLeHhu4CAxJtHMkCmhEPTcPUYXvUrW-T6k6o81rb9T_pBEf88ufcMpcAsSt2v63XxhF80zSwzZtDqBMXPsOY5k7Kz6BTqP6Xbhpj-05g%3D" moz-do-not-send="true" shape="rect" target="_blank" track="off"&gt;acesse a versão online&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="rootDiv" style="text-align: center;"&gt;&lt;table bgcolor="#F9F9F9" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: #f9f9f9; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; 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font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;table bgcolor="#ffffff" border="0" cellpadding="0" cellspacing="10" style="text-align: center; width: 600px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                             &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                     &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" valign="top"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td bgcolor="#fff9cc" colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;table cellpadding="5" cellspacing="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="3" valign="top" width="130"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://r20.rs6.net/tn.jsp?llr=d5nx7gdab&amp;amp;et=1107150863357&amp;amp;s=6763&amp;amp;e=0017PwSVNV4tkALz4rBAFhagehfn8rjbF5L1grZRXaJPhBSbL1wFFRoa1uxcehnipPEM2FFsZEEEtHoKq-VI-YGP1Z54feg7hcEfw-5llAu4h3aunAwUMWDv6qp8V_Xb7YCEgSvl_9ebuaww--EHxrGIJdkTpXZmG_fQpMXbHuF8k0ptQ58zJyyuB9i1Runf-m_QqkqcTInR0c=" moz-do-not-send="true" shape="rect" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="200" moz-do-not-send="true" src="https://www.rumo.com.br/lojas/00000472/prod/transbor_g.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, ' Helvetica', ' sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;TRANSTORNO                                                           BORDERLINE&lt;br /&gt;Dieter Beck /                                                           Henriette                                                           Dekkers /                                                           Ursula                                                           Langerhorst&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, ' Helvetica', ' sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;Considerado                                                           uma                                                           enfermidade                                                           psíquica de                                                           nossa época, o                                                           chamado                                                           'transtorno                                                           borderline' é                                                           apresentado                                                           aqui por                                                           Dieter Beck,                                                           Henriette                                                           Dekkers e                                                           Ursula                                                           Langerhorst                                                           segundo seus                                                           conhecimentos                                                           e suas                                                           experiências                                                           clínicas e                                                           terapêuticas                                                           no âmbito da                                                           Antroposofia.                                                           Numa sequência                                                           de três                                                           artigos com                                                           diferentes                                                           abordagens,                                                           porém numa                                                           sintonia                                                           conceitual e                                                           metodológica,                                                           os autores                                                           focalizam o                                                           tema segundo                                                           as                                                           características                                                           evolutivas da                                                           alma humana e                                                           seus                                                           distúrbios no                                                           processo de                                                           integração à                                                           realidade                                                           individual,                                                           ambiental e                                                           social&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, ' Helvetica', ' sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" style="text-align: right;" valign="bottom"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td bgcolor="#ffffff" colspan="1" rowspan="1" style="text-align: right;"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" width="1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" width="63"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://r20.rs6.net/tn.jsp?llr=d5nx7gdab&amp;amp;et=1107150863357&amp;amp;s=6763&amp;amp;e=0017PwSVNV4tkAGyovYtbRuoXfoDmLqnAUrgYkJPzvXnFxu8hVoq_vhW_9LE1xq87TaJvszhOWtLtnmI4SAyy-6uoUnFePlJuHp61HRE2GIY-IokP9KIYYad7o3bYCrIW7boBvKGIcqMrpV-NmHXOp8KmpLEISEqTXxFOSeSwRImEKY6USHbSOHx2UyoO0RBDyR5NhmGmqHt07xY6EgCXDahMLbupzB9HiL" moz-do-not-send="true" shape="rect" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="35" hspace="10" moz-do-not-send="true" src="http://www.rumo.com.br/lojas/00000472/images/BotCarrinho2.gif" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" width="83"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, ' Helvetica', ' sans-serif'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;por                                                           R$30,00&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1" width="1"&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                                           &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                                           &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                                           &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;img height="11" moz-do-not-send="true" src="https://www.rumo.com.br/lojas/00000472/images/ajuste.gif" width="1" /&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;                                                           &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, ' Arial', ' Helvetica', ' sans-serif'; font-size: 8pt;"&gt;Livraria                                                           Virtual da                                                           Editora                                                           Antroposófica&lt;br /&gt;Livros                                                           para o                                                           Autoconhecimento                                                           e a Ampliação                                                           Cultural&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                                           &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                                       &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                                   &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                               &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                                       &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                                   &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                               &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;                       &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;               &lt;/table&gt;&lt;/td&gt;           &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;       &lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;COMENTANDO: Quem me conhece há algum tempo sabe que mantenho com o pensamento de Rudolf Steiner ou derivado dele (= Antroposofia), a mesma relação de intercâmbio aberta que mantenho com, por exemplo, Freud e Marx e suas respectivas "escolas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo começado a estudar a Antroposofia há 33 anos, sou-lhe imensamente grato por uma série de perspectivas e de chaves de interpretação utilíssimas, que fazem grande diferença - mas ao mesmo tempo avalio que parte considerável de seu discurso e de suas práticas não se sustenta como pode parecer antes de uma análise profunda, e "torço" para que com o tempo essas partes sejam consideradas superadas pelo próprio movimento, em benefício da parte que se sustenta e pode dar contribuições tão preciosas ao equacionamento das grandes questões da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos 3 estudos que constituem este livro, o pensamento psicológico antroposófico interage com a maior seriedade com conhecimentos psiquiátricos, psicológicos e psicanalíticos não-antroposóficos, e o resultado (mesmo que não se concorde com 100%) é luminoso e iluminador. Considero um privilégio ter tido a oportunidade de traduzi-los, pois o aprendizado foi imenso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive só agora, com certa distância, vejo que talvez vindo dele o impulso mais decisivo para a minha monografia &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tropis.org/biblioteca/aosquepodemsalvaromundo.pdf"&gt;&lt;b&gt;Aos que podem salvar o mundo: &lt;/b&gt;a Filosofia e Pedagogia do Convívio e seu apelo por uma nova consciência &amp;amp; arte dos pais&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt; &amp;nbsp;Pois, entre tantos outros problemas individuais e sociais, também o transtorno borderline se mostra aqui como consequência de falhas no acolhimento da individualidade humana na primeira infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: recomendo e muito! Longe de ser só para psicólogos e profissionais de saúde, um livro para qualquer um que se interesse pelo ser humano em profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço,&lt;br /&gt;Ralf&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-590695568893081188?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/590695568893081188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/transtorno-borderline-em-abordagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/590695568893081188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/590695568893081188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/transtorno-borderline-em-abordagem.html' title='Transtorno Borderline em abordagem antroposófica : Ralf R. comenta o lançamento da sua tradução'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-9155599208836901766</id><published>2011-08-08T11:14:00.022-03:00</published><updated>2011-08-08T14:00:06.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA theoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONVIVIAL - Filosofia'/><title type='text'>MANIFESTO DO PLURALISMO RADICAL (republicando como "Sementes para um tempo de Proto-Revolução Perplexa &amp; Atônita - 01")</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img align="baseline" alt="Pluralismo Radical: a revolução da revolução" border="0" height="62" hspace="0" src="http://www.tropis.org/logos/pluralismo-sol-m1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: grey; font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Manifesto do Pluralismo Radical&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Piratininga, 07 set.2008&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;• Ralf Rickli escreveu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Quem espera que união e entendimento mútuo tragam a felicidade ao mundo,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;esse pode&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt; desesperar sentado.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mas a felicidade está sim ao nosso alcance: &lt;br /&gt;através do&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;&lt;b&gt;respeito - mútuo -&amp;nbsp;incondicional&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;, independente de entendimento e de união.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;Só a multiplicidade nos une, e é só por sermos todos diferentes que somos todos iguais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;As Ciências da Vida já nos mostraram&amp;nbsp;que a principal condição para&amp;nbsp;a saúde dos&amp;nbsp;sistemas&amp;nbsp;vivos&amp;nbsp;é&amp;nbsp;o&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;convívio&amp;nbsp;entre diferentes sem a eliminação de&amp;nbsp;suas&amp;nbsp;diferenças&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;e a Física vem mostrando que essa é a condição primeira para a própria existência:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt; monocultura é desastre ecológico, indiferenciação entre células é câncer,&amp;nbsp;a supressão das diferenças entre partículas e forças&amp;nbsp;levaria apenas à impotência do Nada.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: 13.5pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Por que seria de outro modo justamente na humanidade, constituída pelos seres&amp;nbsp;com maior potencial de inovação e diferenciação no universo conhecido?&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;As&amp;nbsp;variações possíveis no jeito de ser boi são bem&amp;nbsp;poucas. Ser&amp;nbsp;humano é, justamente,&amp;nbsp;ter o potencial de ser imprevisível no seu jeito-de-ser, esteja-se fazendo uso disso ou não.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Cada um poder pensar e fazer as coisas do seu jeito – se e quando quiser.&lt;br /&gt;Cada um construir seu&amp;nbsp;caminho decidindo individualmente cada passo que vai dar –&amp;nbsp;inclusive quando escolhe dar o passo junto com outros e construir um caminho coletivo.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-variant: small-caps;"&gt;&lt;b&gt;Coletividade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;só um&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;coletivo de indivíduos autônomos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;faz jus ao potencial do ser humano!&amp;nbsp;Cultura homogênea é desastre em qualquer campo!&lt;br /&gt;Biodiversidade - noodiversidade -&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;b&gt;ideo&lt;/b&gt;diversidade - pluralidade&amp;nbsp;&lt;em&gt;irrestrita:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;eis a marca das situações biológicas, sociais, culturais e políticas saudáveis!&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Só a multiplicidade nos une!&lt;br /&gt;Só por sermos todos diferentes é que somos todos iguais!&lt;/b&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-variant: small-caps;"&gt;Mas atenção:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;qualquer ser humano que se encontre, por forças humanas externas a si,&amp;nbsp;impedido de escolher seu rumo e de dar seus passos no rumo que escolheu,&amp;nbsp;encontra-se em estado de&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;&lt;b&gt;opressão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ter que ser de um jeito que não se é&amp;nbsp;para conseguir respeito – isso é sofrer opressão.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ser excluído a contragosto, seja lá do que for,&lt;br /&gt;é estar sendo oprimido.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ser&amp;nbsp;&lt;i&gt;incluído&amp;nbsp;&lt;/i&gt;a contragosto, seja lá no que for,&lt;br /&gt;&lt;i&gt;também&amp;nbsp;&lt;/i&gt;é estar sendo oprimido.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ter que entregar a bolsa ou a vida a contragosto&lt;br /&gt;é sofrer opressão.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ter que entregar sua força de trabalho sob condições insatisfatórias&amp;nbsp;para não entregar os seus à penúria &lt;br /&gt;também é sofrer opressão.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não poder decidir ou nem participar das decisões&amp;nbsp;quanto à destinação dos valores que se criou com seu trabalho –&lt;b&gt;&amp;nbsp;isso é sofrer a mãe das opressões&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Oprimir é expropriar de outro ser humano sua própria condição de humano:&lt;br /&gt;o poder de decidir por si.&amp;nbsp;Oprimir é sempre tentativa de desumanizar.&amp;nbsp;Fazer o outro de animal ou de coisa&amp;nbsp;para poder atuar sobre&amp;nbsp;ele com a superioridade de um deus –&amp;nbsp;quando na verdade um&amp;nbsp;e outro têm a mesma natureza:&amp;nbsp;a natureza do&amp;nbsp;escolhedor.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Por sua natureza, todo ser humano é capaz&amp;nbsp;de escolher fazer qualquer coisa, inclusive oprimir -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;... mas acontece que o ato de oprimir deflagra inevitavelmente&amp;nbsp;uma reação-em-cadeia de infelicidades em todas as direções –&amp;nbsp;desgraças que&amp;nbsp;assumem depressa mil faces tão diferentes&amp;nbsp;que&amp;nbsp;logo ninguém mais percebe de onde vêm.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Fora uma pequena parcela&amp;nbsp;decorrente de causas puramente naturais ou acidentais,&amp;nbsp;a infelicidade humana decorre toda de atos de opressão perpetrados&amp;nbsp;por seres humanos, e portanto evitáveis já no nascedouro –&amp;nbsp;pois seres humanos podem&amp;nbsp;&lt;b&gt;escolher não oprimir&lt;/b&gt;.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Que a capacidade de oprimir é parte da liberdade humana, isso não há como negar –&amp;nbsp;mas só haverá chance de felicidade em nosso horizonte quando a humanidade decidir&amp;nbsp;que respeitará todas as liberdades de todos os seus membros –&amp;nbsp;&lt;b&gt;exceto a liberdade de oprimir&lt;/b&gt;;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;... quando a humanidade combinar que vale tudo, menos oprimir –&amp;nbsp;em qualquer das formas já mencionadas ou em qualquer outra imaginável;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;... combinar que nada pode ser imposto...&amp;nbsp;a não ser isso mesmo: que não seja imposto nada além de que nada seja imposto.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Que não seja imposto&amp;nbsp;nada&amp;nbsp;por ninguém a ninguém&lt;br /&gt;além de que não seja imposto nada&lt;br /&gt;por ninguém a ninguém:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;eis o anel virtuoso capaz de garantir&amp;nbsp;a&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;dignidade&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e a&amp;nbsp;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;liberdade&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de todo ser humano (que são uma coisa só).&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-variant: small-caps;"&gt;&lt;b&gt;Respeito&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Respeito de todos por todos.&lt;br /&gt;O mais radical e absoluto respeito pela pluralidade e diversidade&amp;nbsp;das vontades e jeitos-de-ser humanos:&amp;nbsp;sem isso não há chance nenhuma de que a infelicidade humana diminua,&amp;nbsp;ou de que a felicidade cresça.&amp;nbsp;Outras condições também podem ajudar – mas a única&amp;nbsp;&lt;i&gt;sine qua non&amp;nbsp;&lt;/i&gt;é esta.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Todas as leis e demais instituições da humanidade podem&amp;nbsp;e devem ser repensadas a partir desse núcleo gerador único,&amp;nbsp;e substituídas por leis e instituições derivadas dele.&amp;nbsp;Todo o direito, toda a política, todas as relações humanas&lt;/b&gt;,&amp;nbsp;quer dois a dois, quer bilhões a bilhões.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Essa é a mais completa e definitiva das revoluções possíveis para a humanidade –&amp;nbsp;fato que depende tanto das nossas opiniões quanto o de 3x4 ser o mesmo que 4x3&amp;nbsp;- quer dizer: não se trata de ideologia, mas está implícito&amp;nbsp;na própria lógica fundamental da existência.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mas não precisamos temer nos sentirmos oprimidos por essa única imposição:&amp;nbsp;sendo precisamente a supressão da opressão,&amp;nbsp;representará o estado de maior liberdade possível à humanidade de modo duradouro:&amp;nbsp;CONVÍVIO: o estado em que os diferentes vivem lado a lado e em paz&amp;nbsp;sem jamais tentarem suprimir as diferenças um do outro.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Só a multiplicidade nos une,&lt;br /&gt;e só por sermos todos diferentes é que somos todos iguais.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Revolução da idéia de Revolução até o seu limite,&lt;br /&gt;caminho mais curto para a maior felicidade possível para todos –&amp;nbsp;eis o PLURALISMO RADICAL. É só pegar e usar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Versão em PDF:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.tropis.org/biblioteca/manifesto-pluralismo-folder.pdf"&gt;http://www.tropis.org/biblioteca/manifesto-pluralismo-folder.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-9155599208836901766?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/9155599208836901766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/manifesto-do-pluralismo-radical.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/9155599208836901766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/9155599208836901766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/08/manifesto-do-pluralismo-radical.html' title='MANIFESTO DO PLURALISMO RADICAL (republicando como &quot;Sementes para um tempo de Proto-Revolução Perplexa &amp; Atônita - 01&quot;)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-5694406026250953231</id><published>2011-07-29T16:29:00.004-03:00</published><updated>2011-08-16T20:18:44.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ETHIKÉ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA theoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONVIVIAL - Filosofia'/><title type='text'>Minuta para um ESTATUTO FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE (republicado como "Sementes para um tempo de Proto-Revolução Perplexa &amp; Atônita - 02")</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 15pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 15pt;"&gt;Para um &lt;br /&gt;Estatuto Fundamental da Humanidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 13pt;"&gt;Fragmento do livro em preparação &lt;br /&gt;&lt;b&gt;A chave de tudo           mais:&lt;br /&gt;apontamentos para uma Filosofia do Convívio &lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-top: 9pt; text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ralf           Rickli&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; letter-spacing: -0.4pt;"&gt;&lt;a class="moz-txt-link-freetext" href="http://ralf.r.tropis.org/"&gt;http://ralf.r.tropis.org&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-top: 9.0pt; mso-hyphenate: none; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 8pt;"&gt;&amp;nbsp;Publicação inicial na         internet: &lt;b&gt;26.01.2008&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;como participação nas atividades do Fórum Social Mundial&lt;br /&gt;Data da presente versão (4): &lt;b&gt;29.07.2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt; letter-spacing: -0.4pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top: 36.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;MINUTA&lt;br /&gt;PARA UM ESTATUTO FUNDAMENTAL DA HUMANIDAD&lt;span style="letter-spacing: 2pt;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 47.9pt; margin-right: 0cm; margin-top: 30.0pt; text-indent: -47.9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Estatuto             Fundamental&lt;br /&gt;da Dignidade e do Convívio Humanos &lt;br /&gt;- &lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;núcleo central&lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt; mínimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1.1. &amp;nbsp; Nada pode ser imposto por nenhum           indivíduo ou grupo humano a nenhum indivíduo ou grupo humano           (nem mesmo por um           grupo aos seus próprios membros).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1.2. &amp;nbsp; &amp;nbsp; A única exceção a essa regra é ela           mesma, que pode &lt;i&gt;e deve&lt;/i&gt; ser imposta sempre que           necessário. Ou seja:           impedir que alguma coisa seja imposta é ao mesmo tempo um           direito e o único           dever permanente de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1.3. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Deve ser sempre buscada a forma mais           branda possível para realizar a imposição da não-imposição que           vem prescrita           acima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 47.9pt; margin-right: 0cm; margin-top: 30.0pt; text-indent: -47.9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Estatuto           Fundamental&lt;br /&gt;da Dignidade e do Convívio Humanos&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;núcleo central mínimo             em forma de             deveres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2.0. &amp;nbsp; &amp;nbsp;Pelo bem de cada pessoa e da           humanidade inteira, todos são convidados a concordar em que os           seguintes três           deveres são permanentes e universais para todos os indivíduos           e todos os grupos           humanos: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2.1. &amp;nbsp; &amp;nbsp; o dever de não impor nada a nenhum           outro indivíduo ou grupo humano, nem mesmo um grupo aos seus           próprios membros;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2.2. &amp;nbsp; como única exceção ao primeiro, o           dever de impedir que qualquer indivíduo ou grupo humano           imponha alguma coisa a           qualquer outro indivíduo ou grupo humano;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2.3. &amp;nbsp; &amp;nbsp; o dever de buscar sempre a forma mais           branda possível para exercer o segundo dever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;br clear="all" style="page-break-before: always;" /&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 47.9pt; margin-right: 0cm; margin-top: 12.0pt; text-indent: -47.9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Estatuto           Fundamental &lt;br /&gt;da Dignidade e do Convívio Humanos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;-&amp;nbsp; &lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;forma           extensa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3.0.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Em benefício de cada um e de todos         nós, optamos por concordar com os seguintes quatro artigos como         &lt;b&gt;Estatuto           Fundamental da Dignidade e do Convívio Humanos&lt;/b&gt;, que pode         igualmente ser         chamado de &lt;b&gt;Estatuto da Liberdade&lt;/b&gt;; outros pontos de         concórdia serão         sempre bem-vindos, mas reconhecemos que nenhum tem tanta         urgência e prioridade         quanto estes quatro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3.1.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; O que caracteriza cada um de nós como         indivíduo humano é o fato de ser uma &lt;b&gt;unidade decisória livre&lt;/b&gt;:         a unidade         mínima capaz de escolher o que quer e o que faz, mesmo se nem         sempre fizer uso         dessa capacidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.1.1. &amp;nbsp;Qualquer         ser humano que se encontre impedido de fazer uso de sua         capacidade de decisão         por razões externas a si se encontra sob um estado de opressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3.2.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Com uma única exceção, nenhum de nós         seres humanos tem direito de colocar outro sob opressão, ou         seja: de criar         situações que expropriem outro ser humano do gozo da sua         capacidade de decisão,         quer obrigando-o a, quer impedindo-o de seja o que for; quer         excluindo-o, quer         incluindo-o contra a sua vontade seja no que for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.2.1. &amp;nbsp; O         estado de opressão é indigno para todo e qualquer ser humano, e         faz parte da         dignidade de todo ser humano não aceitar esse estado nem para si         mesmo, nem         para qualquer outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.2.2. &amp;nbsp; Cada         ser humano têm o direito de delegar a outro ser humano parte de         seu direito de         decisão, para fins específicos e por tempo limitado, porém         conserva sempre o         direito de revogar essa delegação a qualquer tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.2.3. &amp;nbsp;Se         algum ser humano se mostra temporária ou permanentemente incapaz         de exercer a         sua própria capacidade de decisão de modo a preservar-se em vida         digna, e isso         por razões próprias (ou seja, sem que seja impedido ou compelido         por nenhum         outro), a coletividade humana como um todo é responsável por         conservar esse ser         humano em estado digno, tomando em seu lugar decisões         compatíveis com as que         ele tomaria para si caso estivesse em pleno gozo de sua         capacidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.2.3.1. Os         períodos de infância e de adolescência são casos especiais de         grande         importância e complexidade, e devem ser objeto de estatutos         específicos. Estes         não deverão deixar de levar em conta que nas crianças a         capacidade de decisão         se encontra em permanente construção e crescimento, de modo que         são necessárias         abordagens diferentes para cada ano de idade, ou pelo menos para         cada grupo de         poucos anos, e tampouco que a capacidade de decisão e/ou de         participação em         decisões se desenvolve muito mais rapidamente que a capacidade         de         automanutenção, e portanto as duas não devem ser tratadas como         uma coisa só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;3.2.4. &amp;nbsp;Nos casos em que, mesmo apoiado para isso,         se mostrar         impossível que um determinado ser humano recupere sua plena         capacidade de         decisão autônoma, a coletividade é responsável por tomar         cuidados para que esse         fato não venha a prejudicar a capacidade de decisão autônoma dos         seus         descendentes ou de outros eventuais dependentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3.3.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A única exceção ao artigo 3.2 (conjunto)         é a que o protege de si mesmo, ou seja: todo ser humano tem não         apenas o         direito mas também o dever de impedir, sempre pelo meio mais         brando que ainda         seja eficiente, que um segundo ser humano faça uso da sua         vontade livre para         expropriar a vontade livre quer do primeiro quer de terceiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.3.1. &amp;nbsp; A         coletividade deve buscar desenvolver meios tão seguros e tão         pouco traumáticos         quanto possível para proteger cada um de seus integrantes de         quaisquer         tentativas de expropriação de sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.3.2.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;As medidas de proteção           da liberdade geral podem           ser exclusivamente de duas naturezas: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; mso-hyphenate: none; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.3.2.1. &amp;nbsp;de tentativa de         conscientização e persuasão         do infrator no sentido do respeito à liberdade alheia; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.3.2.2. &amp;nbsp;ou,         sendo insuficiente a primeira medida, de restrição à sua         liberdade de convívio,         em diferentes graus e se necessário até mesmo em caráter         permanente – isso         porém apenas como proteção à liberdade dos outros, e nunca com         caráter         punitivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.3.2.2.1. Nenhum         ser humano, ainda que em posição de autoridade, tem o direito de         aplicar a         nenhum outro ser humano nenhuma medida com caráter de punição,         sobretudo medidas         que atentem contra a integridade física e/ou psíquica do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3.4.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; Todas as demais leis e instituições da         humanidade devem ser gradualmente repensadas e rearticuladas         entre si, de modo         a porem-se a serviço deste estatuto fundamental, subordinando-se         a ele como         critério maior, e tomando-o como ponto de partida para quaisquer         novas         regulamentações que se façam necessárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3.4.1. &amp;nbsp; As         leis são tão mais fortes quanto menos numerosas, e devemos         tentar evitar por         todos os modos a introdução de toda e qualquer regulamentação         que possa ser         evitada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="margin-left: 47.9pt; text-indent: -47.9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Estatuto         complementar &lt;br /&gt;do         Convívio Universal&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; mso-pagination: widow-orphan lines-together; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.0.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Em         benefício de cada um e de todos nós, concordamos igualmente com         os seguintes         dois artigos que buscam estender ao convívio com outros tipos de         seres, na         medida do possível, a atitude que reconhecemos como obrigatória         no convívio         humano mediante o &lt;i&gt;Estatuto Fundamental da Dignidade e do           Convívio Humanos&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.1. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Todos         os diferentes seres em existência, humanos ou não, devem ser         tratados com respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.1.1. &amp;nbsp;Exemplos         de seres não-humanos são não apenas os seres vivos em sentido         estrito (animais         e plantas), mas também os sistemas vivos em sentido mais amplo         (ecossistemas)         inclusive com seus elementos ditos abióticos (p.ex. cursos         d’água, ventos,         estruturas rochosas), e ainda as entidades de natureza cultural:         tradições,         línguas, mitos, realizações artísticas, valores e idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2. &amp;nbsp; &amp;nbsp; Nós         seres humanos assumimos como nossa tarefa o esforço no sentido         de que a existência         de um ser não fira, ou fira apenas o menos possível, a         existência de outro ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.1. &amp;nbsp;Nos         casos de conflito de interesses entre seres humanos e         não-humanos, esgotadas         até última instância as possibilidade de contornar o conflito,         nós seres         humanos devemos não só reservar-nos o direito como também         assumirmos como dever         dar prioridade aos seres de nossa própria espécie – mas devemos         continuar nos         esforçando para que o prejuízo aos demais seres seja o menor         possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2. &amp;nbsp; Para         os fins do parágrafo 4.2.1 acima, podemos classificar os seres         nos seguintes cinco         graus, com os quais nosso compromisso de preservação deve ser         crescente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.1. O         existente em geral, incluindo seres culturais (idéias,         tradições, etc).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.2. O         existente em forma corpórea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.3. O         vivo (ou organizado organicamente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.4. A         humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.4.1. Em         princípio, nosso compromisso deve ser com a humanidade inteira,         e nunca com uma         parte dela em detrimento da outra; sendo porém absolutamente         indispensável uma         opção, cabe priorizar aqueles que respeitam estes estatutos, ou         seja: os que buscam         ao máximo meios não-opressivos de lidar com as divergências         inter-humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 48.0pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; mso-hyphenate: none; text-align: justify; text-indent: -48.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4.2.2.4.2. Ao contrário do caso acima, &lt;i&gt;não         &lt;/i&gt;se         justifica a tomada de posição em favor do grupo a que         pertencemos, apenas por         ser o nosso grupo, em detrimento do restante da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top: 36.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Adendo&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top: 12.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;UM POUCO DE CONTEXTUALIZAÇÃO E         ESCLARECIMENTOS         SOBRE A “MINUTA PARA UM&amp;nbsp;ESTATUTO FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE”&lt;span style="font-size: 17pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;0 - Origens, contexto, caráter da publicação&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pequeno conjunto de textos &lt;i&gt;Para um Estatuto         Fundamental         da Humanidade &lt;/i&gt;faz&amp;nbsp; parte       de todo um       trabalho muito maior, no qual deve é antecedido por um grande       número de       capítulos de preparação, e seguidos por outros tantos que exploram       suas conseqüências       ou apresentam temas complementares. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Sem toda essa         contextualização, é forte o risco de que as idéias apresentadas         aqui pareçam         arbitrárias ou sem base – mas há também fortes razões para que         ele não deixe de         ser publicado agora. &lt;/span&gt;Estes parágrafos introdutórios       tentam, se não eliminar       esse risco, pelo menos moderá-lo um tanto, colocando em jogo mais       algumas peças       que podem colaborar no acesso às idéias do texto principal, mesmo       se também insuficientemente       desenvolvidas e não relacionadas sistematicamente entre si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma coisa que não se pode dizer do que está sendo       apresentado       é que tenha sido pouco refletido: reconheço nisso o       desenvolvimento de       tentativas de formulação iniciadas aos 13 anos de idade – ou seja,       em 1970 –       sem que o campo jamais tenha sido abandonado senão por algumas       semanas, meses       no máximo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Expor uma idéia significa abrir-se ao diálogo       sobre ela, e é       precisamente isso o que estou fazendo ao publicá-la – mas não       considero demais       pedir que qualquer movimento de crítica seja precedido de pelo       menos alguns       dias de reflexão, pois não proceder assim equivaleria a declarar       total       desconsideração pelas quatro décadas já empregadas, o que não       seria um bom       começo de diálogo. Além disso, simplesmente não levarei em       consideração nenhum       comentário que se resuma a &lt;i&gt;“Fulano de Tal já contestou isso na         obra Tal” &lt;/i&gt;ou,       pior ainda, &lt;i&gt;“isso já foi superado”: &lt;/i&gt;só levarei em conta       manifestações       críticas que contenham expostos dentro de si todos os argumentos       em que se       baseiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Isso, naturalmente, supondo que chegue a haver       quem se sinta       provocado pelo texto a ponto de querer dialogar &lt;i&gt;enquanto eu         ainda estiver         vivo...&lt;/i&gt; Pois vou um pouco além do ditado: a esperança é       ainda mais teimosa       do que a morte. Sobretudo quando se trata de idéias sobre questões       fundamentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;I - Uma multiplicidade só: a das regras e das transgressões&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vivemos em uma sociedade onde, na prática, a       regra é a       transgressão das regras que as teorias declaram estabelecidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me refiro somente à sociedade brasileira: em       diferentes       medidas e estilos, encontraremos disso em todos os diferentes       lugares do mundo.       Ainda assim, é bem provável que as sociedades campeãs nesse item       sejam mesmo as       latino-americanas, entre elas a brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Isso não é casual: as razões históricas não são       poucas;       renderiam e já têm rendido livros – mas não é neste artigo que       poderemos       explorá-las.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; No momento       só quero chamar a atenção para o fato de que nossas sociedades       campeãs de       transgressões também costumem ser – talvez por herança da       verbosidade e do       legalismo romanos – campeãs na quantidade e variedade de regras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;"&gt;Ora, se         perguntarmos por         que existem transgressões, a resposta mais óbvia é “porque         existem regras”... &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Não         houvesse regra nenhuma, e tampouco haveria         transgressão...&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E aí podem me provocar:       “quer dizer       que, se não existissem regras, enfiar a faca na barriga do outro       não seria uma       transgressão?” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A isso eu tendo a responder: seria uma       transgressão sim, mas       não de uma mera regra, e sim de algo maior do que palavras como       “regra” ou       “lei” são capazes de sugerir – e que pelo menos no momento eu       prefiro nem       tentar nomear, pois sem dúvida permanece maior na intuição       não-verbalizada que       sob qualquer palavra que lhe possamos atribuir: “o Tao que pode       ser nomeado não       é o verdadeiro Tao”.&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Além disso, tampouco estou dizendo que acho       possível ou       desejável viver num tal estado de “zero regras”; o que creio é que       precisamos       passar por ele &lt;i&gt;mentalmente, &lt;/i&gt;como parte de um processo de       crítica do       quadro que temos hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nosso mundo de regras       parece ter       surgido como um espelhamento do mundo de situações que elas visam       enfrentar –       tendo-se abordado tal mundo justamente pelo pólo da máxima       diversificação e       especificidade, e não buscando o que tais situações possam ter de       comum por       trás de si. Como se buscássemos lidar com uma árvore a partir de       cada uma de       suas folhas e brotos terminais, em lugar de buscar o tronco, ou       pelo menos a       origem das grandes ramificações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estou convencido de que, de todas as situações       que representam       problema e que exigem alguma ação em resposta, todas as que       decorrem de ações e       atitudes humanas têm &lt;b&gt;uma origem só&lt;/b&gt;, e seu melhor       enfrentamento possível       é o direcionado a essa origem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;II - A mãe de todas as violências&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dando nome aos bois:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A origem comum de todas as situações que       representam problema       e que não podem ser meramente ignoradas mas exigem dos seres       humanos alguma       ação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;...&amp;nbsp;é &lt;i&gt;precisamente&lt;/i&gt; &lt;b&gt;a tentativa, por         parte de um         ser humano, de controlar a vida de outro, subtraindo-a do         controle do próprio         outro – quer momentânea, quer duradouramente.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Naturalmente tais tentativas podem partir de       seres humanos &lt;i&gt;em         grupo&lt;/i&gt; e se dirigirem também a grupos, porém é importante       manter que, em       última análise, a ação é sempre executada por, ou no mínimo       através de, seres humanos       individuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.2pt;"&gt;Os mais         diversos atos         considerados criminosos ou de violência podem ser reduzidos a         essa fórmula –         como p.ex.: forçar o outro a contato sexual contra sua vontade;       &lt;/span&gt;obrigar       o outro a entregar sua carteira ou a abrir a sua casa; e, no       limite, tirar a       própria vida de outro contra sua vontade&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(este detalhe &lt;i&gt;não       &lt;/i&gt;é       redundante).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas também há abundância de atos considerados       legítimos pela       nossa ordem social e que também se reduzem a essa fórmula, como:       impedir o       outro de fazer coisas de que gosta e que não são prejudiciais a       terceiros, apenas       porque não fazem parte do quadro de comportamentos que o impositor       considera       legítimos; medicar o outro quando em estado terminal para       prolongar sua       sobrevivência contra sua vontade; e o mais comum: criar e/ou       cultivar condições       que forcem o outro a entregar sua força de trabalho em troca de       compensações       insuficientes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não hesito em usar a palavra “mal” para essa       atitude       fundamental – adiando para outros capítulos todas as discussões       que isso possa       suscitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A manifestação de tal mal é sempre um ato de       violência – mas       quanto a isso é preciso observar, antes de mais nada, que a maior       parte da       violência existente não é óbvia ou gritante, mas permanece       invisível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E ainda: a maior parte da violência visível é &lt;i&gt;reativa&lt;/i&gt;       –       isto é, que surge em reação a uma violência anterior que com muita       freqüência       permanece invisível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Portanto, quando vemos qualquer ato violento,       antes de       qualquer acusação é preciso investigar a sério se não se trata de       violência       reativa, e, caso se trate, investigar onde se encontra a violência       primária ou       raiz que causou a reação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E não hesito em dizer que não vejo na violência       reativa a       mesma carga de culpa (sim, a palavra é&lt;i&gt; essa&lt;/i&gt;) que na       violência primária       que leva às reações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;III - Liberdade como dignidade&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A dignidade inteira do ser humano se radica em       sua liberdade –       ou seja, em sua capacidade (realizada ou potencial) de opção       autônoma – e em       nada mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sem dúvida há outras coisas que concorrem para       essa dignidade,       porém sem a liberdade todas elas se tornam inúteis no sentido da       dignidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns diriam por exemplo: “tanto ou mais que da       liberdade, a       uma vida digna depende de moradia, saúde, educação...” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E aí eu pergunto: e o ser humano cuja liberdade       foi       integralmente respeitada, &lt;i&gt;escolheria &lt;/i&gt;alguma vez ficar sem       moradia,       saúde, educação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Algumas vezes &lt;i&gt;parece       &lt;/i&gt;que sim       – e aqui nos acodem respostas vindas de dois rumos principais: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Primeiro, a liberdade de que falamos não é “em       teoria”, nem é       “de segunda geração”: trata-se da possibilidade &lt;i&gt;concreta&lt;/i&gt;       de optar por       ter saúde ou não – &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;...&amp;nbsp;e não da mera possibilidade de tentar       conquistar a       possibilidade concreta de optar por ter saúde ou não. Qualquer       fator que       dificulte o acesso de uma pessoa à saúde, enquanto faculta ou pelo       menos não       dificulta o acesso de outra, &lt;i&gt;já é uma atentado à liberdade da         primeira.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo, com freqüência pessoas que aparentemente       estão       rejeitando moradia, saúde ou educação estão rejeitando na verdade       &lt;i&gt;uma determinada&lt;/i&gt;       moradia ou tipo de moradia, um tipo de cuidado de saúde (ou &lt;i&gt;alegado       &lt;/i&gt;cuidado       de saúde), um tipo de educação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E isso porque, apesar de seu estado de carência,       têm a       capacidade de reconhecer que o que está diante de si é um       simulacro de escasso       ou nenhum valor, ou talvez porque, independente de valor, a opção       única de       educação que têm diante de si “não fala a sua língua”, não lhes       diz nada nos       termos da sua herança cultural.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;IV - Cedendo um pouco para ganhar muito&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A razão-de-ser central desta proposta de &lt;i&gt;acordo inter-humano         geral&lt;/i&gt; é: a busca&lt;b&gt; &lt;/b&gt;d&lt;b&gt;a liberdade mais absoluta que         seja         capaz de durar&lt;/b&gt;.&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;[6]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em última análise sou daqueles que adorariam que       a humanidade       pudesse viver em estado de liberdade realmente absoluta, com zero       de       regulamentação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acontece que tal estado de liberdade absoluta       nunca dura, pois       permite até mesmo o seu próprio desmonte. É sempre uma liberdade       suicida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Surge então a pergunta: qual é &lt;i&gt;a menor &lt;/i&gt;relativização       da       liberdade que já a torna viável, capaz de durar? Ou: qual é o       máximo estado de       liberdade que não chega a ser autodestruidor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Essa será a maior liberdade &lt;i&gt;possível &lt;/i&gt;–       pois maior que       essa não se mostra possível senão por instantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ou então: este é o estado de menor restrição       possível, pois se       houver ainda que um pouquinho menos de restrição, logo em seguida       restrições       muito maiores tomarão conta da situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porém devo deixar claro ainda que estou falando       da liberdade       humana &lt;i&gt;geral,&lt;/i&gt; ou da máxima liberdade para &lt;i&gt;todos&lt;/i&gt; os       seres humanos:       uma alta liberdade de alguns às custas da falta de liberdade de       outros (como no       liberalismo econômico) definitivamente não faz parte dos objetivos       deste       filosofar; ao contrário: faz parte justamente dos estados de       liberdade mais       restrita (ou corrompida) que se pretende evitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;V - Complexificante I: A FISCALIZAÇÃO DOS FISCAIS&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Estatuto acaba concedendo lugar a &lt;i&gt;um&lt;/i&gt;       tipo de       restrição ou violência: aquela que visa impedir que haja qualquer       outra restrição       ou violência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ora, isso não é muito diferente da clássica       definição       sociológica do Estado: a instituição, entre todas as outras, cujo       recurso à       violência é considerado legítimo. E sabemos bem que tal concessão       já deu       ocasião às maiores distorções e horrores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Estatuto não diz &lt;i&gt;como &lt;/i&gt;se exercerá a       restrição em       defesa da liberdade – e portanto não diz nem desdiz que a       responsabilidade       seria de algo como o Estado que temos hoje. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por outro lado, diz que deve ser buscado sempre o       meio mais       brando possível para exercer tal restrição, mas não diz quem       fiscalizaria e/ou       avaliaria o cumprimento dessa disposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há uma razão fundamental para essas indefinições:       tal sistema       de defesa do bem de todos só poderá funcionar adequadamente se for       ele mesmo       uma construção de todos – e além disso se respeitar profundamente       as       peculiaridades de cada local ou região não muito extensa; ou seja,       se for uma       construção democrática no sentido mais honesto e radical dessa       palavra.&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;VI - Complexificante II: NATUREZA&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seria possível aplicar estas mesmas regras ao       convívio       extra-humano, isto é, com as outras espécies vivas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao que tudo indica não – pelo menos enquanto       também os jacarés       e os vírus não começarem a cultivar a reflexão ética – inclusive       de ética interespecífica,       como nós humanos já somos capazes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porém justamente as capacidades especiais do ser       humano o       capacitam a entender as razões desses outros seres, e buscar       respeitá-las tanto       quanto possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Tanto quanto possível” porque para respeitá-las       de modo       absoluto seria preciso voltar muitos milênios na história humana       para tomar       outro rumo desde lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E isso equivaleria a decidir pela morte de bem       mais de metade       da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Biologicamente justo? Talvez... Mas quem dentre       nós está em       condições de decidir pela morte de outro ser humano? E de cinco       bilhões? E       parece bem pouco provável que cinco bilhões de seres humanos       venham a se       decidir pelo suicídio em benefício da natureza e dos outros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por essas razões todas, a questão interespecífica       do Convívio       Universal não deixa de aparecer no Estatuto, mas sem nem de longe       a nitidez e a       pretensão de simplicidade da parte intra-específica, ou seja, o       Convívio       Humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;VII - Complexificante III: CRIANÇAS&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crianças são seres humanos em formação que partem       de um estado       de praticamente nenhuma autonomia e que dão &lt;i&gt;a cada dia &lt;/i&gt;alguns       passos na       direção do estado de capacidade de decisão autônoma que deve       caracterizar o       adulto humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Isso introduz         no quadro         vários tipos de complexidade, e recomenda que se crie um         estatuto separado         relativo às questões das crianças. Esse desafio não será         enfrentado aqui, mas         posso adiantar que um estatuto que eu propusesse teria &lt;i&gt;muito           pouco &lt;/i&gt;em         comum com o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente ­em vigor         no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mesmo sem aprofundamento, há no entanto alguns       aspectos dessa       complexidade que precisam ser mencionados aqui:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É evidente que inicialmente as crianças não têm       condições que       lhe permitam optar – porém mais importante que isso é: não têm       condições de       carregar as conseqüências das opções que fizessem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Caso as condições externas não o impeçam, porém,       esse estado       se modifica um pouco a cada dia; como o movimento do ponteiro de       horas de um       relógio, essa modificação é gradual e imperceptível num       determinado instante –       porém constante e cumulativa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As regras e leis costumam errar barbaramente por       tratarem todo       o período “infância” como uma coisa só ­– isso quando ainda não       colocam no       mesmo saco a adolescência. Ou seja: a lei que trata de uma pessoa       com 17 anos e       364 dias não é a mesma que trata de pessoas de 18, e sim a de 6...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As implicações mais nocivas disso não são as       relativas à idade       de responsabilidade penal (como alguns podem estar pensando), e       sim as       extremamente patogênicas restrições à liberdade sexual no momento       mais       intensamente sexual da vida humana: a adolescência. Esse fato foi       tratado com       clareza já nas primeiras décadas do século XX, mas nas últimas       décadas foi       novamente obscurecido por mais uma ofensiva mundial do puritanismo       norte-americano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um aspecto a destacar       quanto às       crianças propriamente ditas, especialmente em idade pré-escolar, é       que qualquer       violência que cheguem a exercer é ou acidental, ou envolta em       denso véu de       inconsciência, de modo que &lt;i&gt;jamais&lt;/i&gt; pode servir de       justificação à       violência de um adulto nos termos de “violência reativa” como       expostos acima       (0.2).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corrido"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lembro ainda que já foram ditas algumas palavras       na nota &lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="oi"&gt;&lt;/a&gt;4 (ponto 0.3) sobre a mediação dos       adultos na relação das crianças       com a educação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-top: 3.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 24pt;"&gt;•&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 42.55pt; margin-right: 0cm; margin-top: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: -42.55pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 36.0pt; margin-right: -2.45pt; margin-top: 0cm; mso-hyphenate: none; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8pt;"&gt;COPYLEFT RESPONSÁVEL:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 18.0pt; margin-right: -2.45pt; margin-top: 2.0pt; mso-hyphenate: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Este texto pode ser reproduzido em         parte ou em         todo, desde que: (1) mencionado o título e nome do autor; (2)         mencionada a         fonte e modo de acesso &lt;i&gt;(neste caso:           &lt;a class="moz-txt-link-abbreviated" href="http://www.tropis.org/biblioteca"&gt;www.tropis.org/biblioteca&lt;/a&gt;); &lt;/i&gt;(3) sem         nenhuma alteração (inclusive na pontuação, grifo, omissão de         trechos etc.) que         não seja claramente indicada e com identificação do responsável         (p.ex. “grifo         de Fulano”, “ponto X adaptado por Cicrano” etc).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Com o           adiamento &lt;i&gt;sine die&lt;/i&gt; da conclusão desse livro, o           presente material foi           incluído no trabalho &lt;b&gt;&lt;i&gt;Liberdade socialmente sustentável:             &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;uma             introdução à Filosofia do Convívio e a algumas das suas             aplicações, &lt;/i&gt;também           disponível em &amp;lt;&lt;a class="moz-txt-link-abbreviated" href="http://www.tropis.org/biblioteca"&gt;www.tropis.org/biblioteca&lt;/a&gt;&amp;gt;, constituindo           seus capítulos           2.3 e 2.4.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A Minuta           propriamente dita consiste de três páginas, sendo seguida por           um Adendo com           mais cinco páginas, contendo oito pontos de contextualização e           esclarecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Nesse           sentido, uma trilha que pode parecer extravagante mas           considero de           extraordinária profundidade e consistência com a realidade é a           perseguida por           Héctor Hernan &lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;Bruit&lt;/span&gt;           em &lt;i&gt;Bartolomé             de las Casas e a simulação dos vencidos &lt;/i&gt;(Campinas:           Unicamp / São Paulo:           Iluminuras, 1995).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O que é uma           das leituras possíveis da primeira frase do &lt;i&gt;Tao Te Ching,           &lt;/i&gt;o clássico do           pensamento chinês atribuído a Lao Tsé. Não é muito diferente o           que vejo, aliás,           na famosa tirada de Wittgenstein no &lt;i&gt;Tractatus             Logico-Philosophicus&lt;/i&gt;:           “sobre o que não se tem como falar, tem-se que calar”&amp;nbsp; &lt;i&gt;(&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="DE"&gt;wovon man               nicht reden kann, darüber muss man schweigen&lt;/span&gt;). &lt;/i&gt;Não           acho que seja           possível calar sempre que estejamos diante desse limite, mas           que, quando           falarmos, precisamos pelo menos estar conscientes de que nosso           discurso mal           passa de uma sombra – &lt;i&gt;e avisarmos o outro disso.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O exemplo da           educação esbarra em outras complexidades pelo fato de envolver           crianças, que ainda           não têm como ser sujeitos de escolha plenos, e por envolver           decisões de pais no           lugar de crianças. É preciso registrar que estou consciente           dessas           complexidades, mas aprofundar-se nelas terá que aguardar outra           ocasião. (Mais           algumas palavras sobre crianças em 0.6).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Com perdão           do contra-senso lógico que é a expressão “mais absoluta”;           acontece que, &lt;i&gt;como             modo de expressão, &lt;/i&gt;funcionou melhor que qualquer outra           neste preciso           contexto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=35941136&amp;amp;postID=5694406026250953231&amp;amp;from=pencil" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Sobre a           viabilização dos processos democráticos, remeto ao capítulo           11.2 da minha &lt;i&gt;Pedagogia             do Convívio &lt;/i&gt;(“Democracia Holográfica”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-5694406026250953231?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/5694406026250953231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/republicando-o-dispositivo-central-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5694406026250953231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/5694406026250953231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/republicando-o-dispositivo-central-da.html' title='Minuta para um ESTATUTO FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE (republicado como &quot;Sementes para um tempo de Proto-Revolução Perplexa &amp; Atônita - 02&quot;)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-1890832377975734197</id><published>2011-07-21T23:01:00.003-03:00</published><updated>2011-07-21T23:40:51.155-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neurociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LGBT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ameaças à paz'/><title type='text'>Condição para o combate efetivo à homofobia e similares: entendimento da mecânica psico-bio-social do preconceito e da agressão</title><content type='html'>&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(ANOTAÇÕES SEM SISTEMA NEM PRETENSÃO DE ESGOTAREM O ASSUNTO)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do artigo "De onde vem o mal", revista Galileu nº 240, julho de 2011, p. 69:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 5px; color: #333333; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 15px; padding-right: 15px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[Susan] Fiske, Ph.D. em psicologia pela Universidade de Princeton, é uma das primeiras a ver em scanners cerebrais marcas das influências situacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desde o fim da Segunda Guerra, filósofos e sociólogos afirmam que os absurdos praticados durante o Holocausto só foram possíveis porque os agressores viam nas suas vítimas apenas animais repugnantes ou objetos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"As pessoas naturalmente naturalmente inibem a violência contra outros que categorizam como seres humanos. Então é preciso que a outra pessoa seja 'desumanizada' dentro da cabeça para que isso ocorra", explica Fiske. Seus estudos, desde 2006, traçam o caminho disso no cérebro. Num dos mais impressionantes, fotografias de pessoas foram mostradas a voluntários, enquanto os cérebros dos observadores eram analisados com scanners. Quando os voluntários viam indivíduos de baixo status social, como mendigos, viciados em drogas ou até imigrantes, ativavam padrões cerebrais relacionados à visão de objetos e não aqueles ativados ao vermos seres humanos. Ou seja: nesse caso, a empatia não funcionaria para evitar uma agressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para a psicóloga, isso explica o que acontece dentro da cabeça de pessoas que agridem mendigos ou que se deixam levar por um preconceito estimulado pelo Estado para praticar torturas e genocídios. Os discursos e a opinião do grupo dominante podem ser influências importantes nesse caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E aqui comento eu: o que nos programa para interpretar a percepção de certos humanos como se fossem coisas ou bichos, ou no mínimo como "essa gente" (isto é, seres supostamente diferentes de "nós") é o que é denominado&amp;nbsp;&lt;strong&gt;ideologia&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;na terminologia marxista. Ninguém sozinho é autor ou portador da ideologia inteira: cada um carrega um pedaço, que recebeu nem se lembra de quem; e as pessoas vivem repassando esses pedaços umas às outras, criando uma rede de interpretações deformadas carregada coletivamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crianças e jovens são ensinados a verem gays como seres nojentos. Gays mesmos são ensinados a verem gays como seres nojentos - o que explica o alto índice de suicídio entre aqueles que ainda não se libertaram dessa programação. Isso vem de tantas fontes diferentes, e há tanto tempo, que é realmente difícil combater, pois não se sabe de onde a coisa vem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ora, mas há certos casos em que&amp;nbsp;&lt;em&gt;sabemos&amp;nbsp;&lt;/em&gt;de onde vem: há pessoas que assumem publicamente o papel de difusores de uma ideologia de desumanização dos diferentes - o que é precisamente o caso das direitas que se expressam em termos religiosos: contra os que eles elegem como adversários da vez, esses praticam essa desumanização imaginária na variante "demonização", além das meras animalização e coisificação (ou reificação, da palavra latina para coisa:&amp;nbsp;&lt;em&gt;res&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E aí me sinto&amp;nbsp;&lt;strong&gt;tentado&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a dizer: "devemos combater sem trégua esses que sabemos onde estão"... mas&amp;nbsp;&lt;strong&gt;a experiência ensina que combater pessoas geralmente fortalece suas posições!&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Não conseguiremos nos livrar da desumanização imaginária praticada pelos religiosos praticando outra variante de desumanização imaginária contra eles. O que&amp;nbsp;temos é que expor permanentemente ao mundo a inconsistência dos discursos desumanizadores - inclusive porque desconstruindo discursos, em lugar de atacar os discursadores, estaremos combatendo ao mesmo tempo&amp;nbsp;tanto os de origem conhecida quando os de origem difusa, em princípio mais difíceis de combater.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E digo que nada mais poderoso para isso do que&amp;nbsp;&lt;strong&gt;expor com realce e celebração a humanidade dos imaginariamente desumanizados&lt;/strong&gt;, em situações que praticamente forcem a empatia, a identificação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Sei que ao dizer isso posso incorrer no deprezo - mais que ira - daqueles que cultuam o torto, o esquisito, o desafiador, como se fossem os agentes principais ou mesmo únicos da transformação... Bom, isso me parece francamente uma crença fantasiosa - mas isso já seria assunto para outra discussão!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 11px; line-height: 10px; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;. &amp;nbsp;. &amp;nbsp;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;PODE SER REPRODUZIDO À VONTADE DESDE QUE MENCIONADA E LINKADA PELO MENOS UMA DAS SEGUINTES FONTES ORIGINAIS:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;· &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;http://pluralf.blogspot.com/2011/07/condicao-para-o-combate-efetivo.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;· &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;http://www.advivo.com.br/blog/pluralf/condicao-para-o-combate-efetivo-a-homofobia-e-similares-entendimento-da-mecanica-psico-bio-social-do-preconceito-e-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;· &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;https://www.facebook.com/note.php?note_id=244534815570211&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-1890832377975734197?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/1890832377975734197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/condicao-para-o-combate-efetivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1890832377975734197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1890832377975734197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/condicao-para-o-combate-efetivo.html' title='Condição para o combate efetivo à homofobia e similares: entendimento da mecânica psico-bio-social do preconceito e da agressão'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-80263308802275520</id><published>2011-07-19T23:21:00.000-03:00</published><updated>2011-07-19T23:21:33.679-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CULTURA Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gunnar Vargas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÚSICA'/><title type='text'>Atrás do som do GUNNAR VARGAS só não vai quem já morreu (uma coleção de links de áudio, vídeo e texto)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Links para áudio e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;vídeos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;de músicas do CD "Circo Incandescente"&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, de Gunnar Vargas (+ algumas posteriores, alguns comentários na imprensa, etc.)&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i959.photobucket.com/albums/ae78/ranulfus/_MG_4938b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://i959.photobucket.com/albums/ae78/ranulfus/_MG_4938b.jpg" style="cursor: move;" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;LINKS SÓ DE ÁUDIO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;Download do CD completo&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=798MOGLB"&gt;http://www.megaupload.com/?d=798MOGLB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Audição online do CD completo&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.oinovosom.com.br/gunnarvargas"&gt;http://www.oinovosom.com.br/gunnarvargas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;Entrevista de 30 min à CBN&lt;/b&gt;, com amostras do CD (programa Sala de Música, 16.07.2011):&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://cbn.globoradio.globo.com/programas/sala-de-musica/SALA-DE-MUSICA.htm#.TiJ_TD6gHuk.facebook"&gt;http://cbn.globoradio.globo.com/programas/sala-de-musica/SALA-DE-MUSICA.htm#.TiJ_TD6gHuk.facebook&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;ALGUNS COMENTÁRIOS RECENTES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;"Casando sons do passado com o presente, o paulistano Gunnar Vargas faz de sua estreia um álbum que abre as portas para o samba e o jazz, propondo fórmulas e melodias que agradam desde ouvintes veteranos até aos novatos na nossa música. ... o músico usa de seus versos e de sua voz – dividida entre um Chico Buarque menos nasalado e um Wilson Simonal mais pacato – para contar pequenas histórias ..." &amp;nbsp;&lt;b&gt;Cleber Facchi&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em&amp;nbsp;&lt;a href="http://miojoindie.com/2011/06/29/disco-circo-incandescente-gunnar-vargas/"&gt;http://miojoindie.com/2011/06/29/disco-circo-incandescente-gunnar-vargas/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;"O samba nunca foi tão feminino como na atualidade. Elas cantam, sambam e mostram todos os dentes em belas interpretações que são mais do mesmo. Mas Gunnar Vargas é um sujeito diferente. Os olhos verdes, o jeito tímido e o sorriso largo são marcas do compositor e cantor que sabe que pode ocupar o espaço meio que vago do ritmo mais popular e original brasileiro." ... "Os sambões 'Osso Duro' e 'Assim Não Assunção' vão incendiar as pistas onde possivelmente serão executadas. O batuque da cozinha existe, mas numa maneira mais Paulinho da Viola do que Zeca Pagodinho ..."&amp;nbsp;&lt;b&gt;William Novaes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no Diário do Grande ABC,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.dgabc.com.br/News/5900458/cronicas-de-um-sambista-novo.aspx"&gt;http://www.dgabc.com.br/News/5900458/cronicas-de-um-sambista-novo.aspx&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Apesar de a qualidade técnica das gravações do CD ser melhor, eu (Ralf) acho as versões dos shows mais vivas, intensas e saborosas - especialmente as do que eu chamo o "show intimista". Confiram (a versão completa em livestream - com som gravado da mesa - fica melhor ainda!)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;VÍDEOS DO SHOW INTIMISTA com Aline Reis, Paula da Paz e Grá Soares - Teatro da Vila, 14/06/2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;VESTIDO PRETO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UssTkTrTZSs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UssTkTrTZSs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Paula da Paz e Grá Soares)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;OSSO DURO + ASSIM NÃO ASSUNÇÃO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v%E2%80%8B=N8rX4Ac0wVg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v​=N8rX4Ac0wVg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;SAMBA NO XADREZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=X8ABXrVz2VE&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=X8ABXrVz2VE&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Grá Soares)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;VAI EM PAZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v%E2%80%8B=BUeOdjx-27w"&gt;http://www.youtube.com/watch?v​=BUeOdjx-27w&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Paula da Paz)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;MULHER&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v%E2%80%8B=30TAp-VLPVo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v​=30TAp-VLPVo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;MAIS UM SAMBA&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=utdlSAZfqDA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=utdlSAZfqDA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (solo de Aline Reis em destaque)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;UM DIA&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=X8ABXrVz2VE&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=X8ABXrVz2VE&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Grá Soares e Paula da Paz - música nova, fora do CD)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CHOVE&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MruwsadcAN8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MruwsadcAN8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Paula da Paz)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;PROMESSA DE PAZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FfC6quAQ5ZI&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FfC6quAQ5ZI&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Grá Soares)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O ENCONTRO DE ANTIGOS AMANTES&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v%E2%80%8B=KHjB94dWif8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v​=KHjB94dWif8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Paula da Paz e Grá Soares)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;u&gt;SHOW COMPLETO&lt;/u&gt;&amp;nbsp;em livestream&amp;nbsp;&lt;a href="http://livestre.am/P0gU"&gt;http://livestre.am/P0gU&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (começa pra valer aos 6 minutos)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;VÍDEOS DO SHOW COM A BANDA DO CD, liderada por Luiz Waak - SESC Vila Mariana, 10/06/2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;br /&gt;minhas preferidas nas versões disponíveis:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CIRCO INCANDESCENTE&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tGlyhOTGKQ8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tGlyhOTGKQ8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(início do CD e do show)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;VESTIDO PRETO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RYYz1Qlh3AI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RYYz1Qlh3AI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;OSSO DURO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=karOtXc5Im8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=karOtXc5Im8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ASSIM NÃO, ASSUNÇÃO!&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cQGD2gGyq7Q"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=cQGD2gGyq7Q&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;MAIS UM SAMBA&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=x5AOkR-Ya58"&gt;www.youtube.com/watch?v=x5AOkR-Ya58&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(destaque para o trompete de Amílcar Rodrigues)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;PROMESSA DE PAZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nxIG8ANVsTc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nxIG8ANVsTc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; (com Paula da Paz e o sax de Marcelo Monteiro)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O ENCONTRO DE ANTIGOS AMANTES&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JuCn0inHbLg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JuCn0inHbLg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(final do CD)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;SEM JEITO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XQEhekrPdzU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XQEhekrPdzU&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(música nova, bis no show)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;br /&gt;também boas, mas não gosto tanto da realização disponível em vídeo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;SAMBA NO XADREZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aL737EeO1Lo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=aL737EeO1Lo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;CHOVE&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MpnXx4eZu7o&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=MpnXx4eZu7o&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;MULHER&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uUhzuT_RLEo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=uUhzuT_RLEo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;VAI ME PROCURAR&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=19xIE_fGOlQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=19xIE_fGOlQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;(com Márcia Castro)&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;VAI EM PAZ&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4Iz5zGKM7tg"&gt;www.youtube.com/watch?v=4Iz5zGKM7tg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;br /&gt;do CD, gosto muito da música mas não muito do clip&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;MAIS UM SAMBA&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XGrOlZ2XzEQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XGrOlZ2XzEQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;VÍDEO MÚSICA INÉDITA gravada em casa em 20/06/2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ACORDO&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JjGFHb5uumQ&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JjGFHb5uumQ&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="moz-signature"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;CONTATO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Página profissional no Facebook&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.facebook.com/pages/Gunnar-Vargas/112954632121842"&gt;https://www.facebook.com/pages/Gunnar-Vargas/112954632121842&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Email&amp;nbsp;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;vargas.gunnar [ARROBA] gmail.com&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i959.photobucket.com/albums/ae78/ranulfus/110614-teatrodavila.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://i959.photobucket.com/albums/ae78/ranulfus/110614-teatrodavila.jpg" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-80263308802275520?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/80263308802275520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/atras-do-som-do-gunnar-vargas-so-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/80263308802275520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/80263308802275520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/07/atras-do-som-do-gunnar-vargas-so-nao.html' title='Atrás do som do GUNNAR VARGAS só não vai quem já morreu (uma coleção de links de áudio, vídeo e texto)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-4673827979411581009</id><published>2011-06-25T15:19:00.008-03:00</published><updated>2011-06-25T19:56:18.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ETHIKÉ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA theoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='repressão sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONVIVIAL - Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LGBT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cristianismo e crítica'/><title type='text'>AS TRÊS ORDENS DE LIBERDADE - ou: por que os direitos reivindicados por gays e por evangélicos não são iguais</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;AS TRÊS ORDENS DE LIBERDADE &lt;br /&gt;-&amp;nbsp;ou: por que os direitos reivindicados por gays e por evangélicos não são iguais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ralf Rickli - 25.06.2011&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A direita evangélica tem se oposto à criminalização da homofobia (PLC 122) dizendo que isso seria uma interferência no princípio democrático da liberdade de religião, e que os gays não podem ter mais direitos do que eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, de modo geral o outro lado (não só gays mas defensores da liberdade-de-ser em geral) só tem conseguido gritar "retrógrados! querem reviver a inquisição!", mas não tem sabido responder aos evangélicos com argumentos lógicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, trata-se apenas de um caso particular de uma questão mais ampla, que se evidencia bem com este exemplo-limite: praticamente todos concordam que não se deve permitir propaganda nazista - mas por quê? Isso não é uma restrição à liberdade de expressão? Dizer que o nazismo incita a ações que vão contra a lei não é resposta suficiente, pois muitas pessoas que se opõem à propaganda nazista defendem que é legítimo se manifestar publicamente pela liberdade de uso de maconha - o que também é contra a lei. E também aqui essas pessoas provavelmente só saberão responder "ah, mas aí é diferente", sem saber dizer &lt;i&gt;por quê &lt;/i&gt;é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: a sociedade atual está sem critérios para fazer a mais vital das distinções para sua sobrevivência como sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É agradável ouvir que na pós-modernidade vale tudo, que deve ser proibido proibir... mas então por que proibir o estudante de Santo André de ter um arsenal em casa e alvejar as crianças do parque com chumbinho de pressão? Tá, então vale &lt;i&gt;quase &lt;/i&gt;tudo - mas onde está a linha desse quase? &lt;i&gt;Ela precisa ser clara, ou então ficaremos eternamente à mercê de arbítrios pessoais... &lt;/i&gt;que, sejam do guarda da esquina, sejam de um ministro togado, não passam disso: arbítrios pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4e4c; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;LIBERDADES POSITIVA E NEGATIVA (primeira e segunda ordem)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas, ora... isso pode ser belamente enfrentado com uma pequena análise dos tipos de ação que a liberdade pode albergar - pois liberdade é sempre liberdade de &lt;i&gt;agir &lt;/i&gt;(ir, vir, sorrir, beijar, dizer, pensar, são todos ações, mesmo que a última aconteça no espaço interno do psiquismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém tem mais: a natureza fundamental da liberdade é cada um poder determinar &lt;i&gt;o seu próprio &lt;/i&gt;agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao agir de outra pessoa... bem, se eu tenho minha liberdade ela também tem a sua própria, não? Então, sempre que tento dispor sobre a ação de outra pessoa eu estou não apenas exercendo a minha liberdade: estou também &lt;i&gt;negando a liberdade de outro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, se considerarmos que é a minha liberdade que me faz cidadão, estou querendo ser dois cidadãos ao mesmo tempo, às custas de des-cidadanizar um outro, que também tem o direito de decidir sobre as suas próprias ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se considerarmos que é a minha liberdade que me faz humano (para quem gosta da linguagem da religião: é a expressão da semelhança de Deus que existe em mim) estou tentando me fazer sobre-humano, valendo por dois (ou por 10 mil), às custas de desumanizar um outro (ou 9.999 outros) que têm tanto poder de decidir suas próprias ações quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a liberdade de primeira ordem é&amp;nbsp;&lt;i&gt;positiva &lt;/i&gt;(do verbo "pôr") ou &lt;i&gt;afirmativa:&lt;/i&gt; eu me ponho no mundo, me coloco com meu próprio modo de ser e agir, afirmo o "um" único que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando quero determinar a vida de outro, estou dando um segundo passo: o primeiro é me autodeterminar, o segundo é usar minha autodeterminação para negar a autodeterminação de outro. Por isso a liberdade de segunda ordem, que pretende ir além do passo de me autodeterminar, é sempre &lt;i&gt;negativa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sempre. E é possível extrair disso uma filosofia do direito completa, pois não é difícil demonstrar que todos os crimes - todos - podem ser descritos como imposição da liberdade de um de modo a transgredir a liberdade de outro. Se eu mato alguém, eu o faço morrer quando &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;quero: estou transgredindo sua liberdade. Se tiro sua carteira, faço que o resultado das suas atividades pague o que &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;quero e não o que ele quer: estou transgredindo sua liberdade. E se crio condições sociais em que ele se vê forçado a aceitar um salário indigno para não ver seus filhos passarem fome, estou fazendo precisamente a mesma coisa que se tomasse a sua carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então não é difícil perceber que vivemos num mundo em que a liberdade de segunda ordem, ou negativa, predomina quase o tempo todo sobre a liberdade de primeira ordem, positiva, afirmativa. E a ideia de democracia só será realizada de fato quando liberdade significar o direito de afirmar sua própria autodeterminação, e não o de negar a autodeterminação de um outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c4e4c; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;LIBERDADE DE NEGAR A NEGATIVIDADE (terceira ordem)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas para parar a ação de um criminoso não é preciso negar sua autodeterminação? Impedir alguém de atirar num gay ou num desafeto qualquer não é uma negação da sua liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... e não. Pois a liberdade de primeira ordem (positiva) é a de me afirmar; a liberdade de segunda ordem (negativa) é a de suprimir uma liberdade positiva de outro - e o sujeito que atira em outro já está exercendo uma liberdade negativa, de segunda ordem, tentando suprimir o direito-de-ser do primeiro. O que vou fazer ao impedi-lo de atirar é um ato de &lt;i&gt;terceira &lt;/i&gt;ordem, um ato de &lt;i&gt;negar sua negatividade.&lt;/i&gt; Eu, como terceiro a entrar em jogo, vou negar ao segundo apenas o "direito" (torto) de negar ao primeiro o seu direito primário legítimo de existir e ser como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a negação de uma negação equivale a uma afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos: Maria tem o direito primário de ser como é. Maurício quer negar esse direito de Maria. Se eu nego a Maurício a liberdade de negar o direito de Maria, o que estou fazendo é &lt;i&gt;reafirmar &lt;/i&gt;o direito de Maria - e &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;é negar o direito primário de Maurício ser como ele é, para si mesmo; é apenas não deixar que ele destrua direitos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então temos a Liberdade Positiva, de primeira ordem, direito de todo cidadão. A Liberdade Negativa, de segunda ordem, perversão do sentido da liberdade, e que não pode ser reconhecida como direito de ninguém. E a Liberdade de Negação da Negatividade, de terceira ordem, que encontramos em expressões tais como "restringir a restrição", "reprimir a repressão ou opressão", "não tolerar a intolerância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos uma sociedade livre, a liberdade de terceira ordem é &lt;i&gt;mais &lt;/i&gt;que uma liberdade: é um dever, talvez a única coisa que precise ser considerada um dever, e a única que justifique o uso da força - pois é a Negação da Negatividade que garantirá a todos a condição de cidadãos, de seres propriamente humanos, ou (para quem gosta da linguagem religiosa) de indivíduos que respondem a Deus por si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O famoso "monopólio do uso da violência" que, segundo Max Weber, caracteriza o Estado distinguindo-o de todas as outras instituições, só pode se justificar nesse sentido: que o Estado seja uma espécie de agente central de negação da negatividade (o que aponta para o maior de todos os problemas possíveis para uma Filosofia e/ou Ciência Política: como evitar que essa mesma força seja usada para a própria negação da liberdade, e não para o ato afirmativo da liberdade que é a negação da negação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ponto de partida: a pregação das idéias no nazismo tem que ser contida pois é estímulo à liberdade negativa, a qual destrói não só as liberdades positivas como também toda possibilidade de democracia. A liberdade precisa se auto-proteger reconhecendo-se como legítima só quando for de primeira ou de terceira ordem (ou seja: de afirmação ou de negação da negação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto aos gays, e à liberdade pretendida por alguns religiosos que é a de declará-los seguidores do mal, condenados por definição a tormentos eternos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode ser diferente: o que os gays pretendem é sua liberdade positiva, de primeira ordem, de apenas poderem ser quem são e como são, sem obrigarem nenhum outro a se modificar por isso. E a liberdade que os religiosos reclamam é tipicamente uma liberdade negativa ou de segunda ordem, que &lt;i&gt;não &lt;/i&gt;pode ser reconhecida como um direito, já que é destruidora das demais liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aqui entra o complicante do elemento "crença", de modo que a questão não se esgota tão simplesmente, mas envereda por outros capítulos que prefiro deixar para explorar em outro momento. Por hoje queria apenas compartilhar essa chave fundamental que é a distinção das três ordens de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Em tempo: &lt;/b&gt;estes razoamentos fazem parte da &lt;b&gt;Filosofia do Convívio&lt;/b&gt;, que venho elaborando lentamente ao longo de quatro décadas, embora só venha usando esse nome desde 2001. Ao lado de vários trabalhos por concluir, somando algumas centenas de páginas, existem alguns trabalhos introdutórios já publicados que posso sugerir a quem se interessar por entrar no baile (links as seguir). Nenhum deles usa esta nomenclatura das três ordens de liberdade, que está sendo introduzida agora, mas ainda que por trás de outras palavras as idéias são precisamente as mesmas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;RICKLI, R. (2007). &lt;b&gt;BENDITO EIXO NO BENDITO CAOS - ou: em busca de um critério para o caos-de-critérios atual.&lt;/b&gt; 9 pp. Disponível em &lt;a href="http://www.tropis.org/biblioteca/eixo-no-caos.pdf"&gt;http://www.tropis.org/biblioteca/eixo-no-caos.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;RICKLI, R. (2008). &lt;b&gt;LIBERDADE SOCIALMENTE SUSTENTÁVEL: uma introdução à Filosofia do Convívio e a algumas de suas aplicações. &lt;/b&gt;35 pp. Disponível em &lt;a href="http://www.tropis.org/biblioteca/libsocsus.pdf"&gt;http://www.tropis.org/biblioteca/libsocsus.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-4673827979411581009?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/4673827979411581009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/06/as-tres-ordens-de-liberdade-ou-por-que.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/4673827979411581009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/4673827979411581009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/06/as-tres-ordens-de-liberdade-ou-por-que.html' title='AS TRÊS ORDENS DE LIBERDADE - ou: por que os direitos reivindicados por gays e por evangélicos não são iguais'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-323413359309353237</id><published>2011-05-24T16:23:00.001-03:00</published><updated>2011-05-24T16:24:58.355-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PAIDÉIA (educação)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edgar Morin'/><title type='text'>AS RAZÕES DO CORAÇÃO ENTRE O CONHECIMENTO LIBERTADOR E A SERVIDÃO - ensaiando duetos com Edgar Morin sobre Educação, n.º 001</title><content type='html'>&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;FALA MORIN:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"É impressionante que a educação, que visa a transmitir conhecimentos, seja cega quanto ao que é o conhecimento humano, seus dispositivos, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e à ilusão, e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na verdade o conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta pronta para usar, que possa ser utilizada sem que a sua natureza seja examinada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, o conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que sirva de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro e ilusão, que não cessam de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É necessário introduzir e desenvolver na educação o estudo das características cerebrais, mentais e culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e modalidades, das disposições tanto psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro e à ilusão". &amp;nbsp;(MORIN 2000, p. 13-14)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"A importância da fantasia e do imaginário no ser humano é inimaginável; dado que as vias de entrada e de saída do sistema neurocerebral, que colocam o organismo em conexão com o mundo exterior, representam apenas 2% do conjunto, enquanto 98% se referem ao funcionamento interno, constituiu-se um mundo psíquico relativamente independente, em que fermentam necessidades, sonhos, desejos, ideias, imagens, fantasias, e esse mundo infiltra-se em nossa visão ou concepção do mundo exterior". &amp;nbsp;(MORIN 2000, 1.1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;FALAMOS NÓS:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[É preciso livrar-se do preconceito] de que a razão seja por natureza “fria”, “mecânica”, e portanto incapaz de intervir de modo apropriado na complexidade pulsante e sempre móvel da vida humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na verdade ... uma “razão fria” ou “razão puramente utilitária” nem são possíveis, são contradições em termos; as atitudes apontadas por essas expressões realmente existem, mas&amp;nbsp;&lt;em&gt;não são razão,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;são arremedos, falsificações da razão – e sua correção não se encontra para o lado de uma redução da racionalidade e sim de sua&amp;nbsp;&lt;em&gt;intensificação&amp;nbsp;&lt;/em&gt;até um grau em que se torne verdadeira – pois uma verdadeira racionalidade não ignorará jamais o papel do emocional ou do estético: sabe que estes são partes inalienáveis da realidade, e que&amp;nbsp;&lt;em&gt;seria irracional&lt;/em&gt;&amp;nbsp;deixar de tomá-los em consideração em qualquer caso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ou, em outras palavras: toda verdadeira racionalidade é de tal ordem que abrange ou compreende dentro de si as famosas razões do coração, de que fala Pascal, bem como as do corpo e demais razões que houver.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma racionalidade perenemente fiel a si mesma – isto é, que não se retira do campo tão logo tenha encontrado uma fórmula fixa para deixar atuando em seu lugar, o que entre outros nomes se chama “dogma” e “preconceito” – reconhece até mesmo a existência do imprevisível e irracionalizável, e aprende a identificar o seu campo e a tratá-lo com respeito, como vemos no recente desenvolvimento da Teoria do Caos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todo pensar efetivamente desenvolvido é portanto um “pensar com coração”. Se não o for, é que ainda se trata de um pensar imaturo, ou aleijado. Ou talvez sequer chegue a ser um pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A importância deste fato não tem como ser exagerada, pois, ainda que seja a serviço do “coração” ou do que for, é de fato só a razão que tem o poder de libertar. Outras forças podem conduzir todo o processo, mas no momento crucial as chaves que abrem as cadeias estarão nas mãos da razão – ou nem estarão presentes, se a razão não estiver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso mesmo todo apelo a uma redução da racionalidade é enganoso: na pior das hipóteses parte de quem está&amp;nbsp;&lt;em&gt;enganando&amp;nbsp;&lt;/em&gt;(em posição ativa), na melhor de quem está&amp;nbsp;&lt;em&gt;enganado&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(em posição passiva). Pois a ausência ou insuficiência da racionalidade sempre pode ser instrumento da instauração ou da continuidade de servidões – e&amp;nbsp;&lt;em&gt;usualmente o é,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;seja nas mãos dos efetivos culpados, seja na mão de inocentes úteis que os servem sem percebê-lo (e que, também eles, só poderão se libertar pelo desenvolvimento de sua própria razão)." &amp;nbsp;(RICKLI 2010, 1.2.1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;PELA SUPERAÇÃO DO FATOR BOIEQ&lt;em&gt;!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(BOas Intenções EQuivocadas)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;FONTES:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;MORIN, Edgar.&lt;em&gt;&amp;nbsp;Os sete saberes necessários à educação do futuro.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000. Texto português com ligeiras adaptações nossas, em busca do melhor foco e inteligibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;RICKLI, Ralf.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Aos que podem salvar o mundo: a Pedagogia e Filosofia do Convívio e seu apelo por uma nova consciência &amp;amp; arte dos pais.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;São Paulo: Trópis, 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este material está sendo publicado simultaneamente nos nossos blogs Brasilianas.Org e Blogspot, na nossa página no Facebook "Olhares de uma Razão Apaixonada sobre EDUCAÇÃO &amp;amp; TRANSFORMAÇÃO", e será em breve em página no domínio tropis.org. Para fins não comerciais, pode ser reproduzida à vontade desde que mencionando autoria e linkando uma destas fontes originais; onde houver ganho financeiro com isso, a reprodução só estará autorizada mediante contribuição previamente acordada. &amp;nbsp;(Ralf Rickli)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; line-height: 1.5em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-323413359309353237?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/323413359309353237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/05/as-razoes-do-coracao-entre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/323413359309353237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/323413359309353237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/05/as-razoes-do-coracao-entre-o.html' title='AS RAZÕES DO CORAÇÃO ENTRE O CONHECIMENTO LIBERTADOR E A SERVIDÃO - ensaiando duetos com Edgar Morin sobre Educação, n.º 001'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-787113703499145947</id><published>2011-05-18T23:43:00.003-03:00</published><updated>2011-05-20T13:29:50.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POESIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português correto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cornologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gramática'/><title type='text'>A esposa do Doutor Gramaticulino... e este que vos fala</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;APROVEITANDO O EMBALO DE UMA POLÊMICA PRA ESCREVER UM POEMINHA PLANEJADO HÁ VINTE ANOS (ainda sujeito a revisões, e na verdade um tanto impróprio para - realisticamente - menores de treze)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ralf Rickli • Curitiba 18.05.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é querendo lhe ofender,&lt;br /&gt;Dr. Normoso Gramaticulino,&lt;br /&gt;mas essa senhora,&lt;br /&gt;que lhe acompanha em terninhos discretos&lt;br /&gt;nas soníferas cerimônias&lt;br /&gt;a que o senhor a arrasta com suas gravatas francesas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... essa senhora, da qual nunca extrais,&lt;br /&gt;mais que uns inexpressivos aiais,&lt;br /&gt;eu bem que &lt;i&gt;conheço ela&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;um tantinho outra,&lt;br /&gt;nas madrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois quando a gente se tromba&lt;br /&gt;pelos butecos e becos, e se encoxa&lt;br /&gt;no elevador pras estrelas&lt;br /&gt;de um quartinho apertado...&lt;br /&gt;ah, como ela se contorce&lt;br /&gt;sob os meus dedos, minha língua,&lt;br /&gt;que num minuto inventam dez regras&lt;br /&gt;pra abolir no instante seguinte&lt;br /&gt;trocadas por outras dez&lt;br /&gt;– tampouco feitas pra durar mais&lt;br /&gt;que até a próxima explosão&lt;br /&gt;de prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como uiva delícias,&lt;br /&gt;sua senhora Dona Língua Portuguesa&lt;br /&gt;nessas noites em que nos entredevoramos&lt;br /&gt;com tesão&lt;br /&gt;– e amor! Ah,&lt;br /&gt;eu confesso:&lt;br /&gt;até tenho dó&lt;br /&gt;do senhor, que nem desconfia&lt;br /&gt;do que essa mulher é capaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitado... se soubesse mexer as cadeiras&lt;br /&gt;pra além desse um-dois, um-dois&lt;br /&gt;que o pau&lt;br /&gt;do jesuíta&amp;nbsp;e do general&lt;br /&gt;lhe ensinaram...&lt;br /&gt;Mas faz cem anos que o convidam pra folia,&lt;br /&gt;e o senhor, nada de relaxar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois fique, então, com a sua pose...&lt;br /&gt;mas alforrie essa &lt;i&gt;exposa &lt;/i&gt;gostosa&lt;br /&gt;– que ao seu lado ela já nem pousa&lt;br /&gt;mas na minha boca ela goza.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-787113703499145947?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/787113703499145947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/05/esposa-do-doutor-gramaticulino-e-este.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/787113703499145947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/787113703499145947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/05/esposa-do-doutor-gramaticulino-e-este.html' title='A esposa do Doutor Gramaticulino... e este que vos fala'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-2555353480002517513</id><published>2011-04-21T08:08:00.002-03:00</published><updated>2011-04-21T08:11:35.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POESIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Baudelaire'/><title type='text'>Três versões do texto de que mais gosto de um poeta de quem tenho certo medo: Charles Baudelaire</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tZdWI5Iwd_I/TbAPwAzDTLI/AAAAAAAAC6A/1QX9boK0y0Y/s1600/baudelaire.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-tZdWI5Iwd_I/TbAPwAzDTLI/AAAAAAAAC6A/1QX9boK0y0Y/s320/baudelaire.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EMBRIAGAI-VOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(português)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso estar sempre embriagado. Está tudo aí: essa é a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo que quebra vossos ombros e vos inclina no rumo do chão, é preciso que vos embriagueis sem trégua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, ao vosso jeito. Desde que vos embriagueis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguma vez, nos degraus de um palácio, na grama verde de um valado, na solidão morna do vosso quarto, vós vos despertardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que rola, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão: “É hora de se embriagar! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos, embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, ao vosso jeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EMBRIAGUEM-SE!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(transculturalizado num certo brasilês)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso estar sempre bêbado. Está tudo aí: essa é a única questão. Pra não sentirem o fardo horrível do Tempo que quebra os seus ombros e entorta vocês no rumo do chão, é preciso se embriagar sem trégua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas do quê? De cachaça, de poesia ou de virtude, cada um do seu jeito. Desde que se embriaguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguma vez, nos degraus de um palácio, na grama verde de um valado, na solidão morna do seu quarto, vocês despertarem, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntem ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que rola, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntem que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio lhes responderão: “É hora de se embriagar! Para não serem escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se, embriaguem-se sem cessar! De cachaça, de poesia ou de virtude, cada um do seu jeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ENIVREZ-VOUS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(français)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Il faut être toujours ivre. Tout est là : c'est l'unique question. Pour ne pas sentir l'horrible fardeau du Temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de quoi? De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, dans la solitude morne de votre chambre, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est; ei le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront : "Il est l'heure de s'enivrer! Pour n'être pas les esclaves matyrisés du Temps, enivrez-vous; enivrez-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Charles Baudelaire&lt;/b&gt; (1821-1867), &lt;b&gt;Petits Poèmes en Prose (Le Spleen de Paris)&lt;/b&gt;, XXXIII.&amp;nbsp;Versões em português e em brasilês: Ralf Rickli, 1984, 2011.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-2555353480002517513?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/2555353480002517513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/04/tres-versoes-do-texto-de-que-mais-gosto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2555353480002517513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2555353480002517513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/04/tres-versoes-do-texto-de-que-mais-gosto.html' title='Três versões do texto de que mais gosto de um poeta de quem tenho certo medo: Charles Baudelaire'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-tZdWI5Iwd_I/TbAPwAzDTLI/AAAAAAAAC6A/1QX9boK0y0Y/s72-c/baudelaire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-818099665261758897</id><published>2011-04-08T09:34:00.002-03:00</published><updated>2011-04-08T09:35:24.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EROS+PSYKHÉ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='repressão sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='THEOLOGHÍA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BOIEQ'/><title type='text'>O atirador de Realengo e a tragédia do fator BOIEQ</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 horas foram suficientes para ver um mar de palpites e especulações sobre a causa da tragédia da escola de Realengo, mas ainda não vi quem tenha tocado no que para mim se revela como causa óbvia, gritante, com a leitura já da primeira linha da carta deixada pelo jovem atirador. Falo com o olho de quem é educador há décadas, especialmente de jovens em situações não-formais, e estudioso atento de psicologia e das 'counselling arts' também há décadas, embora sem formação oficial em psicologia - isso tudo sem falar de um background familiar totalmente imerso em religião e teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos em Wellington Menezes Oliveira &lt;i&gt;apenas&lt;/i&gt; (sem ironia) um jovem com dificuldades de socialização e com a própria sexualidade, o qual, em lugar de encontrar ajuda psicológica, encontrou uma religião veiculadora de discurso de demonização do sexo. A denominação ou denominações precisa(s) da(s) igreja(s) não importa(m), pois isso pode acontecer em QUALQUER uma das denominações cristãs, e também em algumas linhas não-cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso de repressão e demonização da sexualidade nem sempre leva a ações concretas tão terríveis, mas SEMPRE leva a distúrbio psíquico destrutivo. O fato de ter tomado essa forma precisa deve decorrer da combinação particular de fatos de sua história pessoal, mas é extremamente improvável que tivesse chegado a tanto sem a participação do discurso repressivo da "pureza" - que emerge com força total já na sexta palavra da carta, e primeira com significação relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso leva a um questionamento sério não desta ou daquela religião, mas, sim, da liberdade de acesso das religiões em geral às mentes em formação - pois a quase totalidade delas se dedica à repressão dos instintos e pulsões, e não à sua educação esclarededora e não repressiva (na própria linguagem religiosa: acredita em expulsar "demônios", quando até a umbanda entende a possibilidade de no lugar disso educar os "demônios").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só escapam, relativamente, os setores influenciados pela chamada "teologia liberal", desenvolvida por gente com maior formação intelectual, capaz de entender sua própria vida religiosa em termos antropológicos, e as igrejas como lugares de busca humana pelo que seja o bem (a "vontade de Deus"), e não de revelação divina. Mas esses setores são a exceção, não a regra, geralmente desprezados pelos religiosos autênticos como "espiritualmente mortos", traidores da "verdadeira religião", e com frequencia eles mesmos "se micham" diante de questões mais polêmicas em benefício da preservação de sua instituição. Não se pode, portanto, julgar os efeitos do fenômeno "religião" na sociedade por essas "minorias esclarecidas", e sim pelas formas imensamente majoritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, creio que pela gravidade de suas consequencias a religião tinha que ser tratada como o álcool e grande parte das outras drogas: não dá para negar a liberdade de acesso voluntário aos cidadãos adultos, mas é gravemente questionável que se permita o acesso da religião aos menores de idade - sendo que na verdade 18 anos para isso é pouco: o córtex pré-frontal, das decisões autônomas responsáveis, só vai se desenvolver entre os 21 e 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama é que as religiões constituem o caso provavelmente mais frequente do que chamo o Fator BOIEQ - BOas Intenções EQuivocadas: acreditam-se com sinceridade portadoras de um caminho de salvação - assim como Hitler se acreditava - e mais: portadoras do &lt;i&gt;único &lt;/i&gt;caminho de salvação, sendo que tudo mais leva à desgraça no tempo e na eternidade. E sentem-se portanto no dever de ensinar seu caminho em idade quanto mais tenra melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diante disso, quê fazer em defesa da sanidade mental das nossas crianças e futuros adultos, sem pôr fogo na sociedade pela reação enfurecida das multidões dominadas pelo Fator BOIEQ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que quarenta anos de reflexão e 35 de prática param e olham em absoluta perplexidade.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-818099665261758897?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/818099665261758897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/04/o-atirador-de-realengo-e-tragedia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/818099665261758897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/818099665261758897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/04/o-atirador-de-realengo-e-tragedia-do.html' title='O atirador de Realengo e a tragédia do fator BOIEQ'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-4730714193230333588</id><published>2011-03-31T07:56:00.000-03:00</published><updated>2011-03-31T07:56:39.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PAIDÉIA (educação)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA BRASILIS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='honoris causa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POLITEIA MUNDI'/><title type='text'>Lula Doutor Honoris Causa numa das Universidades mais tradicionais do mundo</title><content type='html'>Não há como negar que o desenho medieval da roupagem nos parece um tanto ridículo - mas o reconhecimento da Universidade de Coimbra não é. A propósito, este é apenas um dos mais de 40 títulos de Doutor Honoris causa que foram oferecidos a Lula ao redor do mundo (e o primeiro aceito e recebido, até onde sei). Como disse alguém, que queria ser um "ignorante" assim!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IDK7oYHtt-g/TZRdtjkx61I/AAAAAAAAC5Y/0RlsNXijgSI/s1600/110330-lula_honoris_causa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-IDK7oYHtt-g/TZRdtjkx61I/AAAAAAAAC5Y/0RlsNXijgSI/s1600/110330-lula_honoris_causa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-4730714193230333588?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/4730714193230333588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/lula-doutor-honoris-causa-numa-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/4730714193230333588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/4730714193230333588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/lula-doutor-honoris-causa-numa-das.html' title='Lula Doutor Honoris Causa numa das Universidades mais tradicionais do mundo'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IDK7oYHtt-g/TZRdtjkx61I/AAAAAAAAC5Y/0RlsNXijgSI/s72-c/110330-lula_honoris_causa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-7760506807343232849</id><published>2011-03-22T14:25:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T14:26:19.289-03:00</updated><title type='text'>Fwd: FW: ve agora</title><content type='html'>&lt;p class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;img id="ecxImagem_x0020_1"           src="cid:part1.01000305.08010005@gmail.com" width="778"           height="806"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-7760506807343232849?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/7760506807343232849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/fwd-fw-ve-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/7760506807343232849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/7760506807343232849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/fwd-fw-ve-agora.html' title='Fwd: FW: ve agora'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-2136775822400777739</id><published>2011-03-07T10:22:00.000-03:00</published><updated>2011-03-07T10:22:21.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tao'/><title type='text'>MOMENTO ( ... enquanto não começa a retomada deste blog com conceito &amp; rumo reajustados)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O momento manda concentrar: enxugar, priorizar, articular em relação a um centro... mas QUÊ centro? EXISTE algo suficientemente estável para sê-lo, e que não se mostre ilusório numa análise honesta? . . . Pois ao contrário do que se costuma pensar, é a ilusão que tende a constituir qualquer forma sólida e duradoura, a verdade permanece o tempo todo em vertiginosa transFORMAção com os movimentos das pessoas, das águas, das folhas que crescem e caem, das sementes ao vento...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-2136775822400777739?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/2136775822400777739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/momento-enquanto-nao-comeca-retomada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2136775822400777739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2136775822400777739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/03/momento-enquanto-nao-comeca-retomada.html' title='MOMENTO ( ... enquanto não começa a retomada deste blog com conceito &amp; rumo reajustados)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-3646404946989152026</id><published>2011-01-10T14:19:00.001-02:00</published><updated>2011-01-10T15:24:01.484-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pluralismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='facebook'/><title type='text'>Uma reafirmação do espírito do PLURALISMO + minha quase-migração para o Facebook</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;Queria não ter barreiras com ninguém, mas não tem jeito: os que apostam que certezas são possíveis me veem inevitavelmente com desconfiança... e eu a eles. Sabemos que o outro pode atrapalhar o que cremos ser o caminho da salvação do mundo: eles, a implementação das suas receitas; eu, a superação definitiva da ilusão de que a implantação de alguma receita pura possa um dia ser benéfica. Se não em composição complexa e permanentemente mutante com todas as outras receitas imagináveis, inclusive as contraditórias, toda receita termina é por MATAR, expulsar o espírito (chama criativa) das situações humanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;PS: o texto acima foi a primeira 'NOTA' que publiquei no meu Facebook: uma ferramenta nova que tende a gerar uma espécie de blog interno, dentro do espaço do Facebook.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;Por mais que tenha resistido, o fato é que o Facebook se impôs como meu espaço de compartilhamento de ideias por excelência. Esvaziou minha participação em listas de email, e está esvaziando este blog. Não sei quanto tempo resisto por aqui - e também não me importa muito: acho que o importante é não deixarmos de compartilhar, não importa muito onde nem como!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; line-height: 16px;"&gt;Portanto, se você é um d@s maluc@s que de alguma maneira gosta de acompanhar o que eu penso, sugiro que passe a acompanhar meu perfil no Facebook. Entrem lá, façam uma busca, estou com o nome oficial mesmo: Ralf Rickli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-3646404946989152026?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/3646404946989152026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/01/uma-reafirmacao-do-espirito-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3646404946989152026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3646404946989152026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/01/uma-reafirmacao-do-espirito-do.html' title='Uma reafirmação do espírito do PLURALISMO + minha quase-migração para o Facebook'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-1823530958788703315</id><published>2011-01-09T21:47:00.003-02:00</published><updated>2011-01-10T02:43:50.503-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POESIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valdo Valente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curitiba'/><title type='text'>Valdo Valente revisita a noite de Curitiba</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;tanto tempo! tão outra te tornaste e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;tão a mesma, charmórbida curitiba!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;mostrem-me um homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;que não seja desengonçado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;e eu lhes mostrarei que é de fora... - mas após&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;certo teor e certa hora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;todos os pardos são gatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;-&amp;nbsp;e os&amp;nbsp;rosados, amarelos, os cinzentos,&amp;nbsp;os azuis -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;mesmo se todos, ou quase todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;ao mesmo tempo cães - e como haver-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;em meio a tanta vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;animal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;despierta, mi bien, despierta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;mira que ya amaneció&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;desgruda-te dessa mesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;e vamos pra casa dormir!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Valdo Valente, em&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;05-09.01.2011&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-1823530958788703315?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/1823530958788703315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/01/valdo-valente-revisita-noite-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1823530958788703315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1823530958788703315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2011/01/valdo-valente-revisita-noite-de.html' title='Valdo Valente revisita a noite de Curitiba'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-1314575095590025677</id><published>2010-12-31T10:29:00.001-02:00</published><updated>2010-12-31T10:34:49.807-02:00</updated><title type='text'>Pesquisa revela as origens da aspereza humana da cidade de origem deste que vos fala :)</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Às vezes digo que fui criado em uma cidade gelada e sobretudo áspera, e com frequência parecem não entender... De repente surgiu uma pesquisa que ME ajudou a entender a origem disso. Reproduzo aqui matéria sobre ela, para o caso de interessar a mais gente. Com mais uma observação antes: curioso destino de um lugar! A única vez que Guarapuava apareceu com destaque na Folha de S.Paulo (com foto e manchete na primeira página!) foi quando o jornal publicou uma matéria sobre a sua PENITENCIÁRIA industrial!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.redesuldenoticias.com.br/noticia.asp?id=32809&amp;amp;t=Livro+de+professor+da+Unicentro+inspira+mat%E9ria+na+Folha+de+S%E3o+Paulo"&gt;http://www.redesuldenoticias.com.br/noticia.asp?id=32809&amp;amp;t=Livro+de+professor+da+Unicentro+inspira+mat%E9ria+na+Folha+de+S%E3o+Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30/12/2010&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Livro de professor da Unicentro inspira matéria na Folha de São Paulo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma matéria do jonalista Ricardo Mioto, do Jornal Folha de São Paulo, publicada na edição de quinta-feira (30), no caderno de Ciência, evidencia o trabalho do historiador e professor da Unicentro, Fabio Pontarolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado da pesquisa do historiador é o livro "Homens de Ínfima Plebe", da editora Apicuri. Em 153 páginas, Fabio Pontarolo mostra que Guarapuava recebia condenados no tempo do Brasil Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a matéria publicada na Folha:&lt;br /&gt;"Não era exatamente a Sibéria. De qualquer forma, a então distante e fria Guarapuava (PR), onde havia uma falta terrível de mulheres, foi a primeira cidade a receber os condenados ao degredo pela Justiça brasileira no século 19, entre 1812 e 1859.&lt;br /&gt;Na época, considerava-se importante ocupar a região, repleta de índios. Por isso, enviar para lá "alguns vadios e façinososos que na sua comarca perturbão o socego público, os creminosos e criminosas que setençear a degredo" era a recomendação, em 1811, do governador da capitania de São Paulo, António José da Franca e Horta, ao responsável pela comarca de Paranaguá --ainda não existia Paraná.&lt;br /&gt;Quem pesquisou o assunto foi Fabio Pontarolo, historiador da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, que agora lança o livro "Homens de Ínfima Plebe" (editora Apicuri, 153 páginas, preço em torno de R$ 30).&lt;br /&gt;Ele descobriu que boa parte dos degredados eram militares rebeldes, como oito soldados de Santos que, em 1821, revoltaram-se contra o atraso dos soldos e promoveram um quebra-quebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESPROPORÇÃO&lt;br /&gt;Na época, o frio nem era um problema tão grande em Guarapuava perto da falta de membros do sexo feminino.&lt;br /&gt;Dos 60 casos documentados de degredados, só sete eram mulheres, e essa era mais ou menos a proporção na população no resto da área (em 1835, eram 712 habitantes).&lt;br /&gt;Isso porque os outros moradores, em geral, eram povoadores pobres em busca de terra --e esses desbravadores costumavam ser homens.&lt;br /&gt;O jeito era tentar algo com as índias das cercanias: a insistência do governo em ocupar a região vinha justamente da tentativa de incorporar esses povos. "Existia um patrocínio oficial à mestiçagem, mesmo uma compulsão por ela", diz Pantarolo.&lt;br /&gt;Foi o que fez, por exemplo, José Gomes, um desses envolvidos na revolta de Santos, pioneiro no casamento com índias. Tinha, quando condenado, 18 anos, e recebeu pena de 20.&lt;br /&gt;Aos 19, já estava casando com uma caingangue de 16 anos, que recebeu o nome da Bárbara. Ela era de uma família indígena que tinha se aproximado dos brancos. Seu pai tinha recebido o nome de Antônio e ajudou o padre local a catequizar os outros índios.&lt;br /&gt;Prova de que a relação com os nativos não era tão pacífica, porém, é que, poucos anos antes de Bárbara se casar, Antônio foi assassinado por índios avessos à aproximação dos brancos.&lt;br /&gt;Pior foi o destino de Mariano Antonio, colega de José Gomes --tão colega que eles chegaram ao degredo acorrentados um ao outro para que não fugissem no caminho para o sertão. Ele se casou com uma índia em 1823, apadrinhou quatro indiozinhos e foi testemunha de sete casamentos "mistos".&lt;br /&gt;Em 1830, porém, sua mulher foi assassinada enquanto fazia farinha por índios contrários à miscigenação. Viúvo, sem filhos, Mariano sumiu da cidade quando a pena de dez anos acabou.&lt;br /&gt;Em geral, porém, os degredados acabavam criando raízes, e boa parte ficou em Guarapuava até morrer, anos depois do fim das suas penas.&lt;br /&gt;Sobreviviam mal plantando milho, feijão e com uma ou outra cabeça de gado, mas não teriam destino muito melhor em outros lugares.&lt;br /&gt;Segundo Pontarolo, os degredados acabaram esquecidos na história de Guarapuava "Na festa de 200 anos da cidade, falou-se muito sobre os bandeirantes, sobre os grandes sobrenomes, mas não sobre eles."&lt;br /&gt;Depois de Guarapuava, outras regiões de degredo surgiram, como na fronteira do Pará com o Mato Grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERFIL NO DEGREDO&lt;br /&gt;Idade: jovens, cerca de 20 anos&lt;br /&gt;Sexo: em geral, homens&lt;br /&gt;Estado civil: solteiro (acabavam se casando com índias em Guarapuava, com quem geravam filhos mestiços&lt;br /&gt;Nível escolar: analfabeto&lt;br /&gt;Pena: 20 anos&lt;br /&gt;Etnia: várias, mas em geral eram mestiços&lt;br /&gt;Crime: com frequência participação em revoltas&lt;br /&gt;Origem: várias regiões de São Paulo (na época, abrangia também o Paraná)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-1314575095590025677?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/1314575095590025677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/pesquisa-revela-as-origens-da-aspereza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1314575095590025677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/1314575095590025677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/pesquisa-revela-as-origens-da-aspereza.html' title='Pesquisa revela as origens da aspereza humana da cidade de origem deste que vos fala :)'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-6685346253560587379</id><published>2010-12-27T10:49:00.002-02:00</published><updated>2010-12-27T10:53:57.894-02:00</updated><title type='text'>Folha cutuca nova ministra sobre o aborto. Leia as respostas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2712201001.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2712201001.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Não dá para             obrigar mulher a ter filho, diz nova ministra&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Iriny Lopes afirma que, pessoalmente, defende respeitar a           opção de cada mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a futura ministra de Políticas para as Mulheres, papel do           governo federal na questão é cumprir a lei&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 350px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;               &lt;td&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2712201001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2712201001.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Sérgio Lima/Folhapress&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;A deputada federal (PT-ES) e futura ministra             Iriny Lopes&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;br /&gt;&lt;b style="font-size: large; font-style: normal;"&gt;JOHANNA NUBLAT&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium; font-style: normal;"&gt;DE BRASÍLIA&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; "Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se         sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar         uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Essa é a posição pessoal declarada pela atual deputada federal         pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de         Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Iriny tem histórico de militante dos direitos humanos e sua         declaração toca num dos pontos mais explorados durante a disputa         eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; O tema consta em programa do PT do início do ano. A futura         presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças         na legislação -que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou         risco à saúde materna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Em 2007, durante votação de uma resolução que incluía a         descriminalização do aborto no 3º Congresso do PT, Iriny         defendeu a proposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Indicada ministra, diz que a bola está com o Congresso e com a         sociedade. "O governo precisa cumprir a legislação que está em         vigor."&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-converted-space" style="font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;         &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Folha - Quais são suas propostas no curto prazo?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Iriny Lopes -&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Desenvolver         políticas que sejam coerentes com o combate à miséria, colocado         pela nossa companheira presidenta.&lt;br /&gt;A feminização da pobreza, no Brasil, é algo concreto, não há         eficácia no combate se não estiver claro que as mulheres ganham         menos, estão mais desempregadas, e que cresce o número de         mulheres chefes de família.&lt;br /&gt;É preciso dar empoderamento econômico para garantir sua         autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como se posicionou frente à polêmica da terceira versão do           Programa Nacional de Direitos Humanos [PNDH-3]?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Houve uma polêmica exagerada em torno de todos os temas. O         governo precisa cumprir a legislação que está em vigor hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sra. fala sobre o aborto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Temos a responsabilidade no zelo da saúde pública, dentro         da lei, de não permitir nenhum risco às mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que isso significa? Ampliar locais de abortamento legal?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É garantir o atendimento das mulheres que procurem a rede         pública. Os demais debates acontecem na Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sra. tem uma posição pessoal sobre o assunto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Minha posição é que temos que ter muitas políticas de prevenção         e de esclarecimento. Agora, eu não vejo como obrigar alguém a         ter um filho que ela não se sente em condições de ter. "Ah, é         defesa do aborto..."&lt;br /&gt;Ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que,         individualmente, a mulher venha a tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há espaço para discutir o tema, depois da polêmica na           campanha eleitoral?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O debate vai durar ainda muito tempo, não é "pa-pum": vamos         definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A futura ministra         da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54,         diz que a presidente eleita Dilma Rousseff pediu que tenha         serenidade para tratar de assuntos polêmicos como a         descriminalização do aborto.&lt;br /&gt;Ela afirma não se sentir estimulada ou cerceada por compromissos         sobre o tema assumidos durante a campanha à Presidência.&lt;br /&gt;Para Iriny, o estabelecimento de cotas para as mulheres no         primeiro escalão do governo federal é uma forma positiva de         empoderamento.&lt;br /&gt;Em momentos de crise, uma suposta fragilidade feminina pode ser         levantada. Mas, ela diz que isso poderá ser um processo de         aprendizado para o país.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;nbsp;&lt;/center&gt;         &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Folha - A sra. vai incentivar o debate sobre a           discriminalização?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Iriny Lopes -&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O         debate está posto no mundo. Não tem secretaria ou ministério que         o abafe ou estimule, ele está posto por força de si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A presidente eleita Dilma Rousseff pediu que a sra. não toque           no assunto? Pediu alguma coisa específica em outras áreas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, a presidente me orientou e solicitou serenidade e         tranquilidade para tratar de todo e qualquer tema polêmico. Não         há recomendações especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na campanha, a então candidata se comprometeu a não dar o           pontapé para a descriminalização. A sra. se vê impedida de           trabalhar o tema?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, o compromisso é natural, visto que o debate sobre essa         questão é do Congresso. Estaremos participando de uma         conferência, convocada pelo governo, mas livre. Ali, a sociedade         vai se manifestar.&lt;br /&gt;Não me sinto nem estimulada nem cerceada, vamos tratar esse tema         como viemos tratando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como a sra. vê o estabelecimento de cotas para mulheres no           primeiro escalão do governo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O empoderamento das mulheres só se dá com atos concretos, como         esse. Não se trata de 30% ou 40%, ela fez um trabalho para que         os partidos indicassem mulheres.&lt;br /&gt;É uma contribuição inestimável, porque, via de regra, os         partidos não propiciam o espaço necessário. Com certeza terá um         reflexo no conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em momentos de dificuldade do governo, a suposta fragilidade           feminina vai ser levantada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Explicitamente, não sei. Não sei se terão coragem de verbalizar,         mas pessoas vão atribuir com indiretas, piadinhas. Acho que esse         também será um processo de aprendizado para o país.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;(JN)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-6685346253560587379?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/6685346253560587379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/folha-cutuca-nova-ministra-sobre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/6685346253560587379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/6685346253560587379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/folha-cutuca-nova-ministra-sobre-o.html' title='Folha cutuca nova ministra sobre o aborto. Leia as respostas'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-3853577371219780232</id><published>2010-12-17T22:04:00.000-02:00</published><updated>2010-12-17T21:05:14.493-02:00</updated><title type='text'>Re: novas Diretrizes para Ensino Fundamental: mais detalhes &amp; texto completo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate;       color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-style:       normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing:       normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px;       text-transform: none; white-space: normal; widows: 2;       word-spacing: 0px; font-size: medium;"&gt;&lt;span         class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;         color: rgb(76, 78, 76); font-family:         Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&lt;big&gt;&lt;font             face="Verdana"&gt;Amigos, &lt;br&gt;             &lt;br&gt;             meu objetivo, ao colaborar na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas             orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es oficiais para o Ensino Fundamental levando em             conta sua estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 9 anos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; atacar nem defender:             &amp;eacute; apelar a que conhe&amp;ccedil;amos antes de nos pronunciarmos. Acho             absolutamente necess&amp;aacute;ria a discuss&amp;atilde;o sobre o assunto mas,             sinceramente, tamb&amp;eacute;m acho que n&amp;oacute;s defensores de ideias             humanizantes em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o temos sido levianos e precipitados             ao nos pronunciarmos apenas com base no que ouvimos falar.             Espero que esta postagem sirva de convite a discuss&amp;otilde;es             prof&amp;iacute;cuas... &lt;i&gt;depois &lt;/i&gt;de lido o texto, sem             preconceitos.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Para isso transcrevo aqui os coment&amp;aacute;rios de Sonia Aranha             reproduzidos no blog Luis Nassif, MAIS O TEXTO INTEGRAL DA             RESOLU&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Abra&amp;ccedil;os,&lt;br&gt;             Z&amp;eacute; Ralf&lt;br&gt;             &lt;br&gt;           &lt;/font&gt;&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;     &lt;hr width="100%" size="2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"       style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0);       font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant:       normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height:       normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none;       white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size:       medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse:         collapse; color: rgb(76, 78, 76); font-family:         Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&lt;br&gt;         &lt;h2 class="title" style="margin: 0px auto 0.25em; font-size:           2.1em; font-weight: bold; color: rgb(176, 97, 38);"&gt;&lt;span             style="text-decoration: none; color: rgb(60, 65, 113);             font-weight: bold; font-size: 1.1em; margin: 0px auto;"&gt;Novas             Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 anos&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/novas-diretrizes-curriculares-para-o-ensino-fundamental-de-9-anos"&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/novas-diretrizes-curriculares-para-o-ensino-fundamental-de-9-anos&lt;/a&gt;&lt;br&gt;     &lt;br&gt;     &lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate;       color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-style:       normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing:       normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px;       text-transform: none; white-space: normal; widows: 2;       word-spacing: 0px; font-size: medium;"&gt;&lt;span         class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;         color: rgb(76, 78, 76); font-family:         Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&lt;span           class="submitted" style="color: rgb(102, 102, 102); font-size:           1.1em; display: block; padding-top: 10px; padding-bottom:           10px; padding-left: 5px; margin-bottom: 20px;"&gt;Enviado por&lt;span             class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a             href="http://www.advivo.com.br/usuario/luisnassif"             title="Ver perfil do usu&amp;aacute;rio." style="text-decoration: none;             color: rgb(76, 78, 76);"&gt;luisnassif&lt;/a&gt;, sex, 17/12/2010 -           08:27&lt;/span&gt;         &lt;div class="content" style="line-height: 1.6em; margin: 0.5em           0px; font-size: 12px; color: rgb(34, 34, 34); text-align:           justify; padding-left: 5px;"&gt;           &lt;div class="field field-type-content-taxonomy             field-field-autor" style="display: block; padding-bottom:             10px;"&gt;             &lt;div class="field-items"&gt;               &lt;div class="field-item odd"&gt;                 &lt;div class="field-label-inline-first"                   style="font-weight: bold; display: inline;"&gt;Autor:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;                 &lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a                   href="http://www.advivo.com.br/categoria/autor/sonia-aranha"                   rel="tag" title="" style="text-decoration: none;                   color: rgb(17, 17, 17);"&gt;Sonia Aranha&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;             &lt;/div&gt;           &lt;/div&gt;           &lt;p style="margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.9em;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span                 style="font-size: large;"&gt;Dos Blogs do Brasilianas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;           &lt;br&gt;           &lt;p style="margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.9em;"&gt;Saida do             forno a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n.07 14/12/2010 fixa as&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Diretrizes               Curriculares para o Ensino Fundamental de 9 anos&lt;/em&gt;.             Abaixo destaco os artigos que possuem um car&amp;aacute;ter , a meu             ver, mais inovador ou pol&amp;ecirc;mico:&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Matr&amp;iacute;cula no 1&amp;ordm; ano do Ensino Fundamental&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Agora est&amp;aacute; mais claro do nunca no Art.8&amp;ordm; nos par&amp;aacute;grafos 1&amp;ordm; e             2&amp;ordm; : crian&amp;ccedil;a com 6 (seis) anos completos at&amp;eacute; o 31 de mar&amp;ccedil;o             de 2011 matricular no 1&amp;ordm; ano do Ensino Fundamental. Crian&amp;ccedil;a             a completar 6 (seis) anos em Abril de 2011 matricular no             &amp;uacute;ltimo ano (pr&amp;eacute;-escola) da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Infantil.&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Esse esclarecimento em lei permite com que a escola n&amp;atilde;o             fique maluca com classes com &amp;nbsp; alunos com 6 (seis anos)             junto com os de&amp;nbsp; 5 (cinco) anos porque cederam a press&amp;atilde;o dos             pais que querem por que querem matricular seus filhos de 5             (cinco) anos no 1&amp;ordm; ano do Ensino Fundamental.&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220; Art. 8&amp;ordm;&amp;nbsp; (....)&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; &amp;Eacute; obrigat&amp;oacute;ria a matr&amp;iacute;cula no Ensino Fundamental de               crian&amp;ccedil;as com 6 (seis) anos completos ou a completar at&amp;eacute; o               dia 31 de mar&amp;ccedil;o do ano em que ocorrer a matr&amp;iacute;cula, nos               termos da Lei e das normas nacionais vigentes.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; As crian&amp;ccedil;as que completarem 6 (seis) anos ap&amp;oacute;s essa               data dever&amp;atilde;o ser matriculadas na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Infantil               (Pr&amp;eacute;-Escola).&amp;#8221;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Fim da reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos 1&amp;ordm;s , 2&amp;ordm;s&amp;nbsp; e 3&amp;ordm;s anos do Ensino               Fundamental&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             O Art 30 em seu inciso III e par&amp;aacute;grafo primeiro&amp;nbsp; diz que a             escola , mesmo em regime seriado, deve considerar os tr&amp;ecirc;s             primeiros anos do Ensino Fundamental como se fosse um bloco             ou um ciclo sem interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Isso significa que n&amp;atilde;o deve             haver nesse in&amp;iacute;cio de Ensino Fundamental a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o             privilegiando, no entanto, a alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o letramento,             al&amp;eacute;m das diversas formas de express&amp;atilde;o.&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             As escolas particulares que em geral adotam o regime seriado             em seus Regimentos Escolares e ret&amp;eacute;m alunos nestes primeiros             anos, portanto, a partir de 2011 dever&amp;atilde;o modificar seu             projeto pol&amp;iacute;tico/pedag&amp;oacute;gico, bem como, seu Regimento Escolar             visando atender esta Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp; Por outro lado, os pais             devem ficar atentos a este respeito e exigir o cumprimento             da lei se a escola e o Conselho de Classe retiverem seu             filho nesses anos iniciais de estudo.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220; Art. 30&amp;nbsp; (...)&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;III- a continuidade da aprendizagem, tendo em conta a               complexidade do processo de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os preju&amp;iacute;zos               que a repet&amp;ecirc;ncia pode causar no Ensino Fundamental como um               todo e, particularmente, na passagem do primeiro para o               segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no               uso de sua autonomia, fizerem op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo regime seriado,               ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio considerar os tr&amp;ecirc;s anos iniciais do Ensino               Fundamental como um bloco pedag&amp;oacute;gico ou um ciclo               sequencial n&amp;atilde;o pass&amp;iacute;vel de interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, voltado para               ampliar a todos os alunos as oportunidades de               sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aprofundamento das aprendizagens b&amp;aacute;sicas,               imprescind&amp;iacute;veis para o prosseguimento dos estudos.&amp;#8221;&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Professora da Classe poder&amp;aacute; lecionar Ed.F&amp;iacute;sica e               Artes para os 1&amp;ordm;s e 5&amp;ordm;s anos do Ensino Fundamental&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             A professora da classe do 1&amp;ordm; ao 5&amp;ordm; ano do Ensino             Fundamental, formada em pedagogia, poder&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m lecionar as             aulas de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e Artes, do mesmo modo que faz com             a L&amp;iacute;ngua Portuguesa, Matem&amp;aacute;tica, Ci&amp;ecirc;ncias, Geografia e             Hist&amp;oacute;ria. O &amp;uacute;nico componente curricular que n&amp;atilde;o poder&amp;aacute;             lecionar &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua estrangeira, cabendo ao licenciado.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             De modo que se a escola quiser atribuir tamb&amp;eacute;m as aulas de             Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e Artes (m&amp;uacute;sica, artes pl&amp;aacute;sticas, c&amp;ecirc;nicas e             dan&amp;ccedil;a) para a professora de classe poder&amp;aacute; faz&amp;ecirc;-lo. Essa &amp;eacute;             uma retomada, porque as professoras da d&amp;eacute;cada de 60 e 70             tamb&amp;eacute;m ministravam essas aulas. Depois passaram a ser             atribu&amp;iacute;das para os professores licenciados, sobretudo nas             escolas particulares.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Parece-me que isso afetar&amp;aacute; muito a rotina do professor de             classe que conta com as janelas para organizar seu trabalho,             al&amp;eacute;m da sobrecarga e de uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o conta com             Metodologia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e, tampouco, de Artes, por             outro lado, os professores de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e Artes             diminuir&amp;atilde;o suas cargas hor&amp;aacute;rias de trabalho.&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; promover um trabalho integrado , isto &amp;eacute; ,             interdisciplinar composto por todas as &amp;aacute;reas do conhecimento             e neste sentido nada melhor do que ser realizado por um             &amp;uacute;nico professor , por&amp;eacute;m no par&amp;aacute;grafo segundo a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o             destaca que se as aulas forem atribu&amp;iacute;das ao licenciado que             seja garantido a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os demais componentes             curriculares e o trabalho efetivo com a professora da             classe.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220;Art. 31 Do 1&amp;ordm; ao 5&amp;ordm; ano do Ensino Fundamental, os               componentes curriculares Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e Arte poder&amp;atilde;o               estar a cargo do professor de refer&amp;ecirc;ncia da turma, aquele               com o qual os alunos permanecem a maior parte do per&amp;iacute;odo               escolar, ou de professores licenciados nos respectivos               componentes.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Nas escolas que optarem por incluir L&amp;iacute;ngua               Estrangeira nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o               professor dever&amp;aacute; ter licenciatura espec&amp;iacute;fica no componente               curricular.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Nos casos em que esses componentes curriculares               sejam desenvolvidos por professores com licenciatura               espec&amp;iacute;fica (conforme&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Parecer CNE/CEB n&amp;ordm;               2/2008), deve ser assegurada a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;os demais               componentes trabalhados pelo professor de refer&amp;ecirc;ncia da&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;em&gt;turma.&lt;/em&gt;"&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Institucional&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             A Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o prop&amp;otilde;e que ocorra avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o             educacional como tamb&amp;eacute;m de seus professores. Essa &amp;eacute; uma boa             proposta, j&amp;aacute; que s&amp;atilde;o poucas as escolas que efetivam uma             avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional retardando, desse modo,a supera&amp;ccedil;&amp;atilde;o             de dificuldades&amp;nbsp; porque n&amp;atilde;o lan&amp;ccedil;am m&amp;atilde;o de um norte para             planejamentos futuros. Atualmente as escolas p&amp;uacute;blicas contam             com o IDEB (&amp;Iacute;ndice de Desenvolvimento de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica) e             isso j&amp;aacute; est&amp;aacute; alterando as pol&amp;iacute;ticas educacionais nos             munic&amp;iacute;pios e a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; melhorar.&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220;Art. 35 Os resultados de aprendizagem dos alunos devem               ser aliados &amp;agrave; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas e de seus professores,               tendo em conta os par&amp;acirc;metros de refer&amp;ecirc;ncia dos insumos               b&amp;aacute;sicos necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade para todos               nesta etapa da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e respectivo custo aluno-qualidade               inicial (CAQi), consideradas inclusive as suas modalidades               e as formas diferenciadas de atendimento como a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o               do Campo, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar Ind&amp;iacute;gena, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar               Quilombola e as escolas de tempo integral.&amp;#8221;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Escola de Per&amp;iacute;odo Integral&lt;span                 class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Os artigos 36 e 37 contemplam os anseios dos pais             trabalhadores, ricos ou pobres, j&amp;aacute; que ambos n&amp;atilde;o possuem             meios de cuidar de seus filhos durante o per&amp;iacute;odo no qual             trabalham. Hoje , por exemplo, uma escola municipal de             Campinas de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Infantil para 4 anos recebe o aluno &amp;agrave;s             13:00 h e o dispensa &amp;agrave;s 16:45 h , isso significa 3 h e 45 m             de per&amp;iacute;odo escolar. Os pais trabalhadores , em geral,             trabalham at&amp;eacute; &amp;agrave;s 18:00 h , vejam o transtorno para aqueles             que mais necessitam. Na escola particular o aluno entra &amp;agrave;s             13:00 h e sai &amp;agrave;s 17:30 ou &amp;agrave;s 18:00 e conta ainda com uns             vinte minutos de toler&amp;acirc;ncia, o que n&amp;atilde;o ocorre na escola             p&amp;uacute;blica. Portanto, tanto as escolas particulares como as             p&amp;uacute;blicas dever&amp;atilde;o iniciar proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es e meios para atender esta             Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Elaborar um projeto pol&amp;iacute;tico/pedag&amp;oacute;gico que             articule momentos em salas de aula , momentos de estudo             coletivo e individual, oficinas , lazer , alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o,             enfim... ser&amp;aacute; um bom desafio para as escolas a partir de             2011.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220;Art. 36 Considera-se como de per&amp;iacute;odo integral a jornada               escolar que se organiza em 7 (sete) horas di&amp;aacute;rias, no               m&amp;iacute;nimo, perfazendo uma carga hor&amp;aacute;ria anual de, pelo menos,               1.400 (mil e quatrocentas) horas.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. As escolas e, solidariamente, os               sistemas de ensino, conjugar&amp;atilde;o esfor&amp;ccedil;os objetivando o               progressivo aumento da carga hor&amp;aacute;ria m&amp;iacute;nima di&amp;aacute;ria e,               consequentemente, da carga hor&amp;aacute;ria anual, com vistas &amp;agrave;               maior qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de ensino-aprendizagem,&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;em&gt;tendo como horizonte o atendimento escolar em per&amp;iacute;odo               integral.&amp;#8221;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;"Art. 37 A proposta educacional da escola de tempo               integral promover&amp;aacute; a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tempos, espa&amp;ccedil;os e               oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de               educar e cuidar entre os profissionais da escola e de               outras &amp;aacute;reas, as fam&amp;iacute;lias e outros atores sociais, sob a               coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola e de seus professores, visando               alcan&amp;ccedil;ar a melhoria da qualidade da aprendizagem e da               conviv&amp;ecirc;ncia social e diminuir as diferen&amp;ccedil;as de acesso ao               conhecimento e aos bens culturais, em especial entre as               popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es socialmente mais vulner&amp;aacute;veis.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O curr&amp;iacute;culo da escola de tempo integral, concebido               como um projeto educativo integrado, implica a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o               da jornada escolar di&amp;aacute;ria mediante o desenvolvimento de               atividades como o acompanhamento pedag&amp;oacute;gico, o refor&amp;ccedil;o e o               aprofundamento da aprendizagem, a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a               pesquisa cient&amp;iacute;fica, a cultura e as artes, o esporte e o               lazer, as tecnologias da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a               afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura dos direitos humanos, a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o               do meio ambiente, a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de, entre outras,               articuladas aos componentes curriculares e &amp;agrave;s &amp;aacute;reas de               conhecimento, a viv&amp;ecirc;ncias e pr&amp;aacute;ticas socioculturais.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; As atividades ser&amp;atilde;o desenvolvidas dentro do espa&amp;ccedil;o               escolar conforme a disponibilidade da escola, ou fora               dele, em espa&amp;ccedil;os distintos da cidade ou do territ&amp;oacute;rio em               que est&amp;aacute; situada a unidade escolar, mediante a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o               de equipamentos sociais e culturais a&amp;iacute; existentes e o               estabelecimento de parcerias com &amp;oacute;rg&amp;atilde;os ou entidades               locais, sempre de acordo com o respectivo projeto pol&amp;iacute;tico               pedag&amp;oacute;gico.&amp;#8221;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;strong&gt;Acessibilidade&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             Finalmente contemplado em lei a quest&amp;atilde;o da acessibilidade             para os alunos que possuem necessidades especiais. J&amp;aacute;             repararam na arquitetura das escolas? In&amp;uacute;meras possuem salas             de aula no piso superior cujo acesso &amp;eacute; somente por escada.             Outro desafio para as escolas que dever&amp;atilde;o ajustar seus             pr&amp;eacute;dios e seus materiais did&amp;aacute;ticos para atender as pessoas             com defici&amp;ecirc;ncias de mobilidade, de vis&amp;atilde;o, de audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ,             etc...&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;&amp;#8220;Art. 41 O projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico da escola e o               regimento escolar, amparados na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente,               dever&amp;atilde;o contemplar a melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de acesso e de               perman&amp;ecirc;ncia dos alunos com defici&amp;ecirc;ncia, transtornos               globais do desenvolvimento e altas habilidades nas classes               comuns do ensino regular, intensificando o processo de               inclus&amp;atilde;o nas escolas p&amp;uacute;blicas e privadas e buscando a               universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atendimento.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;em&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Os recursos de acessibilidade s&amp;atilde;o               aqueles que asseguram condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de acesso ao curr&amp;iacute;culo dos               alunos com defici&amp;ecirc;ncia e mobilidade reduzida, por meio da               utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais did&amp;aacute;ticos, dos espa&amp;ccedil;os,               mobili&amp;aacute;rios e equipamentos, dos sistemas de&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;em&gt;comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dos transportes e outros               servi&amp;ccedil;os.&amp;#8221;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             A Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o entrou em vigor na data de sua publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e             revoga a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 2, de 7 de abril de 1998.&lt;br&gt;             &lt;br&gt;             &lt;a href="http://blog.centrodestudos.com.br/"               style="text-decoration: none; color: rgb(17, 17, 17);"&gt;&lt;strong&gt;Leia                 na &amp;iacute;ntegra&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; CNE/CEB             n.07 14/12/2010 &amp;gt; &lt;b&gt;&lt;font color="#000099"&gt;TRANSCRITO                 ABAIXO&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;           &lt;/p&gt;           &lt;p style="margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.9em;"&gt;&lt;br&gt;           &lt;/p&gt;         &lt;/div&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;font color="#000099"&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;&lt;big&gt;TEXTO INTEGRAL DA             RESOLU&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/big&gt;&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;     &lt;a class="moz-txt-link-freetext" href="http://blog.centrodestudos.com.br/2010/12/17/70/"&gt;http://blog.centrodestudos.com.br/2010/12/17/70/&lt;/a&gt;&lt;br&gt;     &lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate;       color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-style:       normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing:       normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px;       text-transform: none; white-space: normal; widows: 2;       word-spacing: 0px; font-size: medium;"&gt;&lt;span         class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51);         font-family: Verdana,'Lucida Grande','Lucida Sans         Unicode',Arial,sans-serif; font-size: 12px; text-align: left;"&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em           0px;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;CONSELHO NACIONAL DE EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em           0px;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; C&amp;Acirc;MARA DE             EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O B&amp;Aacute;SICA&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em           0px;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; RESOLU&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O No- 7, DE 14 DE             DEZEMBRO DE 2010&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em           0px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o             Ensino Fundamental de 9&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;(nove)             anos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;O Presidente da C&amp;acirc;mara de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           B&amp;aacute;sica do Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de conformidade com o           disposto na al&amp;iacute;nea &amp;#8220;c&amp;#8221; do &amp;sect; 1&amp;ordm; do art. 9&amp;ordm; da Lei n&amp;ordm; 4.024/61,           com a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada pela Lei n&amp;ordm; 9.131/95, no art. 32 da Lei n&amp;ordm;           9.394/96, na Lei n&amp;ordm; 11.274/2006, e com fundamento no Parecer           CNE/CEB n&amp;ordm; 11/2010, homologado por Despacho do Senhor Ministro           de Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, publicado no DOU de 9 de dezembro de           2010, resolve:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 1&amp;ordm; A presente Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o fixa as           Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de           9 (nove) anos a serem observadas na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular dos           sistemas de ensino e de suas unidades escolares.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 2&amp;ordm; As Diretrizes Curriculares           Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos           articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais           para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 7/2010 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o           CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2010) e re&amp;uacute;nem princ&amp;iacute;pios, fundamentos e           procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o,           para orientar as pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas educacionais e a           elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es           curriculares nacionais, das propostas curriculares dos           Estados, do Distrito Federal, dos Munic&amp;iacute;pios, e dos projetos           pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gicos das escolas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Estas Diretrizes           Curriculares Nacionais aplicam-se a todas as modalidades do           Ensino Fundamental previstas na Lei de Diretrizes e Bases da           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional, bem como &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Campo, &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           Escolar Ind&amp;iacute;gena e &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar Quilombola.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;FUNDAMENTOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 3&amp;ordm; O Ensino Fundamental se traduz           como um direito p&amp;uacute;blico subjetivo de cada um e como dever do           Estado e da fam&amp;iacute;lia na sua oferta a todos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 4&amp;ordm; &amp;Eacute; dever do Estado garantir a           oferta do Ensino Fundamental p&amp;uacute;blico, gratuito e de qualidade,           sem requisito de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. As escolas que           ministram esse ensino dever&amp;atilde;o trabalhar considerando essa           etapa da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como aquela capaz de assegurar a cada um e a           todos o acesso ao conhecimento e aos elementos da cultura           imprescind&amp;iacute;veis para o seu desenvolvimento pessoal e para a           vida em sociedade, assim como os benef&amp;iacute;cios de uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o           comum, independentemente da grande diversidade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o           escolar e das demandas sociais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 5&amp;ordm; O direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entendido           como um direito inalien&amp;aacute;vel do ser humano, constitui o           fundamento maior destas Diretrizes. A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao           proporcionar o desenvolvimento do potencial humano, permite o           exerc&amp;iacute;cio dos direitos civis, pol&amp;iacute;ticos, sociais e do direito           &amp;agrave; diferen&amp;ccedil;a, sendo ela mesma tamb&amp;eacute;m um direito social, e           possibilita a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cidad&amp;atilde; e o usufruto dos bens sociais e           culturais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O Ensino Fundamental deve           comprometer-se com uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com qualidade social,           igualmente entendida como direito humano.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade, como um           direito fundamental, &amp;eacute;, antes de tudo, relevante, pertinente e           equitativa.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; A relev&amp;acirc;ncia reporta-se &amp;agrave; promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de aprendizagens significativas do ponto de vista das           exig&amp;ecirc;ncias sociais e de desenvolvimento pessoal.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; A pertin&amp;ecirc;ncia refere-se &amp;agrave;           possibilidade de atender &amp;agrave;s necessidades e &amp;agrave;s caracter&amp;iacute;sticas           dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e com           diferentes capacidades e interesses.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; A equidade alude &amp;agrave; import&amp;acirc;ncia de           tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual           no ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e           aprendizagens equipar&amp;aacute;veis, assegurando a todos a igualdade de           direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Na perspectiva de contribuir para a           erradica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pobreza e das desigualdades, a equidade requer           que sejam oferecidos mais recursos e melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s           escolas menos providas e aos alunos que deles mais necessitem.           Ao lado das pol&amp;iacute;ticas universais, dirigidas a todos sem           requisito de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; preciso tamb&amp;eacute;m sustentar pol&amp;iacute;ticas           reparadoras que assegurem maior apoio aos diferentes grupos           sociais em desvantagem.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 4&amp;ordm; A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolar, comprometida           com a igualdade do acesso de todos ao conhecimento e           especialmente empenhada em garantir esse acesso aos grupos da           popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o em desvantagem na sociedade, ser&amp;aacute; uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com           qualidade social e contribuir&amp;aacute; para dirimir as desigualdades           historicamente produzidas, assegurando, assim, o ingresso, a           perman&amp;ecirc;ncia e o sucesso na escola, com a consequente redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o           da evas&amp;atilde;o, da reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e das distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es de idade/ano/s&amp;eacute;rie           (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 7/2010 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2010, que           define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;PRINC&amp;Iacute;PIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 6&amp;ordm; Os sistemas de ensino e as           escolas adotar&amp;atilde;o, como norteadores das pol&amp;iacute;ticas educativas e           das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas, os seguintes princ&amp;iacute;pios:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; &amp;Eacute;ticos: de justi&amp;ccedil;a, solidariedade,           liberdade e autonomia; de respeito &amp;agrave; dignidade da pessoa           humana e de compromisso com a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do bem de todos,           contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es           de preconceito de origem, ra&amp;ccedil;a, sexo, cor, idade e quaisquer           outras formas dediscrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; Pol&amp;iacute;ticos: de reconhecimento dos           direitos e deveres de cidadania, de respeito ao bem comum e &amp;agrave;           preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime democr&amp;aacute;tico e dos recursos ambientais;           da busca da equidade no acesso &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; sa&amp;uacute;de, ao           trabalho, aos bens culturais e outros benef&amp;iacute;cios; da exig&amp;ecirc;ncia           de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de           direitos entre os alunos que apresentam diferentes           necessidades; da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pobreza e das desigualdades           sociais e regionais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; Est&amp;eacute;ticos: do cultivo da           sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do           enriquecimento das formas de express&amp;atilde;o e do exerc&amp;iacute;cio da           criatividade; da valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das diferentes manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es           culturais, especialmente a da cultura brasileira; da           constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de identidades plurais e solid&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 7&amp;ordm; De acordo com esses princ&amp;iacute;pios,           e em conformidade com o art. 22 e o art. 32 da Lei n&amp;ordm; 9.394/96           (LDB), as propostas curriculares do Ensino Fundamental visar&amp;atilde;o           desenvolver o educando, assegurar-lhe a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum           indispens&amp;aacute;vel para o exerc&amp;iacute;cio da cidadania e fornecer-lhe os           meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores,           mediante os objetivos previstos para esta etapa da           escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a saber:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; o desenvolvimento da capacidade de           aprender, tendo como meios b&amp;aacute;sicos o pleno dom&amp;iacute;nio da leitura,           da escrita e do c&amp;aacute;lculo;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; a compreens&amp;atilde;o do ambiente natural e           social, do sistema pol&amp;iacute;tico, das artes, da tecnologia e dos           valores em que se fundamenta a sociedade;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 7&amp;ordm; De acordo com esses princ&amp;iacute;pios,           e em conformidade com o art. 22 e o art. 32 da Lei n&amp;ordm; 9.394/96           (LDB), as propostas curriculares do Ensino Fundamental visar&amp;atilde;o           desenvolver o educando, assegurar-lhe a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum           indispens&amp;aacute;vel para o exerc&amp;iacute;cio da cidadania e fornecer-lhe os           meios&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;para progredir no trabalho e em estudos           posteriores, mediante os objetivos previstos para esta etapa           da escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a saber:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; o desenvolvimento da capacidade de           aprender, tendo como meios b&amp;aacute;sicos o pleno dom&amp;iacute;nio da leitura,           da escrita e do c&amp;aacute;lculo;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; a compreens&amp;atilde;o do ambiente natural e           social, do sistema pol&amp;iacute;tico, das artes, da tecnologia e dos           valores em que se fundamenta a sociedade;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimentos e           habilidades, e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atitudes e valores como           instrumentos para uma vis&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica do mundo;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; o fortalecimento dos v&amp;iacute;nculos de           fam&amp;iacute;lia, dos la&amp;ccedil;os de solidariedade humana e de toler&amp;acirc;ncia           rec&amp;iacute;proca em que se assenta a vida social.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;MATR&amp;Iacute;CULA NO ENSINO FUNDAMENTAL             DE 9 (NOVE) ANOS E CARGA HOR&amp;Aacute;RIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 8&amp;ordm; O Ensino Fundamental, com           dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 9 (nove) anos, abrange a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o na faixa et&amp;aacute;ria           dos 6 (seis) aos 14 (quatorze) anos de idade e se estende,           tamb&amp;eacute;m, a todos os que, na idade pr&amp;oacute;pria, n&amp;atilde;o tiveram           condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de frequent&amp;aacute;-lo.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; &amp;Eacute; obrigat&amp;oacute;ria a matr&amp;iacute;cula no Ensino           Fundamental de crian&amp;ccedil;as com 6 (seis) anos completos ou a           completar at&amp;eacute; o dia 31 de mar&amp;ccedil;o do ano em que ocorrer a           matr&amp;iacute;cula, nos termos da Lei e das normas nacionais vigentes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; As crian&amp;ccedil;as que completarem 6           (seis) anos ap&amp;oacute;s essa data dever&amp;atilde;o ser matriculadas na           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Infantil (Pr&amp;eacute;-Escola).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; A carga hor&amp;aacute;ria m&amp;iacute;nima anual do           Ensino Fundamental regular ser&amp;aacute; de 800 (oitocentas) horas           rel&amp;oacute;gio, distribu&amp;iacute;das em, pelomenos, 200 (duzentos) dias de           efetivo trabalho escolar.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;CURR&amp;Iacute;CULO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 9&amp;ordm; O curr&amp;iacute;culo do Ensino           Fundamental &amp;eacute; entendido,nesta Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como constitu&amp;iacute;do           pelas experi&amp;ecirc;ncias escolares que se desdobram em torno do           conhecimento, permeadas pelas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais, buscando           articular viv&amp;ecirc;ncias e saberes dos alunos com os conhecimentos           historicamente acumulados e contribuindo para construir as           identidades dos estudantes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O foco nas experi&amp;ecirc;ncias escolares           significa que as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as propostas curriculares que           prov&amp;ecirc;m das diversas inst&amp;acirc;ncias s&amp;oacute; ter&amp;atilde;o concretude por meio           das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es educativas que envolvem os alunos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; As experi&amp;ecirc;ncias escolares abrangem           todos os aspectos do ambiente escolar:, aqueles que comp&amp;otilde;em a           parte expl&amp;iacute;cita do curr&amp;iacute;culo, bem como os que tamb&amp;eacute;m           contribuem, de forma impl&amp;iacute;cita, para a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de           conhecimentos socialmente relevantes. Valores,atitudes,           sensibilidade e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de conduta s&amp;atilde;o veiculados n&amp;atilde;o s&amp;oacute;           pelos conhecimentos, mas por meio de rotinas, rituais, normas           de conv&amp;iacute;vio social, festividades, pela distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo e           organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do espa&amp;ccedil;o educativo, pelos materiais utilizados na           aprendizagem e pelo recreio, enfim, pelas viv&amp;ecirc;ncias           proporcionadas pela escola.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Os conhecimentos escolares s&amp;atilde;o           aqueles que as diferente inst&amp;acirc;ncias que produzem orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es           sobre o curr&amp;iacute;culo, as escolas e os professores selecionam e           transformam a fim de que possam ser ensinados e aprendidos, ao           mesmo tempo em que servem de elementos para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tica,           est&amp;eacute;tica e pol&amp;iacute;tica do aluno.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;BASE NACIONAL COMUM E PARTE             DIVERSIFICADA: COMPLEMENTARIDADE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 10 O curr&amp;iacute;culo do Ensino           Fundamental tem uma base nacional comum, complementada em cada           sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar por uma           parte diversificada.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 11 A base nacional comum e a parte           diversificada do curr&amp;iacute;culo do Ensino Fundamental constituem um           todo integrado e n&amp;atilde;o podem ser consideradas como dois blocos           distintos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; A articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a base nacional           comum e a parte diversificada do curr&amp;iacute;culo do Ensino           Fundamental possibilita a sintonia dos interesses mais amplos           de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica do cidad&amp;atilde;o com a realidade local, as           necessidades dos alunos, as caracter&amp;iacute;sticas regionais da           sociedade, da cultura e da economia e perpassa todo o           curr&amp;iacute;culo.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Voltados &amp;agrave; divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valores           fundamentais ao interesse social e &amp;agrave; preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ordem           democr&amp;aacute;tica, os conhecimentos que fazem parte da base nacional           comum a que todos devem ter acesso, independentemente da           regi&amp;atilde;o e do lugar em que vivem, asseguram a caracter&amp;iacute;stica           unit&amp;aacute;ria das orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es curriculares nacionais, das propostas           curriculares dos Estados, do Distrito Federal,dos Munic&amp;iacute;pios,           e dos projetos pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gicos das escolas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Os conte&amp;uacute;dos curriculares que           comp&amp;otilde;em a parte diversificada do curr&amp;iacute;culo ser&amp;atilde;o definidos           pelos sistemas de ensino e pelas escolas, de modo a           complementar e enriquecer o curr&amp;iacute;culo, assegurando a           contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conhecimentos escolares em face das           diferentes realidades.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 12 Os conte&amp;uacute;dos que comp&amp;otilde;em a base           nacional comum e a parte diversificada t&amp;ecirc;m origem nas           disciplinas cient&amp;iacute;ficas, no desenvolvimento das linguagens, no           mundo do trabalho, na cultura e na tecnologia, na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o           art&amp;iacute;stica, nas atividades desportivas e corporais, na &amp;aacute;rea da           sa&amp;uacute;de e ainda incorporam saberes como os que adv&amp;ecirc;m das formas           diversas de exerc&amp;iacute;cio da cidadania, dos movimentos sociais, da           cultura escolar, da experi&amp;ecirc;ncia docente, do cotidiano e dos           alunos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 13 Os conte&amp;uacute;dos a que se refere o           art. 12 s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;dos por componentes curriculares que, por           sua vez, se articulam com as &amp;aacute;reas de conhecimento, a saber:           Linguagens, Matem&amp;aacute;tica, Ci&amp;ecirc;ncias da Natureza e Ci&amp;ecirc;ncias           Humanas. As &amp;aacute;reas de conhecimento favorecem a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o           entre diferentes conhecimentos sistematizados e entre estes e           outros saberes, mas permitem que os referenciais pr&amp;oacute;prios de           cada componente curricular sejam preservados.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 14 O curr&amp;iacute;culo da base nacional           comum do Ensino Fundamental deve abranger, obrigatoriamente,           conforme o art. 26 da Lei n&amp;ordm; 9.394/96, o estudo da L&amp;iacute;ngua           Portuguesa e da Matem&amp;aacute;tica, o conhecimento do mundo f&amp;iacute;sico e           natural e da realidade social e pol&amp;iacute;tica, especialmente a do           Brasil, bem como o ensino da Arte, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e o           Ensino Religioso.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 15 Os componentes curriculares           obrigat&amp;oacute;rios do Ensino Fundamental ser&amp;atilde;o assim organizados em           rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s &amp;aacute;reas de conhecimento:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; Linguagens:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;a)L&amp;iacute;ngua Portuguesa;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;b)L&amp;iacute;ngua Materna, para popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es           ind&amp;iacute;genas;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;c)L&amp;iacute;ngua Estrangeira moderna;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;d)Arte; e&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;e)Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; Matem&amp;aacute;tica;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; Ci&amp;ecirc;ncias da Natureza;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; Ci&amp;ecirc;ncias Humanas:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;a)Hist&amp;oacute;ria;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;b)Geografia;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;V &amp;#8211; Ensino Religioso.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O Ensino Fundamental deve ser           ministrado em l&amp;iacute;ngua portuguesa, assegurada tamb&amp;eacute;m &amp;agrave;s           comunidades ind&amp;iacute;genas a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas l&amp;iacute;nguas maternas e           processos pr&amp;oacute;prios de aprendizagem, conforme o art. 210, &amp;sect; 2&amp;ordm;,           da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; O ensino de Hist&amp;oacute;ria do Brasil           levar&amp;aacute; em conta as contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es das diferentes culturas e           etnias para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do povo brasileiro, especialmente das           matrizes ind&amp;iacute;gena, africana e europ&amp;eacute;ia (art. 26, &amp;sect; 4&amp;ordm;, da Lei           n&amp;ordm; 9.394/96).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; A hist&amp;oacute;ria e as culturas ind&amp;iacute;gena e           afro-brasileira, presentes,obrigatoriamente, nos conte&amp;uacute;dos           desenvolvidos no &amp;acirc;mbito de todo o curr&amp;iacute;culo escolar e, em           especial, no ensino de Arte, Literatura e Hist&amp;oacute;ria do Brasil,           assim como a Hist&amp;oacute;ria da &amp;Aacute;frica, dever&amp;atilde;o assegurar o           conhecimento e o reconhecimento desses povos para a           constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da na&amp;ccedil;&amp;atilde;o (conforme art. 26-A da Lei n&amp;ordm; 9.394/96,           alterado pela Lei n&amp;ordm; 11.645/2008). Sua inclus&amp;atilde;o possibilita           ampliar o leque de refer&amp;ecirc;ncias culturais de toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o           escolar e contribui para a mudan&amp;ccedil;a das suas concep&amp;ccedil;&amp;otilde;es de           mundo, transformando os conhecimentos comuns veiculados pelo           curr&amp;iacute;culo e contribuindo para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de identidades mais           plurais e solid&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 4&amp;ordm; A M&amp;uacute;sica constitui conte&amp;uacute;do           obrigat&amp;oacute;rio, mas n&amp;atilde;o exclusivo, do componente curricular Arte,           o qual compreende tamb&amp;eacute;m as artes visuais, o teatro e a dan&amp;ccedil;a,           conforme o &amp;sect; 6&amp;ordm; do art. 26 da Lei n&amp;ordm; 9.394/96.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 5&amp;ordm; A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica, componente           obrigat&amp;oacute;rio do curr&amp;iacute;culo do Ensino Fundamental, integra a           proposta pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gica da escola e ser&amp;aacute; facultativa ao           aluno apenas nas circunst&amp;acirc;ncias previstas no &amp;sect; 3&amp;ordm; do art. 26           da Lei n&amp;ordm; 9.394/96.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 6&amp;ordm; O Ensino Religioso, de matr&amp;iacute;cula           facultativa ao aluno, &amp;eacute; parte integrante da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica do           cidad&amp;atilde;o e constitui componente curricular dos hor&amp;aacute;rios normais           das escolas p&amp;uacute;blicas de Ensino Fundamental, assegurado o           respeito &amp;agrave; diversidade cultural e religiosa do Brasil e           vedadas quaisquer formas de proselitismo, conforme o art. 33           da Lei n&amp;ordm; 9.394/96.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 16 Os componentes curriculares e as           &amp;aacute;reas de conhecimento devem articular em seus conte&amp;uacute;dos, a           partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a           abordagem de temas abrangentes e contempor&amp;acirc;neos que afetam a           vida humana em escala global, regional e local, bem como na           esfera individual. Temas como sa&amp;uacute;de, sexualidade e g&amp;ecirc;nero,           vida familiar e social, assim como os direitos das crian&amp;ccedil;as e           adolescentes, de acordo com o Estatuto da Crian&amp;ccedil;a e do           Adolescente (Lei n&amp;ordm; 8.069/90), preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente,           nos&amp;nbsp; termos da pol&amp;iacute;tica nacional de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental (Lei n&amp;ordm;           9.795/99), educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o consumo, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal, trabalho,           ci&amp;ecirc;ncia e tecnologia, e diversidade cultural devem permear o           desenvolvimento dos conte&amp;uacute;dos da base nacional comum e da           parte diversificada do curr&amp;iacute;culo.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Outras leis espec&amp;iacute;ficas que           complementam a Lei n&amp;ordm; 9.394/96 determinam que sejam ainda           inclu&amp;iacute;dos temas relativos &amp;agrave; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aos direitos dos idosos           (Lei n&amp;ordm; 10.741/2003) e &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o tr&amp;acirc;nsito (Lei n&amp;ordm;           9.503/97).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; A transversalidade constitui uma           das maneiras de trabalhar os componentes curriculares, as           &amp;aacute;reas de conhecimento e os temas sociais em uma perspectiva           integrada, conforme a Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais           para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 7/2010 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o           CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2010).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Aos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os executivos dos sistemas           de ensino compete a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais           subsidi&amp;aacute;rios ao trabalho docente, que contribuam para a           elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de discrimina&amp;ccedil;&amp;otilde;es, racismo, sexismo, homofobia e           outros preconceitos e que conduzam &amp;agrave; ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comportamentos           respons&amp;aacute;veis e solid&amp;aacute;rios em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos outros e ao meio           ambiente.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 17 Na parte diversificada do           curr&amp;iacute;culo do Ensino Fundamental ser&amp;aacute; inclu&amp;iacute;do,           obrigatoriamente, a partir do 6&amp;ordm; ano, o ensino de, pelo menos,           uma L&amp;iacute;ngua Estrangeira moderna, cuja escolha ficar&amp;aacute; a cargo da           comunidade escolar.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Entre as l&amp;iacute;nguas           estrangeiras modernas, a l&amp;iacute;ngua espanhola poder&amp;aacute; ser a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o,           nos termos da Lei n&amp;ordm; 11.161/ 2005.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;PROJETO POL&amp;Iacute;TICO-PEDAG&amp;Oacute;GICO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 18 O curr&amp;iacute;culo do Ensino           Fundamental com 9 (nove) anos de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige a estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de um projeto educativo coerente, articulado e integrado, de           acordo com os modos de ser e de se desenvolver das crian&amp;ccedil;as e           adolescentes nos diferentes contextos sociais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 19 Ciclos, s&amp;eacute;ries e outras formas           de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que se refere a Lei n&amp;ordm; 9.394/96 ser&amp;atilde;o           compreendidos como tempos e espa&amp;ccedil;os interdependentes e           articulados entre si, ao longo dos 9 (nove) anos de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           Ensino Fundamental.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;GEST&amp;Atilde;O DEMOCR&amp;Aacute;TICA E             PARTICIPATIVA COMO GARANTIADO DIREITO &amp;Agrave; EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 20 As escolas dever&amp;atilde;o formular o           projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico e elaborar o regimento escolar de           acordo com a proposta do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos,           por meio de processos participativos relacionados &amp;agrave; gest&amp;atilde;o           democr&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico da           escola traduz a proposta educativa constru&amp;iacute;da pela comunidade           escolar no exerc&amp;iacute;cio de sua autonomia, com base nas           caracter&amp;iacute;sticas dos alunos, nos profissionais e recursos           dispon&amp;iacute;veis, tendo como refer&amp;ecirc;ncia as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es curriculares           nacionais e dos respectivos sistemas de ensino.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Ser&amp;aacute; assegurada ampla participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           dos profissionais da escola, da fam&amp;iacute;lia, dos alunos e da           comunidade local na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es imprimidas aos           processos educativos e nas formas de implement&amp;aacute;-las, tendo           como apoio um processo cont&amp;iacute;nuo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a fim           de garantir a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o social do conhecimento e contribuir           para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma sociedade democr&amp;aacute;tica e igualit&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; O regimento escolar deve assegurar           as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es institucionais adequadas para a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico e a oferta de uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           inclusiva e com qualidade social, igualmente garantida a ampla           participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da comunidade escolar na sua elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 4&amp;ordm; O projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico e o           regimento escolar, em conformidade com a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as           normas vigentes, conferir&amp;atilde;o espa&amp;ccedil;o e tempo para que os           profissionais da escola e, em especial, os professores, possam           participar de reuni&amp;otilde;es de trabalho coletivo, planejar e           executar as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es educativas de modo articulado, avaliar os           trabalhos dos alunos, tomar parte em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o           continuada e estabelecer contatos com a comunidade.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 5&amp;ordm; Na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu projeto           pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico, as escolas se articular&amp;atilde;o com as           institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es formadoras com vistas a assegurar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o           continuada de seus profissionais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 21 No projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico           do Ensino Fundamental e no regimento escolar, o aluno, centro           do planejamento curricular, ser&amp;aacute; considerado como sujeito que           atribui sentidos &amp;agrave; natureza e &amp;agrave; sociedade nas pr&amp;aacute;ticas sociais           que vivencia, produzindo cultura e construindo sua identidade           pessoal e social.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Como sujeito de           direitos, o aluno tomar&amp;aacute; parte ativa na discuss&amp;atilde;o e na           implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das normas que regem as formas de relacionamento           na escola, fornecer&amp;aacute; indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes a respeito do que           deve ser trabalhado no curr&amp;iacute;culo e ser&amp;aacute; incentivado a           participar das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es estudantis.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 22 O trabalho educativo no Ensino           Fundamental deve empenhar-se na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma cultura           escolar acolhedora e respeitosa, que reconhe&amp;ccedil;a e valorize as           experi&amp;ecirc;ncias dos alunos atendendo as suas diferen&amp;ccedil;as e           necessidades espec&amp;iacute;ficas, de modo a contribuir para efetivar a           inclus&amp;atilde;o escolar e o direito de todos &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 23 Na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto           pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico, o cuidar e o educar, indissoci&amp;aacute;veis           fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es da escola, resultar&amp;atilde;o em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es integradas que buscam           articular-se, pedagogicamente, no interior da pr&amp;oacute;pria           institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e tamb&amp;eacute;m externamente, com os servi&amp;ccedil;os de apoio           aos sistemas educacionais e com as pol&amp;iacute;ticas de outras &amp;aacute;reas,           para assegurar a aprendizagem, o bem-estar e o desenvolvimento           do aluno em todas as suas dimens&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;RELEV&amp;Acirc;NCIA DOS CONTE&amp;Uacute;DOS,             INTEGRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O E ABORDAGENS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 24 A necess&amp;aacute;ria integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos           conhecimentos escolares no curr&amp;iacute;culo favorece a sua           contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aproxima o processo educativo das           experi&amp;ecirc;ncias dos alunos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; A oportunidade de conhecer e           analisar experi&amp;ecirc;ncias assentadas em diversas concep&amp;ccedil;&amp;otilde;es de           curr&amp;iacute;culo integrado e interdisciplinar oferecer&amp;aacute; aos docentes           subs&amp;iacute;dios para desenvolver propostas pedag&amp;oacute;gicas que avancem           na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um trabalho colaborativo, capaz de superar a           fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos componentes curriculares.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Constituem exemplos de           possibilidades de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do curr&amp;iacute;culo, entre outros, as           propostas curriculares ordenadas em torno de grandes eixos           articuladores, projetos interdisciplinares com base em temas           geradores formulados a partir de quest&amp;otilde;es da comunidade e           articulados aos componentes curriculares e &amp;agrave;s &amp;aacute;reas de           conhecimento, curr&amp;iacute;culos em rede, propostas ordenadas em torno           de conceitos-chave ou conceitos nucleares que permitam           trabalhar as quest&amp;otilde;es cognitivas e as quest&amp;otilde;es culturais numa           perspectiva transversal, e projetos de trabalho com diversas           acep&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Os projetos propostos pela escola,           comunidade, redes e sistemas de ensino ser&amp;atilde;o articulados ao           desenvolvimento dos componentes curriculares e &amp;agrave;s &amp;aacute;reas de           conhecimento, observadas as disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es contidas nas           Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           B&amp;aacute;sica (Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2010, art. 17) e nos termos do           Parecer que d&amp;aacute; base &amp;agrave; presente Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 25 Os professores levar&amp;atilde;o em conta           a diversidade sociocultural da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolar, as           desigualdades de acesso ao consumo de bens culturais e a           multiplicidade de interesses e necessidades apresentadas pelos           alunos no desenvolvimento de metodologias e estrat&amp;eacute;gias           variadas que melhor respondam &amp;agrave;s diferen&amp;ccedil;as de aprendizagem           entre os estudantes e &amp;agrave;s suas demandas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 26 Os sistemas de ensino e as           escolas assegurar&amp;atilde;o adequadas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho aos seus           profissionais e o provimento de outros insumos, de acordo com           os padr&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimos de qualidade referidos no inciso IX do art.           4&amp;ordm; da Lei n&amp;ordm; 9.394/96 e em normas espec&amp;iacute;ficas estabelecidas           pelo Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com vistas &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um           ambiente prop&amp;iacute;cio &amp;agrave; aprendizagem, com base:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; no trabalho compartilhado e no           compromisso individual e coletivo dos professores e demais           profissionais da escola com a aprendizagem dos alunos;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; no atendimento &amp;agrave;s necessidades           espec&amp;iacute;ficas de aprendizagem de cada um mediante abordagens           apropriadas;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos           dispon&amp;iacute;veis na escola e nos espa&amp;ccedil;os sociais e culturais do           entorno;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; na contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conte&amp;uacute;dos,           assegurando que a aprendizagem seja relevante e socialmente           significativa;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;V &amp;#8211; no cultivo do di&amp;aacute;logo e de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es           de parceria com as fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Como protagonistas das           a&amp;ccedil;&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas, caber&amp;aacute; aos docentes equilibrar a &amp;ecirc;nfase no           reconhecimento e valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia do aluno e da           cultura local que contribui para construir identidades           afirmativas, e a necessidade de lhes fornecer instrumentos           mais complexos de an&amp;aacute;lise da realidade que possibilitem o           acesso a n&amp;iacute;veis universais de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fen&amp;ocirc;menos,           propiciando-lhes os meios para transitar entre a sua e outras           realidades e culturas e participar de diferentes esferas da           vida social, econ&amp;ocirc;mica e pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 27 Os sistemas de ensino, as           escolas e os professores, com o apoio das fam&amp;iacute;lias e da           comunidade, envidar&amp;atilde;o esfor&amp;ccedil;os para assegurar o progresso           cont&amp;iacute;nuo dos alunos no que se refere ao seu desenvolvimento           pleno e &amp;agrave; aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aprendizagens significativas, lan&amp;ccedil;ando           m&amp;atilde;o de todos os recursos dispon&amp;iacute;veis e criando renovadas           oportunidades para evitar que a trajet&amp;oacute;ria escolar discente           seja retardada ou indevidamente interrompida.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Devem, portanto, adotar as           provid&amp;ecirc;ncias necess&amp;aacute;rias para que a operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           princ&amp;iacute;pio da continuidade n&amp;atilde;o seja traduzida como &amp;#8220;promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o           autom&amp;aacute;tica&amp;#8221; de alunos de um ano, s&amp;eacute;rie ou ciclo para o           seguinte, e para que o combate &amp;agrave; repet&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o se transforme           em descompromisso com o ensino e a aprendizagem.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho           pedag&amp;oacute;gico incluir&amp;aacute; a mobilidade e a flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos tempos           e espa&amp;ccedil;os escolares, a diversidade nos agrupamentos de alunos,           as diversas linguagens art&amp;iacute;sticas, a diversidade de materiais,           os variados suportes liter&amp;aacute;rios, as atividades que mobilizem o           racioc&amp;iacute;nio, as atitudes investigativas, as abordagens           complementares e as atividades de refor&amp;ccedil;o, a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre           a escola e a comunidade, e o acesso aos espa&amp;ccedil;os de express&amp;atilde;o           cultural.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 28 A utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualificada das           tecnologias e conte&amp;uacute;dos das m&amp;iacute;dias como recurso aliado ao           desenvolvimento do curr&amp;iacute;culo contribui para o importante papel           que tem a escola como ambiente de inclus&amp;atilde;o digital e de           utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica das tecnologias da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, requerendo o aporte dos sistemas de ensino no que           se refere &amp;agrave;:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; provis&amp;atilde;o de recursos midi&amp;aacute;ticos           atualizados e em n&amp;uacute;mero suficiente para o atendimento aos           alunos;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; adequada forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do professor e           demais profissionais da escola.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;ARTICULA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES E CONTINUIDADE DA             TRAJET&amp;Oacute;RIA ESCOLAR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 29 A necessidade de assegurar aos           alunos um percurso cont&amp;iacute;nuo de aprendizagens torna imperativa           a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as etapas da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente do           Ensino Fundamental com a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Infantil, dos anos iniciais           e dos anos finais no interior do Ensino Fundamental, bem como           do Ensino Fundamental com o Ensino M&amp;eacute;dio, garantindo a           qualidade da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O reconhecimento do que os alunos           j&amp;aacute; aprenderam antes da sua entrada no Ensino Fundamental e a           recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do car&amp;aacute;ter l&amp;uacute;dico do ensino contribuir&amp;atilde;o para           melhor qualificar a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica junto &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as,           sobretudo nos anos iniciais dessa etapa da escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Na passagem dos anos iniciais para           os anos finais do Ensino Fundamental, especial aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute;           dada:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; pelos sistemas de ensino, ao           planejamento da oferta educativa dos alunos transferidos das           redes municipais para as estaduais;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; pelas escolas, &amp;agrave; coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o das           demandas espec&amp;iacute;ficas feitas pelos diferentes professores aos           alunos, a fim de que os estudantes possam melhor organizar as           suas atividades diante das solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito diversas que           recebem.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 30 Os tr&amp;ecirc;s anos iniciais do Ensino           Fundamental devem assegurar:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; a alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o letramento;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; o desenvolvimento das diversas           formas de express&amp;atilde;o, incluindo o aprendizado da L&amp;iacute;ngua           Portuguesa, a Literatura, a M&amp;uacute;sica e demais artes, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           F&amp;iacute;sica, assim como o aprendizado da Matem&amp;aacute;tica, da Ci&amp;ecirc;ncia, da           Hist&amp;oacute;ria e da Geografia;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; a continuidade da aprendizagem,           tendo em conta a complexidade do processo de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           os preju&amp;iacute;zos que a repet&amp;ecirc;ncia pode causar no Ensino           Fundamental como um todo e, particularmente, na passagem do           primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o           terceiro.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Mesmo quando o sistema de ensino ou           a escola, no uso de sua autonomia, fizerem op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo regime           seriado, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio considerar os tr&amp;ecirc;s anos iniciais do           Ensino Fundamental como um bloco pedag&amp;oacute;gico ou um ciclo           sequencial n&amp;atilde;o pass&amp;iacute;vel de interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, voltado para ampliar a           todos os alunos as oportunidades de sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           aprofundamento das aprendizagens b&amp;aacute;sicas, imprescind&amp;iacute;veis para           o prosseguimento dos estudos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Considerando as caracter&amp;iacute;sticas de           desenvolvimento dos alunos, cabe aos professores adotar formas           de trabalho que proporcionem maior mobilidade das crian&amp;ccedil;as nas           salas de aula e as levem a explorar mais intensamente as           diversas linguagens art&amp;iacute;sticas, a come&amp;ccedil;ar pela literatura, a           utilizar materiais que ofere&amp;ccedil;am oportunidades de raciocinar,           manuseando-os e explorando as suas caracter&amp;iacute;sticas e           propriedades.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 31 Do 1&amp;ordm; ao 5&amp;ordm; ano do Ensino           Fundamental, os componentes curriculares Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica e           Arte poder&amp;atilde;o estar a cargo do professor de refer&amp;ecirc;ncia da           turma, aquele com o qual os alunos permanecem a maior parte do           per&amp;iacute;odo escolar, ou de professores licenciados nos respectivos           componentes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; Nas escolas que optarem por incluir           L&amp;iacute;ngua Estrangeira nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o           professor dever&amp;aacute; ter licenciatura espec&amp;iacute;fica no componente           curricular.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Nos casos em que esses componentes           curriculares sejam desenvolvidos por professores com           licenciatura espec&amp;iacute;fica (conforme Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 2/2008),           deve ser assegurada a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os demais componentes           trabalhados pelo professor de refer&amp;ecirc;ncia da turma.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;AVALIA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: PARTE INTEGRANTE DO             CURR&amp;Iacute;CULO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 32 A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos, a ser           realizada pelos professores e pela escola como parte           integrante da proposta curricular e da implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           curr&amp;iacute;culo, &amp;eacute; redimensionadora da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica e deve:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; assumir um car&amp;aacute;ter processual,           formativo e participativo, ser cont&amp;iacute;nua, cumulativa e           diagn&amp;oacute;stica, com vistas a:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;a)identificar potencialidades e           dificuldades de aprendizagem e detectar problemas de ensino;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;b)subsidiar decis&amp;otilde;es sobre a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de estrat&amp;eacute;gias e abordagens de acordo com as necessidades dos           alunos, criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de intervir de modo imediato e a mais           longo prazo para sanar dificuldades e redirecionar o trabalho           docente;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;c)manter a fam&amp;iacute;lia informada sobre o           desempenho dos alunos&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;d)reconhecer o direito do aluno e da           fam&amp;iacute;lia de discutir os resultados de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inclusive em           inst&amp;acirc;ncias superiores &amp;agrave; escola, revendo procedimentos sempre           que as reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es forem procedentes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; utilizar v&amp;aacute;rios instrumentos e           procedimentos, tais como a observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o registro descritivo e           reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os           portf&amp;oacute;lios, exerc&amp;iacute;cios, provas, question&amp;aacute;rios, dentre outros,           tendo em conta a sua adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; faixa et&amp;aacute;ria e &amp;agrave;s           caracter&amp;iacute;sticas de desenvolvimento do educando;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; fazer prevalecer os aspectos           qualitativos da aprendizagem do aluno sobre os quantitativos,           bem como os resultados ao longo do per&amp;iacute;odo sobre os de           eventuais provas finais, tal com determina a al&amp;iacute;nea &amp;#8220;a&amp;#8221; do           inciso V do art. 24 da Lei n&amp;ordm; 9.394/96;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; assegurar tempos e espa&amp;ccedil;os diversos           para que os alunos com menor rendimento tenham condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de           ser devidamente atendidos ao longo do ano letivo;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;V &amp;#8211; prover, obrigatoriamente, per&amp;iacute;odos           de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de prefer&amp;ecirc;ncia paralelos ao per&amp;iacute;odo letivo,           como determina a Lei n&amp;ordm; 9.394/96;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;VI &amp;#8211; assegurar tempos e espa&amp;ccedil;os de           reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conte&amp;uacute;dos curriculares, ao longo do ano letivo,           aos alunos com frequ&amp;ecirc;ncia insuficiente, evitando, sempre que           poss&amp;iacute;vel, a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o por faltas;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;VII &amp;#8211; possibilitar a acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de           estudos para os alunos com defasagem idade-s&amp;eacute;rie.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 33 Os procedimentos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o           adotados pelos professores e pela escola ser&amp;atilde;o articulados &amp;agrave;s           avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es realizadas em n&amp;iacute;vel nacional e &amp;agrave;s cong&amp;ecirc;neres nos           diferentes Estados e Munic&amp;iacute;pios, criadas com o objetivo de           subsidiar os sistemas de ensino e as escolas nos esfor&amp;ccedil;os de           melhoria da qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da aprendizagem dos           alunos.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; A an&amp;aacute;lise do rendimento dos alunos           com base nos indicadores produzidos por essas avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es deve           auxiliar os sistemas de ensino e a comunidade escolar a           redimensionarem as pr&amp;aacute;ticas educativas com vistas ao alcance           de melhores resultados.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa do rendimento           dos alunos refere-se apenas a uma parcela restrita do que &amp;eacute;           trabalhado nas escolas, de sorte que as refer&amp;ecirc;ncias para o           curr&amp;iacute;culo devem continuar sendo as contidas nas propostas           pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gicas das escolas, articuladas &amp;agrave;s orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e           propostas curriculares dos sistemas, sem reduzir os seus           prop&amp;oacute;sitos ao que &amp;eacute; avaliado pelos testes de larga escala.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 34 Os sistemas, as redes de ensino           e os projetos pol&amp;iacute;tico- pedag&amp;oacute;gicos das escolas devem           expressar com clareza o que &amp;eacute; esperado dos alunos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;           sua aprendizagem.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 35 Os resultados de aprendizagem           dos alunos devem ser aliados &amp;agrave; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas e de seus           professores, tendo em conta os par&amp;acirc;metros de refer&amp;ecirc;ncia dos           insumos b&amp;aacute;sicos necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade para todos           nesta etapa da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e respectivo custo aluno-qualidade           inicial (CAQi), consideradas inclusive as suas modalidades e           as formas diferenciadas de atendimento como a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           Campo, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar Ind&amp;iacute;gena, a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar           Quilombola e as escolas de tempo integral.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. A melhoria dos           resultados de aprendizagem dos alunos e da qualidade da           educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o obriga:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; os sistemas de ensino a           incrementarem os dispositivos da carreira e de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de           exerc&amp;iacute;cio e valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do magist&amp;eacute;rio e dos demais           profissionais da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a oferecerem os recursos e apoios           que demandam as escolas e seus profissionais para melhorar a           sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; as escolas a uma aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais           ampla das oportunidades educativas por elas oferecidas aos           educandos, refor&amp;ccedil;ando a sua responsabilidade de propiciar           renovadas oportunidades e incentivos aos que delas mais           necessitem.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O EM ESCOLA DE TEMPO             INTEGRAL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 36 Considera-se como de per&amp;iacute;odo           integral a jornada escolar que se organiza em 7 (sete) horas           di&amp;aacute;rias, no m&amp;iacute;nimo, perfazendo uma carga hor&amp;aacute;ria anual de,           pelo menos, 1.400 (mil e quatrocentas) horas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. As escolas e,           solidariamente, os sistemas de ensino, conjugar&amp;atilde;o esfor&amp;ccedil;os           objetivando o progressivo aumento da carga hor&amp;aacute;ria m&amp;iacute;nima           di&amp;aacute;ria e, consequentemente, da carga hor&amp;aacute;ria anual, com vistas           &amp;agrave; maior qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de ensino-aprendizagem, tendo           como horizonte o atendimento escolar em per&amp;iacute;odo integral.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 37 A proposta educacional da escola           de tempo integral promover&amp;aacute; a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tempos, espa&amp;ccedil;os e           oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de           educar e cuidar entre os profissionais da escola e de outras           &amp;aacute;reas, as fam&amp;iacute;lias e outros atores sociais, sob a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o           da escola e de seus professores, visando alcan&amp;ccedil;ar a melhoria           da qualidade da aprendizagem e da conviv&amp;ecirc;ncia social e           diminuir as diferen&amp;ccedil;as de acesso ao conhecimento e aos bens           culturais, em especial entre as popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es socialmente mais           vulner&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; O curr&amp;iacute;culo da escola de tempo           integral, concebido como um projeto educativo integrado,           implica a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada escolar di&amp;aacute;ria mediante o           desenvolvimento de atividades como o acompanhamento           pedag&amp;oacute;gico, o refor&amp;ccedil;o e o aprofundamento da aprendizagem, a           experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a pesquisa cient&amp;iacute;fica, a cultura e as artes,           o esporte e o lazer, as tecnologias da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura dos direitos humanos, a           preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente, a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de, entre           outras, articuladas aos componentes curriculares e &amp;agrave;s &amp;aacute;reas de           conhecimento, a viv&amp;ecirc;ncias e pr&amp;aacute;ticas socioculturais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; As atividades ser&amp;atilde;o desenvolvidas           dentro do espa&amp;ccedil;o escolar conforme a disponibilidade da escola,           ou fora dele, em espa&amp;ccedil;os distintos da cidade ou do territ&amp;oacute;rio           em que est&amp;aacute; situada a unidade escolar, mediante a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de equipamentos sociais e culturais a&amp;iacute; existentes e o           estabelecimento de parcerias com &amp;oacute;rg&amp;atilde;os ou entidades locais,           sempre de acordo com o respectivo projeto pol&amp;iacute;ticopedag&amp;oacute;gico.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; Ao restituir a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ambiente           de aprendizagem &amp;agrave; comunidade e &amp;agrave; cidade, a escola estar&amp;aacute;           contribuindo para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes sociais e de cidades           educadoras.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 4&amp;ordm; Os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os executivos e normativos           da Uni&amp;atilde;o e dos sistemas estaduais e municipais de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           assegurar&amp;atilde;o que o atendimento dos alunos na escola de tempo           integral possua infraestrutura adequada e pessoal qualificado,           al&amp;eacute;m do que, esse atendimento ter&amp;aacute; car&amp;aacute;ter obrigat&amp;oacute;rio e ser&amp;aacute;           pass&amp;iacute;vel de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cada escola.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO CAMPO, EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O             ESCOLAR IND&amp;Iacute;GENA E EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O ESCOLAR QUILOMBOLA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 38 A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Campo, tratada           como educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o rural na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira, incorpora os           espa&amp;ccedil;os da floresta, da pecu&amp;aacute;ria, das minas e da agricultura e           se estende, tamb&amp;eacute;m, aos espa&amp;ccedil;os pesqueiros, cai&amp;ccedil;aras,           ribeirinhos e extrativistas, conforme as Diretrizes para a           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica do Campo (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 36/2001 e           Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 1/2002; Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 3/2008 e           Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 2/2008).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 39 A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar Ind&amp;iacute;gena e a           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar Quilombola s&amp;atilde;o, respectivamente, oferecidas           em unidades educacionais inscritas em suas terras e culturas           e, para essas popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es, est&amp;atilde;o assegurados direitos           espec&amp;iacute;ficos na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal que lhes permitem           valorizar e preservar as suas culturas e reafirmar o seu           pertencimento &amp;eacute;tnico.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; As escolas ind&amp;iacute;genas, atendendo a           normas e ordenamentos jur&amp;iacute;dicos pr&amp;oacute;prios e a Diretrizes           Curriculares Nacionais espec&amp;iacute;ficas, ter&amp;atilde;o ensino intercultural           e bil&amp;iacute;ngue, com vistas &amp;agrave; afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da           diversidade &amp;eacute;tnica e lingu&amp;iacute;stica, assegurar&amp;atilde;o a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           da comunidade no seu modelo de edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           gest&amp;atilde;o, e dever&amp;atilde;o contar com materiais did&amp;aacute;ticos produzidos de           acordo com o contexto cultural de cada povo (Parecer CNE/CEB           n&amp;ordm; 14/99 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 3/99).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; O detalhamento da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar           Quilombola dever&amp;aacute; ser definido pelo Conselho Nacional de           Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o por meio de Diretrizes Curriculares Nacionais           espec&amp;iacute;ficas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 40 O atendimento escolar &amp;agrave;s           popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es do campo, povos ind&amp;iacute;genas e quilombolas requer           respeito &amp;agrave;s suas peculiares condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida e a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de pedagogias condizentes com as suas formas pr&amp;oacute;prias de           produzir conhecimentos, observadas as Diretrizes Curriculares           Nacionais Gerais para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm;           7/2010 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2010).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 1&amp;ordm; As escolas das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es do campo,           dos povos ind&amp;iacute;genas e dos quilombolas, ao contar com a           participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa das comunidades locais nas decis&amp;otilde;es           referentes ao curr&amp;iacute;culo, estar&amp;atilde;o ampliando as oportunidades           de:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; reconhecimento de seus modos           pr&amp;oacute;prios de vida, suas culturas, tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e mem&amp;oacute;rias           coletivas, como fundamentais para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da identidade           das crian&amp;ccedil;as, adolescentes e adultos;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos saberes e do papel           dessas popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimentos sobre o mundo,           seu ambiente natural e cultural, assim como as pr&amp;aacute;ticas           ambientalmente sustent&amp;aacute;veis que utilizam;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; reafirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pertencimento           &amp;eacute;tnico, no caso das comunidades quilombolas e dos povos           ind&amp;iacute;genas, e do cultivo da l&amp;iacute;ngua materna na escola para estes           &amp;uacute;ltimos, como elementos importantes de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da           identidade;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se necess&amp;aacute;rio, do           calend&amp;aacute;rio escolar, das rotinas e atividades, tendo em conta           as diferen&amp;ccedil;as relativas &amp;agrave;s atividades econ&amp;ocirc;micas e culturais,           mantido o total de horas anuais obrigat&amp;oacute;rias no curr&amp;iacute;culo;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;V &amp;#8211; supera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das desigualdades sociais           e escolares que afetam essas popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tendo por garantia o           direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 2&amp;ordm; Os projetos pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gicos           das escolas do campo, ind&amp;iacute;genas e quilombolas devem contemplar           a diversidade nos seus aspectos sociais, culturais, pol&amp;iacute;ticos,           econ&amp;ocirc;micos, &amp;eacute;ticos e est&amp;eacute;ticos, de g&amp;ecirc;nero, gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e etnia.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 3&amp;ordm; As escolas que atendem a essas           popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es dever&amp;atilde;o ser devidamente providas pelos sistemas de           ensino de materiais did&amp;aacute;ticos e educacionais que subsidiem o           trabalho com a diversidade, bem como de recursos que assegurem           aos alunos o acesso a outros bens culturais e lhes permitam           estreitar o contato com outros modos de vida e outras formas           de conhecimento.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&amp;sect; 4&amp;ordm; A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es           locais pode tamb&amp;eacute;m subsidiar as redes escolares e os sistemas           de ensino quanto &amp;agrave; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; oferta de materiais escolares           e no que diz respeito a transporte e a equipamentos que           atendam as caracter&amp;iacute;sticas ambientais e socioculturais das           comunidades e as necessidades locais e regionais.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O ESPECIAL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 41 O projeto pol&amp;iacute;tico-pedag&amp;oacute;gico da           escola e o regimento escolar, amparados na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente,           dever&amp;atilde;o contemplar a melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de acesso e de           perman&amp;ecirc;ncia dos alunos com defici&amp;ecirc;ncia, transtornos globais do           desenvolvimento e altas habilidades nas classes comuns do           ensino regular, intensificando o processo de inclus&amp;atilde;o nas           escolas p&amp;uacute;blicas e privadas e buscando a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do           atendimento.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Os recursos de           acessibilidade s&amp;atilde;o aqueles que asseguram condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de acesso           ao curr&amp;iacute;culo dos alunos com defici&amp;ecirc;ncia e mobilidade reduzida,           por meio da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais did&amp;aacute;ticos, dos espa&amp;ccedil;os,           mobili&amp;aacute;rios e equipamentos, dos sistemas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e           informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dos transportes e outros servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 42 O atendimento educacional           especializado aos alunos da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial ser&amp;aacute; promovido e           expandido com o apoio dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os competentes. Ele n&amp;atilde;o           substitui a escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas contribui para ampliar o acesso           ao curr&amp;iacute;culo, ao proporcionar independ&amp;ecirc;ncia aos educandos para           a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarefas e favorecer a sua autonomia (conforme           Decreto n&amp;ordm; 6.571/2008, Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 13/2009 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o           CNE/CEB n&amp;ordm; 4/2009).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. O atendimento           educacional especializado poder&amp;aacute; ser oferecido no contraturno,           em salas de recursos multifuncionais na pr&amp;oacute;pria escola, em           outra escola ou em centros especializados e ser&amp;aacute; implementado           por professores e profissionais com forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o especializada, de           acordo com plano de atendimento aos alunos que identifique           suas necessidades educacionais espec&amp;iacute;ficas, defina os recursos           necess&amp;aacute;rios e as atividades a serem desenvolvidas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DE JOVENS E ADULTOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 43 Os sistemas de ensino           assegurar&amp;atilde;o, gratuitamente, aos jovens e adultos que n&amp;atilde;o           puderam efetuar os estudos na idade pr&amp;oacute;pria, oportunidades           educacionais adequadas &amp;agrave;s suas caracter&amp;iacute;sticas, interesses,           condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida e de trabalho mediante cursos e exames,           conforme estabelece o art. 37, &amp;sect; 1&amp;ordm;, da Lei n&amp;ordm; 9.394/96.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 44 A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jovens e Adultos,           voltada para a garantia de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral, da alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o           &amp;agrave;s diferentes etapas da escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao longo da vida,           inclusive &amp;agrave;queles em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de priva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de liberdade, &amp;eacute;           pautada pela inclus&amp;atilde;o e pela qualidade social e requer:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; um processo de gest&amp;atilde;o e           financiamento que lhe assegure isonomia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Ensino           Fundamental regular;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; um modelo pedag&amp;oacute;gico pr&amp;oacute;prio que           permita a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Diretrizes           Curriculares Nacionais;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sistema de           monitoramento e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; uma pol&amp;iacute;tica de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente           de seus professores;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;V &amp;#8211; maior aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos para que           seja ministrada por docentes licenciados.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 45 A idade m&amp;iacute;nima para o ingresso           nos cursos de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jovens e Adultos e para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de exames de conclus&amp;atilde;o de EJA ser&amp;aacute; de 15 (quinze) anos           completos (Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 6/2010 e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm;           3/2010).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Considerada a           prioridade de atendimento &amp;agrave; escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;ria, para           que haja oferta capaz de contemplar o pleno atendimento dos           adolescentes, jovens e adultos na faixa dos 15 (quinze) anos           ou mais, com defasagem idade/s&amp;eacute;rie, tanto na sequ&amp;ecirc;ncia do           ensino regular, quanto em Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jovens e Adultos, assim           como nos cursos destinados &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, torna-se           necess&amp;aacute;rio:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; fazer a chamada ampliada dos           estudantes em todas as modalidades do Ensino Fundamental;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; apoiar as redes e os sistemas de           ensino a estabelecerem pol&amp;iacute;tica pr&amp;oacute;pria para o atendimento           desses estudantes, que considere as suas potencialidades,           necessidades, expectativas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; vida, &amp;agrave;s culturas           juvenis e ao mundo do trabalho, inclusive com programas de           acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aprendizagem, quando necess&amp;aacute;rio;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; incentivar a oferta de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de           Jovens e Adultos nos per&amp;iacute;odos diurno e noturno, com avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o           em processo.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 46 A oferta de cursos de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           de Jovens e Adultos, nos anos iniciais do Ensino Fundamental,           ser&amp;aacute; presencial e a sua dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficar&amp;aacute; a crit&amp;eacute;rio de cada           sistema de ensino, nos termos do Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 29/2006,           tal como remete o Parecer CNE/CEB n&amp;ordm; 6/2010 e a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o           CNE/CEB n&amp;ordm; 3/2010. Nos anos finais, ou seja, do 6&amp;ordm; ano ao 9&amp;ordm;           ano, os cursos poder&amp;atilde;o ser presenciais ou a dist&amp;acirc;ncia,           devidamente credenciados, e ter&amp;atilde;o 1.600 (mil e seiscentas)           horas de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Tendo em conta as           situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, os perfis e as faixas et&amp;aacute;rias dos adolescentes,           jovens e adultos, o projeto pol&amp;iacute;ticopedag&amp;oacute;gico da escola e o           regimento escolar viabilizar&amp;atilde;o um modelo pedag&amp;oacute;gico pr&amp;oacute;prio           para essa modalidade de ensino que permita a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a           contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Diretrizes Curriculares           Nacionais,assegurando:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o reconhecimento           das formas de aprender dos adolescentes, jovens e adultos e a           valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus conhecimentos e experi&amp;ecirc;ncias;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos componentes           curriculares de modo a proporcionar um patamar igualit&amp;aacute;rio de           forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, bem como a sua disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada nos tempos e           espa&amp;ccedil;os educativos, em face das necessidades espec&amp;iacute;ficas dos           estudantes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 47 A inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jovens           e Adultos no Sistema Nacional de Avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o B&amp;aacute;sica,           incluindo, al&amp;eacute;m da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do rendimento dos alunos, a           aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de indicadores institucionais das redes p&amp;uacute;blicas e           privadas, concorrer&amp;aacute; para a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a melhoria da           qualidade do processo educativo.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A IMPLEMENTA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DESTAS             DIRETRIZES: COMPROMISSO SOLID&amp;Aacute;RIO DOS SISTEMAS E REDES DE             ENSINO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 48 Tendo em vista a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o           destas Diretrizes, cabe aos sistemas e &amp;agrave;s redes de ensino           prover:&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;I &amp;#8211; os recursos necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o           dos tempos e espa&amp;ccedil;os dedicados ao trabalho educativo nas           escolas e a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais did&amp;aacute;ticos e escolares           adequados;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;II &amp;#8211; a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuada dos           professores e demais profissionais da escola em estreita           articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es respons&amp;aacute;veis pela forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o           inicial, dispensando especiais esfor&amp;ccedil;os quanto &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos           docentes das modalidades espec&amp;iacute;ficas do Ensino Fundamental e           &amp;agrave;queles que trabalham nas escolas do campo, ind&amp;iacute;genas e           quilombolas;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;III &amp;#8211; a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de           implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do curr&amp;iacute;culo, evitando a fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos           projetos educativos no interior de uma mesma realidade           educacional;&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;IV &amp;#8211; o acompanhamento e a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos           programas e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es educativas nas respectivas redes e escolas e           o suprimento das necessidades detectadas.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 49 O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em           articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os Estados, os Munic&amp;iacute;pios e o Distrito           Federal, dever&amp;aacute; encaminhar ao Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o,           precedida de consulta p&amp;uacute;blica nacional, proposta de           expectativas de aprendizagem dos conhecimentos escolares que           devem ser atingidas pelos alunos em diferentes est&amp;aacute;gios do           Ensino Fundamental (art. 9&amp;ordm;, &amp;sect; 3&amp;ordm;, desta Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o).&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico. Cabe, ainda, ao           Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o elaborar orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e oferecer outros           subs&amp;iacute;dios para a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas Diretrizes.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;Art. 50 A presente Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o entrar&amp;aacute; em           vigor na data de sua publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, revogando-se as disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es           em contr&amp;aacute;rio, especialmente a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o CNE/CEB n&amp;ordm; 2, de 7 de           abril de 1998.&lt;/p&gt;         &lt;p style="font-size: 1em; line-height: 1.5em; margin: 1.2em 0px;           text-align: justify;"&gt;FRANCISCO APARECIDO CORD&amp;Atilde;O&lt;/p&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;     &lt;br&gt;     &lt;br&gt;     Em 12/12/2010 19:01, "Ralf Rickli arte em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, palavras &amp;amp;     ideias" escreveu:     &lt;blockquote cite="mid:4D054643.4080700@gmail.com" type="cite"&gt;       &lt;meta http-equiv="content-type" content="text/html;         charset=ISO-8859-1"&gt;       &lt;font color="#000099"&gt;&lt;b&gt;As informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es aqui est&amp;atilde;o longe de ser           suficientes, mas &amp;eacute; um ponto de partida - um alerta para a           gente n&amp;atilde;o ficar desatento ao que, PELO SIM OU PELO N&amp;Atilde;O, &amp;eacute; sem           d&amp;uacute;vida uma das not&amp;iacute;cias mais importantes do ano, embora nem           todo mundo entenda isso!&amp;nbsp; Abra&amp;ccedil;os,&amp;nbsp; Ralf&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;       &lt;hr width="100%" size="2"&gt;&lt;br&gt;       &lt;a moz-do-not-send="true" href="http://www1.folha.uol.com.br/saber/844543-conselho-de-educacao-aprova-novas-diretrizes-para-ensino-fundamental.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/saber/844543-conselho-de-educacao-aprova-novas-diretrizes-para-ensino-fundamental.shtml&lt;/a&gt;&lt;br&gt;       &lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate;         color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-style:         normal; font-variant: normal; font-weight: normal;         letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2;         text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal;         widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium;"&gt;&lt;span           class="Apple-style-span" style="font-family:           verdana,helvetica,sans-serif; font-size: 14px; line-height:           18px;"&gt;           &lt;div id="articleDate" style="margin: 20px 0px 0px; font: bold             10px verdana,helvetica,sans-serif; color: rgb(204, 51, 0);"&gt;12/12/2010&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;-&lt;span               class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;10h42&lt;/div&gt;           &lt;h1 style="margin: 0px 0px 10px; font: bold 27px/32px             tahoma,helvetica,sans-serif;"&gt;Conselho de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprova             novas diretrizes para ensino fundamental&lt;/h1&gt;           &lt;div id="articleBy" style="margin: 0px; font: 12px/17px             Verdana,Helvetica,sans-serif;"&gt;             &lt;p style="margin: 0px;"&gt;DA AG&amp;Ecirc;NCIA BRASIL&lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;           &lt;p&gt;As novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental             de nove anos foram aprovadas pelo CNE (Conselho Nacional de             Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o). Uma das determina&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o &amp;eacute; que todos alunos             devem ser plenamente alfabetizados at&amp;eacute; os oito anos. O CNE             ainda recomenda que as escolas n&amp;atilde;o reprovem os alunos at&amp;eacute; o             terceiro ano dessa etapa.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;O parecer j&amp;aacute; foi homologado pelo ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o,             Fernando Haddad, e deve ser publicado na pr&amp;oacute;xima ter&amp;ccedil;a-feira             no DO (Di&amp;aacute;rio Oficial da Uni&amp;atilde;o). "Nossa orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; muito             clara: todas as crian&amp;ccedil;as t&amp;ecirc;m direito de aprender e as             escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento             ocorra at&amp;eacute; os oito anos. N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o simplista de             que defendemos a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o autom&amp;aacute;tica", explica o             conselheiro C&amp;eacute;sar Callegari, relator do processo.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;O parecer recomenda que os tr&amp;ecirc;s primeiros anos do ensino             fundamental sejam considerados um bloco &amp;uacute;nico, um ciclo de             aprendizagem. Durante esse per&amp;iacute;odo, a escola deve acompanhar             o desempenho de cada aluno para garantir que ele seja             alfabetizado na idade correta. O texto ressalta que cada             crian&amp;ccedil;a tem um ritmo diferente nesse processo, que, por             isso, deve ser cont&amp;iacute;nuo.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;"Assim como h&amp;aacute; crian&amp;ccedil;as que depois de alguns meses est&amp;atilde;o             alfabetizadas, outras requerem de dois a tr&amp;ecirc;s anos para             consolidar suas aprendizagens b&amp;aacute;sicas, o que tem a ver,             muito frequentemente, com seu conv&amp;iacute;vio em ambientes em que             os usos sociais da leitura e escrita s&amp;atilde;o intensos ou             escassos, assim como com o pr&amp;oacute;prio envolvimento da crian&amp;ccedil;a             com esses usos sociais na fam&amp;iacute;lia e em outros locais fora da             escola", diz o documento.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;"A descontinuidade e a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alunos t&amp;ecirc;m significado             um grande mal para o pa&amp;iacute;s. Sobretudo para crian&amp;ccedil;as nessa             fase, n&amp;atilde;o tem cabimento nenhum atribuir &amp;agrave; crian&amp;ccedil;a a             insufici&amp;ecirc;ncia da aprendizagem quando a responsabilidade &amp;eacute; da             escola", defende o conselheiro Callegari.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;b&gt;ATUALIZA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O CURRICULAR&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;O parecer determina quais s&amp;atilde;o as disciplinas b&amp;aacute;sicas do             ensino fundamental, atualizando o curr&amp;iacute;culo ap&amp;oacute;s a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o             de leis que tornaram obrigat&amp;oacute;rio, por exemplo, o ensino da             m&amp;uacute;sica. O pr&amp;oacute;ximo passo do conselho, segundo Callegari, ser&amp;aacute;             determinar "expectativas de aprendizagem" para cada fase, ou             seja, o que cada crian&amp;ccedil;a brasileira tem o direito de             aprender em cada s&amp;eacute;rie ou bloco. O MEC (Minist&amp;eacute;rio da             Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) est&amp;aacute; trabalhando nisso junto com estados,             munic&amp;iacute;pios e pesquisadores.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;"Isso tem a ver com a subjetividade do direito, as crian&amp;ccedil;as             t&amp;ecirc;m direito n&amp;atilde;o s&amp;oacute; &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas &amp;agrave; aprendizagem. N&amp;oacute;s temos             que dizer com clareza quais s&amp;atilde;o essas expectativas para que             todos se comprometam com a sua realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o", afirma.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;O conselheiro acredita que essa defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai orientar a             organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos curr&amp;iacute;culos, que, na opini&amp;atilde;o dele, hoje se             pautam por avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es como a Prova Brasil e o Enem. "&amp;Eacute; uma             invers&amp;atilde;o completa. S&amp;atilde;o os curr&amp;iacute;culos que devem orientar as             avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, e n&amp;atilde;o o contr&amp;aacute;rio. Queremos que as escolas e             sistemas de ensino construam seus curr&amp;iacute;culos, mas a partir             dessas expectativas. Isso &amp;eacute; particularmente importante neste             momento em que vivemos uma fragilidade na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial             dos professores", avalia.&lt;/p&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;       &lt;br&gt;     &lt;/blockquote&gt;     &lt;br&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-3853577371219780232?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/3853577371219780232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/re-novas-diretrizes-para-ensino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3853577371219780232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/3853577371219780232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/re-novas-diretrizes-para-ensino.html' title='Re: novas Diretrizes para Ensino Fundamental: mais detalhes &amp; texto completo'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-2803713329946560581</id><published>2010-12-11T12:34:00.003-02:00</published><updated>2010-12-11T12:37:05.271-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas com o leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>PPP: um Primeiro Post Pós-Bahia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Pois é, gente...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;(Gente? Que gente? Praticamente abandonei este blog, não é de estranhar se os amigos também o tiverem abandonado. Será que alguém vai ler isto aqui? Ora! Se a gente só agir quando há resultado seguro, então não agirá &lt;i&gt;nunca!&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;... este é o quarto dia em São Paulo, depois de ~40 na Bahia. Mais dois, e zarparei para uns 20 ou mais dias em Curitiba. E hoje alguém falou de Florianópolis... que eu chamava Nordeste no Sul, e está pra fazer 23 anos que não vejo... Deu vontade de rever, talvez até de repensar minha decisão de ir morar no Nordeste do Nordeste sem nem considerar esse Nordeste do Sul... Será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Minha decisão de dar as costas ao Sul se deve antes de mais nada ao clima, e não apenas por questão de gosto mas de saúde. Salvador me surpreendeu com o clima mais apropriado às minhas necessidades de corpo-e-alma, de todos os que conheci até agora. Florianópolis é linda e&amp;nbsp;tem mar (um outro fator importante em relação à saúde!), mas conhece umidades e ventos gelados em boa parte do ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ainda assim... não sou nenhum aposentado escolhendo onde repousar,&amp;nbsp;nem abastado escolhendo onde vadiar, preciso trabalhar, e por razões de sanidade física e mental esse trabalho não pode ser só no computador, tem que incluir contato pedagógico com GENTE - e isso nunca depende só de nós, depende também das gentes e estruturas do lugar... E se aí uma tal situação se oferecesse perto do mar de Florianópolis (onde por estranho que pareça &lt;i&gt;ainda &lt;/i&gt;tenho mais conhecidos!), e não do da Bahia, eu poderia me dar o luxo de dizer não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Sei lá! &amp;nbsp;Em princípio minhas intenções ainda são ir de mudança pra Salvador logo depois do Carnaval. Ou seja: daqui a três meses. E nesses três meses não serei doido de fechar os ouvidos &amp;amp; olhos para o que a Vida quiser falar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quanto à Bahia?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ainda é cedo. Ainda é cedo para um balanço, ou algo assim. Provavelmente brotará em Curitiba (talvez o lugar mais oposto à Bahia que há no Brasil!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mas reitero meu convite a ver a narrativa visual desses 40 dias em dois álbuns do Facebook abertos ao público em geral (também estão no orkut, mas lá precisa ser membro):&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Bahia 1: uma vida iniciada em 26.10.2010?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/album.php?aid=254441&amp;amp;id=675398420&amp;amp;l=2f4e168e27"&gt;http://www.facebook.com/album.php?aid=254441&amp;amp;id=675398420&amp;amp;l=2f4e168e27&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Bahia 2: Cachoeira &amp;amp; São Félix do Paraguaçu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/album.php?aid=260517&amp;amp;id=675398420&amp;amp;l=6d8259ee96"&gt;http://www.facebook.com/album.php?aid=260517&amp;amp;id=675398420&amp;amp;l=6d8259ee96&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Amostras aqui? &amp;nbsp;Ah, deixa de ser preguiçoso: são 290 fotos, como é que eu vou escolher? Vai lá, juro que você vai gostar! ;D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;ABRAÇOS GERAIS!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TP-4MmG3wbI/AAAAAAAACz8/pXBkynuiMVA/s1600/SDC11269.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TP-4MmG3wbI/AAAAAAAACz8/pXBkynuiMVA/s400/SDC11269.JPG" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TP-3_N5vvXI/AAAAAAAACzg/9G32wGa_zQ0/s1600/SDC11263.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TP-3_N5vvXI/AAAAAAAACzg/9G32wGa_zQ0/s320/SDC11263.JPG" width="240" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-2803713329946560581?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/2803713329946560581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/ppp-um-primeiro-post-pos-bahia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2803713329946560581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/2803713329946560581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/12/ppp-um-primeiro-post-pos-bahia.html' title='PPP: um Primeiro Post Pós-Bahia'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TP-4MmG3wbI/AAAAAAAACz8/pXBkynuiMVA/s72-c/SDC11269.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-8812340230505052666</id><published>2010-11-20T22:06:00.001-02:00</published><updated>2010-11-20T22:08:56.199-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AFRO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CULTURA Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jazz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÚSICA'/><title type='text'>Onze CDs que podem combinar com um DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sem muitas explicações, já que a música é uma arte que fala por si:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;• &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=LFZV4M5H"&gt;Balé "Z - 300 ANOS DE ZUMBI"&lt;/a&gt;, de Gilberto Gil e Germaine Acoigny.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não se trata de canções, mas de música sóbria (erudita contemporânea, minimalista) para falar de um tema histórico duro. Música mais para consciência que para mera festa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;•&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=L4B8RA1Q"&gt;Os AFRO-SAMBAS de Baden Powell e Vinicius de Moraes&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(1962), em duas versões: Baden Powell com Quarteto em Cy (1990) e Mônica Salmaso com Paulo Belinatti (1995).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;•&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Toumani Diabaté: &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=LY33NY1Z"&gt;MANDÉ VARIATIONS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; (2008) e &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=HK6FOUFB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;NEW ANCIENT STRINGS &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(1999) -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;dois discos do maior virtuose atual da kora, a harpa clássica do Máli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E ainda: os magistrais discos iniciais de 3 grandes cantoras negras de língua inglesa:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;• &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/295295497/Nina_Simone_-_1958_Little_Girl_Blue.zip"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nina Simone: LITTLE GIRL BLUE &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(1958)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;• &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=5CWZDCR0"&gt;Roberta Flack: OS QUATRO PRIMEIROS DISCOS&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;First Take&lt;/b&gt; (1969), &lt;b&gt;Chapter Two&lt;/b&gt; (1970), &lt;b&gt;Quiet Fire&lt;/b&gt; (1971), &lt;b&gt;Killing me Softly&lt;/b&gt; (1974).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transitando entre o romântico sofisticado e o político idem, quatro discos extraordinários, difíceis de classificar... o que torna &lt;i&gt;trágico &lt;/i&gt;que após o sucesso de Killing me Softly Roberta tenha se deixado comprar pela indústria para ser "a rainha da discoteque", com um trabalho raso e sem caráter que não chega a 10% destes primeiros discos - que merecem ser ouvidos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;• &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=I6FFIUKB"&gt;Joan Armatrading: STEPPIN' OUT &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Inglaterra, 1979) -&amp;nbsp;vozeirão afirmativo que pode espantar nos primeiros minutos... mas tem uma força, sensibildiade e swing que também não podem ser esquecidos!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35941136-8812340230505052666?l=pluralf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pluralf.blogspot.com/feeds/8812340230505052666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/11/onze-cds-que-podem-combinar-com-um-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/8812340230505052666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35941136/posts/default/8812340230505052666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pluralf.blogspot.com/2010/11/onze-cds-que-podem-combinar-com-um-dia.html' title='Onze CDs que podem combinar com um DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA'/><author><name>Ralf R só-a-consciência-no-ato-salva!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07416661275957200993</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_s840henTQSk/TCy6r16Xu_I/AAAAAAAAA_0/zgtnslLIzgw/s1600-R/sofia_103x150outro_tom.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35941136.post-3107363888016028251</id><published>2010-11-20T16:26:00.001-02:00</published><updated>2010-11-20T16:26:40.013-02:00</updated><title type='text'>Bebês já julgam intenções boas e más, diz estudo</title><content type='html'>&lt;br&gt;     &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/11/17/bebes-julgam-intencoes-boas-e-mas-diz-estudo.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/11/17/bebes-julgam-intencoes-boas-e-mas-diz-estudo.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br&gt;     &lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate;       color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; font-style:       normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing:       normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px;       text-transform: none; white-space: normal; widows: 2;       word-spacing: 0px; font-size: medium;"&gt;&lt;span         class="Apple-style-span" style="font-family: arial,sans-serif;         font-size: 10px;"&gt;         &lt;div id="titulo" style="margin: 1.5em 0px 0px; padding: 0px;           list-style-type: none; overflow: hidden;"&gt;           &lt;div class="div1" style="margin: 0px; padding: 0px;             list-style-type: none;"&gt; 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